Poemas Melancólicos
Resolvi me achar...
Penso em seguir em frente o tempo todo inocentemente e melancolicamente,
Tento resistir em vão ao que me fará bem amanhã, depois de amanhã e depois, e depois,
Pesquisei na matemática, nas leis da física e em outras áreas das ciências exatas sobre o meu problema, de nada adiantou pois todos os resultados e as repostas eram a mesma,
Viajei na psicanálise, na psicologia e quase fui visitar a psiquiatria, mas resolvi parar de fugir do que me atrai, do que é o meu verdadeiro bem, mental, físico e real no meu subconsciente e no meu universo consciente,
Resolvi me achar, compreender o verdadeiro objetivo e motivo para a minha felicidade na vida, agora entendo que sempre foi você, sempre será você o meu mundo.
Num abismo sombrio de desespero,
O transtorno de Borderline se abriga,
Um mar de melancolia, vazio e austero,
O amor e a intensidade numa dança intriga.
Na alma, um vendaval de emoções devastadoras,
Amor intenso, mas fugaz como a madrugada,
A valorização se esvai como sombras fugidias,
Enquanto a desvalorização inflama a ferida.
A autoestima se esvai em fragmentos dispersos,
Como um espelho partido, cacos em agonia,
A busca incessante por uma identidade.
Mas na melancolia, há um chamado de esperança,
Na aceitação e compreensão do sofrimento,
A luz tênue brilha na busca da bonança.
Enigma lírico
Em seu sorriso melancólico,
vi um fatalismo tácito
seguido de um silêncio morno
incompreensível
Subitamente
revelo-se o crepúsculo de um mito,
o fim da ilusão dolorosa...
A resseca dionísica do um festejo
carnal, onde quase virou apoteose
de um carnaval em Veneza...
Encenamos um ato da tragédia goethiana
a morte do sonho mascarado
que fez do mendico de Fausto
um Rei Lear, em seu apogeu
glorioso de terna insanidade e lucidez
antes da traição lírica da musa
ao poeta da divina comédia
do amor platônico.
Lírios de grego
Não escrevo mais melancolias
nem poemas de dores e de saudade
é um poeta novo que ressurge
das entranhas de uma cruel enfermidade.
Lírios de grego, mitos de flores
amor de musa morta,
gritos suspensos no âmago do absurdo,
poema mudo, ecos sem resposta.
Evan do Carmo
Eu sou poeta, se você é poeta também, assim como eu, então sabe que a melancolia produz a centelha da poesia.
Se for poeta profundo, de alma larga, saberá descrever a dor angustiante que nos acomete sem nenhum propósito ou motivo.
Escrevi coisas profundas, de infinita beleza estética, que retirei do mais soturno abismo, para onde a melancolia imprevista me transporta.
O sabiá
Um sabiá canta no meu quintal.
Toda manhã ao pé da minha janela,
Um canto melancólico, ele parece contar
Uma história triste, porém singela.
Às vezes penso, que o sabiá que canta o dia inteiro
No meu pé de laranjeira é um lobo solitário,
Que vive entre as estações
E canta pra sobreviver, não porque é necessário.
Eu o vejo pela vidraça da Janela,
Por vezes embaçada de neve ou de poeira.
O sabiá, assim como eu,
Escolheu a solidão como companheira.
O sabiá sabe, assim como eu sei
Que o que era sublime e tão bonito
Ao mudar de estação se perde tudo
Seu canto fica mudo...Tudo cai no infinito.
Ah... Por que essa carência?
Por que o tédio?
E a ausência?
Por que a melancolia?
Em mim, cai uma lágrima triste.
Logo penso que a felicidade não existe.
Ó que sufoco...
Que ausência de tranquilidade...
Esses sentimentos sempre levam a minha enfermidade.
sentir
parei
perplexa
melancolicamente perdida em meus sentimentos
senti, senti demais
todos eles
por cada milímetro do meu corpo
eu só não consegui identificar qual gritava mais alto
(...)
me senti desamparada
procurei em mim um refúgio, um conforto e não consegui encontrar
mas encontrei na arte
a arte ampara
conforta
olhei, me apaixonei e chorei
a realidade destrói e a arte consola
As manhãs tem esse "quê" de melancolia
Talvez por na maioria das vezes chegarmos até elas cansados demais, descansados demais,
atônitos demais, pensativos demais,
felizes demais ou tristes demais .
A verdade é que as manhãs nunca são serenas, só elas nos sopram nossas próprias verdades.
Desejos são gotas de chuva
Aliados aos raios do Sol
Numa tarde de melancolia
A voltar sempre e sempre
Todo dia
São vontades felizes
Que surgem nas horas tristes
Bolhas de sabão
Flutuando em caracol
Que às vezes permanecem
nos lugares onde eu vejo
por muito mais tempo
Que a gente esperava ver
Insistentes
Desejos são a lenha que alimenta
Aquele fogo pálido, lerdo e lento
Que insiste em permanecer
No tímido coração
Lampejos vem surgindo lentamente
Te fazendo
Pensar constantemente
Em algo que não se esquece
Desejos tristes
dos quais o coração padece
Quanto mais você se esquiva
Navegando só
O oceano de sonhos...e vai
Flutuando à deriva
Num triste abandono
Não existe mais nada
Inexiste alma viva
Que em dado momento da vida
Não encontre na rua
Enquanto voltava pra casa
Com aquela voz que vem no vento
E a faça sentir uma imensa saudade
Daquilo que
De tanto querer
Foi perder na tempestade
Seguida de um vento suave
e palavras que não se escreve
E foram ditas
E agora
Passada a hora
Se esforça em tentar entender
O que foi que te fez
Querer
Edson Ricardo Paiva.
Não gosto de manhãs chuvosas
Elas causam-me melancolia
Sinto o oposto pelas noites estreladas
E apesar disso
As estrelas e as gotas de chuva
Não estão interessadas
Em nada que eu sinta
Simplesmente caem ou brilham
Estrelas brilham quando saem
Gotas de chuva brilham quando caem
Estrelas caem do Céu em noites claras
Em raras manhãs a chuva pára
Após terem caído sem mostrar
durante a noite
Seu brilho sem par
A melancolia
Também é algo assim
Simplesmente uma saudade ímpar
de coisas que eu não vivi
ou manhãs das quais eu me esqueci
Nem tudo no Mundo muda
Quando amanhece
Mas tudo na vida vai mudando um pouco
Conforme vai passando o dia
Sempre fui melancólico, como Chopin. Ele chorava em teclas, eu, em palavras. Sua dor virou partitura, a minha, tinta nos ossos.
Nesse espelho triste, reconheço a linhagem dos que sentem demais
e transformam a dor em arte.
Percebo pelos teus versos que em ti, há um coração melancólico que sofre por outrora haver esquecido
de amar a si mesmo, nem ao menos um pequeno gesto amoroso.
Entretanto, aos poucos, graças a Deus, está se erguendo, juntando pedaço por pedaço, ainda que não volte a ser o mesmo.
Provavelmente, será mais forte,
um lampejo doce de esperança
que brilhará intensamente
nas sombras das angústias.
Influenciado às vezes pelo meu lado melancólico, faço-me a seguinte indagação, se um dia experimentarei a sensação do amor correspondido, aquele que é raro e existe entre um casal que se ama verdadeiramente, descrito frequentemente em livros, mas sem o apego pela ilusão, sendo o mais racional e sadio possível.
Seria algo muito inusitado se eu encontrasse uma linda mulher que tivesse seu coração atrelado ao meu semelhantemente à arte e a inspiração, às estrelas e o céu numa exultação recíproca que superaria a imperfeição gerada por nossos defeitos e desafios, uma sinergia genuína seguindo por um mesmo caminho.
Tenho acreditado cada vez menos nesta possiblidade, talvez, não seja pra mim, entretanto, graças a Deus, não estou entregue à solidão, pois aprecio o lado bom da minha atual realidade, busco alimentar o meu próprio amor, ainda sou responsável por minha felicidade e Deus presente, não estarei só.
A parte melancólica e falha da minha natureza humana algumas vezes pede a sua vez de fala, logo me vem um sentimento de angústia que pouco a pouco vai tomando conta, causando-me um grande desânimo.
Nem sempre existe uma razão clara pra que eu fique neste estado, mas a sensação é tão angustiante que acaba camuflando os muitos motivos de gratidão, consequemente, um vazio inexplicável surge no meu coração.
Sei que chega a ser um absurdo, entretanto, é como se eu não fosse amado, então, fico no meu mundo, sozinho pra não ser um fardo, pra diminuir os riscos de estragar tudo,
sendo o único por mim incomodado.
Muito provável que seja por isso que graças a Deus valorizo tanto meus momentos de solitude, meus risos bobos, as frações de simplicidade que estão ao meu alcance, aqueles que me fazem bem, aquilo que é relevante de verdade.
Agradeço muito ao Senhor por nunca deixar de lembrar-me da presença do seu imenso amor, o qual faz eu continuar, traz-me sobriedade,
que permite amar a mim mesmo, que deixa sentir o sabor da felicidade, acertar apesar dos meus erros.
E no fim das contas, sou apenas um humano de carne, ossos, complexos e defeitos com alguns acertos de vez quando, que ri com facilidade, feliz e grato a Deus em boa parte do seu tempo, que apreendeu arduamente a ser resiliente contrariando suas instabilidades e alguns adversos.
Som emocionante de uma melodia intensa, doce e melancólica,
cuja personalidade é autêntica, encantadora,
que remete ao forte sentimento de saudades, trazendo uma parte importante do passado ao agora,
que começa discretamente e vai ficando cada vez mais à vontade numa soma crescente de notas
como uma visita agradável, familiar, que se aproxima aos poucos, passo a passo, um pouco insegura,
até perceber que na verdade está de volta a sua casa, uma forma de reencontro
consigo,
um recanto bastante aprazível para a sua alma, o seu próprio paraíso.
Estou aqui para cantar
o amor é a paixão,
melancolia e solidão,
prazer e dor de amar,
realizando o versar
com rima na poesia,
seguindo a sintonia
das trilhas emocionantes,
imaginando brilhantes
momentos de harmonia...
Hoje acordei
sob um ataque severo
de melancolia.
Sinto que o tempo
não se mobiliza em mim.
Ouço a amputação das horas
a crepitar neste tácito sentimento.
Esta intensa e indefinida vontade de existir.
BALADA DE UM SÊNIOR MELANCÓLICO
Dia sim, dia não
Dia ruim, diabão
Vou vivendo, na contramão
Isolado, na solidão
Com medo, sem razão
E daí, meu irmão?
