Poemas Melancólicos
MELANCOLIA
Entre o que aperta hoje e o que já apertou ontem, nasce o cansaço do existir; Uma constante briga de pequenas urgencias e afetos nostagicos.
Para realmente poder amar.
Escrever sobre você não deixa os meus dias menos melancólicos
Sua luz nem mais reflete na minha janela
Não anseio seu abraço
Nem receber uma mensagem sua
Não espero nada além de aceitação
Tornamos 3 anos, 3 dias
As músicas me lembram você, mas já não me fazem sentir você
Os sons mais calmos me remetem uma vida na qual você não faz parte
O monstro que você viu em mim, nunca existiu
A bondade que eu via em você, inexistente
A solidão me machuca menos
E o tempo não depende de você, para passar mais ou menos devagar
Você me encantou com algo que eu não conhecia
Mas que conheci do pior jeito
O amor não deve doer
O amor não está nas traições omitidas
Nem nas palavras mal ditas
Não deve ser cego
Deve ser claro e não confuso
O carinho deve estar nas qualidades
E não apenas ao desejar o toque
Deve procurar o outro quando sente saudade
E sumir quando é apenas oportunidade
O coração parece amarrado com cordas
Os olhos parecem um riacho
E minha garganta é como pedra
Suas palavras não são disfarçadas, eu vejo o desinteresse em seu falar
Mas agora entendo que tudo é necessário
Para realmente poder amar.
MELANCOLIA MELANCOLICA
A poesia 'e o combustível que nos move a escrever...
_amontoando as palavras, expressando a alegria!
_e também a dor do "saber".
NATAL MELANCOLICO
A casa grande
o pinheiro enfeitado
sapatinho no telhado
luzes a brilhar.
Bacalhau à portuguesa
vinho do Porto
vovô sentado à cabeceira da mesa
me ouvia ao piano tocar
melodias de Natal!
Presentes na árvore
PAPAI NOEL vai chegar
tilintar de taças
muitas risadas
Missa do Galo
O PADRE A REZAR!
As lembranças me traem
Lágrimas de saudades
me escorrem na face
preciso ser forte
renascer a cada ano
como o MENINO JESUS!
HOJE É NATAL!
E há aqueles dias que a melancolia bate fundo.
Forte.
E os pensamentos voam, as lembranças voltam e a saudade lateja.
Somos assim, feito de lembranças e lágrimas.
Dor e saudade.
Sorrisos também chegam colorindo essa nostalgia.
Mas esses dias chegam pra nos fazer lembrar que o dia a dia deve ser vivido com amor.
A gente tem que falar com amor, escrever com amor, enxergar com amor, estender as mãos com amor.
Um dia tudo será lembrança.
Um dia será de lágrimas, outro de sorrisos.
Um dia haverá chuva, em outros sol.
E tudo bem sentir - se nostálgico, cabisbaixo, distante daqui...
Quando sentir a melancolia bater, curta esse momento.
Amanhã será um novo dia, todo risonho pra viver.
E esse dia, um dia será uma doce lembrança.
Não precisa ser uma foto, uma mensagem, uma carta, um presente...
Pode ser um sorriso, um olhar, o silêncio indecifrável de alguém...
Coisas que a tecnologia não consegue captar.
Coisas que o coração sente e só a gente entende...
E chora, ou sorri.
São lembranças.
Nossas.
Eternas.
Num lugar nosso.
Lá, onde ninguém conhece.
Só a gente pode entrar, fechar os olhos, viajar, encontrar, abraçar...
"Acredito no bem sem sorrisos, sem melancolia. Enxergo a vida da maneira que eu quero enxergar. Acredito que fazer valer a pena viver só depende de mim."
-Aline Lopes
Chega ser estranho eu curtir estar melancólico
Nutrir falsas esperanças em mim é ilógico
Só para trazer leveza
A próxima surpresa que batera em minha porta
NOSTALGIA
Cai em mim uma nostalgia,
Sem eu a ter pedido no tempo.
É assim como uma melancolia,
Uma tristeza vaga,
Que não se apaga
No momento.
Que vida.
Que tempo.
Que amargura dura
E tão escura
Havia de me assaltar.
Agora, que eu só queria
Tão pouco,
Para não entrar em louco,
Descansar,
Repousar,
Para aprender a sonhar...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-04-2023)
MELANCOLIA
Cai a tarde lenta em brasa,
Num céu de mar ondulante,
Enquanto este vai e vaza,
Meu coração está distante
Pensando em ti, ó sereia
Que vi uma vez ao luar,
Em noite de lua cheia
Nas águas de prata, a rolar.
Que saudades sobre o mar
Meu coração lá deixou;
Tristezas de fazer chorar...
Enquanto eu não encontrar
Esse amor que lá ficou,
Farei na areia um altar...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 08-03-2025)
Noite, doce refúgio do dia,
Traz a paz e a melancolia.
E enquanto o mundo dorme em repouso,
Sonho com o infinito, misterioso e silencioso.
Cléber Novais
Outros Tempos da Velha Direita Nova
Um doce
De melancolia
De tardes
De domingo
De antigamente
Na
Rua Direita
Mormaço
De sol poente
Com preguiça
De segunda
Pela frente
Inda ontem
Era sábado
Dia de banho
De corpo inteiro
Na bacia grande
À noite
Cinema
De Romeu
Coboiaço
E seriado
À saída,
Cafezinho
Com
Pão de queijo
No Dormival...
Eram tempos
De
Se ter tempo
Outros tempos!
Melancólica Servidão
A fragilidade
Existencial
Que assola
Nosso emocional
Tem
Nos levado
À busca
De lideranças
Que
Nos indiquem
O caminho
O
Que pensar
Q
Que fazer
Como
Agir
Perigoso
Comodismo
Melancólica
Submissão
À servidão
Voluntária
Ar melancólico
Gastura
De
Balanço infantil
Sem criança
Olhar perdido
Mirando
Não sabe
O que
Resquício
De banzo
Talvez
Tinha
Disso
Depois
Passava
Melancólicas
Avançamos
Em ciências
E
Tecnologias
A desejar
Em
Civilização
Em melancólicas
Sinécleses
Em
Depressão
Para Que Vieste
Levai vossos Cantos
Minhas pobres mágoas
Na melancolia de teus olhos
Nos frios espaços de seus braços
No anseio de teu misterioso seio
Com meu cardume de anseios
Náufrago entregue ao fluxo forte
Da morte
Teu silêncio
Teu trêmulo sossego
Da minha poesia extraordinária
Esse riso
Que
É tosse de ternura
Quanto mais tarde for
Mais cedo a calma
É o último suspiro da poesia
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Teus olhos verde-mar,
olhos tristes e melancólicos
parecem sempre chorar
lágrimas ou saudade sem fim
Quando acordo os vejo
nas flores do jardim,
quando durmo os percebo
nos sonhos, perto de mim
Teus olhos verde-mar,
dos quais tanto gosto,
por que não querem me olhar?
Nostalgia e melancolia
A dor que nos mata
A saudade que fica
A flor que brota
A imagem que salpica
O trem que parte
Pra longe da bica
Estrelas que brilham
No céu dessa vida
Pássaros que voam
E o canto que entoam
Os amigos que estão
Pertinho da gente
O rádio que toca
Uma música bem triste
Cavalos correndo
Na savana ao longe
A dor e a saudade
Andam juntas pra sempre
Corações corroídos
Pela dor sempre intensa
Não há nada que se faça
Pra mudar o destino
Passado que fica
Futuro que não chega
Pensamentos presentes
Na mente da gente
A conta que chega
Pra sorte de todos
O navio que parte
Sem leme e destino
Pessoas que se matam
Pelo egoísmo de sempre
Lábios que se beijam
Se amam e se odeiam
Abraço apertado
Machuca no peito
O início de tudo
Termina um dia
O final sempre chega
Se estivermos presentes.
Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026
SUPLICANTE:
Por ocasião de minha morte,
Tão breve quanto a tua
Não me agracies compaixão,
Melancolia ou pesar
Pois que em vida me odiaste,
Meu coração molestasse
Por que agora caminhas
Nesse insólito séquito?
Não! Não me indulte funeral,
Cortejo ou adoração
Deixeis que meus entes
Se encarreguem do fato
Com pouca indumentária
E que apenas consigne
A identidade na lapide
Sem muita adornação.
Melancolia descrita por uma criança confusa e talvez melancólica.
Melancolia é o nada que sobra depois de comer uma banana, Só os restos dela talvez algo que já foi bom ou ruim mas que agora é só um vazio. Melancolia é o nada mais profundo que tem é olhar pro céu nublado não ver as estrelas. É a sensação de todos os dias serem iguais e de morrer antes de morrer.
É belo e triste.
Inspirada pela estética densa, científica e melancólica de Augusto dos Anjos, esse foi um dos poemas mais intensos que já compus.
PAIXÃO PETRIFICADA
(O Transe das Almas de Rocha)
Insana nessa aventura fugaz e transitória, sigo nesta trilha desventurada…
Vejo revérberos de sombras desfragmentadas em histórias já sepultadas.
Lágrimas que borbulham dessa alucinação caótica; sinto que se deteriora esta minha capa carnal, perene e febril.
Ouço murmúrios deletérios e sussurros inaudíveis em minha memória desfigurada. Sinto frio.
Minha alma, por segundos, levita ébria, manchada em gotículas de suor que corta e congela. Num transe anímico, faz-se o registro: o coração — intangível e ao mesmo tempo uno — pulsa descompassado em vivências de outrora que nas lembranças rolam como pedras.
Lu Lena / 2026
