Poemas Góticos de Amor
"Como é difícil viver norteado por tantas pessoas em um mundo tão grande e se sentir sozinho...
A dor do vazio dói no corpo e na alma...
A dor do egoísmo em pensar que Deus em sua magnítude deixou de enviar sua luz... Que se esqueceu ou tomou para si outras prioridades...
Como dói acordar todos os dias desejando que este fosse o último. E como essa vontade é grande...
As forças estão acabando bem como o amor próprio.
Como dói viver uma vida por um amor irracional não correspondido. A sensação de fracasso por não conseguir ser compreendido e por não ser correspondido...
Se nesse momento eu tivesse voz para dizer ao mundo o quanto é importado se doar sem limites... se dedicar sem limite... Ter atenção a cada detalhe de quem esta próximo a você... Eu gritaria com toda a força da minha vida... Valorize, respeite e a todos os detalhes seja atento...
Quando se perde não há mais o que se fazer... Quando o que se fazer já não é mais uma opção...
Hoje só vivo por um único fio de luz que ainda me prende a esse mundo e quando e se por algum motivo essa luz se apagar, só peço a Deus a caridade de me levar para talvez uma evolução e que em algum momento eu possa novamente ter a oportunidade de tentar corrigir meus erros e receber o seu perdão e o perdão de todos com quem eu convivi.
Uma morte digna é talvez o fim de um sofrimento sem fim. Não é verdadeiro o ditado de que é permitido errar tentando fazer o certo. O certo é certo. O errado é errado sempre.
Não suportar a dor é a maior das dores... Sempre.
Pensamentos e emoções
Totalmente confusos
A vida parou
O relógio quebrou
E o mundo acabou
Até às mais belas paisagens
Cinzaram em completos nadas
Perdão
Perdoe-me por minhas atitudes
Mas como me perdoaste
Se nem eu me perdôo
Sou apenas um nada em meio a partes quebradas
E peço perdão pela minha existência insignificante
Desculpe por lhe deixar assim
Apenas não sei fazer nada certo
Perdoe-me e aprecie esta bela noite
E que durma
Enquanto grito por perdão para todo este universo..
Estava eu sentado em um bar,
apreciando uma doce bebida,
perdi o sentido quando a vi...
Ah, ela era incrível,
seu sorriso me encantava,
aquela doçura toda mexia com a minha cabeça,
parecia aqueles amores que te prende, sabe?
Ela se aproximou e sentou do meu lado,
deu uma risada,
eu não sabia o porquê dela me escolher,
eu tão comum,
então a música mudou e a chamei para dançar, ela aceitou.
Aquela valsa que me leva para cá e para lá,
igual a um barco em uma tempestade,
ela me conduzindo,
parecia que não havia mais ninguém naquele bar,
parecia que estávamos em outro mundo, a sós,
ela acabava com meu psicológico.
E quando a música chegou ao fim,
eu não queria mais solta-la,
pois ela não saia mais da minha cabeça...
Então resolvi perguntar seu nome,
afinal queria revê-la algum dia,
então com um sorriso respondeu, "meu nome é tristeza".
Buscando motivos internos
Que me aqueçam
Além deste calor pífio
Demônios valsam comigo
Anjos vigiam
A depressão ameniza
Antes que ambos entrem em conflito
Quem tentou me ajudar, me matou
Ando agradecendo pelo ajuda
Carta de amores em lapides
Despejando meu amor em lacunas
A solidão ecoa, todos os sorrisos perdidos
A orgulho é a mais triste trilha sonora, relatos de um anjo caído.
"Quem é escravo dum vício
é como uma flor fenecendo,
perde a beleza, seu brilho,
e vai aos poucos morrendo."
"Não me digas que a tua hora chegou,
Tu tens ainda muito a viver.
Não vais já! Ninguém te chamou!
Ainda nada terminou.
Não me faças sofrer!
A vida não está acabada!
Ainda que não esteja a cem porcento
Não chegou a abalada,
Não estás na chamada.
O teu nome não vai com o vento!
O barqueiro sombrio
De ti nada vai levar.
Apesar deste grande frio,
Vive a vida com brio.
Tudo vais ultrapassar!
Cantigas leva-as o vento,
Também leva as palavras más.
Ainda haverá muito tempo
Onde irá passar este tormento.
Esperemos pelo bom que a vida traz!
OBSOLETA ALEGRIA
"Tão distante quanto as estrelas
Tornou-se para mim obsoleta a alegria.
Envilecido e desalmado, ando a suplicar misericórdia!
Perdido, engolido por um buraco negro,
Preso, cabisbaixo, objeto de zombaria.
Quem, quem terá de mim misericórdia?"
Perdido no tempo,
Sem saber pra onde voltar,
Apenas desastres pra lembrar,
Em lembranças transformadas em pó.
Passe com a sua dor no caminho, mas não olhe tanto para o chão , doutro modo deixa de ver o sol que acena no rosto de quem passa.
António Cunha Duarte Justo
in Poesia e aforismos de António Justo
Ao evitar a inanição do corpo, não percebi que havia adquirido uma espécie de anorexia da alma, o vazio dos sentimentos.
Minha mente é o reino e meu corpo o Rei
Meu reino esta desmorando e assim cairei
Tudo arde em chamas de destruição
Esse meu mundo frágil é só uma ilusão.
Talvez você ainda esteja por aí,
Flutuando por onde sempre quis.
Talvez um dia eu te veja novamente,
Com sua calça jeans e um sorriso sacana.
Talvez tenha se perdido em si mesmo,
E esteja correndo com o vento.
Ou talvez tenha parado no espaço,
Esperando que as estrelas venham-lhe buscar.
Quando me for,
Traja-me de seda ou cetim.
Mas, de uma coisa faço questão:
– Que vocês rezem por mim.
"O olhar perde a alegria
Admiração torna decepção
Que maldade ferir
Quem lhe dei a mão
Quando a cortina caiu
Vi seus olhos ali
Como quem nem sente
A me confundir
Chorei. Bem sei
A dor que senti
Da raiva fiz meu discurso
E custo a me esquecer de tudo
Triste ficou a poesia
E o vento levou a melodia
Desencantou o amor que eu tinha"
Oi "Apenas Eu"!
Como pode ter se tornado algo tão distante do irreal o qual sempre sonhamos nos apegar?!
Será que seus sonhos viraram os pesadelos que outrora queria parar de querer sonhar?
Talvez você não tenha apenas mudado "Apenas Eu", talvez você tenha morrido no turbilhão de felicidade que tanto odeio. Suas mãos não são tão aconchegantes no meu peito, seus dedos já podem enforcar minha garganta.
Então mais uma vez ó meu "Eu", um "oi" para você e quem sabe um dia, talvez, um suave tchau para mim.
Eu vivo
Por que?
Não sei
Tanta discórdia existente
Tendo um porém sobretudo.
Não há
Apenas não há nada mais sublime
Tornar seu legado digno
Sua história um filme
A trajetória merecida
Apesar de tudo
Lembranças presentes de sua vida
A salvação
O amparo
Ser o calor no dia mais frio
Custar a ser o ato mais raro.
Sendo esse o valor
O apreço
A inspiração
Até para um novo começo.
EM TARDE CHUVOSA (soneto)
Março. Em frente ao cerrado. Chove demais
Sobre meu sentimento calado, aborrecimento
Gotejado do fado.... Rodopiando nos temporais
Enxurrando desconforto, angústia e sofrimento
Verão. E meu coração sentado na beira do cais
Da solidão. Do mar agitado e cheio de lamento
Por que, ó dor, no meu peito assim empurrais
Essa tempestade e tão lotada de detrimento?
A água canta, lá fora, e cá dentro o olho chora
Implora. Para essa tempestade então ir embora
Que chegaste com o arrebol e na tarde ainda cai
E eu olha pela janela deserta, e vejo o céu triste
E, ao vir do vento, a melancolia na alma insiste
Sem que das nuvens carregadas a ventura apeai
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/03/2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Na vida eu vivi muitas lágrimas e só alguns sorrisos
Na vida
Vi
Lágrimas
Lá
Grimas
E sorrisos
Só
Risos
Na vida
Vi mais
Vi demais
Vi mais lágrimas
Mais delas brotaram no meu rosto.
E o resto: foram alguns sorrisos.
Que marcaram pela vida toda.
Pelos poucos que foram.
É o que eu valorizo.
Mas as dores também valeram.
Apesar de machucarem tanto o meu coração.
E fazer as lágrimas molharem tanto o meu rosto.
Lá
Grimas
Preparando
Para um sorriso novo.
E tornando cada
Sorriso
Só
Riso
Valioso.
QUE ESTRANHA NATUREZA
Estranha natureza esta a tua
Que me roubas os sonhos
Que banhas a minha alma em sangue
Tirando-me a luz, fazendo-me gritar
Afasta-me esta dor, suplico-te
Acorda-me deste sonho maldito
Donde estremeço, vislumbra-me de mim
Fazem-me voar para além do vazio
Nas tuas mãos, encontro o xaile do caminho
Onde a vontade abraça o meu lado selvagem
Estranha natureza esta, que persegue-me
Enlouquece-me e rouba-me os sonhos
Banha-se no meu sangue e arranca a minha alma
♔
Lança da morte, punhal ferido de espinhos numa flor
Sem medo, sem temor, amor que abraça-me
Que foge comigo, devassa-me os sentidos
Entranha-se na pele, como um grito colorido
Voz rouca de um eco que acompanha-me
Esquizofrênicos sentidos de lembranças
Feitos de vozes, gritos, gemidos, suspiros
Que iluminam de esperança as lágrimas caídas
De uma quimera fora do tempo esquecido,
Vivido de dor, fogo interno neste inverno antigo
♔
Neste mundo existem mulheres amadas
Violadas na mente, violentadas na alma,
Castradas no corpo, sem voz, sem liberdade
Acorrentadas em dor, cansadas, tristes
Desesperadas, mal amadas, laços atados, em nós de ferro
Mãos geladas e frias, feitas num mundo cruel.!
Hoje eu acordei pensando em você
Nem sei por que
Talvez seja besteira
Um momento de fraqueza
Não vou mais chorar
Você quis assim
Cada um foi pro seu lado
E deu de cara com a tristeza
