Poemas Góticos de Amor
Aqui estou mais uma vez
Te Olho, te absorvo
Ignorar nao é uma opção
A angustia é inevitavel
Choro, as lagrimas limpam
E tudo cai no esquecimento
Levanto, vivo, durmo
De manhã tudo volta
As lagrimas já não bastam
A dor nao me larga mais
a dor me traz raiva
raiva de sentir tanta dor
nao sei o que acontece
simples coisas me doem
PARE
tds dizem que não tanto
PARE
os céus não gostam
PARE
não queremos ouvir
PARE DE CHORAR AGORA
Sobre o Falecimento de Rosa Malena, esposa de meu Pai.
Meu Pai...
Tu fizeste o teu papel.... de esposo... de pai... de homem.
Tu mostraste que és forte e resistente e lutaste até o fim.
Deste exemplo de perseverança...
Te dividiste entre a esposa e o trabalho... entre o sustento e a saúde, mas tudo acontece conforme os planos do Criador...
...Ele nos permite passar por desertos do tamanho das nossas forças...
Forças estas que nem sabemos que temos, mas Ele, com sua inalcançável sabedoria nos solta como a crianças nos primeiros passos e nos vigia... não nos deixa cair... e nós, nós na pequeneza de nossa fé saímos assustados... cansados...e mais fortes... e mais sábios...
E Ele nos faz crescer...
E depois de muitas lições... nos chama.
Não sabemos quando, pois hora somos alunos...hora mestres.... mas sempre criaturas, guardadas nos braços do criador.
Força Pai.
Nós te amamos.
Marcelo ULisses
sou uma fugitiva
dos sentimentos mais escuros
devo ficar escondida
nos poços mais fundos
em meu coração
arde uma dor
Grande descepção
clamo oh senhor
por que tamanha angustia?
tristeza de repente
morasse eu numa cidade rustica
ou quebrasse minha a lente
mas é uma dor inexplicavel
felicidade inatingivel
um desconforto nada amigavel
é terrivel..
se pelomenos pudesse eu conversar
com aqueles de quem me escondo
quando sinto que vou chorar
Mas quem entenderia
Algo tao sem sentido
De mim riria
Mesmo um desconhecido.
Será que ainda há esperança
porque passa anos e só piora
Será que vale a pena essa ânsia
porque o planeta chora
E o vírus que se espalha
se torna mais forte
com a ignorância falha
dos ditadores
Queimadas e guerras
ganância e descaso
poluição e motosserras
e o mar esgotado
As geleiras derretendo
em lágrimas
e o ser humano se entretendo
porque assim vai se esquecendo
se esquecendo de toda a dor
alimentando a mente
com fantasias inexistentes
por que a realidade
Ah! A realidade não é nada atraente!
Pobre pessoa sem nada a perder,
Todo dia chprava, mas sempre sozinha.
Quem poderia entender,
Era apenas uma garotinha!
Tao rapido se tornou suja de coração,
Apenas se confortava passando de mão em mão.
Agora ela mata sem perdão!
Com o sangue frio escorrendo em sua mão.
Perdida estava sem nem o que comer,
Pensou consigo mesma em humano como refeição.
É algo tao banal, mas ai esta a morte canibal.
Flores mortas
Deixa chover, deixa molhar; lavar ; regar; destruir; purificar...
O mundo ensina e o mundo gira.
As engrenagens da vida e o abraço do tempo sufocam a humanidade.
Mas sempre foi assim...
Artificiais são essas flores que não envelhecem ? Cárceres da resplandecente natureza mãe somos nós, feitos de carne e osso...
A substância da vida é a renovação pela morte. É isso que trás purificação ?
Flores mortas se esquivam dessa brisa com sensação de renovação.
Flores artificiais.
Há um breu dentro de mim
um infinito vazio
que você deixou em mim
sinto-me usada, quebrada
Há um breu dentro de mim
você levou todas as minhas cores
ficou esse escuro sem fim
e sinto muitas dores
Há um breu dentro de mim
foram arrancado meus sonhos
destruindo um ideal de amor sem fim
perdi meu rumo, o brilho dos meus olhos
Há um breu dentro de mim
o que você vê é só uma casca
porque estou oca, enfim
preciso dar um basta.
As vezes penso que não sou uma boa pessoa.
Eu deveria existir?
Eu faria falta?
Não quero causar dor a ninguém, nem mesmo pela minha morte.
Se eu sumisse, então alguém sofreria cogitando onde eu estaria.
Melhor mesmo era não ter existido.
Aquele encontro não devia ter acontecido.
Nem aquela dor.
Nem aquele choro.
Nenhuma daquelas coisas que culminaram em mim.
Deveria ser outra pessoa.
Uma pessoa boa.
É só isso.
Às palavras rodeiam pela cabeça,
todos querem achar um ponto final para dar a elas.
mas palavras são imortais.
tudo o que pensamos viram palavras.
Se não expressadas, sufocada morrerá a pessoa que às guarda para si.
Ali estava eu em oque parecia ser mas um dia em que os copos cheio de bebidas enchia o vazio que ocupa no meu interior.
No entanto em meus poemas e texto deixo quão claro a vida e o destino são irônicos,trazendo alegria,ação,suspense fazendo de nossa rotina um filme sem gênero no qual e impossível prever oque acontece.
Então um simples comentário
"Seu sorriso e lindo"
Acabei tendo diversas descobertas
Descobertas?
Uma bela mulher
Uma bela pessoa
Um belo coração
Cheia de convicções e opiniões própria trazendo a definição mais nova de mulher perfeita
Mais calma nao venha com baixo estima e nao se ache prefeita,
Você e mais que perfeita pra mim,e devia serpra se propia também
Mais isso nao importa,nao agora
Pedi a vida um pouco de ação e ela me deu suspense porque nunca sei oq vai acontecer entre nos
Pedi um pouco de romance e ela me deu aventura pois somos uma grande aventura cheia de descuberta
Pedi um pouco de comedia e so ai ela me deu bom isso eu deixo pra fala outra hora
Tempo e oque nao falta pra nos ne meu amor?
Passos largos nas ruas
Olhares curvos tão frios
Ansiedade declarada
E estranhos pensamentos constantes
Atordoam minha mente
A cada instante
Que me vejo longe de casa.
A cada olhar retribuído sinto fraqueza
Sinto como se minha estranheza ficasse mais visível
E que os seres que circulam se virassem todos contra mim.
Tênue linha que separa o feio do belo
A loucura do gênio
O amor das dores
A felicidade da inconsciência.
Loucos somos nós
Jogados para os cantos do mundo
Nascidos dos infernos e cada
Vez mais moribundos
Somos assim, estranhos, gênios, podres e largados
Mas sabemos viver, sabemos o instante da vida que o valor
Se investe
Sabemos que bebida e sexo podem ser a salvação de muitos
Problemas que nos são diariamente dados.
Reprimo mais essa dor
Para descarregá-la em tragos noturnos
E sentir um pingo de álcool de felicidade.
Vlad
O órgão ecoa aos quatros cantos do recinto; preparo o cálice de sangue para ela, ela sorri com um olhar lascivo, desejando minha carne, pois a alma não havia. Recitando poemas sem sentido, demonstrando que é sábia, queria convencer que era mais que as demais. Querida foi Justina, aos méritos peculiares, parábolas aos ventos vorazes. Fácil de transparecer ao foco pleno de desejo, serena, transmite a sintonia mais bela e clássica de fome aos meus ouvidos. Façam a alegoria, todos estão servidos, a noite não é tão escura como costumam dizer.
Expectativa
Fagulhas de vida começam a surgir,
É um grito de esperança a emergir...
E aquela tristeza toda passa a diminuir
Dando espaço para a alegria novamente florir
E esse rosto cansado voltar a sorrir.
Depressão
É na falta, é no ócio que o sentimento de aperto vem me visitar.
Me paralisa, me confunde, me faz estacionar.
Penso em tudo que quero fazer para conseguir me organizar,
Mas não vejo muito sentido
E então de novo eu fico
Vendo apenas a vida passar...
Ficar no meio de outros não consigo, não tenho assunto,
Só o vínculo que muitas vezes só me faz atrapalhar...
Não que eu não ame, não que falta eu não sinta, mas preciso respirar...
Ver a vida do meu jeito, tentar me encontrar no espelho prá depois compartilhar.
Tem sido um tempo estranho, meio sem rumo, meio sem ganho.
Tento tampar a culpa de me sentir triste fingindo uma alegria para disfarçar .
Esse esforço às vezes cansa, não quero colo, não quero dança,
Quero apenas deixar passar, tentar um pouco me resguardar...
É que nem eu mesmo me entendo nestas fases
E me expor me deixa frágil demais prá caminhar...
Tenho sonhos que me fazem confrontar
Com o passado que incomoda sem querer passar,
Que se faz presente e me faz chorar,
Que me desnuda diante de mim
E aí me penalizo e tento achar esconderijo
Que guarde toda dor que sinto ou que faça ela me abandonar.
Quero resgatar meu riso, minha vontade de sair, minha vontade de acordar.
Nos extremos de meu coração
Algo me atormentava
Uma mistura de medo e paixão
Que fazia meu peito extremecer
Uma vontade louca de
me apaixonar por você
Mas algo me impede
Talvez o medo de amar e não ser correspondido novamente
Ou então pelo simples fato do medo de falar
Tenho medo de criar expectativas e sofrer na pele tudo outra vez.
Tô perdendo as forças
As forças que nunca tive
Como detetive investigo
Onde foi que eu errei
Saudades do passado? Eu sei
Tempo bom que não volta mais
Hoje apenas queria ter paz
Sendo assim me sinto incapaz
Até sei, a vida que tenho não me satisfaz
Sigo o clichê de ouvir que não devemos desistir
Me pergunto qual é o motivo pra insistir?
Se é nulo a vontade de existir...
Navio Negreiro
Lá vem o navio negreiro
Lá vem ele sobre o mar
Lá vem o navio negreiro
Vamos minha gente olhar...
Lá vem o navio negreiro
Por água brasiliana
Lá vem o navio negreiro
Trazendo carga humana...
Lá vem o navio negreiro
Cheio de melancolia
Lá vem o navio negreiro
Cheinho de poesia...
Lá vem o navio negreiro
Com carga de resistência
Lá vem o navio negreiro
Cheinho de inteligência…
Sede da alma
Mergulho no absoluto do ser
Que nada sabe, tudo aproxima
E pouco experimenta.
Um êxtase quase frenético
De se desfazer em pedaços e
juntar O que se supõe ser o correto.
Amargura, loucura, felicidade...
Em assumir que o pranto alimenta,
Que as lágrimas matam a sede da alma.,
E que viver nada mais é do que
Morrer pra si lentamente, Diariamente.
Dani Raphael
uns atravessam o inferno tocando gaita
outros se lamentam no paraíso
uns explodem fingindo que acontece nada
outros fazem belas moradas no precipício
uns fogem de si
outros abraçam seus demônios
uns se cuidam pra continuar a existir
outros dançam com a morte em meio aos escombros
muitos apaixonados
tantos de má fé
uns na contramão
outros seguem a maré
poucos perfeitos
talvez nenhum
mas muitos na busca
mesmo com nada em comum
e eu aqui
refletindo a passagem
perspectiva que obtive
observando da margem
mesmo tentando ver além do céu aberto
a vida não perdoa ninguém
caminhando em direção ao incerto
sou só mais um refém
