Poemas Góticos de Amor
Preta não é parda,
Lugar de mulher é onde ela quiser,
Gay pode usar saia,
Respeite o nosso candomblé.
O machismo mata,
O feminicidio só aumenta,
A bala perdida dízima,
Só derrama sangue vermelho.
Amar ao próximo pelo visto jamais,
Homofobia mata em praça pública,
A xenofobia parece ser eficaz,
Pra jogar milhões e milhões nas ruas.
Já escolheu quem deve morrer ?
Já decidiu quem vai viver?
Você tem o que comer ?
E quem mora na rua como vão sobreviver?
O silêncio grita,
Criança abusada veste rosa?
É melhor abortada ou abandonada?
De um jeito ou de outro ela está morta,
Se você não fizer nada,
Por dentro e por fora.
Soneto da saudade
Quando de saudades eu viver
E a solidão me assombrar
A certeza do incerto acontecer
E essa peleja começar
Essa angusta ao anoitecer
Afligindo o meu pensar
Me levando a perecer
Sem quer reanimar
Oh que dor sufocante
Tire de mim agora!
Remova neste instante
Se Deus me levasse embora
Seria reconfortante
A esse coração que chora
É com o coração apertado, com o grito preso na garganta que mais um dia vivo aquilo que inventei de mim.
Viver o inexistente é acordar diariamente com a dor de não expor quem você realmente é... É seguir o inócuo visando agradar a sociedade... É repreender o seu ser, o seu espírito, para não ser apedrejado...
Viver o inexistente é infelizmente carregar as marcas dolorosas e uma série de consequências por não explicitar a sua essência, não pela sua vontade, mas pelo medo que o cerca e te menospreza...
É seguir a vida... flutuando nas correntes da inexistência...
LAGRIMAS
E essas lágrimas que não cessam, por quê insistem em fazer tu pensar os erros que cometeu?
Por quê elas vieram sem aviso prévio?
Perguntas e mais perguntas não são a solução para que se livre delas, tem que senti-lás, absorve-lás para aprender que lágrimas também ensinam e que nem sempre você tem que errar para elas chegarem.
Quantos motivos há no universo? Talvez milhares né desde um relacionamento amoroso, família, perda de amor próprio entre outras, mas elas são a base para você aprender que somos todos frágeis e vulneráveis a senti-lás e fazer delas a força para aguentar a cada chegada desavisada e desgovernada das mesmas em intensidades divergentes umas das outras.
Jamais esqueça forte tu és mesmo quando se sentir fraco, quando elas secarem lembre que podem voltar e se prepare para ter força e mais uma vez suportar , pronto agora elas se foram volte a sorrir e irradiar os dias que pela frente estão chegando.
Quem me dera morrer de mar
Como voar, olhar o horizonte, sentir brisa
Abrir os braços e fechar os olhos
Sentir-se um pássaro a alçar vôo
Peitando o vento como se fosse o mestre dele
Exigindo que tamanha força invisível exista em benefício de si
No desejo de caminhar na praia
Olhar a linha fina que separa mar de céu
Parece tão delicado, uma cama aconchegante para deitar
Mas é uma enganação
Porque esse pedaço de lençol azul que toca apenas as pontas dos seus pés
Pode em poucos passos te afogar
E quem me dera poder escolher minha morte
Por mais dolorida e aflita
A morte no mar é bonita
Em desespero afogando você vê turbilhões de vida em volta
Tocando sua pele buscando te reconhecer
Eu tentaria não me debater
Mas contemplar toda a vida brilhante que me cerca
À medida que meu espírito se esvai
Quem me dera morrer de mar
E fazer do oceano pro meu corpo morada!
Aprenda a evocar
os seus demônios.
É melhor conhecê-los
e ficar frente a frente,
Do que passar a vida inteira
sem sabercom quem
está lidando.
Eu só quero desaparecer
Eu não quero desaparecer
Eu só quero ficar aqui
Seguir é o meu maior medo
Talvez eu devesse desaparecer
Ouro dos tolos
Quem pensa que a vida é gratuíta está redondamente enganado. Ao longo de toda ela carregamos sobre as costas o peso dos iludidos, a sina dos miseráveis, a angústia dos malditos e a ilusão cega dos nécios. Vez ou outra brilha a nossa frente pequenas fagulhas de vida, mas como pirilampos velozes rapidamente se dispersam. E a caminhada continua sobre o solo do delírio, essa terra amaldiçoada, minada de sofrimento até que completamente exauridos, perdidos em nossos desertos, recebemos o golpe final "o tiro de misericórdia". Antes, porém das pálpebras cerrarem-se, abre-se o grande portal e os tolos finalmente descobrem que o tempo todo carregaram a morte com a ilusão de que era a vida.
A velha torre
Ela era uma torre forte, muito bem firmada
mas habitou nela por logos anos um vírus letal.
Hoje essa torre está desmoronando, deformada
extremamente sensível, em uma nevasca sentimental.
Não está pronta para ninguém habitar
está fechada para uma grande reforma
sem querer as vezes despenca, tende a precipitar
e atinge alguém que quis se aproximar
Nesse momento é melhor nem à visitar
suas rachaduras, indicam grande risco
precisa primeiro se alicerçar
e só então levantar, colocar tudo no lugar
Não sei quanto tempo essa pode durar essa reforma,
mas será para o bem de todos que a admiram
no momento, está vazia e totalmente transtornada;
mas garanto, que surpreenderá a todos que a sucumbiram.
Eu não tinha nada
Aí eu consegui tudo, o melhor de tudo
E agr... eu sobrevivo com os vestígios de algo que um dia foi bom, que um dia foi meu...
SE EU MORRER AMANHÃ...
Vilma Oliveira
Se eu morrer amanhã
Ninguém irá se lembrar
Nada de mim irá restar
Nem a caridade cristã!
Irão todos festejar...
Ao lado do meu caixão
Num festim quase malsão
Irão sequer lamentar!
E, num acre deletério,
Levar-me-á ao cemitério,
Para o corpo enterrar;
Numa cova funda e fria,
Qual funerária sombria,
Para sempre irei ficar!
Até que se complete inteira
Degeneração putrefata
O verme psicopata
Dessa terra carniceira...
Mastiga, engole, come,
Com apetite voraz...
Roendo os ossos, quer mais!
Mata a sede e a fome...
Na sombra dessa ossatura,
Jaz a treva mais escura,
Permanece a agonia;
Embora com a alma liberta,
Com a sepultura aberta,
Abraço a monotonia!
Diante das circunstâncias, onde o discurso de ódio, a palavra de fome e o desejo de mudança de uma nova política invade os nossos corações. Devemos lembrar de amar, nossos irmãos, só queremos dias de paz de misericórdia para que tudo que está a prova, seja ultrapassado e juntos venceremos.
Que assim seja, assim será.
talvez com o tempo
tu perceba que errou
talvez com esse mesmo tempo
as coisas deem certo
não se cobre tanto
por algo que você não tem controle
isso é a vida e até chegar ao fim
teremos uma sequência de surpresas
Lembre-se bem de suas origens
a vida é uma montanha russa enlouquecida
Olha bem seus atos de sacanagens
Nunca ignore uma mão estendida.
Nunca se sabe o que me espera
mas há certeza de ter diversos encontros,
Egocentrismo é algo que me da nojo
Nunca elogie a si mesmo, se houver elogios, que venham dos outros.
A mente manipula o corpo
O corpo inspira a alma
A pureza que se adepta a esse mundo superestimado
Não se dão conta o sangue no qual foi derramado.
Meses se passam e a esperança se passa longe
Manusear essa palavras é algo trabalhoso,
Saber o que se fala é algo laborioso,
Mas sempre no final se sai orgulhoso.
Ja dizia que quem a aprender a escrever
conhece o peso da caneta,
Cada verso simbólico que ele fez e se arriscou
Sabe-se de tanta coisa que o poeta nunca morreu, Foi ao inferno e voltou.
O que é a vida?
Pra alguns oportunidade
Para outros sofrimento
Para eu não é nada.
Nada de Interessante
Nada de Desafiador
Nada de Transante
Nada de Motivador
Penso assim não porque quero, e sim porquê vêm,
Imagina viver nesse mundo
Aonde sua aparência define valor
Aonde quantidade de dinheiro te mostra qual será a quantidade de amor.
Vivemos em tempos líquidos
Nada é pra ser duradouro,
É fácil por no papel esse versos
sem qualquer extravagancia
Essa é a vida de quem não acha esperança.
Vendo-se esse poema
Que pode ser até uma certa confusão
Mas na verdade o que tento dizer
essa é a vida de quem tem depressão.
Filhas de Aqueloo e Terpsícore
sereias
seres do mar
com sua magia de encantar
com seus mistérios a aguçar
com morte a lhe acompanhar
e alegria ao lhe devorar.
Cinza para hoje,
No funeral de rosas.
Criticam suas palavras,
Mesmo tendo seus sentimentos enterrados.
Façam silêncio,
Agora festejem como quiser.
Pois vou ter meu enterro
Coração de pedra
Cheguei em você doce e meiga
te falei das minhas feridas e cicatrizes
você me mostrou, não ser diferente de mim
contou suas batalhas, suas derrotas
e quando ficava ansioso,
queria minha atenção, queria colo,
eu alí estava, pronta a te acolher
mas quando foi eu que precisei
você se assustou, sumiu,
não teve empatia, se fechou;
eu com meu coração mole e bobo
tive paciência, te dei colo novamente,
mas, outra vez não demostrou reciprocidade.
O seu coração é de pedra,
que só enxerga a si mesmo,
duro demais para deixar alguém entrar
para consolar meus prantos,
para doar seu colo e proteção.
Cuidarei de mim de hoje em diante.
e sei que mereço alguém que segure minha mão
que não fuja, não se esconda,
que tenha um coração recíproco,
afinal, o que se precisa cobrar,
não vale a pena!
'Vejo um caixão
e minha caveira
vejo a cena derradeira
de um desgosto eterno,
Três, quatro, cinco pessoas...
e nada mais,
e o caixão encenando a desgraça,
A última graça,
e nada mais.'
