Poemas Góticos de Amor
Felicidade, não esta em viver com um sorriso nos lábios.
Mas sim em fazê-lo brotar quando o momento é menos propicio.
Porque Rir na alegria é fácil a todos.
já na tristeza é a felicidade de poucos.
Tu não vês teu mau
Do inocente toque e destrutivo
O respirar solitario em um quarto sobrio
E quando venho, é teu suspiro
Transeuntes demonstravam mais afeto
Falso, desgostoso e praticado
Ei de ser feliz com tuas migalhas
Que sem exigência as tomo em meus braços.
Ao se esvair leva os pedaços
Desse corpo sofrido violentado
Gerará dos calos de uma falta
Desprezo frio e doloroso
Palavras são ditas ao relento
Umedece a rara seda que fora dada
Recordam antigos sentimentos
Pondo-me ao desamparo de um sentimento
Desilusão
Um encontro sem contar...
Um olhar...
Uma paixão...
Adormecer...
Um sonho lindo...
Um acordar...
Solidão...
Um vazio no coração...
Apenas uma ilusão...
Uma despedida com uma lágrima...
É como o tempo...
O tempo é infinito...
Mas não pára...
Nem volta atras...
Por vezes a pessoa que mais gostamos
É como o vento...
Não sabemos de onde vem nem para onde vai...
Só queríamos poder agarra-la e tê-la junto a nós...
Mas o vento não se consegue agarrar...
Podemos e devemos lutar com todas as nossas forças...
Por causas que tenhamos nem que seja uma ínfima hipótese de ganhar...
Entrar em batalhas em que já estejamos derrotados á partida...
É meramente sacrificar-nos em vão...
Um dia
Um dia eu estive lá.
Vi você correndo alegremente
Com os cabelos soltos cheirosos
Radiante feliz e sorridente.
Um dia eu vi você.
Pular em meus braços.
Apertar-me tão forte
A mais não poder.
Um dia eu estive lá.
Incontido em tudo.
Desejoso de me afundar
Na meiguice do teu olhar.
Um dia eu vivi lá.
Passeamos abraçados
Vontades e desejos entrelaçados
E ao fundo... O mar.
Um dia contemplamos juntos
O mais lindo entardecer.
Te fizeste tão minha.
Fiz-me tão você.
Um dia eu tive que voltar,
A tristeza foi tanta que me corroeu.
Enquanto meu eu doloria ao retornar
Imagino que você também sofreu.
Na noite fria e tão vazia,
Descanso meus olhos cansados,
Adormeço meu coração apaixonado,
Fitando teu retrato...
A jovialidade e a coragem da vida, características da juventude, devem-se em parte ao fato de estarmos a subir a colina, sem ver a morte situada no sopé do outro lado. Porém, ao transpormos o cume, avistamos de fato a morte, até então conhecida só de ouvir dizer. Ora, como ao mesmo tempo a força vital começa a diminuir, a coragem também decresce, de modo que, nesse momento, uma seriedade sombria reprime a audácia juvenil e estampa-se no nosso rosto. Enquanto somos jovens, digam o que quiserem, consideramos a vida como sem fim e usamos o nosso tempo com prodigalidade.
Contudo, quanto mais velhos ficamos, mais o economizamos. Na velhice, cada dia vivido desperta uma sensação semelhante à do delinquente ao dirigir-se ao julgamento. Do ponto de vista da juventude, a vida é um futuro infinitamente longo; do da velhice, é um passado bastante breve. Desse modo, o começo apresenta-se-nos como as coisas ao serem vistas pela lente objetiva do binóculo de ópera; o fim, entretanto, como se vistas pela ocular.
É preciso ter envelhecido, portanto ter vivido muito, para reconhecer como a vida é breve. O próprio tempo, na juventude, dá passos bem mais lentos. Por conseguinte, o primeiro quartel da vida é não só o mais feliz, mas também o mais longo, e deixa muito mais lembranças, sendo que cada um poderia contar muito mais coisas sobre ele do que sobre o segundo quartel.
Como na primavera do ano, também na da vida os dias acabam por tornarem-se incomodamente longos. No outono de ambos, tornam-se mais breves, porém mais serenos e constantes.
E a gente Escolhe...
A vida toda entre ser ou ter
E a gente se arrepende...
Por não viver cada minuto como se fossem aqueles últimos de nossas vidas
E a gente Morre...
E nossos olhos talvez não se abram uma outra vez.
Através desse poema vou me descrever,
Sou um ser soberano e muitos ainda hão de me conhecer
As tragédias que estão acontecendo, não foram nada,
muito ainda irá acontecer.
Fique atento, pois a próxima tragédia pode estar perto de você.
Eu posso tirar, colocar, roubar, matar, causar.
Também posso temporariamente lhe agradar,
Vou deixar de “arrodeio” e logo me mostrar,
Sou a conhecida e apelidada morte.
Aquela que muitos ainda minha mão irá apertar.
Vou lhe buscar onde quer que esteja, disso num duvide não,
Vou lhe buscar mesmo se estiver no chão, num carro ou em um avião.
Depois de um magnífico capellini
acompanhado de um chileno honesto
instalou-se a lombra.
Deitado na rede da varanda escorro em devaneios.
Meus pensamentos lentos desembarcarão logo, logo
na planície do sono profundo.
É preciso.
Álacre e lestamente virá o show do Ratto.
Enfim a cidade sairá da mesmice sertaneja.
Preservarei meus olhos marrons
para o brilho dourado e alegre do whiskey.
E que venha a noite com suas sombras protetoras,
seu acalanto cheio de segredos vorazes,
sua volúpia de mil dedos.
Nunca imaginei que minha alegria incomodasse tanto...
Eu esperava de tantas pessoas esse desamor...
O que adiantou eu dar o melhor de mim?
Que tristeza saber que todos momentos que acreditei serem sinceros, foram somente sentidos por mim...
Naufrago do Sofrer
Alma penada, desengonçada feito minha áurea, pesada e surrada, afogada no meio deste sofrer que domina o meu desejo de não mais viver
Evaporar, não faria diferença eu para ninguém
Meu sorriso não o preferido de alguém
Nem a minha voz, melodia
Nem meu abraço, medicina
Queria finalmente que este velho barco que chamo de vida viesse a ser naufragado
Ao final, percebo que não passo de um cada ver esperando por seu tumulo, almejando ser enterrada para nunca mais ter teu peito destroçado.
A existência é maior milagre e maldição para todos os seres. A magnitude do sofrimento só se é percebida quando se da conta de como e impossível viver em sociedade sem se corromper, assim como fugir da mesma.
Viver e como um jogo repetitivo onde temos dd seguir o script que não concordamos e acreditar que um dia faremos improviso, mesmo que a crença faça oarte do script.
Imortal canção levada pela brisa
esvai-se pelo brilho da lua no orvalho,
seca, fria, e que sequer frisa
porém no amor, carinho, amealho.
Som que abala o conceito de paz,
nem bom, nem ruim, apenas tocante.
Leva-me na sutileza que aqui jaz,
esperança não mais aqui, perante.
Embora tentes ainda, em tono,
como primavera, clamar ao céu,
coração já não pulsa. Apenas outono.
Prazer insípido em meio ao ensejo
Denotando sofrimento, apenas léu.
Um brinde à morte, vestida de desejo.
M? Não sei. Você é que mudou um tanto, amigo.
Se distanciou mais e mais do seu passado.
Ela continua lá
junto daquele cara que conheceu
mas que agora já não é mais o mesmo.
E assim é: estradas e encruzilhadas
e novamente estradas.
Pessoas se encontram, partilham coisas,
caminham juntas algum tempo
e, depois,
cada qual segue seu rumo
na ampulheta descendente dos minutos,
dos dias, dos anos...
Destino: sinuoso sendeiro onde deambulamos todos
na direção dos braços da inelutável morte.
Pra nunca morrer
E então quando eu me for, não tenha em sua mente, que surgiu em mim em algum momento, duvidas ou medos ou desespero, por não saber ao certo para onde eu estava indo.
Para a onde exatamente eu seria direcionado em que lugar seria minha última morada?
A mim, nunca importou de fato e por nem uma noite sequer, perdi o sono tentando sanar esta questão, embora a idéia de uma possível eternidade sempre me apavorou. A eternidade consciente.
A terrível ideia de que minha consciência e o perceber de mim mesmo, estariam, mesmo depois de sessado o sopro de vida em mim, vivos e conscientes em alguma eternidade, seria tortuoso.
Vejo a vida como um dom maravilhoso, apesar das dores da carne e da alma e agonias constantes sondando e vindo me dizer bom dia todos os dias; ainda por amor à vida, me esforço em continuar sentindo o calor do sol, o vento nos cabelos o cantar dos pássaros e tudo que me cerca e me diz que ainda estou vivo.
Mesmo assim nunca cultivei a esperança ou desejo do “ser eterno”, como algumas pessoas almejam. De modo que quando eu me for e tu olhares para meu tumulo, saiba que eu não estarei ali. E se olhares para o céu dos cristãos pense que lá também não estarei. E se procurares no inferno não me encontrarás. Pois nunca cri de fato na existência real desses mundos de conforto ou danação eternas.
Mas me acharás mesmo depois de minha morte, em minha obra. Por mais pequena e singela que ela se mostrar, eu estarei ali de alguma forma.
Onde estiver uma escrita, uma pintura um rabisco meu, ali sim estará minha imortalidade.
Quando dia 18 anos pensei: Acho que vou morrer antes dos 25.
Depois tive que alterar o prazo. Antes dos 35, então? Novamente tive que rever a estimativa. Vai ser antes dos 45!
Pô! Parei com esse distúrbio neurótico; CHEGA!!! Mas, aos 55 não chego não. Rs rs rs.
(...)
Ah, se não fosse a divina promessa
De uma nova terra, uma nova vida
Perfeita, justa e diferente dessa…
Porque se não fosse esta segurança,
Certamente valeria mais a partida
Do que esta vil, cruel e penosa lida!
