Poemas Melancólicos
Não se engane com minha melancolia
Ela é uma parte de mim que me renova
E eu não quero evitá-la
Ou fingir que não existe.
Eram as estrelas de Bilac
A valsa de Casemiro
A melancolia de Florbela e a sensibilidade de Cora
Que me faziam Sonhar!
Sim, eu escreveria também!
Quando a melancolia se aproxima do meu ser,
Eu a afasto, numa mistura de lágrimas, frases,
poemas e canções...
Realce de um Romance em Relance
Despejo o acúmulo de melancolia,
Nivelado pelo apalpar da franqueza,
Tristura transmutada em biografia,
Lisonja alimentada de lindeza.
Realce de um romance em relance,
Realce um romance em relance.
Macia epiderme madrigal,
Norteia-me com benevolência,
Galanteio supra-celestial,
Levando-me à máxima potência.
Realce de um romance em relance, Realce um romance em relance.
Supremo enquadramento instantâneo,
Imperecível aos instantes que sucedem,
Ameno vendaval interiorano,
Âmago das forças que se movem.
Realce de um romance em relance, Realce um romance em relance.
MEU TEMPERAMENTO
Colérico & Melancólico.
O Kamorra tem um temperamento tímido, artístico, solitário, explosivo, ambicioso e dominador. O Kamorra é determinado, possui grande capacidade de planejamento, tem a sensibilidade muito aflorada e costuma guardar seus sentimentos. É uma pessoa profunda, detalhista e introvertida.
O Kamorra, além de ter muita energia e impulsividade, é fiel e desconfiado.
É um líder nato e tende a escolher atividades que possa exercer sozinho.
MEU TEMPERAMENTO
Bílis Amarela & Bílis Negra (Colérico & Melancólico):
*Forte, quente e seco (Bílis Amarela/Colérico)
*Soturno, frio e seco (Bílis Negra/Melancólico).
#MELANCOLIA
O dia e a noite são iguais por dentro...
Campo florido de saudades...
Estranha taça de venenos...
Despede o sol em último clarão...
Entre sombras, vagamente...
Na amplidão do eterno...
Minha alma voa livremente...
Surge o vento e me pergunta...
Aonde me levará minha jornada...
Um olhar triste nada responde...
Na melancolia...
Uma alma fadada...
Desde o sinal das auroras...
Se há dias maus, também há os felizes...
A vida é uma bela jornada...
A taça em minha mão ainda é cheia...
Num olhar profundo e ardente...
O espírito se cala, se aquieta...
O horizonte é o futuro...
Tal é na hora o presente...
Uma estrela tremula no firmamento...
E eu...
Em minha paz alcançada...
Aos pés do Criador me deito...
Sorrindo...
Sonolento...
Sandro Paschoal Nogueira
#A #DAMA #PRATEADA
Em minha rua, ao anoitecer...
Há tal melancolia...
Que desperta em mim o desejo de sofrer...
Sentado à mesa em um bar devasso...
Lhe contemplo dama prateada...
Nas vertigens do vinho que me encontro...
Perco-me em qualquer abraço...
Nessa Babel em que sobrevivo...
Cantando os amores...
Escondendo os conflitos...
Em tudo o que sinto...
Sinto-me cada vez mais perdido...
Ergo o meu coração aos céus...
E lhe olho suspirando...
Não mais me reconheço...
Sou total abandono...
Tantos se foram...
E tão poucos chegaram...
Atrás de meu pálido sorriso me escondo...
Disfarçando meu embaraço...
Se fosse, por acaso, por ti contemplado...
Apenas um desejo eu queria...
Em poder mudar minha sorte...
Ter aqui ao meu lado...
Os muitos que amei...
E por quem muito fui amado...
Mas o tempo é ingrato...
E lentamente se esvai...
Amanhã já não mais estarás no céu...
E eu aqui continuarei com meus ais...
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
#MELANCOLIA
Anjo que sem asa...
Em ruas escuras e desertas vaga...
Úmido vento que lhe floreia...
Pesadas nuvens ocultam a lua cheia...
Orvalho na face...
Teu pé tropeçou....
Num longo soluço tremeu e parou...
Que tens?
Por que tremes assim?
Disseste-me que antes sonhou...
E que agora chora...
Pelo que o tempo varreu...
Apagou...
Compreendi...
E aceitei seu pesar...
Ao anjo me juntei...
Quem me quiser...
Que me chame...
Ou que me toque com a mão...
O tempo para mim...
Também se foi...
E é o que mais me dói...
Há tal melancolia...
Despertando um desejo absurdo de sofrer...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
OBSESSÃO
Na intensa melancolia um jeito em que sofria, era a minha obsessão. Existia duas faces, duas mentes, um só corpo, e mil sentimentos multifacetados. Era uma paixão tão grande que atingia a esfera dos opostos: o sossego e o pavor! Ficava aterrorizado só de pensar em perdê-la. Imaginar um opositor me deixava enfurecido, um ódio letal. Ela era minha, somente minha! Das duas faces que ela tinha, a bela minha menina, usava corriqueiramente a que mais me fazia sofrer. No meio do pavor, numa terra arrasada, pronto para o combate, avistei vultos solitários e paranoicos embrenhados na maciça multidão, vei-me então a lucidez, ao despertar-me de novo para vida. Maravilha! Não existia ninguém entre nós, ela estava ali bem ao meu lado, como um anjo alvo num corpo de menina!
180823
Brasil, um país que outrora era feliz
Somos guerreiros e guerreiras em uma fase de melancolia e tristeza, enfrentando não apenas uma terrível pandemia que já levou parentes, amigos e conhecidos, mais também uma situação que nos fazem sentir indignados, pelo descaso e pela dissimulação de alguns, que deveriam estar lutando em prol daqueles que clamam por socorro nos hospitais e nas suas casas, pelo sofrimento de ver um país que outrora era feliz, e hoje se perde nas sombras da tristeza e da incerteza.
Tantos planos e projetos desabaram, levando preocupação e temor aos brasileiros, e quando a gente pensa que o pesadelo esta acabando, surge a primeira a segunda e muito provavelmente uma terceira onda, e a desfaçatez de alguns tentando mostrar que está tudo bem, tapando o sol com a peneira dos garimpos ilegais, das mudanças do clima, com muita chuva, desabamentos e rios transbordados, provocado por milhares de árvores que desapareceram das florestas, fazendo o índio chorar clamando por socorro que não chega. Desemprego para milhões, fome e desemparo.
Mais apesar de tudo isto, o povo brasileiro possui uma grande força, que é a sua fé e coragem que serve de estimulo para lutar e vencer esta guerra, porque somos brasileiros, e apesar das tristezas e dificuldades, há que se ter esperança de que dias melhores vão surgir no horizonte.
O canto triste e melancólico
da sabiá-laranjeira
que reside aqui em frente,
invade minha solidão.
Formamos um belo par de solitários,
ambos fora de tom:
ela, com seu canto,
lamenta o amor que se foi,
eu, em meu canto,
lamento o amor que não veio.
Solitário
Segue solitário uma estrada triste, melancólica.
Amores perdidos... passos desperdiçados...
Em seu peito habita um coração pulsante...
Pela dor sentida completamente ferido.
Só buscava um hoje diferente do de antes.
Tantos são os perigos da vida.
Depois de cada curva o que pode encontrar?
No fim da rua o que lhe está a esperar?
Noites mais escuras...
Segue trôpego seu caminhar.
Imenso esse espaço por onde vagueia.
São tantas rotas pra seguir.
Sente-se preso por amargas teias...
Sofre com o medo de não conseguir: o próximo passo, apagar as lembranças, ferozmente prosseguir.
O que virá depois do hoje cinzento?
Que sentido seguir no cruzamento?
Olhar perdido.
Pés machucados.
Coração pelos enganos envenenado.
Só... sente só vontade de para bem além do agora fugir.
Amores perdidos
Anda pela estrada melancólico.
Quantos amores foram perdidos...
Habita em seu peito um coração pulsante
pela dor completamente ferido.
São demais os perigos da vida.
Depois de cada curva o que pode encontrar?
Nas noites mais escuras...
Segue trôpego seu caminhar.
É tão grande esse espaço.
São tantas rotas pra seguir.
O que virá depois do próximo passo.
Só... sente só vontade de pra bem longe fugir.
No caminho
REVELAÇÃO
Não demora ...
A noite chora uma neblina,
A brisa fria espalha uma melancolia,
Ecoa a ladainha ...
Os sinos já dobraram uma chamada;
A igreja relampeja a fé,
O amor abraça e beija,
E a esperança pra essa dor é a esperança...
Não demora,
Gótica, a catedral ordena...
Badalam os sinos,
Os meninos abalam,
Nossos destinos baladam,
A gente dança e a dança demora,
Não demora o tempo urge,
Acorda a urbe,
O tempo voa,
A solidão povoa
Demônios, fantasmas e monstros,
A certeza dessa incerteza apocalíptica não demora...
MEDALHÃO
Ah! O amor está em coisas bobas
Melancólicas
Foi medalhão que carregava no peito com amor e paixão que te entreguei meu coração
Meu coração de medalhão
No compasse das batidas do meu coração ao seu coração quero estar sempre no ritmo
(Ser apenas um)
Ah! O amor está em coisas bobas
Simbólicas
Meu coração de medalhão
Carregue-me no peito
Sou seu leão
Acorde com minha juba
Sonhe nossos sonhos
Uma pia de 3 cubas
Carregue meu coração
Nosso coração
De medalhão
ROMEÜ DÍAS
Melancolia
O frio da madrugada.
A escuridão que não me deixa ver nada.
Partiste e sozinha me deixaste.
Contigo toda a minha paz e alegria levaste.
Escrevo agora minha última poesia.
Sem rimas... sem métrica... sem nenhuma melodia.
Só uma nota triste que em toda ela persiste: a mais corrosiva melancolia.
Amore...
Quando chega a noite,
sinto quase melancolia
foi-se embora mais um dia...
Mais um dia sem você,
menos um dia com você...
Por que isso foi acontecer?
E passa o tempo
e eu peço ao vento
pra bem leve seu rosto tocar...
lá... do outro lado do mar...
e bem baixinho sussurrar:
ti amo
come non ho amato mai.
É isso que comigo você faz...
Dividido por você
Sempre penso em você.
Às vezes combalido pela paixão,
Outrora, melancólico de amor...
Sentindo a ausência da tua companhia.
Ainda que eu possa quebrar as algemas da paixão
Jamais conseguirei romper os laços do amor.
A paixão maltrata o meu corpo na solidão,
Mas o amor devora a minha alma em meio à multidão.
Mergulha-me na angústia de esperar você em nossas vidas.
Não vejo mais ninguém além de você.
Meus olhos abriram meu coração
Para que eu veja somente você.
Ah! Se eu pudesse desprezar o amor.
Que subitamente em um olhar
Revelou-me toda a tua beleza interior.
Eu me apaixonaria por qualquer outra.
Por um lindo corpo... um belo sorriso... olhos bonitos...
Só para ficar com alguém.
Eu então te esqueceria...
Mas o amor nunca morre.
Ele padece e sofre.
Mas de algum jeito,
Ele permanece lá.
