Poesia de Destino
O destino se encarrega muitas vezes por nós, de alinhar as coisas. Todas as coisas.
Houve um fim que seria inevitável, muitas vezes acontecido, remediado, até agora não mais ser possível em um futuro existir.
Às vezes, o destino, a vida, vão te ensinando a ser mais duro. Isso é um ato de sobrevivência. Com o tempo,
descobrimos que não é todo mundo que merecem sua risada, seu abraço, sua atenção. Essa é apenas uma evolução que faz você sobreviver mais um dia. À medida que enfrento olhares de pena e sussurros disfarçados de “preocupação”, tornei-me endurecido, proteger o coração tornou-se instinto de defesa. Essa casca emocional me impede de receber
afeto genuíno, mas me mantém vivo quando tudo ao redor parece conspirar para me derrubar.
Bom senso
Uma vez, um paciente confuso, do destino a seguir, de sua patologia , Me perguntou??
Dr , já não agüento de tantas opiniões divergentes, que especialista procuro??
Respondi:
- o melhor catedrático na Area do bom senso !!!!!!!
Destino?
É definido, ou
Imposto por nós?
Dúvidas, assolam os pensamentos.
Somos vítimas das nossas vontades?
Navegamos em mares, com os pés fixados na areia da praia.
E os acontecimentos são fortuitos;
Nem sempre vem ao bel prazer.
É como olhar o mar azul, esperar que um navio apareça, no horizonte, para preencher a paisagem e torná-la bela e plena.
A angústia tece teias que nos prendem, não conseguimos nos desenredar.
Os sentimentos buscam no fundo da alma o âmago do sentir, tudo não é em vão.
Os ventos que desembaraçam meus cabelos, trazem lembranças: recentes, grandiosas e nítidas como o raio de luz que penetra na água do mar, e atinge o fundo.
A tempestade se aproxima no céu, raios, trovões e nuvens carregadas, surgem do infinito.
Um quadro de terror imergiu no imenso azul do céu.
Fecho meus olhos, deixo a chuva lavar minha alma.
Amanhã, é um outro dia...
Lembranças
Haverá um dia,
que o destino nos separará,
para sempre.
A tristeza vai surgir.
Não chores, apenas amas.
Lembre-te de mim.
Perguntaram quem fui?
Responda: - ela existiu.
O que ela fez?
- Ela amou-me.
Sim, amei-te, um amor sincero
Entre o 0 e o 1 existem vários números entre eles
Mas você é incontável
Meu destino foi traçado com o seu, mas você não percebeu
Quando penso em estar perto de você, percebo que não haverá ninguém igual a você
Nenhuma joia será tão rara quanto seus detalhes
Suas atitudes são preciosas
Seu jeito sereno
Fico nesse dilema de te amar e te odiar
Mas sei que meu amor por você fala mais alto
Se você me deixar 100 vezes, irei te procurar em cada canto que você passar
O que há dentro do meu coração, guardo para te dar
Te entrego cada hora que o tempo concede
Cada segundo, cada minuto
Tem para me conceder um olhar seu
E meus sentimentos são teus até morrer
Sinto assim sobre você
Me perco no timbre da sua voz
Na sua energia que causa o caos
Você é o problema que quero resolver
Quero curar suas feridas
Proteger seus sentimentos
O cretone do destino
foi nos unindo fio a fio
nesta imensidão azul,
Vamos juntos celebrar
num distante paraíso
onde somente dois
cabem num mar imenso
e brilhante tal qual
a água-marinha lapidada
na jóia mais fina .
Do condão
do destino
Cresce
forte como
O verso mirandino
Da derrota
da tirania
E da liberdade
o elogio.
Sim, eu gostaria
Bem antes
ter escrito...
Há flores
no calabouço
Em resistência profética,
O quê aqui se escreve
Não alcança a beleza
Da tamanha fortaleza.
Sim, eu gostaria
Ter essa grandeza...
Da vontade dessas letras
Era de ter o poder de levar
O abraço, a vitória e o pão
Merecidos à todas as mesas,
Nem o tempo há de apagar
O quê está escrito nas estrelas.
Fraiburgo
Fraiburgo originária tu fostes
das araucárias do meu destino
e alcançaste com tuas macieiras
a prosperidade e ergueste cidade
de gente amável e acolhedora.
Fraiburgo das fazendas
tu fostes a primeira batalha
da Guerra do Contestado
no Taquaruçu e tornastes
terra de muitas lendas.
Fraiburgo do 'Campo da Dúvida'
por causa da divisa,
Fraiburgo da minha adorada,
tu és certeza inequívoca
e amor para a vida inteira.
Fraiburgo certeza gostosa
da minha vida e delícia
do Meio-Oeste de Santa Catarina,
tu és ternura e joia fina
que traz sempre o sabor da alegria.
Frei Rogério
As araucárias do meu
destino ainda estão por aí,
A História da Guerra do Contestado
ainda vive no teu nome
escolhido em homenagem
ao religioso que fez
o povo ficar acalmado.
As cerejeiras imigrantes
do mares e ares te enfeitam
como joias da coroa
etua gente europeia,
brasileira e japonesa
ergueram uma cidade
que repleta de beleza
que cativa com toda a gentileza.
O Parque do Sino da Paz
relembra o quê é mais caro,
raro, precioso e necessário;
E diante da Casa Octogonal
reflito toda a rota percorrida:
Só sei que encontrei a minha
cidade aqui em Santa Catarina.
Guatambú
Guatambú do meu destino
resolvi abraçar no caminho,
porque teu povo amigo
sempre está comigo.
Guatambú do Oeste Catarinense
que me faz ir pela estrada
em busca da tua gente.
Guatambú banhado
pelo Rio Uruguai tu és
o meu rincão de paz,
tu sempre me põe na tua paz.
Guatambú da Cascata do Rio Tigre
da gente que não desiste
e do rebanho bem cuidado.
Guatambú que eu amo tanto,
do cheiro de erva-mate carinhoso,
de tudo aquilo que fazes tão gostoso
e me faz sonhar com os olhos abertos.
As nuvens peroladas
no céu surgiram onde
se encontra em guerra,
A roda do destino está
girando sobre nós
sem muitos perceberem.
Mercúrio, Vênus, Marte,
Júpiter e Saturno se
alinharam na Via Láctea,
E vivo tentando ser a Lua
absoluta da tua existência.
Ter o seu amor para mim
seria a coroa de louros
perpétua da vitória,
Enquanto eu sei que não
tenho escrito a História.
E abraçado com insistência
a real missão de ser poeta
que é fazer com que os senhores
dos Exércitos desistam
de uma vez por todas desta guerra.
Botuverá dos Ribeirões
No Rio Itajaí-Mirim és
o meu destino eternamente,
Unidos pelas correntezas
da vida simplesmente,
Minha linda, Botuverá,
te amo perpetuamente!
Na palma da mão de Deus
está escrita os seus afluentes,
Como sou a poetisa
deste Médio Vale do Itajaí,
eu consegui ler que
que Ele nos ama simplesmente.
E no final da História seremos
o nosso amor eternamente.
No Ribeirão Cristalina
encontrei o teu amor
a poesia da minha vida,
És a Botuverá infinita
que já estava prevista
prá ser para toda a vida.
No Ribeirão do Sessenta
tu já era mais que um poema,
e eu ainda não estava atenta...,
Botuverá és minha fortuna,
o teu amor sempre compensa
e tudo o quê vale a pena.
No Ribeirão Porto Franco,
sempre foi motivo para lembrar
o porquê de eu te amar tanto,
Posso navegar a noite toda
e andar por cada pedaço teu,
que jamais desta vida eu me canso.
No Ribeirão da Gabiroba,
te vejo a cada dia mais próxima,
Porque no fundo, linda Botuverá,
somos uma inseparável História.
No Lageado Alto e no Baixo
de ti jamais me separo,
Só de ouvir o teu nome,
o meu coração fica disparado
e nestes ribeirões deixei
o poemário um dia ocultado
No teu Ribeirão do Ouro,
minha Botuverá valiosa,
declaro para devidos fins
que o seu valor é de poemário
e acima está de qualquer tesouro.
O destino é
como um rio
que sabe
o lugar
e onde
irá chegar
mesmo
em meio
a turbulência
que o faz
transbordar,
O calendário é
como as águas
que não
conseguem
represar,
É mais preso
como aquele
que preso
por causa
da consciência
todos sabem
que assim está,
Não só aquele
que prendeu,
mas quem não
consegue por ele
se indignar,
Mais um dia
sem notícias,
Não paro
de perguntar.
Evidentemente
no mesmo
destino,
partilhando
da exata
agonia de mais
um dia,
por não saber
mais notícia,
escrevo para dizer
o quê sinto,
porque quem disse
o quê pensa
está preso,
não nasci para
me calar,
e nem para ser
escrava do medo.
Na incerteza do destino
ofertada pela travessia:
as letras são as pernas
que me levam mais rápido
para aonde eu achar
tremendo e necessário,
porque com elas alcançarei
o seu pensamento,
e o seu coração há
de se encarregar
do que há virar
sentimento sublime.
Em missão poética
o quê me cabe
neste momento
é estar reunida
em diáspora
e ao mesmo
tempo presa
com cada
um de vocês,
enquanto eu não
devolver cada filho
para a sua casa,
e cada amado
para a sua amada.
Lá do alto do poste,
eis o eletricista
que vê o destino
da América Latina,
e a hora do Brasil,
e a imprensa finge
que não me viu.
Não nasci para
ficar calada,
não gosto de ver
a população acuada,
todos os dias rezo
pela Nicarágua.
Como quem acende
velas pelas 143 almas
totalmente indignada,
grito ao mundo pela
juventude imolada.
Da Venezuela sabe-se
que a vida está adiada,
há gente perseguida,
vozes silenciadas,
e segue a tropa
trancafiada.
O pensamento acena
Para o nosso caminho,
As palavras se tornam
O concreto destino.
A escolha nossa deve ser
Pela poesia do encontro
Em nome da reconciliação,
Ao prisioneiro mais antigo
A esperada libertação.
O sonho de liberdade
Não pode ser pela metade,
Da mesma forma que não
Se divide o bem amado,
No verso mirandino gritado
Pelo herói é a esperança
De um futuro resgatado.
Porque escrevo não para brigar,
mas para abrir os olhos...
O cretone do destino
bordou com fios
inoxidáveis a nossa
união de forma
indestrutível com
a cor de água-marinha
azul, clara e tranquila.
Dionísio Cerqueira
Balançam as araucárias
do meu destino aqui
no Extremo Noroeste,
Dionísio Cerqueira
cidade poema das três
heróicas fronteiras
que fica nesta Pátria
profunda e Brasileira.
Minha jóia preciosa
do Vale de Peperiguaçu,
Dionísio Cerqueira
não há outra como tu
nestes Caminhos da Fronteira.
Minha dádiva divina
da Mãe Natureza,
Dionísio Cerqueira
das Cachoeiras do Assentamento
e do Toldo nelas venho, sinto
e me entrego ao teu amor tremendo.
