Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Ei, você, que invadiu minha vida e entrou de voadora com os dois pés na porta do meu coração... Eu amo você e cada detalhe seu. Amo seu sorriso, amo sua sobrancelha e o desenho que ela faz quando fica bravo. Amo suas pintas, em particular, aquela do canto direito da boca e a da orelha esquerda. Amo seu cheiro e a maneira como dorme de conchinha, encaixando seus pés nos meus. Amo seu braço pesando na minha costela, mesmo que eu amanheça toda dolorida. Assim me lembro que a noite foi real. A gente se entende no olhar. Sinto seu corpo tremer quando estamos perto. Nosso beijo é mágico. Você é minha paz e meu tormento. O que a gente sente é tão forte que, " eu passo em silêncio por você, você passa em silêncio por mim, e eu ainda escuto o barulho que a gente faz"!!
Do que adianta caminhar tanto, pra chegar na beira da praia e apenas molhar os pés?
A caminhada só vale se eu mergulhar com tudo!!!
LIBERDADE
Venho de longe
trago marcas nos pés
deixo rastros imperceptível
sobre as pedras do caminho
A minha armadura é de papel
Vejo-a, sobre o reflexo sepulcral das águas
Dizem que sou estranho
E eu, contemplo em silêncio
Essa fileira de gravatas
Que cercam meu subordinado ser
A consciência humana
É cercada deste arbítrio livre
Que não me deixa dormir.
Prendem-me nesta imensurável cruz
Enquanto eu grito
Liberdade!
Educar-se para erradicar a fome, educar-se para erradicar a pobreza, educar-se para equalizar as pessoas e enfim, educar-se para humanizar o mundo. O homem instruído não pode valer-se desse Bem para abraçar o orgulho nem uma classe privilegiada, pois ele é o maior instrumento da comunhão e da partilha.
Adão era só, ele e sua viola.
Descalço, pés na terra, terra sua: solo de Adão.
Na viola ponteava - solava Adão....
Pois era tão só Adão: solidão.
Nunca beije os pés de uma pessoa a fim de que os outros vejam sua postura de humildade. - pois, a humildade não é exibicionista. - em público, este ato de humildade não tem qualquer valor.
Quantos pés eu já beijei na vida ninguém sabe, isso é uma questão íntima, pessoal e de valor que interessa somente a mim e às pessoas que por mim tiveram os pés beijados.
"Talvez você deseje mil dias de folga, dez viagens anuais ou cem pessoos aos seus pés... ou tudo isto junto, vai saber. Eu? Quero apenas um dia de folga, por semana, um único alguém que me ame verdadeiramente (e que seja recíproco) e que, com este alguém, eu visite mil mundos, sem sair do lugar. Quero um amor bom, leve, e que me leve até onde eu, sozinha, ainda não pude chegar".
"MARGENS"
Sentei-me a beira do mar
Sentei-me a beira do rio
Molhei os pés na agua salgada e doce
Senti os teus beijos salgados e doces
Com sabor....mel e limão
Nas suas águas salgadas e doces
Com os teus braços fortes
Em volta do meu corpo, estremeço de arrepios
És quente, doce e salgado
Como o nosso amor que é só nosso
Ficamos a beira do mar....a beira do rio
Com a chuva que cai aquecendo os nossos corpos
A nossa alma e o coração
Nas margens do rio....a beira do mar.
Cai na folia
Desbanca a bateria
Samba na Avenida,
Pés descalço
Fantasia,
Canta a madrugada
Chamega,
Tira onda da saudade
Rola,
Enrola,
Abraça a felicidade
Desce o morro,
Balança,
Faz graça
Encanta.
Joga fora,
Manda embora,
A tristeza,
A ironia...
INVEJA
A inveja é tão praticada, tão difundida que chega a assustar! Por que será que algumas pessoas em vez de construir, fortificar o seu 'EU', preferem prestar atenção no outro? Preferem 'ser' e, de uma maneira malévola, viver o outro? Por que a palavra esforço não é conhecida por elas? Por que somente admiração não consegue fazer bem? Confesso que não entendo essa escolha de vida mal vivida.. De espirito enfraquecido.. de alma sem matizes... sem perfume! Não compreendo a escolha de viver na dor, na angústia! Sim, porque ninguém pode ser feliz querendo ser o outro! Não compreendo essa anulação de si mesmo! É tão simples ser verdadeiro, buscar seu ideal de pessoa, alimentar bem seu espirito, marcar seu espaço, criar suas raízes...doar! Eu acho bem melhor e você?
Vivo tentando acertar
e voltando sempre atrás.
Tenho mania de meter os pés pelas mãos
E muitas vezes acabo machucando
àqueles a quem mais amo!
Carrego comigo o peso da impulsividade
Mas acredito também que as pessoas mais felizes
São as que se permitem viver sem se preocupar
com o que outros vão pensar
Ou algo parecido.
E eu não vim aqui
Para ver o mundo passar e ficar inerte a tudo isso!
Quero sim, tentar,fazer acontecer e transparecer
tudo que de fato vier de dentro da minha alma!
Ou você anda segundo os Paradigmas da sociedade ou você se torna réu dela, e vai ser julgado por pessoas que mal sabem seu nome.
Salmo 122
1 Alegrei-me com os que me disseram: "Vamos à casa do Senhor!"
2 Nossos pés já se encontram dentro de suas portas, ó Jerusalém!
3 Jerusalém está construída como cidade firmemente estabelecida.
4 Para lá sobem as tribos do Senhor, para dar graças ao Senhor, conforme o mandamento dado a Israel.
5 Lá estão os tribunais de justiça, os tribunais da casa real de Davi.
6 Orem pela paz de Jerusalém: "Vivam em segurança aqueles que te amam!
7 Haja paz dentro dos teus muros e segurança nas tuas cidadelas!"
8 Em favor de meus irmãos e amigos, direi: Paz seja com você!
9 Em favor da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o seu bem.
Cântico dos desesperados
Caminhais por entre o fio da navalha
E de pés ensanguentados cambaleias
Temendo a direção do norte
Como também o caminho imaginário
Que se diz ser do sul.Resumis um todo a uma escala mínima
E mesmo assim vossos sonhos são tão iguais
Aos que sempre vão pensando alto…
Eis a sina dos que bebem água turva pela manha,
O quanto basta para que vossa voz se confunda
Com a razão que tendes, mas que sempre vos tiram.
Conflitos e dores numa palavra tão simples
Que vos levara ao progresso,
Mesmo que este progresso esteja tão distante
E ninguém entre vós há que vos desperte.
Caminhais sobre o fio da espada
E aqueles que se dizem entender sobre vós
Nada sabem e nada fazem.
Panfletos que se perdem na virada do tempo
A mistura de seres sempre desesperados
Quando os vossos lamentos e cânticos se abafam
E todo mundo se encontra as escuras.
Gritais e não há entre vós um só que vos escute,
Bolívia não esta mais entre vós outros,
Ché foi morto por todos aqueles que se diziam
Protetores.
Existência e identidade de um povo
América do sul de todos os adormecidos,
Quando sobre o fio da cruel espada ensangüentada
Que lentamente a todos vos mata…
E ressume cada instante quando por entre as trevas
Nada mais se avista do que as próprias trevas.
Murmúrios, sobre telhados quebrados…
Em pleno amanhecer tão estranho e sempre tão doloroso.
Deus meu, deus meu… Será que entre nós
Existe alguém capaz de fazer frente a esta tão estranha
Manha sempre tão densa e sempre serrada?
Escrito quando viajei pelo
Paraguai – Asunción
Preciso me embriagar de alegria,
Me vestir de euforia,
Conquistar a minha alforria...
Existem pessoas constantes,
Eu não tenho norte,
Sou lançada à sorte...
Urge uma pausa no momento ermitão,
É hora de ir às ruas de montão,
Despretensiosamente levitar,
Pois a continuar recolhida sinto-me murchar,
Perder a habilidade para dialogar,
Ficar ranzinza e só murmurar.
