Tag poeta

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⁠poema de finados

hoje é dia de finados
de estar no cemitério
de pesares anexados
e de um olhar etéreo

hoje é dia de finados
de tributo, de oração
de prantos sufocados
apertura no coração

hoje é dia de finados
da tristura que brade
dos viveres passados
hoje é dia de saudade...

... é dia de finados!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/11/2020, Araguari, MG
Finados

Inserida por LucianoSpagnol

Estamparia
A luz alva gloriosa, 
Invade a tela.
E tinge-se de espectros 
De mais variadas frequências.
Do rubro ao lilás.  
E a grei. Mescla-se. Na busca
De um sentido. Que não existe.
Apenas a tela alva gloriosa.
Onde se passa. Onde se afigura.
Onde se segura. Onde se reconhece.
Onde se deixa passar. 
E a estampa vai mudando de cor.
Conforme o todo se modifica.
Em movimentos naturais.
Onde o corpo não alcança,
Apenas sente.
E intui. O real existir,
Até o momento que;
A tela já. Deixa de reter
A luz alva gloriosa.
E o conjunto de desvanece,
Fluidificante.
Em milhares de cores distintas,
Para simpatizar-se em outras
Formas e cores.
Onde entendem.
Que são apenas, instrumentos criados
Para estampar. Um momento 
Delirante. De pertencimento 
A algo. Que se julgam diferente.
Dos demais. Servindo de um balsamo.
Para aliviar o peso por não saberem.
O que ocorre em volta da tela
De alva gloriosa. 
Onde. Estampados os Sonhos
imagens anteriores. 
Que serve. Junto aos instrumentos
Juntados. Tornar realidade,
Passageira. Que propicia esplendor.
Fascínio, dependência, saudade, 
Desbotamento, envelhecimento,
Separação. Para busca de novas
Formas para estampar na 
Tela gloriosa. Novas formas
Para a Vida que segue.

Marcos FereS⁠

Inserida por marcosviniciusfereS

⁠O TREM DA PAIXÃO

Lá vai o trem agitando o coração 
Num baticum, cheio de surpresa
Pelo chão incomum duma paixão
Sustentando a luz da ilusão acesa

Lá vai o trem da sede e emoção 
Pelo planalto da acre incerteza
Beijo e sensação, mão na mão
Olhar e razão: - total gentileza!

Lá vai o trem nos trilhos da avidez 
Entre os suspiros, o suspiro meu
Em movimento de nunca o talvez

Magno trem e no bem o apogeu 
Comboio de ardor, numa validez
Carreando amor, que o amor creu!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
03/11/2020, 10’20” - Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Fragmento poético
Poesia: O interior de si

Na escrita e na fala
Coloquei a minha dor.
Meu emocional está abalado,
Estou carente de amor.
(...)

Inserida por samuelthorn

⁠Fragmento poético
Poesia: O interior de si
(...)
Está cada vez mais difícil,
De encontrar alguém.
Um quer experimentar cem
E não deseja amar ninguém.
(...)

Inserida por samuelthorn

⁠⁠Fragmento poético 
Poesia: O interior de si
(...)
A vida é feita de fases.
Em uma delas devemos amar.
Se não, na última só vai ficar:
Uma tristeza que não passará.
(...)

Inserida por samuelthorn

⁠⁠⁠Fragmento poético 
Poesia: O interior de si
(...)
Não queremos sentir a dor.
Nem chegar na depressão.
Mas não temos o amor
Para aquecer o coração.
(...)

Inserida por samuelthorn

⁠⁠⁠Fragmento poético 
Poesia: O interior de si
(...)
⁠Está acabando a humanidade
Que ainda existe em nós!
A cada tempo que passar
Se cala uma bela voz.

Inserida por samuelthorn

⁠Sou como um poeta solitário
Tenho muitos amores
Mas não fico com nenhum

Inserida por martinha_s_dias

Provocações


Se uma pessoa gosta verdadeiramente de outra.
Não precisa muda-la. Porque não ira caber na 
Sua teia idealizada. Apesar de toda, sua boa intenção.
O ser humano, carrega dentro de si. Sua própria angustia
E natureza. Tudo o que foi necessário para sobreviver
Até aqui. Inclusive as imperfeiçoes.
Disso é composto os humanos. 
Inclusive alvo de provocações narcisistas,
Projetadas no objeto. Para satisfazer
pulsão perversa. Que tem;
Na Origem. O defeito natural daquele,
Que procura fugir de sua própria 
angustia existencial , que ainda 
e ainda não encontrou a forma de 
entender e mudar esse gênio.
que escraviza a própria mente.
Que; pelo próprio desconhecimento.
É apenas um vício para distrair-se de si próprio.
E o mundo gira e a graneiro roda. 


Marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

⁠PARIÇÃO DUM SONETO

Como um vaso de cristal, vazio e de aporte 
Ideias vem, pois bem, tal lampejo em rama
Se arranja, desarranja num sublime porte
Inspirando formas, que da alma derrama

É uma sensação num sentimento forte 
Enredando entre os dedos, e ali clama
Poética obra, cheias de encantada sorte
Dum verso em rima que a estima chama

E entre clarões dispersos, assim, venha 
O que vibre, que enlouqueça o secreto
Em um rebento da imaginação prenha

E, no somo apogeu do destinto alfabeto 
Da quimera, passa a ter ideada ordenha
Dos devaneios, para se parir um soneto

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
04/11/2020, 18’42” - Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Oração do amor

Amor vem do verbo amar 
Só com o coração se pode conjugar
Dele o beijo é associação
Entre dois lábios, a expressão
Eu amei é passado
Eu amo é presente
O futuro é do agrado
Negativo fica ausente
Quem ama é indicativo
De amor na vida da gente
Amar, verbo intransitivo.
Tente! Não deixe pendente!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
24 de abril, 2016 - Cerrado goiano
25/04 - dia do AMOR

Inserida por LucianoSpagnol

⁠HORAS DE SAUDADE

Vou de avivo no repouso, descontente 
E travas lágrimas nos olhos a prantear
Ah! quanta avarenta emoção a suspirar
Ah! quanto silêncio no sertão poente

A hora no horizonte é vagar cadente 
Um adeus, sem acabar e a se quebrar
Um vazio apertando a alma no pesar
E uma solidão que fala com a gente

A escuridão, e um nó na garganta 
Um feitiço que no amargor canta
Cravando a sensação pela metade

Tristura, e uma trova sem medida 
Querendo versar, e na dor sentida
Redigem as horas duma saudade!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
05/11/2020, 12’07” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Meu Deus! Delírio em noites frias.
 Teu amor teima e me enlouquecer.
Pobre poeta! Que triste sina.
 quem te ensinou escrever em noites frias?

Inserida por eraldocosta13

⁠SONNET

Minha poesia tem seu segredo, o seu mistério 
Um amor perdido, eterno, na alma concebido
Que o mantem quieto, e na sensação dividido
Um querer impossível, tão cheio de critério

Ai de mim! Nas trovas passei despercebido 
Solitário ao seu lado, de uma sorte estéril
Indigerível e uma versificação no cautério
Sem pedir nada, sem nada, e tão bandido

Sentimento... aqui no peito doce e terno 
Que segue o seu caminho, sem me ouvir
Num murmúrio árido e frio tal o inverno

E, o poema piedosamente fiel, no sentir 
Tal rama em flores e espinho no verno
Verseja o amor e a tristura sem desistir

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
05/11/2020, 19’30” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠O CERRADO É GRANDE

O cerrado é grande, de uma tal imensidão 
O teu tempo, e uma lentidão e melancolia
Que a tua calma no silêncio acordar-me-ia
Da preguiça não, mas da sua orquestração

Atração mudável, todo selado. Ó sertão! 
É tal vibração que em vós se tem melodia
Tingindo a vida, de um dia pós outro dia
Incertos todos, mas repletos de atração...

Eu vi por aqui, ipês e outras mais flores 
Pequi, jatobás, a ventura e desventura
Os tucanos vi desenhar os fiéis amores

Sequidão, e verdura, tudo é mistura 
Pintando o chão com variadas cores
Em um tudo mais, o renovo, fartura!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
06/11/2020, 09’02” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

A Flor do Madacaru


A flor do mandacaru... das lágrimas pelo chão  
Brotam da dura terra num alvo véu do agreste
Ornadas de espinhos, num prenúncio de união
De força, na secura ou na chuva em ato celeste
Abrirá! E ao poeta de cordel - eterna comunhão
São trovas da flor a enfeitar a poesia que fizeste
Flor do mandacaru... graça despertada no sertão!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
06/11/2020, 09’02” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMOR FARTO

Portentoso amor doce, amor formoso 
Que meus desejos são desejos celestes
No meu peito o amor do amor viestes
Num olhar vivo de um haver amoroso

Amor tão sereno, amor tão venturoso 
Que faz jus de tais prazeres te destes
Do tal sentimento o amor rendestes
Essa paixão, esse bom fruto saboroso

Que siga eu por vos ter, e vos traga
No meu pensamento tão contente
Onde ordena amor e o amor acena

Mas, que nunca tenha de vós pena 
Pois, o amor com o amor se paga
E nos ricos gestos é que se sente!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
06/11/2020, 21’29” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠TORMENTO

Em enturvados cruéis, tal a dor 
Num ritmo triste, que não alivia
Chamar a inspiração da poesia
Fria: - é qualquer ode de amor

E ver o choro do penar que for 
Ali presente, na rima. Se fazia
Em um vagar d’alma cativa, ia
Crendo neste causar pecador

A quem não fará crer a culpa? 
De tais os versos no tormento
Bem sei, minha, sem desculpa!

Pois, até lástima na poética tem 
E vem o versar meu, sem alento
Com suspiros na prosa também.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
08/11/2020 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Música Até ontem
Compositor Poeta Adailton
Até ontem te procurei pela casa vazia
Até ontem eu não dormia
Até ontem eu não sorria
Até ontem eu sofria
Refrão:
Até ontem te esperei
Até ontem te liguei
Até ontem te amei
Mas você não entendeu
Até eu chorava e não comia
Até você não me amava e eu não sabia
Até ontem de madrugada eu senti frio
Até ontem meu coração era vazio
Refrão:
Até ontem te esperei
Até ontem te liguei
Até ontem te amei
Mas você não entendeu
poeta Adailton

Inserida por adailton_ferreira_2

⁠EM SUMA

Assim como vos vejo na saudade 
distante, devoluto, assim me veja
despido de tudo, e assim esteja
sem haver em nós mais vontade

Que, pois eu fui o que na verdade 
espirou nu na solidão, e nu seja
qualquer sentimento de peleja
pois, não se agrada pela metade

Quiseste vós, e assim, ter partido 
sendo vós o amor meu, eu vosso
o devanear que me faz esquecer

Que, pois por vós tenho padecido 
e último trovar esse de vós, posso
crer... O adeus a vós, é mais viver!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
08/11/2020, 14’24” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠POESIA DA ALMA

Quando a alma tá vazia, saudosa, escrevo uma poesia.
Quando a alma transborda de alegrias faço rascunhos de poemas.
Quando a alma está inquieta e teima, ensaio algumas rimas.
A alma do poeta é papel branco e tinta nanquim.       A alma do poeta é feita de rabiscos de gente, rascunhos do mundo.

Inserida por regismeireles

⁠ORÁCULO

Horas breves da ventura em portento 
E tão vazias no empenhar se as tinha
Que na ilusão se demoliu tão asinha
Atando acaso ao rumoroso tormento

Aqueles anseios que fundei ao vento 
Que a sorte levou, que mas sustinha
Do incoerente que restou, é minha
Causa, pois, não predispus provento

Juízo, que bom se prudência tivesse 
Tudo é possível, e não só brandura
Aparece e logo adiante desaparece

Ó oráculo pesado, ó acre amargura 
Serventia sem valia, e sem benesse
Tudo é fugaz, voraz, e pouco dura!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
10/11/2020, 07’24” – Triângulo Mineiro
paráfrase Diogo Bernardes

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ENTARDECER EM NOVEMBRO

Solta a sombra do negrume na tarde formosa 
Vai galgando o escuro da noite de primavera
Montado na campina contornada de quimera
O novembro, corta o céu, na fresca carinhosa

Baixa o sol no vale, e o horizonte o espera 
Calmamente, surge a estrelada tão radiosa
Com seu manto de uma couraça escamosa
Numa poética de sonho e de beleza sincera

Na imensidão do planalto suspira o infinito 
A noturna acorda sob a escuridão ardente
Desperta a lua entre as nuvens no seu rito

E a noite em caminhada, no breu persiste 
Tingindo o sertão num abaçanado poente
Do pousar do cerrado, melancólico e triste!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
10/11/2020, 20’23” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CANTAR O CERRADO

É cascalhado e sinuoso, mas todavia 
de um encanto lotado de um alento
no seu sulcado chão tão macilento
poema se lê com rimas de teimosia

E uma vez que na extensa pradaria 
ao admirar o horizonte pardacento
hora se faz dia e o dia o momento
nascendo o diverso em desarmonia

A velha terra, de poesia e liberdade 
com tal melancolia e uma saudade
que encharca a sequidão de sabor

Então, ao encontra-lo, assuste não 
Logo terá acordo e muita emoção
Pois, o cerrado passa além do amor...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
11/11/2020, 08’47” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol