Tag poeta

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⁠Nos tempos de capricórnio
Sempre fico pensativo
A saudade era real
E tornou-se inesquecível
Hoje só lembranças
Daqueles lindos dias...
Tantas personagens criei
Não sei qual me representa
No calor eu sou o frio
Meio triste e sonolento

⁠A MINHA SORTE

Quis Deus dar-me a sorte dum amor amado 
Como o pôr do sol no cerrado, pura poesia
Dar-me uma cumplicidade, ser apaixonado
Um bailado de emoção em boa companhia

Quis Deus dar ao fado fortuna e empatia 
Com sensação ardente e olhar enamorado
No prazer ter a sede com volúpia e ousadia
Incrível, como é bom ter o afeto povoado!

Quis Deus mimar-me com áurea dourada 
Da satisfação, e então, a graça encantada
Dos carinhos e dos beijos que eu sonhei!

Anda! Depressa! Onde? Eu posso embalar? 
Nada mais se esconde, no vão, quero amar
E suspirar o viril sentimento que encontrei!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
27/11/2020, 20’01” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

Principio
O movimentar das ações 
Sentidas nos corpos.
Houve um momento.
De condensação,
Se se formou em caminho de clareza. 
Da vida que somente existia nele.
Foi transportada para aqueles seres
Que passaram a carregar,
Aquela forma de ser. 
Verbalizando ações para as formas , 
Que deveriam surgir , pelas irradiações,
de paz que ela proporcionava.
E essa mobilização ocorre a todo tempo.
Sem nunca parar.
E serve para desviar os ventos sorrateiros do alto engano.
Onde as palavras análogo a semente.
Passam a serem entendidas. 
E essa ação se transforma em sentimento de amorosidade.
Retirando as demais formas acoitas do sofrer.
Tornando-se luz para os pés. Na falta de
Respostas. Perante a escuridão.
E assim; formam-se os frutos , desse jeito de ser.
Na mesma forma. Os frutos abusais. 
Restringindo o limite compreensão 
e complexidades das formas apreendidas. 
Porque. Formadas pelos ventos que transporta o
Fogo. Não reconhecem essas manifestações.
Da vida. 
Tantas formas diversas.
Que duram por um determinado tempo. E desaparecem.
E, por isso não tomam posse da terra prometida. 
Alimentando o divisor. Que também 
Procura manifestar 
Inteirando-se de formas mais densas. 
De manifestações no mundo.
Ignorando. Que tudo, encontra-se em movimento.
E sobre tudo. Girando na luz da vida. A roda do amor. 
O que realmente transforma e eleva o espirito.
Fazendo sentir a leveza e paz . De ser e estar.
Projetado em si. Ou , em outro objeto. Que se alinha,
o caminho certo para seguir.
Mesmo chamados para brincarem de enterro e chorarem de tristeza.
Mesmo chamado para brincarem de casamento e sorrirem de felicidade.  
Descobrir que. Não é no final, que se encontram as respostas dessa Vida 
Vida. Foi no principio.
Marcos fereS
 

Inserida por marcosviniciusfereS

⁠APARTADO

Cansei-me de tentar o teu enredo 
Na tua poética sem frase e afeto
Meu versar anuviei por completo
Tal o pôr do sol atrás do rochedo

Sentimento da tua alma, segredo 
Teu, perturbado eu, neste soneto
Foi meu desejo, não mais secreto
Se chorei foi somente por degredo

Cansei! Sossegado está o cerrado 
Esfriou sobre o desprezo concreto
A quem um dia estava apaixonado

E desse meu turvo silêncio discreto 
Leia entre linhas um sofrer calado
Que assim tem o apartado adjeto!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
28/11/2020, 11’01” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠QUANDO FOR AMOR

Não há amor que não tenha um encanto 
Todos são cheios de emoção e de magia
O haver, por mais dissonância, tem tanto
Lirismo, que há de ter sensação e poesia

Mas acaso nada tem, temos, no entanto 
A quimera que nos dá a ingênua fantasia
A pureza, a companhia, então, portanto
Cada um, um bem, um cheiro e ousadia

E nas surpresas da vida, aquele certo 
Amor. Sentimento liberto e sem dor
Pois, no querer o desejo foi desperto

O sonho que se vive, ó curioso valor: 
Farto em ventura ou se falto na flor
O amor, se define, quando for amor...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
28/11/2020, 19’51“– Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

Sejas a fonte de inspiração de sonho que muito poeta gostaria de ter!

Inserida por valdaamundos

⁠O Sábio e o Poeta

Certo dia....
Um Poeta perguntou ao sábio...
Mestre...!
Porquê o Amor sangra....?
O mestre respodeu;
Um Amor que não tem Sangramento...
Não é amor....
O mestre pergunta ao Poeta;
Nobre Poeta....
Você já Amou...?
O Poeta repondeu;
Sim...
Amei muito...
O mestre ainda enfatizou....
Nesse Amor que você teve...
Em algum momento...!
Você sentiu ódio , Mágoa ou outro sentimento que lhe trouxe dor...?
O Poeta com o olhar de tímidez respondeu:
Sim....
O sábio finalizou...
Então...
O que você sentiu por algum momento...
Te machucou e fez você sangrar...
E depois desse sofrimento...
Se transformou...
Em Amor...


Autor Ricardo Melo..
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠TRISTE MENINA

Chora cá a tua morte pra eternidade 
os soluços que assim a memoraram
as lágrimas arrancadas não secaram
nos carecentes campos da saudade

Aflitiva entre as aflitas a tua verdade 
molesta por todos faltos que faltaram
as tuas consumições nunca cessaram
na tua meiga e agitada sensibilidade

Então, sonha aí, posta na conciliação 
no teu moimento da campa santa
agora pode aquietar o teu coração

Dorme, na graça e na união Divina 
dói n’alma o silêncio que agiganta
ide em paz, saudosa, triste menina!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
28/11/2020, 11’23” – Triângulo Mineiro
Sétimo dia da Páscoa da prima Flávia Magalhães Nogueira

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VENDAVAL EM CANTILENA PROSA

Cai no cerrado, ó chuva, e nos beirados 
Sussurrando sons que o apavorar fiança
Em pingos d’água numa enfada dança
Purgando áridas angustias e pecados

Temporal no sertão, e tão agitados 
Escoam nas planícies numa pujança
Deitando melancolias numa trança
De saudades e suspiros desolados

Do teu copioso gotejar, o luzidio 
Relampejar, eriçando em arrepio
Que agita a tempestade tão furiosa

Troa lá fora, em um agravo vitupério  
Estrondeando e envolto em mistério
De um vendaval em cantilena prosa...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
30/11/2020, 20’51” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

ENTRE POESIA E MISÉRIA

Extirpa-me a língua, os olhos,
Mas não peças que me cale!
Impossível calar-me a alma!

Nas entranhas dessa História
Vi beleza e barbárie!
Eu vi as rosas...
De Hiroshima
E também de Nagasaki.

Vi a luta de Zumbi
Das senzalas a Palmares.
Anjo preto nunca vi
Nos adornos dos alteres.
Vi Revolta da Chibata
Contra nossa força armada.
Entre os "muros do apartheid"
O sussurro de Mandela
Implorando igualdade.

Entre poesia e miséria
A palavra é o que me resta!
Então não peças que me cale!

Extirpa-me os ouvidos, os dedos das mãos,
As cores e o pincel, a pena e o tinteiro!
Mas não peças que cale.
Impossível calar-me a alma.

Temos telas de Monet
Os telões de Charles Chaplin.
Castro Alves e Pessoa,
A lírica poesia.
Não me fujam
Beethoven e a 5ª Sinfonia,
O Bolero de Ravel
E o tango de Gardel.

Entre poesia e miséria,
A palavra é o que me resta.
Então não peças que me cale!

Extirpa-me a liberdade!
Mas não peças que me cale.
Impossível calar-me a alma.

Eu vi os trens de Auschwitz
Holocausto e massacre!
Então não peças que me cale.
A palavra ainda me resta.

Dualismo Colossal!
Do mesmo orginal
O mais absoluto extremo de bem e de mal.

Jamais peças que me cale.
Mas se um dia me faltar
O esplendor das coisas belas;
Se faltar-me o espanto das barbáries,
Arranca-me do peito esta alma!
Pois de nada mais ela me vale.

Marcos Profanus

Inserida por MarcosProfanus

⁠ "Só tem quatro maneiras de se viver neste mundo: Fanático, Bêbado, Apaixonado, ou Poeta." - Misael Malagoli

Inserida por misael_malagoli

⁠BOM DIA!

Acordo cedo com a passarada 
D’alvorada vejo toda a magia
Sacode-me com jeito, a poesia
E abre-me a manhã iluminada

Estremunhado pela madrugada 
Vou, louvando a todos mais valia
Afagando meus votos de alegria
Com voz torpor do sono deixada

Senhor! Gratidão por mais este 
Avidar! Que seja sem abrolhos
Dá-me amor e agrado por guia

E reserva também, ó Pai Celeste 
Ventura, sonhos aos bons olhos
E aos aqui ledores: - o bom dia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
03/12/2020, 08’58” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Quero afogar-me num alambique de versos! 

Inserida por viniciossantos

⁠A UMA SAUDADE

Entre as custosas saudades, pobrezinha 
Que eu velo, no sentimento, uma existi
Que dói, corrói, inquieta, deveras triste
Que suspira quando a solidão avizinha

E nesta sorte da sensação tão sozinha 
Uma carência na poética ainda insiste
Que no trovejar um desalento persiste
De tu, paixão, que não mais convinha

Sabe a lembrança velha abandonada 
Que espanca, que não mais acontece
E ainda atucana na emoção acordada

E assim para, a olhar com nostalgia 
Faminta de saudade, tal se quisesse
Tê-la vivente na ruminada poesia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
03/12/2020, 15’17” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Se morro em flor viro perfume ao vento.

Inserida por LisbelaMeneses

⁠FASE

Cisma a dor n’alma descrente e fria 
De uma emoção solitária e calada
Em sua fronte tristonha e chorada
Pesadas rugas duma sorte sombria

A luz da paixão, vazia de alegria 
Carrega a saudade amargurada
Suspira sofrência na madrugada
A solidão, companheira da agonia

Ao pé da lua prateada. Pendente 
A boa dita, o bem amigo da gente
Parece que dos céus nada realiza

Geme a brisa no cerrado, agrado 
Qualquer, só o penar imaculado
É ventura, fase, o tolerar divisa!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
04/12/2020. 08’22” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Musica Esperando um pelo outro
Compositor Poeta Adailton
Sem que eu saiba a verdade
Eu não posso te acusar
Sem que você não tenha certeza
Não quer me deixar
Refrão
Esperamos um pelo
Mas nenhum de nos dois quer falar
E só um de nos dois sair por aquela porta
Para alguém entrar
Sei que você tem outro que te quer bem
Você sabe que eu tenho outra também
Nos falamos no confidencial
Trocamos mensagens também
Refrão
Esperamos um pelo
Mas nenhum de nos dois quer falar
E só um de nos dois sair por aquela porta
Para alguém entrar
Somos inquilinos do mesmo lar
Não dividimos o mesmo colchão
Sofremos do mesmo mal
Somos reféns da mesma situação
Refrão
Esperamos um pelo
Mas nenhum de nos dois quer falar
E só um de nos dois sair por aquela porta
Para alguém entrar.

Inserida por adailton_ferreira_2

⁠PRIMAVERA SEQUIOSA

Ó como a primavera caducou 
Olha o cerrado, de letarga vida
- Ó chuvada, Vê! a triste ferida
No sertão, que a sorte faltou...

Tudo dorme, a ilusão perdida 
Chora em derredor, chorou
A dor doída, que não rematou
E a forração que se fez abatida

Sequioso, que desdém o teu 
Ó tempo, sem encanto seu
Sem canto, cor, sem graças

Quão desbotada a primavera 
Sem hora, ó chuva em espera!
Ela que floresce quando passas...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
06 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

Nós chamam de animal
Que somos ignorante
Farofeiro e migrante
Analfabeto e anormal
O idiota informal
Nos chamam comunista
Esfameado e bolsista
Cabeça chata limitados
Querem Levar no murro
Dizem que somos burro
Como eles são tapados.
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Nós oferecem capim
Nós acusam de burrice
Com um discurso tolice
São igualmente cupim
São bomba sem estopim
Chia mas não explode
Berra grita se sacode
Se exalta com euforia
Se orgulha do seu nome
Com ele morre de fome
Com ele nada Faria

Inserida por LeoPoeta

Respira fundo , cabeça erguida, problemas todo mundo tem...
Só não pode esquecer a Vida de ninguém e nem a sua...
A verdade nua e crua é que a Vida continua....

Inserida por PoesiaDeTeto

Você nasceu pra ensinar a todos que não acreditavam,
Que é possível , mudar o destino o tempo todo.

Inserida por PoesiaDeTeto

Nem sempre chegamos onde nos tornamos Rei,
Mas um Dom bem importante é ser grato por tudo,
Sem pesos no coração, o Mundo nunca te faz mudo.

Inserida por PoesiaDeTeto

Toda Manhã eu vou lembrar
Do teu sorriso
Toda Manha eu quero te dar
O paraíso

Inserida por PoesiaDeTeto

Agora sim eu to tranquilo,
Agora esqueci do Mundo...
Pode falar o que quiser,
Da mente sã de um vagabundo.

Inserida por PoesiaDeTeto

A realidade que se quer não é a realidade que se vive,
Para poder fazer o bem , apenas hoje, só consiste em dar amor,
E receber da Vida o que doou.

Inserida por PoesiaDeTeto