Tag poeta

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⁠O poeta tem o mundo na cabeça, enquanto que o filosofo tem a cabeça no mundo, no mundo lógico, racional e existencial, mas ambos tem em comum o espanto, como subjetividade humana.

Inserida por ubaldo_jesus

⁠Menino Poeta

Eu.....!
Ainda criança.....
Era aquele menino...
Totalmente sem noção.....
Única distração.....
Era brincar com que tinha na mão.....
Enxada.....
Foice.....
Machado....
Turo era diversão.....
Com lápis....
E papel na mão....
Escrevia e fazia borrão.....
Escrevendo sem parar....
Tudo que tinha no coração....
Na época....
Tudo era ilusão..... 
Só vivia a rabiscar.....
Os sonhos.....
Não me via como Poeta.....
Tudo era recreio....
Minha alma infantil.....
Era azul da cor de anil....
Era o verso....
Que não se definia....
Com o coração sempre em forma....
Foi lápidando com o tempo....
Em meus devaneios....
Foi amadurecendo pelo vento....  
Na miragem....
A cachoeira derramava...
E refletia no espelho da alma....
E os sentimentos transbordava.....
Na minha loucura....
Nem sabia de nada....
E escrevendo sem parar meus pensamentos..... 
Cresci.....
Vivi....
E hoje....
Estou aqui....
A ferramentas do passado enferrujaram....
E o borrão que era rabiscos.....
Transformou em poesia....
E aspirando sempre o cheiro das flores....
Hoje respiro amor.....
E com ele.....
Uso o amor e todas as suas essências.... 
E com inteligência....
Vou escrevendo com mais sabedoria....

Autor :José Ricardo

Inserida por JoseRicardo7

⁠"NEM SEI QUEM SOU"
"MAIS SOU O QUE SOU"


Sou poeta,
Sou rimador,
Sou eu,
Sou cantor,
Componho,
Traço sonhos,
Um trovista,
Pegando a pista,
Um visionário,
Ou troveiro,
Num nevoeiro,
Pego meu arco,
Me transformo,
Em arqueiro,
Minhas metas,
Sigo a mira,
Tenho meu ponto de vista,
Talvez lírico,
Versejador,
Sou apenas eu,
Um trovador,
Versificador,
E nesse mundo eu vou....

Autor:José Ricardo

Inserida por JoseRicardo7

⁠REMOINHAR

Fui no destino um amador exaltado 
Tudo era pra vida um bem ovante
Ser, o haver, uma sensação cintilante
Do desejo, um sentimento sagrado

Fui apegando ao amor arrebatado 
A vida se importava com o instante
A alegria no peito mais penetrante
Este um afável e amante passado

Sei bem o ruim de se achar solitário 
Na eloquência dum triste cenário
Singular, então, não seja tardança

Ó emoção tão enigmática, talvez agora 
Gire, e seja contagiante como outrora
Diz-se que o amor é eterna esperança!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
23/11/2020, 08’22” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.
Fica a saudade, e nossas orações em um monólogo de fé. Que se 
torna um diálogo com Deus.
Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
Triângulo Mineiro, novembro de 2020

Inserida por LucianoSpagnol

⁠poeta: ele é de poema; ame-o, pede ele

Inserida por bruno_ramalho

⁠O Poeta e o amor...

Eu como Poeta...
Escrevi as flores....
Escrevi todos amores...
Quebrei o espelho da parede...
Deixei os cacos de lado...
Fiz por saber que após estilhaçados...
Tudo que eu via alí...
Era fragmentos de uma alma desnutrida...
Deixei tudo passado...
E foi por quebrar...
Que esqueci de tudo...
Fiz questão de não me lembrar mais...
Passado esse.. 
De dor e horror....
Em mim...
Um escritor renasceu...
E algo forte e caloroso...
Transmitiu em minha alma...
Um novo começo...
Das minhas escritas...
Procurei essências de todos as rosas...
Tentando eternizar...
Um nova pintura elaborada...
Sentimentos construtivos...
Um a um ,arquitetei...
Em minha alma...
Construí uma vida com o Sol...
Lambuzei de tintas...
Trazendo um colorido energizado....
Comecei a sorrir...
Comecei a dançar...
Comecei olhar tudo com outros olhos....
Comecei sentir algo que jamais pensava em sentir....
Das paixões que eu vivi...
Delimitei e marquei...
Sentimentos únicos...
Apenas quatro deles eu carreguei...
Compressão , perdão..
Respeito e o tal afamado....
Amor....
Sonhos de criança sofrida...
Agora...
Os cacos ficaram...
O Poeta Voador ressuscitou...
E de coração trocado...
E com colírios desembaçadores...
Tive uma revelação...
Não é bem apenas a imagem do espelho que eu quebrei...
E sim...
Dentro dos meus pensamentos...
Que pra ser um Poeta...
Basta ter o verdadeiro sentimento...
E é respirando á cada segundo...
O quão importante é em cada um de nós...
Obrigado meu senhor..
Por me fazer...
Um escritor..
Que só sabe agora...


Escrever o Amor...
Autor Ricardo Melo..

Inserida por JoseRicardo7

⁠Poesia
Quando eu vim morar em Martins
Por Adailton Ferreira
Agora foi que a ficha caiu. No ano de 1995, aparelho celular quase ninguém tinha.Caso a mãe ou o pai quisesse falar com um filho ,que morava distante,ia na casa da vizinha que tinha uma "linha telefônica ". O dimingo era o dia de mais movomento: era muita gente com o cartão na mão na fila do orelhão.
Eu lembro do orelhão localizado em frente a agência dos Correios. Existiam outros espalhados pela cidade, mas para a nossa comodidade, lá na "Lanchonete de seu Chagas" a gente comprava um cartão e corria para o orelhão.Lembro de uma senhora que sempre dizia: "o cartão tá acabando, vou desligar. Outro dia a gente volta a se falar".
Muitos jovens ficavam, à noite, na calçada dos Correios.Encostavam a bicicleta e iam conversar.Era só o orelhão tocar alguém ia atender:fulano é para você! Para mim? Dizia a jovem.Quem será?Chegue mulher atender!
Foi um tempo muito bom.Caso você viveu esse tempo, é bom relembrar. Caso você não viveu foi um prazer para mim lhe contar.
Poeta Adailton 

Inserida por adailton_ferreira_2

⁠Pote de Vaga-lumes
Lá está o seu tesouro.
O seu Céu. O seu coração.
A Luz nunca se apaga.
O que apaga é o pavio.
Existem outros tesouros,
No céu que foi realizado.
E que todos os dias.
Acordas, levanta para trabalhar
E manter para manter.
O próprio céu particular.
As vezes; as luzes demoram
A se ascender. Mas não existe
Nada além. De ausência da luz.
Em um próximo momento.
Poderá reencontrar a mesma luz.
Que gira envolta da sua constelação.
Do tesouro. Que vendeste tudo.
E compraste aquela terra que só sua.
Mudam-se os pavios.
A luz não muda. É Eterna.
Existem outros tesouros que foram,
Lavrados nessa terra. É que podem ser
Reconhecidos. Como vaga-lumes dentro
De um pote de vidro.
Umas luzes escapam. Mas estão sempre,
Em volta do pote que as guardou.
E cada um possui seu pote.
Cada um possui seu pedaço de céu.
E quando sofre. É porque; tem medo
De perder a terra que cultivara.
Durante toda a Vida.
E esse medo. É apenas, a noite da
Alma. Que; quando novamente
Desperta. Entende que não existe
Separação. Mas somente até logo.
Porque, o que se foi. Foi apenas o
Pavio. A luz, está livre e impressa,
Em todas as nuances que foi
Realizada naquilo que conhecemos,
Como tempo e espaço.
E sem todo o corpo para preencher.
Sobra energia vital. Para percorrer
Todo o universo. E visitar novos mundos.
Mas sem esquecerem daqueles, que
Um dia. Escolheram para caminhar
Juntos essa terra. E guardaram esse
Tesouro no coração.
O que fica. São apenas pavio.
Que manteve a chama acesa.
Dentro do pote de vaga-lumes.
Marcos fereS

Inserida por marcosviniciusfereS

⁠Se de repente você começar a pensar em mim, é porque eu pedi ao vento que soprasse meu nome no teu ouvido.

Inserida por RonnySilvaGeneve

⁠CHICOTE

Se punição por vos desejar se merece 
Qual desejo está isento? e ao vento?
Na sua razão do ingênuo sentimento
Solto das amarras, e que se esquece

Qual mor amor no fado se oferece 
Que dedicar-se a vos todo o tempo
Em glória e tão repleto de fomento
Que no bem e ventura se apetece

Porém se ei de punir a quem, infando 
Que seja ao meu coração sofrente
E assim o meu amargar é todo vosso

No meu haver, podeis, até quando 
Ordenar nele o ocaso inteiramente?
Se ter-vos enamorado, não posso!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
26/11/2020, 08’34” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Internautas.


Hoje ousei escrever,
Sem usar muitas pautas,
E nesse singelo sublinhar,
Internautas
Nesse poema,
Só quero me atrever,
Sua inteligencia radiante,
Traçando seus mouses sem fim,
Sem olhar e onde vai chegar,
Emoldurando sua maquiagem,
Nesse texto és protagonista,
Nascidos em qualquer lugar...
Seu emocional é muito radical,
Lhes faço essa poesia,
Sei que gostam de ler,
Vamos sorrir,
Sua grande alegria,
Está no navegar....
Tudo direito,
Pra depois ter seu efeito,




Autor :Ricardo Melo

Inserida por JoseRicardo7

⁠Mais um Natal
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

Na Vida quando me falaram de amizade, aquela que nos acompanham fazendo-se presente até mesmo no silêncio, achei que era somente fantasia de um sonhador. E é real! Os que se tornaram distantes, hoje não me dizem nada, mas também trouxeram uma carga de evolução em minha existência. Os verdadeiros são presentes e pulsam no coração. Como é fantástico como vemos as pessoas de modo diferente com o passar dos anos e aprendemos com elas os significados mais estranhos dos sentimentos que nos tocam... É tão bom saber que amigos fazem parte, e que também a solidão tem sua fração. Neste mais um Natal, quero olhar cada rosto que vai marcar presença, esses sim meus amigos verdadeiramente fraternais, e retribuir com meu sorriso sincero. Pois o tempo galopa mais que o nosso olhar possa perceber, e a maturidade nos faz saudosos dos tempos ingênuos da irresponsabilidade, dos amiguinhos sem interesse, das brincadeiras de adolescentes, do tempo maravilhoso de faculdade. Saudade! Então quero agradecer cada manhã amanhecida, um presente Divino, uma alegria pra ser comemorada, partilhada... E nestes momentos de comemorações, dividir com a vida todo este festejo, aquela música que marcou um segundo, um minuto, um beijo, a poesia escrita com a pluma da alma, a mão que afagou com suas palavras de conforto, olhar que acolheu o meu olhar absorto, o abraço que em meu corpo se fez laço... Afinal, mais um Natal! 

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Nos tempos de capricórnio
Sempre fico pensativo
A saudade era real
E tornou-se inesquecível
Hoje só lembranças
Daqueles lindos dias...
Tantas personagens criei
Não sei qual me representa
No calor eu sou o frio
Meio triste e sonolento

⁠A MINHA SORTE

Quis Deus dar-me a sorte dum amor amado 
Como o pôr do sol no cerrado, pura poesia
Dar-me uma cumplicidade, ser apaixonado
Um bailado de emoção em boa companhia

Quis Deus dar ao fado fortuna e empatia 
Com sensação ardente e olhar enamorado
No prazer ter a sede com volúpia e ousadia
Incrível, como é bom ter o afeto povoado!

Quis Deus mimar-me com áurea dourada 
Da satisfação, e então, a graça encantada
Dos carinhos e dos beijos que eu sonhei!

Anda! Depressa! Onde? Eu posso embalar? 
Nada mais se esconde, no vão, quero amar
E suspirar o viril sentimento que encontrei!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
27/11/2020, 20’01” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

Principio
O movimentar das ações 
Sentidas nos corpos.
Houve um momento.
De condensação,
Se se formou em caminho de clareza. 
Da vida que somente existia nele.
Foi transportada para aqueles seres
Que passaram a carregar,
Aquela forma de ser. 
Verbalizando ações para as formas , 
Que deveriam surgir , pelas irradiações,
de paz que ela proporcionava.
E essa mobilização ocorre a todo tempo.
Sem nunca parar.
E serve para desviar os ventos sorrateiros do alto engano.
Onde as palavras análogo a semente.
Passam a serem entendidas. 
E essa ação se transforma em sentimento de amorosidade.
Retirando as demais formas acoitas do sofrer.
Tornando-se luz para os pés. Na falta de
Respostas. Perante a escuridão.
E assim; formam-se os frutos , desse jeito de ser.
Na mesma forma. Os frutos abusais. 
Restringindo o limite compreensão 
e complexidades das formas apreendidas. 
Porque. Formadas pelos ventos que transporta o
Fogo. Não reconhecem essas manifestações.
Da vida. 
Tantas formas diversas.
Que duram por um determinado tempo. E desaparecem.
E, por isso não tomam posse da terra prometida. 
Alimentando o divisor. Que também 
Procura manifestar 
Inteirando-se de formas mais densas. 
De manifestações no mundo.
Ignorando. Que tudo, encontra-se em movimento.
E sobre tudo. Girando na luz da vida. A roda do amor. 
O que realmente transforma e eleva o espirito.
Fazendo sentir a leveza e paz . De ser e estar.
Projetado em si. Ou , em outro objeto. Que se alinha,
o caminho certo para seguir.
Mesmo chamados para brincarem de enterro e chorarem de tristeza.
Mesmo chamado para brincarem de casamento e sorrirem de felicidade.  
Descobrir que. Não é no final, que se encontram as respostas dessa Vida 
Vida. Foi no principio.
Marcos fereS
 

Inserida por marcosviniciusfereS

⁠APARTADO

Cansei-me de tentar o teu enredo 
Na tua poética sem frase e afeto
Meu versar anuviei por completo
Tal o pôr do sol atrás do rochedo

Sentimento da tua alma, segredo 
Teu, perturbado eu, neste soneto
Foi meu desejo, não mais secreto
Se chorei foi somente por degredo

Cansei! Sossegado está o cerrado 
Esfriou sobre o desprezo concreto
A quem um dia estava apaixonado

E desse meu turvo silêncio discreto 
Leia entre linhas um sofrer calado
Que assim tem o apartado adjeto!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
28/11/2020, 11’01” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠QUANDO FOR AMOR

Não há amor que não tenha um encanto 
Todos são cheios de emoção e de magia
O haver, por mais dissonância, tem tanto
Lirismo, que há de ter sensação e poesia

Mas acaso nada tem, temos, no entanto 
A quimera que nos dá a ingênua fantasia
A pureza, a companhia, então, portanto
Cada um, um bem, um cheiro e ousadia

E nas surpresas da vida, aquele certo 
Amor. Sentimento liberto e sem dor
Pois, no querer o desejo foi desperto

O sonho que se vive, ó curioso valor: 
Farto em ventura ou se falto na flor
O amor, se define, quando for amor...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
28/11/2020, 19’51“– Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

Sejas a fonte de inspiração de sonho que muito poeta gostaria de ter!

Inserida por valdaamundos

⁠O Sábio e o Poeta

Certo dia....
Um Poeta perguntou ao sábio...
Mestre...!
Porquê o Amor sangra....?
O mestre respodeu;
Um Amor que não tem Sangramento...
Não é amor....
O mestre pergunta ao Poeta;
Nobre Poeta....
Você já Amou...?
O Poeta repondeu;
Sim...
Amei muito...
O mestre ainda enfatizou....
Nesse Amor que você teve...
Em algum momento...!
Você sentiu ódio , Mágoa ou outro sentimento que lhe trouxe dor...?
O Poeta com o olhar de tímidez respondeu:
Sim....
O sábio finalizou...
Então...
O que você sentiu por algum momento...
Te machucou e fez você sangrar...
E depois desse sofrimento...
Se transformou...
Em Amor...


Autor Ricardo Melo..
O Poeta que Voa.

Inserida por JoseRicardo7

⁠TRISTE MENINA

Chora cá a tua morte pra eternidade 
os soluços que assim a memoraram
as lágrimas arrancadas não secaram
nos carecentes campos da saudade

Aflitiva entre as aflitas a tua verdade 
molesta por todos faltos que faltaram
as tuas consumições nunca cessaram
na tua meiga e agitada sensibilidade

Então, sonha aí, posta na conciliação 
no teu moimento da campa santa
agora pode aquietar o teu coração

Dorme, na graça e na união Divina 
dói n’alma o silêncio que agiganta
ide em paz, saudosa, triste menina!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
28/11/2020, 11’23” – Triângulo Mineiro
Sétimo dia da Páscoa da prima Flávia Magalhães Nogueira

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VENDAVAL EM CANTILENA PROSA

Cai no cerrado, ó chuva, e nos beirados 
Sussurrando sons que o apavorar fiança
Em pingos d’água numa enfada dança
Purgando áridas angustias e pecados

Temporal no sertão, e tão agitados 
Escoam nas planícies numa pujança
Deitando melancolias numa trança
De saudades e suspiros desolados

Do teu copioso gotejar, o luzidio 
Relampejar, eriçando em arrepio
Que agita a tempestade tão furiosa

Troa lá fora, em um agravo vitupério  
Estrondeando e envolto em mistério
De um vendaval em cantilena prosa...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
30/11/2020, 20’51” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

ENTRE POESIA E MISÉRIA

Extirpa-me a língua, os olhos,
Mas não peças que me cale!
Impossível calar-me a alma!

Nas entranhas dessa História
Vi beleza e barbárie!
Eu vi as rosas...
De Hiroshima
E também de Nagasaki.

Vi a luta de Zumbi
Das senzalas a Palmares.
Anjo preto nunca vi
Nos adornos dos alteres.
Vi Revolta da Chibata
Contra nossa força armada.
Entre os "muros do apartheid"
O sussurro de Mandela
Implorando igualdade.

Entre poesia e miséria
A palavra é o que me resta!
Então não peças que me cale!

Extirpa-me os ouvidos, os dedos das mãos,
As cores e o pincel, a pena e o tinteiro!
Mas não peças que cale.
Impossível calar-me a alma.

Temos telas de Monet
Os telões de Charles Chaplin.
Castro Alves e Pessoa,
A lírica poesia.
Não me fujam
Beethoven e a 5ª Sinfonia,
O Bolero de Ravel
E o tango de Gardel.

Entre poesia e miséria,
A palavra é o que me resta.
Então não peças que me cale!

Extirpa-me a liberdade!
Mas não peças que me cale.
Impossível calar-me a alma.

Eu vi os trens de Auschwitz
Holocausto e massacre!
Então não peças que me cale.
A palavra ainda me resta.

Dualismo Colossal!
Do mesmo orginal
O mais absoluto extremo de bem e de mal.

Jamais peças que me cale.
Mas se um dia me faltar
O esplendor das coisas belas;
Se faltar-me o espanto das barbáries,
Arranca-me do peito esta alma!
Pois de nada mais ela me vale.

Marcos Profanus

Inserida por MarcosProfanus

⁠ "Só tem quatro maneiras de se viver neste mundo: Fanático, Bêbado, Apaixonado, ou Poeta." - Misael Malagoli

Inserida por misael_malagoli

⁠BOM DIA!

Acordo cedo com a passarada 
D’alvorada vejo toda a magia
Sacode-me com jeito, a poesia
E abre-me a manhã iluminada

Estremunhado pela madrugada 
Vou, louvando a todos mais valia
Afagando meus votos de alegria
Com voz torpor do sono deixada

Senhor! Gratidão por mais este 
Avidar! Que seja sem abrolhos
Dá-me amor e agrado por guia

E reserva também, ó Pai Celeste 
Ventura, sonhos aos bons olhos
E aos aqui ledores: - o bom dia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
03/12/2020, 08’58” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol