Ruas
Caídos pelas ruas expostos ao relento o mesmo adoece o corpo feri os sentimentos para muitos invisíveis para mim puro tormento " como podem viver desta forma " olho não aguento ter que achar normal humanos deleitados em sofrimento . me dói o coração , dói pela razão ver pessoas abandonadas nessa situação , cadê a compaixão? amor e emoção jogaram como lixos o futuro da nação , só olhar em volta pelas praças lá estão ou usando pedra debaixo de um pontilhão sem preocupação nem cogitação de comer algo digno que não seja doação tipo um macarrão , sentado com a família pleno domingão largado na poltrona vendo o jogo da seleção ! esquece desaparece só enlouquece desejar algo do tipo é muito ambição , foi jogado no mundão maldita corrupção fez uma família pobre fazer a vida num lixão onde disputam alimentos com cachorro, gatos , ratos bem vindo ao mundo cão sem nenhuma condição, final da noite o Kingstar é feito de papelão , sem teto sem algo certo nada concreto me revolto ao pensar que vivem do nosso resto !!
Carnavais
Coloco a minha melhor fantasia
e saio pelas ruas a dançar
Norte a Sul só alegria
haja fôlego para aguentar.
Tomo um café bem esperto,
como um delicioso pão de queijo
dançando subo as ladeiras
da famosa Ouro Preto.
Me despeço das Minas
lá na serra o sol se pôs
e quase como uma passista
já caio no samba
no embalo da bateria.
Com muito brilho e glamour
exausta de tanto sambar
já de longe escuto os tambores
e já começo a me animar
Digo olá para a Bahia
eu já tenho abadá
visto logo a camisa,
o show não pode parar.
Muita festa e alegria
nesta data de tirar o fôlego
uma pausa para o descanso,
comtemplo os bonecos de Olinda
amanhã começará tudo de novo.
Cinco dias de euforia
é festa em todo lugar,
É carnaval, é amor,
é alegria.
é cultura popular.
PANFLETOS
P'ra defender o seu inteiro
o panfleteiro sai pelas ruas
da noite, e da madrugada
com panfletos que não são seus
e vão panfletando... Frestas,
portas, janelas e calçadas.
E os panfletos com suas falas mudas
... Mudas que falam, que movem
os sentimentos e os instintos,
e como, se tivesse zonzo embebido,
pelo cálice do vinho tinto, resvalam.
Olhem a promoção!
venham ver e apreciar o preço
nesse ínterim, expõem o marido
da barata... Tudo barato!
lá vai o fogo citado na queima...
Queima de estoque, porque não
ao sotaque do norte, quem sabe...
Vá moço vá, vá antes que se acabe.
Antonio Montes
NOVO E O VELHO
As novas, os novos,
não gostam...
Dos velhos, das velhas...
Mas as ruas, das cidades velhas...
Estão permeadas de:
Novos e de novas, felizes
e eles, riem de alegrias
de fazerem parte da cidade
e de verem, a velha
arquitetônica da cidade velha.
É com essa velha
é com esse velho passado
que se chegou ao novo
desse novo estado velho.
Antonio Montes
Trilhando caminhos...deixando sonhos ! A frente um rio de saudades; um mar...vou, sigo em ruas desertas...sem arrodeios, sem voltas...já.não encontro músicas... silêncio, vazio. Em mim, sorrisos falsos... engano !
ARESTA
Pelas ruas, passos, passadas apressadas
foram trocados por... aglomeração
e impedimento em hora do pique.
Que se piquem em sua pressa
que rasguem as suas promessas
de velho, de novo, disso dessa...
Sua testa, existe calombo, sem ovo
d'aquela para o mês que vem
derrubando-me em sua aresta.
Nem tudo esta mudado...
Ruas calçadas candelabros
feira ao tempo, de tempos passado
antes, clarão de lampião no fogo
grito no escuro, era rogo.
Hoje, LED, a energia elétrica
estampido nas sombras, zombam
balas perdidas que arrombam
tombam vida na avenida...
Olhos não viram, ninguém viu
para a família resta uma ferida.
Antonio Montes
Final de tarde
Ruas
Carros sobem
Descem
Meu olhar gela
A poucos metros de mim
Passa...
Quem sabe de onde vem !
Atravesso calçadas
Sigo
Já nem ligo mais...
Não esqueci teu número
Não deletei !
Só perdi a coragem
Ouvir tua voz
Fria, distante...
Me fez por fim entender
É como se diz;
Quem ama dá um jeito
Arranja tempo
Se mostra, se joga...
Como eu sempre fiz !
Se não tentou
Se não se deu
Não se mostrou
Não se jogou
É que nuca quis.
Sozinha comigo
Perdida
Jogada...
Rabiscando sonhos
Lembranças
Só
Eu e a saudade
Lembrando nós !
26/04/2017
AÇOITE DE UMA NOITE
Em dia de feriado
e em fim de semana
zanza gente pelas ruas
dando uma de bacana...
Embrenham-se em suas hipnose
com seu cheiros, agulhas e dose
e como foguetes pelas ruas
descontrolam-se na velocidade
demarcando com as peles suas
os asfaltos das cidades.
Veículos se tornam ameaças...
Pelas mãos das suas burrices
em momento, todas alegrias
em segundos... Mundo triste,
o choro agora é tardio
o descuido é só um pavio
para a vida que não existe.
Se vai o custo de alguns anos
no preço poker de uma noite
se vai o viver de muitos planos
no cachê do plano torpe.
agora, cadê fulano...
Tornou o piscar em foice
a saúde ficou na lembrança
do seu tempo de açoite.
O futura agora é lagrima
vestindo suas vestes branca
a confiança esta nas farmácias
poupança, da sua herança.
Antonio Montes
Aqui neste lugar distante a noite cobriu com seu manto escuro as ruas da cidade.
E eu, no desejo de encontrar o lugar onde todos sofrem, percorri ruas, vielas e alamedas para te levar algum conforto.
Seus dias e os meus deslumbravam-se em meus pensamentos.
Sorrisos, prazeres e até aquela sensação gostosa de saber que você gostava de mim foram aos poucos tomando-me até brotarem as lágrimas pela proximidade da despedida.
Que sua alma seja confortada no além, aqui fica alguém que sempre te quis bem e sempre te amou.
Ofereço a minha tia Margarida.
Tributos ao Sr. José
Quinta passada vi um homem é seu andar,
vagando de ruas em ruas procurando onde repousar.
De mãos e pés sujos e tristeza no olhar
talvez sem esperança,
que um dia foi menino e hj sonha como criança.
Por um momento parei, tive compaixão desse olhar,
talvez por dor, amor, pena... sei lá.
De roupas simples, sem hesitar.
Hesitar da dor de caminhar sozinho
de nao ter aconchego e nem carinho
marcado pelo labor,
tendo o sol como único calor,
sendo julgado de sem valor.
Uma petição foi me requerida,
algo que cobrisse o seus pés
algo q confortasse essa vida sofrida.
Se me fosse dado o dom de sondar, iria mais além,
veria quem é esse alguem,
descobriria seus desejo os mais profundos,
além de simples meias, sapatos para seus pés imundos.
imundo de uma solidão,
onde sempre foi visto com mais olhares e menos coração.
A noite me conduz ao silêncio
Embarco numa viagem com destino ao meu interior
Ruas na penumbra
Paisagens desertas
Estações em variáveis
Escalas de cinza.
Prossigo em minha viagem
Vejo a chuva cair
Meu rosto molha,
Lágrima rola.
As ruas somem
A paisagem se funde num azul escuro que se mescla com o violeta
Não presto mais atenção
Somente continuo a viajar
Destino à frente
Começo a desacelerar
Nuvens prateadas correm com o vento
Lua e estrela tentam resplandecer
Luar viajar sonhar e chorar
Somos sempre passageiros solitários quando o destino é o nosso interior
Nas casas, nos lares, nas ruas. A vida segue. O coração pulsa. A mente raciocina. Até quando? Pergunta que não importa. Segue a vida e seguimos até o quando-será. Os dedos digitam. As mãos cogitam. No ritmo frenético da produção há vida. No silêncio da mente há vida. Nos campos. Nas indústrias. No comércio. E somos muitos. E somos vários. E passaremos, quando a cada instante passamos. Convém sorver a vida, quando somos pela vida sorvidos. O relógio fraciona os instantes. Os instantes ignoram nossa cronometragem. E somos otimistas. E somos pessimistas. E somos nada. E somos tudo. Somos imagem no espelho. Somos imagem do tempo. Somos cosmopolitas. Somos rurais. Somos índio. Branco. Negro. Amarelo. Um ser sem cor. Somos palavras que respondem. Palavras que ignoram. Somos o tempo que demora. E passa rápido. Somos a carne no açougue, cortada em fatias. Somos a verdura do corpo que se crê saudável. Legumes e frutas. Queijos e laticínios. Somos a rosa, com ou sem espinhos. Somos tão vários. E somos tão o mesmo. Sumos de cores variadas. Espectros de luz dos mais diferentes primas. Somos a sede. De vida. Para além das rimas. Somos o ser que fizemos, quando nos fizeram. Somos essa manhã de sol que nos lembra que ontem foi noite. Somos cinza, fluorescente. No pulsar de um neurônio que se acende.
Monalisa Ogliari
As folhas caem, os dias viram noite e meus passos continuam lentos e sem rumo pelas ruas da vida, mostrando a cada instante que tudo a minha volta é surreal sem você. Mas um dia eu ainda te encontro.
Hoje cruzei com várias pessoas pelas ruas dessa cidade, algumas carregavam flores e outras sorrisos, o astral era diferente. O espaço na loja de chocolate estava disputado, não tanto quanto os refinados restaurantes, que esta noite servirão de cenário para pedidos de casamento ou apenas a celebração do dia especial que é o Valentines. E eu? Bom, eu estou aqui sentado numa cafeteria, tomando um chocolate quente e tentando ver o céu através do vidro, procuro encontrar uma estrela para pôr a culpa de hoje eu ser apenas um mero espectador diante do espetáculo que o amor causa nas pessoas.
É TANTA SOBERBA, ORGULHO E EGOÍSMO NAS RUAS QUE MINHA HUMILDADE ESTÁ COM VERGONHA DE ANDAR POR AÍ SEM ÓCULOS ESCUROS!
Roberto Kuppê
Por partes, amei-te inteira. Enquanto admirava casais nas ruas, sabia que era com você, que a soma de nós dois seria três ou mais. Foi quando descobri que amor não seria amar se não fosse com você. Quando descobri que não queria te ver sem suas roupas, mas queria você vestida de branco de frente para o mundo e então dizíamos. " Até que a morte nos separe ". Amor é o que houve entre nós. Os sorrisos espontâneos em meio aos beijos calmos que arrepiavam nossas almas. Os toques que tomavam vida, e transpiravam em nossa pele. Ao som de um clássico de Caetano Veloso, cantando docemente a nossa história em forma de melodia. Eu te amo, como sempre disse que amaria. E você sumiu para sempre, como disse que nunca faria. Chove forte lá fora, mas as gotas caem dos meus olhos. Talvez nos tornemos uma história digna de um livro. Mas hoje, você não verá mais uma parte do meu coração escrita em papéis. Por partes, amei-te inteira. Por partes, você nunca se manteve inteira como meu amor por você
O SILÊNCIO
POR: José Luiz Mak.
No anoitecer encontro o silêncio das ruas, o barulho tímido das folhas e o som distante da cachoeira, que cobre com um véu de espuma branca as mais escuras pedras do lago.
O silêncio da noite me faz lembrar as muitas em que passei a tua procura, passos largos enfrentando a chuva e o frio.
O vento no rosto corta como uma navalha me tirando a paz, aquele lenço guardado no bolso do jeans molhado com a cor do seu batom, manchado de inúmeras carícias em seus lábios.
As estrelas aparecem tímidas ao céu, um pequeno filete de luz da lua me envolve o rosto tomando a parte mais bela.
Os olhos já encharcados pedem desesperadamente por sua silhueta próxima ao meu peito.
Por dentro meu coração arrebentando, como uma orquestra no auge de sua maior nota em uma sinfonia tocada para uma multidão.
Sentimentos envolvem o encontro das almas frias já decompostas pelo tempo.
Cigarras caluniando o orvalho que toma conta das folhas já cansadas do vento.
Fingindo ter vida, a solidão me toma por completo, olho ao redor vejo o final da rua e você não vem.
Abri mão da própria vida, fui cúmplice de meus próprios erros, doei o que deveria receber.
Fui refém da esperança e percebi que estava cada vez mais distante.
Durmo todas as noites com seu nome em minha mente, esperando acordar e poder sentir o teu perfume em minhas entranhas.
Olho o quarto vazio, meia luz em um tom romântico lembra o suor de nossos corpos.
O silêncio da noite me trás as lágrimas e a certeza do final da música em minha garganta.
