Tag poeta

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⁠A SERIEMA

Falam que a seriema, quando desata 
O seu canto, no cerrado ali tranquilo
A viola do roceiro, chora, a segui-lo
Roncando esmorecimento pela mata

O retinir, longo, tal um sino de prata 
Quando soa, longe, se pode ouvi-lo
Num tal solfejo, em aguda sonata
De um aristocrático canoro estilo

Quando a cantata, ressoa amolada 
No coração do sertão, bem fundo
A saudade dói, e no peito faz morada

E o que mais neste canto se espanta 
É que o canto de apenas um segundo
Na alma do sertanejo se agiganta...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 
2020/agosto, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠⁠Essa é a razão de um poeta: ESCREVER sempre seus sonhos e "VIVER sem ter vergonha de ser FELIZ"

Inserida por WILAMYCARNEIRO

⁠ADVERSO DUM VERSO

Essa sensação de face cansada 
Que vês no meu poetar azedo
De trova tremente e mirrada
É falta que lamenta no enredo

O versejar pouco camarada 
Da satisfação já em degredo
De rima velha e desgraçada
Em que não se profere ledo

Ontem, de viço e alegria 
Hoje, o choro e sofrência
Um fado. Na vã poesia

Nesta dura sina em riste 
Do canto em decadência
Verseja um poeta triste!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
17/08/2020, 16’45” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

A mulher é uma árvore do amor. ⁠

Inserida por EscritorErickpereira

⁠A QUARESMEIRA

Pra Quaresmeira ser louvada, não basta 
No cerrado, trovar os dotes do encanto
Tem de ter na poesia, o instinto tanto
Da magia e sensação que o belo arrasta

De um esplendor e uma tal delicadeza 
Nesse sertão de diversidade tão vasta
Seu destaque de flor preciosa e casta
Do lilás dos cachos, adorno da natureza

Exaltação aos olhos, de florada ligeira 
Chama da paixão, graça, poesia acesa
A essência sedutora da quaresmeira

Na admiração, um trescalar misto: 
De funesto fase, reflexão e beleza
Em cortejo do martírio de Cristo!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
18/08/2020, 09’43” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ONDE O CERRADO MORA

Uma secura à beira de um barranco 
No entorno: ipês, buritis, e o pequi
Por todo lado o agigantado céu rubi
No horizonte, um devaneio franco

O dia acorda na alva, num só tranco 
Onde ouve o canto da brejeira juriti
E o passeio do solitário macho quati
Ali, alvoraçando a vida num arranco

À tardinha, em romaria, o regresso 
A melancolia deitada na rede, espera
O entardecer mais bonito, confesso!

Se crês na quimera, ela existe, porém: 
É no torto do cerrado de falsa tapera
Onde mora, que há encanto também!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
18/08/2020, 15’17” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A honestidade precisa está entrelaçada no nosso sangue.

Inserida por EscritorErickpereira

⁠Os teus sonhos?...
compartilhe-os apenas com pessoas que você mais ama,
ou você os realiza; 
ou guarde-os só para você. 

Inserida por poeta1958

⁠Antes de você jogar a pedra que fura, se avance na direção da mesma.

Inserida por EscritorErickpereira

⁠Poeta e Poesia III

Ao escrever uma poesia o poeta não abre apenas as portas e janelas da imaginação para um mundo imaginário e cheio de encanto. Ele entrega-se de corpo e alma aos seus mais intensos devaneios poéticos, ressuscitando o desejo natural que constitui o império afetivo e emocional do ser humano. O espaço de sensações representadas pelo seu universo lírico interno.
A poesia é uma forma de trazer à tona emoções, sentimentos, sensações, medos, glórias, horrores, vivências do cotidiano do poeta ou simplesmente narrar um fato ou uma situação simbólica.
De qualquer forma, identidades fictícias ou não são modeladas e relatadas com base nas mais variadas nuances metafóricas do poeta.
Existe um simbolismo muito particular, diria até íntimo entre os signos que dão forma à poesia e o poeta. Simbolismo este, oriundo do fantástico entrosamento de ambos.
Os cenários criados pelo poeta quase sempre são registros simbólicos de ideologias arquetípicas emergidas do seu próprio cósmico social com uma pincelada generosa de rebeldia. Poesia é libertária, é a arte dos revoltados, dos outsiders por excelência. 

Inserida por ednafrigato

Nossas almas acompanham a direção de nossos olhos.

Inserida por alisson_barreto

⁠⁠IRREVOCÁVEL

A minha solidão tem sonhos imensos
Que poetam sensações sem arreatas
Onde o eco do querer, em serenatas
Na inquietação, tem vigores extensos

Meu coração tem umas tais colunatas
E ali agitado, vivo com olhares densos 
Atraindo, com devaneios tão intensos
E uns sentimentos e pesares primatas

Nesse templário de sonhos e poesia
Entrei ávido nessa catedral um dia
Pra me contagiar com o doce sabor

Doados pelos cavaleiros medievais
Da paixão, amos destas catedrais:
Me vi, irrevocável, ao provar amor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
20 de agosto de 2020- Triângulo Mineiro 

Inserida por LucianoSpagnol

Todo brasileiro é mascavo 
Pertencem a essa terra.
Vieram, de não sei onde;
De não sei do que;
E, não sei porque....
Mas vieram e construíram essa nação.
Mistura do mundo novo. 
Que se precipitou há nascer.
No solo da terra brejeira.
Não se colocou: nem ; e fronteira.
De alguma cabeça. De quem queria aparecer.
Sabemos a cor de nossa bandeira.
Somos todos mascavos. 
Viemos de todo lugar.  
O pé no barro e olho no 
Futuro. Bons frutos plantar.
“Respeito. Respeito”
Isso é preciso.
O dinheiro juntado no jarro.
Não fica na mão de bandido.
Verdadeiros ladrão da Nação.
Onde o canalha, apropria.
Sobra para o pobre, agonia.
Já fazem 500 anos. 
Crescer e amadurecer.
Preconceito. Nunca se admitir.
Afinal , ninguém é tão perfeito. 
No seu modo de agir.
Mas , somos todos mascavos.
E podemos encaminhar 
Nossa nação. 
É o Novo Mundo a emergir.
Se, antes, encaminhado não foste.
No dégradé de suas cores
Nova história. Há de surgir.
Marcos fereS
 

Inserida por marcosviniciusfereS

⁠AO PÉ DO OUVIDO

Eu fui confidenciar, lôbrego, o meu pesar 
À velha lua, branca e nua, no céu viçosa
Na noite acordada, supondo que ao falar
Teria o trovar solto duma queixa amorosa

Não quis sequer atenção, então, prestar 
No celeste ali estava e, ali ficava gloriosa
Mas, pouco a pouco, num súbito quedar
Vendo um ciciar, pôs a me ouvir cautelosa:

Entre soluços e suspiros eu narrava tudo 
Ela comovida, pois, poética e apaixonada
Tal como é, romanceou o duro conteúdo

Com os olhos cheios d’água, sonhadora 
Compadecida desta sofrida derrocada
Então, chorou comigo pela noite afora

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
21 de agosto de 2020- Triângulo Mineiro
paráfrase Pe. Antônio Tomás

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A saudade me destrói como uma bala de decepção.

Inserida por EscritorErickpereira

⁠FIM DE TARDE

Cindindo a vastidão do céu do sertão 
Do planalto, num entardecer encantado
Sulcando as nuvens com raios dourado
Devassando o espanto, e sedutora visão

E no horizonte sem fim do torto cerrado 
Ei-lo purpureando em toda a amplidão
Abarcando o cenário com tal composição
De matizes, alumiado por dom imaculado

Brilha, e se eleva em busca do infinito 
O findar do dia, no céu é manuscrito
Auroreando a inspiração, numa poesia

Cheio de escarlate, assim, a cintilar 
Que se vê na fulgência deste lugar
Vai-se a luz, e vem a noite sombria...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 
20/08/2020, 17’00” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Poesia é o ilógico lógico, o lógico ilógico, conexão sem razão: é a linguagem secreta de um sentimento que só é desvendada por outro poeta.

Inserida por ofrancopensador

⁠O que adianta
viver no paraíso.
Se não tiver ninguém para contar. 

marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

⁠ALVO

Pra onde houveres, sonho, pra onde fores 
Irei também, suspirando a mesma utopia
Para amenizar o penoso logro, a fantasia
E, sossegar a quimera de suas mil dores

Que triste, a emoção sem as dadas flores 
E eu tão sem agrado e o ser sem alegria
Sonhando sem inspirar a romântica poesia
Pesadelos molestando e fazendo horrores

Golpeou-me a direção? Que sorte sombria 
Nas escarpadas faces dos postiços amores
De assim magoar-me sem que amor havia

Seria a mão do azar, então me tocando? 
Se sou sonhador, e o amor com valores
Não o ter, nefasto eu, Deus! até quando?

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 
25/08/2020, 10’36” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Música
Compositor Poeta Adailton
Eu só volto para você se você prometer morar comigo no sertão
Se você voltar para mim eu prometo lhe dar meu coração.
Fazer muito amor.
O galo é o nosso despertador.
Cedinho já estamos de pé.
No fogão a lenha fazemos o café.
Eu só volto para você se você prometer morar comigo no sertão
Se você voltar para mim eu prometo lhe dar meu coração.
Lá no Sertão a natureza é bela
No cavalo eu boto a sela
Deitar na rede
com a água do pote matar a sede.
 Eu só volto para você se você prometer morar comigo no sertão
 Se você voltar para mim eu prometo lhe dar meu coração.
Lá no Sertão o nosso amor não fica para depois.
O Rancho é pequeno, mas no meu coração cabe nós dois.
Eu só volto para você se você prometer morar comigo no sertão
Se você voltar para mim eu prometo lhe dar meu coração.
Poeta Adailton

Inserida por adailton_ferreira_2

“Às vezes, quando você apaga uma mensagem já enviada, a mesma — por meio da barra de notificação — já pôde ser visualizada; desse modo, portanto, você consegue a proeza de passar duas mensagens: aquilo que você ia dizer e a notoriedade de que você não é bem resolvida no que fala.”

Inserida por ricardocb7

⁠SUSPIROS PROFUNDOS

Ninguém sentiu o meu choro inseguro 
Ó dolorosa dor entre as dores minhas
Embriagada solidão, máculas daninhas
O falto para mim foi silencioso e duro

Permaneceste no pensamento escuro 
Vazia e casta, tristes eram as tadinhas
E chegaste a ter mais do que tinhas
Tornando-te em um flagelo impuro

Invisível tornou o meu sofrer inquieto 
A minha poesia, o sentimento secreto
Jorrados do sentir, ali tão moribundos

E, neste trágico, pedaço dos pedaços 
Ele, que habitou a ter esses embaraços
Fez-me o dono de suspiros profundos

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado 
26/08/2020, 12’28” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VELHO TEMA

Só a graça da poesia, em toda a sensação 
Palia o engano de um amor, mais nada
Nem mais os soluços do infeliz coração
Disfarçam a dor da devoção malograda

A insistente quimera por ela estacada 
No seu encanto, chora toda a emoção
Da desilusão: no canto, na rima falada
Criando outro sonho, de novo a paixão

E, nessa inspiração que supomos 
Duma tal felicidade que sonhamos
Em cada versejar, a verdade somos

Assim, nessa concordância, sejamos 
O olhar, o afago, se na prosa fomos
O sentimento, ai no amor estamos!

© Luciano Spagnol- poeta do cerrado 
27, agosto de 2020 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Se a poesia só existe quando alguém a lê, quem é, de fato, o poeta: eu ou você?

Inserida por bruno_ramalho

⁠ESPERA

Ah! quem dera que as lembranças de outrora 
Inda aromatizasse! Ah! e que assim pudera
O tempo de ontem fosse o tempo de agora
E não só este imaginar: - a outra primavera

Já não se tem mais uma extasiada aurora 
No vetusto ser, tudo é igual, sem quimera
Onde a imaginação era de hora em hora
Agora, silêncio. Ah! como díspar quisera:

Debruçado nos sonhos, e o sonho recendia 
O desconhecido, cheio de poesia intensa
No brotar do alvorecer duma nova hera

Ah! quem me dera que isto, fosse um dia 
Uma razão, e não devaneios d’alma densa
De saudades, que poeta suspira e espera...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
28/08/2020, 15’18” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol