Pouco
Estou aprendendo a ser. Tenho me feito, às migalhas. Confesso que isso tem me retirado um pouco do submundo, do ridículo das sobras humanas. Não que a companhia das estrelas me seja ruim, mas elas sempre somem ao dia e em algumas noites dormem mais cedo enquanto se enrolam de nuvens. Me deixam só. E eu quero algo que não me deixe sempre. Que não me deixe nunca.
Peguei um pouco de você pra mim
É por isso eu sofri
Pegando um pouco de você pra mim
Eu também aprendi
Pegando um pouco de você pra mim é que
Hoje eu sou assim
Eu sou um pouco de cada um com quem eu vivi
É foi assim que me esqueci de mim
A gente quer tão pouco da vida...
A gente quer ser pássaro pra voar.
Quer ser peixe e nadar.
Quer ser bicho...
Ser planta...
Quer ser gente, só isso.
As pontes do amor são frágeis e por muito pouco se partem...
E ardem...
E molham como tempestade.
Desfaz o prazer.
E viram metade.
Como podemos ter a coragem de julgar se ainda não fomos julgados? portanto, um pouco de cautela faz bem.
Talvez você não precise de muito, só de um pouco de tempo, de uma dose de amor próprio, e duas de maturidade.
Sinto-me uma boa pessoa simplesmente porque ouvi e doei um pouco do meu tempo ao próximo. Como sou medíocre.
Independente de qualquer coisa, procure ser você mesmo. A calma e a paciência é uma virtude de poucos.
Talvez a verdade seja que há um pouco de fracassado em todos nós, sabe? Ser feliz não é ter tudo perfeito na sua vida. Talvez seja sobre reunir todas as coisinhas... Como usar esta calça... Ou chegar em um nível novo no vídeo-game... E fazer isso ter mais valor que as coisas ruins. Fazer o melhor possível, é só o que a gente pode tentar.
Quanto mais leio, mais me convenço de que sei muito pouco; que o meu saber é uma gota d’água no oceano do conhecimento universal. Quanto mais vivo, mais admiro a arrogância de certos jovens, que mal sabem de onde vieram e para onde vão, e outros de qualquer idade, cuja verborragia ostentatória, pedante, superficial e acusatória sem causa confundem com saber. Falam como se fossem os mestres de seus próprios mestres e de todo o universo. Também é exasperante a arrogância militante dos neófitos que agem como discípulos de livros (seja sagrado ou não), como papagaios a repetirem slogans e verdades de dois lados, para que se escolham um, configurando um discurso ideológico auto-suficiente, auto-defensivo e tipicamente religioso, mas nada filosófico. Apesar de tudo, tento compreendê-los e ser paciente. Afinal: “Homo sum, humani nihil a me alienum puto” (Sou homem, nada do que é humano me é estranho).
"Como algo pode ser tudo e tão pouco ao mesmo tempo? Como pode alguém não saber viver sem e nem com?"
Não chores porque cada vez que derramas uma lágrima, uma estrela se apaga e o mundo perde um pouco da sua beleza.
