Ruas
Até parece que estamos sozinhos em um mundo que pouca coisa faz sentido...
Vejo pelas ruas marcas de pichações e grafites de grandes artistas de Belo Horizonte. Pichações que gritam, que clamam por justiça, pela liberdade.
Grafites e Grapixos solitários, que exclamam a solidão do cidadão. A mesmo tempo a repressão.
Viver na contemporaneidade é saber que tudo se baseia através de fortunas a todo custo, a arte grita, protesta, pede justiça ao viaduto caído, as barragem de Herculano e Samarco... Dinheiro a todo custo a vida pelo luxo. O Meio Ambiente destruído, a corrupção ativa. Corruptos cumprindo prisão domiciliar em mancões. E mesmo assim, o grito por justiça do pixo, grafites e grapixos clamam por justiça, e são reprimidos. Viva a arte, viva a liberdade de expressão, punição ao sujeito que pratica corrupção.
Eu ainda gosto daquele jeito simples de andar pelas ruas sem pensar em nada e prestando atenção em tudo.
Daquele instante em que o tempo para e fotografa a cena na memória sem resistir.
Das pessoas simples que fazem o dia de alguem muito melhor apenas com um sorriso.
Do gesto de gentileza de se doar simplesmente para ouvir.
Do canto dos pássaros anunciando um novo e belo dia.
Do espanto dos olhos de uma criança que ainda tem o mundo inteiro a descobrir.
Eu ainda gosto das almas leves, dos corações alegres, de tudo que resiste a incapacidade do ser humano de parar, observar e sentir...
Como eu ando pelas ruas:
Meu coração anda por aí
Batendo forte,mais frio
Que as geleiras da Antártida,
Mais quente que o vulcão
Da Malásia,mais difícil de
Aceitar do que a fome lá na África.
A vida anda perdendo
Seu valor,que a morte
Se tornou prática cotidiana.
Mau,sabem,mau sente,
Mal das mentes atuais ,
Jogam o quê presta no lixo,
E procuram a beleza de fora,
Que eles tem dentro de casa.
Eu sou sorrisal,sou paciente
Mas sou realista com a verdade,
Trazendo escritas das pedras
Feitas na antiguidade.
Casas
Em cada uma delas, uma história.
Ruas
Muitas ainda como antes
Na minha memória.
Por elas andei, corri, me estatelei.
Novos prédios
Muitos prédios novos
Para os que nasceram nela
Ou para quem chega de outro chão
Para viver novos momentos
Na terra da promissão
Itaperuna
Lugar para onde a minha razão
Quer ir
Onde meus últimos passos quero dar
Meus últimos dias
Quero viver.
Itaperuna
É a minha sina
De ti não esquecer
Fostes o começo da República
O começo do meu tempo vivido (Ref: JSS)
Minha vida nunca foi fácil
Mas também não seria melhor
Longe de você ter nascido.
...
Poema em homenagem aos 129 anos de Itaperuna - 10/05/2018
CAMINHO
Caminho pelas ruas do esquecimento
No chão onde me deixaste perdida
No sabor orvalhado de estrelas
Para beijar-te com a poesia na boca
Para contar os sonhos que por ti criei
No tempo em que o tédio fugia de nós
E os teus olhos cobriam-me da noite
Neste caminho de pedras que submissamente
O teu corpo me tapava com flores
Para caminhar pelas pedras onde deixei
A minha alma, pois o coração contigo ficou
Para amar-te se me deixares.
Rastros de sangue
(Victor Bhering Drummond)
Deixei meu rastro carmesim pelas ruas
Sem feridas, sem desespero, sem drama.
Deixei meu rastro vermelho pelos caminhos.
Calma, não se preocupe,
Não estou de cama.
É apenas meu coração transbordando amor e paixão.
Facilitei as pistas para você me encontrar
Caso se perca por aí, na multidão.
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A propagação desta geometria, vaga e abstrata, encrostada pelas ruas da cidade, entre portas e janelas, musgos e reboques, revelam outros pontos de uma mesma história, vista por um milhão de olhos inocentes que plantam flores ou espinhos, sobem escadas atropelando seus próprios vizinhos sem carregar alguém ao colo, murmuram versículos mas sempre cruzam os braços. O que é uma boa música para quem nunca pôde escutar? Um dia. Sol, euforia, correria, poesia.
Indiferença
Andando pelas ruas ao acaso,
passo por esquinas por carros,
Ao meu lado outros caminham,
todos estranhos, iguais só no
descaso.
O mundo do homem é ingrato cada
um, vive o seu dia.
Se alguém por qualquer mal, cair
ficará no chão no anonimato.
Vivemos como máquinas, embora
feitos de carne e osso e com as
mesmas necessidades.
Porque então a diferença?
Se Deus que a todos fez iguais,
fará uso conosco da, mesma sentença.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Vagueio como um errante pelas ruas ermas e orvalhadas, nada escuto além do sussurro do vento, me sinto tão bem. Pergunto-me por quê? Mas o silêncio é a única resposta que ouço. Talvez a madrugada seja mesmo para pensar. Que a vontade de ser feliz seja maior que os nossos cansaços que a força do amor seja verdadeira em minha vida, que haja humildade e compaixão em meu coração. Um homem pode ser forte, e se fazer de forte para passar confiança, mas na calada da noite quando ele conversa com Deus suas lagrimas rolam para acalmar coração.
Rua Saudades
Nas ruas da saudade,
passeio bem devagar.
Sento-me em praças,
revejo lugares, realidades
de mim.
Ouço coisas, vozes passos.
Quando para trás olho,
uma das ruas viravas.
Quase que te reví.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
"vem ver o amor passando
pelas ruas de minas gerais
donzelas suspiram ao ver
passar , o amor passa de
vagar , ele olha é não fica!
arisca um sorriso maroto
sem gosto! sem véu!
caminha , na rua lisa , sem
brisa ... mulheres experientes!
segura é empurram ele se arrasta
se afasta é segue pela rua como
se fosse só dele , nas janelas
mulheres maduras falam! deixe
ele passar... ele passa caminhando
deixando muitas em planto ,nas
ruas lindas de MINAS GERAIS''...
VIDA EM PLANO
Vida em proa, coisa boa
com a canoa ancorada
ruas cheias gente à-toa
assim como a passarada.
Marinheiro, cadê a venta?
que não venta mais na vela?
cuidado com a água benta
p'ra não descer sua goela.
Olhe as cartas o carteado
para não furar seu bolso
veja a cara do delegado
não lhe cause alvoroço.
Acorde, vamos navegar
de manhã ao rasgar do dia
o peixe bom esta no mar
e o riso lindo é da Maria.
Antonio montes
Desamor
Procurei e não te vi ao meu lado,
Vaguei pelas ruas em vão.
O tempo é longo sem você, sem teu mor.
Sinto a vida esvaecendo aos pouco.
Preparei a melhor roupa,
Vesti-me desse amor todinho por você,
Para me ver em teus olhos,
E ganhar a tua atenção.
Nas ruas da solidão
Eu procurei pelo teu coração.
Só encontrei recordações,
O que foi e já não é mais.
Desfolharam-se as flores,
Adormeceu a sementinha.
Estou perdido nesse amor há tanto tempo
Que já não sei o caminho de volta ao seu desamor.
Edney Valentim Araújo
Ilusão
Te vejo em todo lugar.
Pelas ruas, ao meu lado andas.
Baixinho, ouço-te dizer:
"te quero tanto, só sei te amar".
Luz que ilumina minha vida,
calor que eu necessito para viver.
O teu carinho junto a mim fica,
pena é: eu não poder te ver.
Sem ti, a vida inexiste, a graça
que ela tem se evapora,
o pensamento esquecido e quieto fica.
Os sonhos de amor, do coração vão embora.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Abrindo os olhos, com lentidão além do normal, andava pelas ruas, os pés descalços deixavam leves marcas pelo caminho que passava.
Ela estava molhada, não se sabia de onde tanta água surgia pois ela nunca parava de fluir.
A sua volta, um lugar vazio, nada a vista. Não existia cores por onde ela passava, não existia um alma a sua volta. Não existia nem mesmo uma briza.
Nada a tocava, nada ela sentia, nem mesmo a abalava. Era um mundo a sua volta, carros, pessoas falando em cada parte daquele mundo vazio, algo do qual ela parecia imune.
O caminho não se findava, seus pé já estavam cansados, já era hora, ela precisava descansar.
Foi então que ela viu, o fim da estrada ela havia alcançado, parecia que o mundo havia chegado ao seu fim e tudo o que ela precisava fazer era pular.
Então ela pulou, no inicio era só o vazio, novamente nada a tocava, nada mexia consigo além daquela sensação quase prazerosa da queda.
Finalmente ela pararia de não sentir nada, seria o momento perfeito que ela finalmente sentia alfo dentro de si. Algo incomodo, porém já era algo. Algo que a fazia se sentir calmamente bem.
O aguardo não durou muito, o impacto trouxe ela de volta ao mundo que sempre havia visto, o mundo que conhecia tão bem. As imagens passeavam a sua volta como em um filme pobre e deprimente de cores gastas, mas eram as imagens que a traziam para o momento perfeito. Um afago, o abraço, o colo e o cheiro! Enfim um beijo, um calor, um frio e um vazio. Letras a rodeavam, notas chegavam em seus ouvidos, melodias que ela não se lembrava quando, nem onde, mas sabia que já havia ouvido. Ah... ela conhecia bem aquele mundo, era lá onde ela guardava tudo o que programava para si, mas não expunha ao mundo.
Ali, diante de tudo ela voltou a cair, o chão se abria para ela e novamente ela se deixava levar pela sensação da queda. Porém agora a sensação se esvaia, como a água que sai das mãos de alguém em um ato desesperador para matar uma longa sede. Então, acordando mais uma vez ela viu-se novamente do lugar que nem parecia ter saído. Todos a olhavam como se esperassem algo a ser dito, ela sabia daquilo, estava acostumada. Era fácil enganá-los. Com um gesto robótico, ela sorriu, suas bochechas se elevaram levemente, seus olhos se tornaram tão pequenos que mal parecia que ela enxergava algo. Ela sabia que só assim eles parariam de olhar para ela daquela forma... e quando lhe perguntava a tipica pergunta que a perturbava a cada letra dita, ela simplesmente respondia:
I'M FINE
A cegueira da cidade esconde tatos e olfatos
As ruas possuem velocidade autônoma
São ruínas engolindo sentidos.
Sonhos na gaveta
Escondidos
Guardados em fotografias
Em ruas, dias...
Sonhos desfeitos
Pisados
Trancafiados, roubados...
Sonhos no abandono
Sem risos
Sem rosas, sem flores...
Sonhos,
Machucados em mim!
Cansei desse mundo, onde é olho por olho e dente por dente.
Cansei de andar pelas ruas e não poder ser, eu! O direito de me calar, de me afastar, de me isolar, de chorar, de sonhar, de explodir, de enlouquecer!!! Tenho todo direito do mundo de ser assim. Se isso me faz bem, qual o problema? O que adianta
Lutarmos por direitos iguais, se não sabemos lidar com as diferenças? Ter comportamento diferente não é vergonhoso, não é constrangedor... errado é quem se aproveita da desigualdade, para expor suas preferências sórdidas. É tanta gente apontando o outro e se perdendo de si mesmo.
