Poemas Melancólicos
Hoje de manhã o céu estava escuro e melancólico. Também estava tudo cinzento nas enfermarias: tudo ao meu redor refletia os meus sentimentos. Estive o tempo todo à beira das lágrimas (…).
Ao meio-dia, o sol saiu, meio hesitante, mas a todo instante se escondia atrás das nuvens. Não sei se estava brincando de esconde-esconde, se também estava muito doente ou se estava só com muita preguiça de brilhar para nós. Talvez também estivesse triste (…).
O vinho dá força ao coração.
Dá calor ao rosto.
Tira a melancolia.
Alivia o caminho.
Dá coragem ao mais covarde.
Faz esquecer todos os pesares.
MELANCOLIA
Debruçado em pensamentos,
Corpo e mente esmorecidos;
Amigos de outrora já não andam mais.
Entristecido.
O maior bem é a vida.
O maior medo é a morte.
A maior virtude é a sabedoria.
Respiro, que sorte!
Tudo que tenho é o agora,
Nenhum minuto a mais;
O presente já é passado.
Sem mais.
Quando eu fechar os olhos,
Não levo malas, projetos nem sabedoria.
Irei morar na mais bela cidade.
Utopia.
Um copo de café pra pensar
Adoçado com melancolia
E no amargo da saudade deixar
O silêncio e um pouco de poesia
Já Vai, Tarde?
O sol desce no horizonte.
A brisa, correndo campo afora.
Melancólicos, girassóis reverenciam.
- E toda essa melancolia , vontade e estupidez começou depois que eu beijei você, experimentei você, me entreguei pra você e depois de algumas noites você foi embora.
Nunca te quis pra sempre, você nunca foi meu ponto final, nem meu unico vicio e muito menos meu verdadeiro amor. Só que todo mal costume das coisas gostosas que me fazia, ainda me incomoda em todas as noites mal resolvidas. Não gasto o meu tempo te procurando em outros, não gasto meu tempo tentando amar outro, mas a cada descepção ... você intrometido e mal vindo insiste em aparece em meus desejos só pra me torturar com sua falta.
Você é o raro tipo de homem que tenta ser ... e consegue ... e eu sou o tipo de exato de mulher que não aceita meio homem, meios beijos, meios abraços, meias atitudes, meios sins, meios prazeres e indecisões. Quero você mesmo que de vez enquando por inteiro,esperto e como sempre...suficiente.
Quero que ao menos minha pouca vergonha e minha vontade gritantemente insaciável pela vontade de te ter, possa acabar sendo determinantemente sua, somente as vezes e sempre real.
Quando sentires saudades minha,
essa dor melancólica que morfina o corpo e enferma a alma,
Lembre-se; neste exato momento estou a pensar em ti.
...Eu vejo-lhe arrostar o seu reflexo ao espelho;
E o seu contemplar, é um dilúvio de melancolia.
Porque vê em si, imaginários defeitos que não vejo!
Em seus declives de vaidosas fantasias...
ENTRE EUS E NÓS
Melancólicos são bons em assumir a culpa. Em reconhecer suas misérias. Em compartilhar suas incapacidades.
Nossa visão realista é boa. Muito boa.
Por outro lado, melancólicos se sentem seguros em seus desertos. Não que lá seja bom, mas é bom. Não que o fato de estar lá nos faça feliz, mas faz. Estranha bipolaridade que nos define. Curioso sofrimento que nos abraça.
Suas muitas lágrimas embaçam a visão e te impedem de enxergar o óbvio, Melancólico. Onde só vemos culpa, existe o amor do Pai. A rejeição parte de você mesmo, não Dele.
Ah, Melancólicos... se enxergássemos que o mesmo Deus que nos fez assim é o Deus que criou o consolo, o conforto...
Ah, Melancólicos... se soubéssemos que há muito mais deleite nos braços do Pai do que na solidão de um quarto...
Ah, Melancólico! Você usaria sua melancolia para ver o que os outros talvez não consigam ver. Sentir o que os outros talvez não consigam sentir. Demonstrar o que eles talvez não consigam demonstrar.
Não por sermos melhores, pois mais que todos sabemos que não somos. Mas por nossa sensibilidade extrema, avassaladora, profunda, sufocante... e isso eu garanto: nenhum deles tem.
O horizonte em agonia a solidão de olhos vermelhos em uma melancolia crepuscular as nuvens esfumaçadas as aguas do mar debulhada nas rochas e dedilhada pelo vento no brilho aceso no ultimo folego como se esperasse a noite encostar...
Queria doar a ti meus segredos e ver como sou raso de pensamentos profundos
Estrear com você no palco da vida antes que as cortinas se enrugue
Que meus beijos de leve e em voo possa tocar seus sonhos...
Que eu seja seu desejo meu amor seja eternamente seu
Te amo e por te amar somente a ti
Queria carrega o tempo na ponta dos dedos e esperar para quando estiver com você, fazer o tempo mentir seus dias sem medida e eternamente possamos viver juntos
A poesia da Melancolia
No mundo de versos e rima,
De alegria e melancolia,
A poesia se faz divina,
Em cada palavra que se cria.
Em cada estrofe, um sentimento,
De amor, sedução, emoção,
A poesia é o alimento,
Que acalenta o coração.
Tantas palavras a se expressar,
Tantas histórias a contar,
A poesia não cabe em um lugar,
Ela está em todo lugar.
No pensamento e no sentir,
A poesia se faz existir,
Ela voa livre, sem fim,
Um universo a descobrir.
Que a poesia nos inspire,
A enxergar a beleza no mundo,
Que ela nos faça sorrir,
E traga paz ao mais profundo.
De alegria e melancolia,
A poesia é uma poesia,
Ela nos leva a voar,
E nos faz sonhar e amar.
'PENSAMENTO SOBRE A VIDA'
A vida é mesmo assim
Com seus melancólicos horrores
Da 'capa' diária das horas
Da soberba enraizada
Das coisas que se demoram
E dos 'eus' que não se apagam
Lua minguante é sorriso...
Beijo quando está cheia...
Não há linhas, traços, corrosão, melancolia, ondas, portos, holofotes ou equações...
Sol e lua vivem em chamas, galanteio em pleno cosmos, tempestade é condimento e zomba dos muros.
(Leonice Santos)
[...] mas quem são eles?
São tão estranhos...
Parecem melancólicos, rebeldes, tristes...
Entretanto, em seus olhos há um brilho radiante de liberdade.
São todos singulares e estranhos.
Muito estranhos.
Eles são os filhos da arte.
Entre as sombras do adeus, o coração é um poço de melancolia,
Onde ecoam ecos de um amor que partiu, mas ainda se aninha.
No teatro da vida, a cortina caiu sobre o palco do afeto,
E a dor da separação se insinua como um frio inverno repleto.
Oh, homem de coração trespassado, teu peito é um relicário,
Guardando lembranças de um passado que se desfaz no calendário.
A mulher que partiu deixou rastros de saudade e desespero,
E o que resta são memórias que ardem, como brasas no fogueiro.
Ainda paira no ar o perfume da pele que um dia foi tua,
Mas agora, na solidão, a cama é um deserto que insinua
Que o calor humano se dissipou, deixando apenas o frio,
E o eco dos risos passados ressoa como um lamento sombrio.
As lágrimas, silenciosas testemunhas da tua dor,
Deslizam pela face, buscando alívio para a alma que chora.
A cada suspiro, ecoa a melodia triste da desilusão,
Enquanto o coração insiste em bater ao ritmo da solidão.
Mesmo assim, o amor persiste, como uma chama teimosa,
Que se recusa a extinguir-se, apesar da tempestade furiosa.
A mulher ainda vive nos recantos da tua mente,
Como uma sombra que te acompanha, constante e insistente.
Na escuridão da noite, o vazio se torna mais profundo,
E o eco do silêncio é a trilha sonora desse mundo.
Mas, oh homem que ainda ama e sofre na escuridão,
Lembre-se, o amanhã pode trazer consigo a luz da redenção.
Que o tempo cure as feridas e console tua alma aflita,
E que o amor renasça das cinzas, como a fênix bendita.
Pois, mesmo na dor da separação, há a promessa de um novo dia,
Onde o coração poderá encontrar a cura e a alegria.
Há vários anos, escrevo o quanto te odeio em tom melancólico.
Embora eu esqueça que isso faz parte de mim,
Tão marcante quanto o tom da minha voz.
Faça aquilo que você faz de melhor e que ressoa nos ecos do meu coração.
A seta do tempo comprimiu a possibilidade de tê-lo,
Junto com o medo de seguir em frente.
A finitude do seu tempo consome minha alegria,
Opondo-se à imortalidade.
A beleza da lembrança perdura após a efemeridade,
Ou seja, é passível de recordação,
Sendo sublime em sua vividez.
Tudo o que eu queria fazer está no passado,
Embora tudo o que poderei fazer esteja no futuro,
À espreita, em branco, esperando ser preenchido.
Definha-se o dia:
Assisto esvair este final de tarde com certa melancolia:
Em mim sopra uma saudade fria.
Recolho os retalhos de sonhos tentando reconstituir tua imagem:
Sonhos abstratos.
Enlouqueço ao saber que todos serão iguais ao anoitecer...
Teu mal
Estás melancólico?
Estás magoado por teres mentido?
Mas a atitude não nega.
Não é fiel a si próprio?
Fica embaraçado?
Finge ingenuidade?
Encontra-se acompanhado, mas em solidão?
Traí a si próprio.
Não és nem bom e nem mal?
Estás sem essência para viver?
Assegurou a sua alma?
E a ti, perdeste.
Em labirinto de melancolia, eis-me cativa dos teus olhos castanhos, faróis de fulgor inolvidável, que, como archotes, espancam as trevas da minha alma.
Cabrobó-PE; 05/03/25.
