Tag poeta
Pai mãe estou pronto pra viver a vida
Já entendi quem nem tudo cicatriza
Que as pessoas machucam mesmo te amando
Não há culpando é só alguém se adiantando
E magoando quem espera ser feliz
Querendo frutos de outra raiz
Ainda verão as minhas lágrimas por aí
Comemorando vitórias porque eu sou foda
Não quero Deus se preocupando comigo
Não quero tá nos achados e perdidos
Quero correr com muita velocidade
Quero cantar e acordar toda cidade
Sentir o sol aquecer o meu caminho
Porque eu tô vivo
ALMA NUA
Ainda que silencioso, a trilhar, eu sigo
Despido de uma sensação que conforta
Tenho emoção, essa sorte que bendigo
Mesmo sabendo que a carência corta
A doce ilusão, como é bom e importa
Tudo é confiança, e nada eu maldigo
Bem sei que no tender se tem porta
E na simplicidade do querer o abrigo
Então, desconfortado, assim vou, eu
Tal qual um poeta sem devoção sua
A procurar o amor que já se perdeu
E nesta de ser feliz na infelicidade
Me vejo no espelho de alma nua
Matutando o mantra da saudade!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28/10/2020, 05’34” – Triângulo Mineiro
INSACIÁVEL FOME
A poesia é o grito
Que me sobra
E a insaciável fome
Que me assola.
@poetamarcosfernandes
Amor, não me espere na esquina da curva, nem me aguarde nos históricos lugares onde nos amamos, apenas me guarde.
Não, não diga nada, apenas deixe a emoção descer pelos olhos, me guarde, caso eu parta.
Não, não quero partir!!! Amor, tenho que partir.
Estarei nas estrelas da noite, nas canções que me sentir, enfim, no canto em cada canto de uma saudade, estarei. Te aguardo aqui, basta olhar para o alto, amor estou te vendo, me sinta.
ETERNA CANÇÃO (soneto)
Tens, sempre, o fogo da emoção
Do fascínio: - que arde na viveza
Em ginga e encantos da pureza
Todo a magia do pecado da paixão
E, sobre esse senso, a doce beleza
Da atração, que brota no coração
Mansa poracé, inigualável razão
E então, alimento e escava reza
És suspiros e mimo, tinos, tal qual
Os beijos são desejos tão ardentes
E que vorazmente atinge o ideal...
Afinal, memoração e gozo aqui são
Permanentes, em olhares reluzentes
De este amor, uma eterna canção!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/03/2020, 08'18" - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Dois olhares se cruzam
Sonoros, em um dueto
Em sedução o coração
Em criação um soneto...
DOIS AMORES
Dois amores carentes de amor
Em seu mais puro sentimento
Entoam-se num dueto regedor
De carinhos, prazer e momento
Dois olhares repletos de ardor
Um ao outro o tratado atento
Dois seres ao agrado com valor
Juntos, num ímpar pensamento
Donde vem tanto afeto, cortesia
Álacre canto de canto incomum
Que enche o peito de tal poesia?
Do querer, do haver dois em um
Onde o tornar alcança a alegria
E a sensação um pulsar comum!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/10/2020, 16’29” – Araguari, MG
Dois olhares se cruzam
Sonoros, em um dueto
Em sedução o coração
Em criação um soneto...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/10/2020, 16’29” – Araguari, MG
SOU POETA
Sou Poeta
Em qualquer espaço
Faço do meu abraço
O tom
O Som
Da maravilha
da nova Trilha
Sou Poeta
Em qualquer lugar
Menestrel de Corumbá!
Ultimar
E quando chegar a hora da partida, o choro deve ser de despedida. De um até breve. Num ato de fé, leve.
Pois entre a vida é a morte tem que existir a convivência com o amor, e a sorte de poder dizer nas lembranças que este foi o maior valor...
E que está levando na bagagem a honestidade e a solidariedade.
Só assim ficará a saudade.
Pois Jesus Cristo veio e nos transformou. Nos resta seguir seu ensinamento, para que possamos suplantar o sofrimento...
A única verdade o único caminho.
O bem maior... Nossas vestes de linho.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/11/2015, Cerrado goiano
Finados
Dia de Finados
Hoje é dia de finados
Dia de visita ao cemitério
Dia de suspiros alados
De pensamento etéreo...
Nas mãos flores e oração
No coração saudade choro
Nas lembranças emoção
No olhar o vazio em coro...
Nas lápides o diálogo
De almas com os vivos
Num acústico análogo
De lágrimas e risos...
Neste festejo de recordação
Aos que foram nossa gratidão
Peçamos por nós, então
Também, temos a nossa precisão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/11/2010 – laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
poema de finados
hoje é dia de finados
de estar no cemitério
de pesares anexados
e de um olhar etéreo
hoje é dia de finados
de tributo, de oração
de prantos sufocados
apertura no coração
hoje é dia de finados
da tristura que brade
dos viveres passados
hoje é dia de saudade...
... é dia de finados!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/11/2020, Araguari, MG
Finados
Estamparia
A luz alva gloriosa,
Invade a tela.
E tinge-se de espectros
De mais variadas frequências.
Do rubro ao lilás.
E a grei. Mescla-se. Na busca
De um sentido. Que não existe.
Apenas a tela alva gloriosa.
Onde se passa. Onde se afigura.
Onde se segura. Onde se reconhece.
Onde se deixa passar.
E a estampa vai mudando de cor.
Conforme o todo se modifica.
Em movimentos naturais.
Onde o corpo não alcança,
Apenas sente.
E intui. O real existir,
Até o momento que;
A tela já. Deixa de reter
A luz alva gloriosa.
E o conjunto de desvanece,
Fluidificante.
Em milhares de cores distintas,
Para simpatizar-se em outras
Formas e cores.
Onde entendem.
Que são apenas, instrumentos criados
Para estampar. Um momento
Delirante. De pertencimento
A algo. Que se julgam diferente.
Dos demais. Servindo de um balsamo.
Para aliviar o peso por não saberem.
O que ocorre em volta da tela
De alva gloriosa.
Onde. Estampados os Sonhos
imagens anteriores.
Que serve. Junto aos instrumentos
Juntados. Tornar realidade,
Passageira. Que propicia esplendor.
Fascínio, dependência, saudade,
Desbotamento, envelhecimento,
Separação. Para busca de novas
Formas para estampar na
Tela gloriosa. Novas formas
Para a Vida que segue.
Marcos FereS
O TREM DA PAIXÃO
Lá vai o trem agitando o coração
Num baticum, cheio de surpresa
Pelo chão incomum duma paixão
Sustentando a luz da ilusão acesa
Lá vai o trem da sede e emoção
Pelo planalto da acre incerteza
Beijo e sensação, mão na mão
Olhar e razão: - total gentileza!
Lá vai o trem nos trilhos da avidez
Entre os suspiros, o suspiro meu
Em movimento de nunca o talvez
Magno trem e no bem o apogeu
Comboio de ardor, numa validez
Carreando amor, que o amor creu!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/11/2020, 10’20” - Araguari, MG
Fragmento poético
Poesia: O interior de si
Na escrita e na fala
Coloquei a minha dor.
Meu emocional está abalado,
Estou carente de amor.
(...)
Fragmento poético
Poesia: O interior de si
(...)
Está cada vez mais difícil,
De encontrar alguém.
Um quer experimentar cem
E não deseja amar ninguém.
(...)
Fragmento poético
Poesia: O interior de si
(...)
A vida é feita de fases.
Em uma delas devemos amar.
Se não, na última só vai ficar:
Uma tristeza que não passará.
(...)
Fragmento poético
Poesia: O interior de si
(...)
Não queremos sentir a dor.
Nem chegar na depressão.
Mas não temos o amor
Para aquecer o coração.
(...)
Fragmento poético
Poesia: O interior de si
(...)
Está acabando a humanidade
Que ainda existe em nós!
A cada tempo que passar
Se cala uma bela voz.
Provocações
Se uma pessoa gosta verdadeiramente de outra.
Não precisa muda-la. Porque não ira caber na
Sua teia idealizada. Apesar de toda, sua boa intenção.
O ser humano, carrega dentro de si. Sua própria angustia
E natureza. Tudo o que foi necessário para sobreviver
Até aqui. Inclusive as imperfeiçoes.
Disso é composto os humanos.
Inclusive alvo de provocações narcisistas,
Projetadas no objeto. Para satisfazer
pulsão perversa. Que tem;
Na Origem. O defeito natural daquele,
Que procura fugir de sua própria
angustia existencial , que ainda
e ainda não encontrou a forma de
entender e mudar esse gênio.
que escraviza a própria mente.
Que; pelo próprio desconhecimento.
É apenas um vício para distrair-se de si próprio.
E o mundo gira e a graneiro roda.
Marcos fereS
PARIÇÃO DUM SONETO
Como um vaso de cristal, vazio e de aporte
Ideias vem, pois bem, tal lampejo em rama
Se arranja, desarranja num sublime porte
Inspirando formas, que da alma derrama
É uma sensação num sentimento forte
Enredando entre os dedos, e ali clama
Poética obra, cheias de encantada sorte
Dum verso em rima que a estima chama
E entre clarões dispersos, assim, venha
O que vibre, que enlouqueça o secreto
Em um rebento da imaginação prenha
E, no somo apogeu do destinto alfabeto
Da quimera, passa a ter ideada ordenha
Dos devaneios, para se parir um soneto
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/11/2020, 18’42” - Araguari, MG
Oração do amor
Amor vem do verbo amar
Só com o coração se pode conjugar
Dele o beijo é associação
Entre dois lábios, a expressão
Eu amei é passado
Eu amo é presente
O futuro é do agrado
Negativo fica ausente
Quem ama é indicativo
De amor na vida da gente
Amar, verbo intransitivo.
Tente! Não deixe pendente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 de abril, 2016 - Cerrado goiano
25/04 - dia do AMOR
