Poemas Góticos de Amor
Hoje eu acordei pensando em você
Nem sei por que
Talvez seja besteira
Um momento de fraqueza
Não vou mais chorar
Você quis assim
Cada um foi pro seu lado
E deu de cara com a tristeza
Condor
Quero eclipsar a minha existência
E quero-o já... não é um pedido,
É uma ordem que me anda a deixar insolente.
Quero ir para o lado de lá do teu sentido
Dar sentido à minha vida.
Quero ser uma pena na bigorna do forjador.
E que ele não perdoe das suas mãos a minha demência.
Esta sentença de estar onde não estou,
Esta injunção que me obriga a ser quem não sou,
Pois não é mais da ausência a minha dor.
O Anjo do Abismo com sua gadanha
É presença que ao meu lado se senta.
Ouço o sobrevoar silencioso do Condor
Só ele me acalma a alma.
Enquanto ele inalar o meu padecer,
Enquanto ela pairar sobre minha cabeça,
Eu sei que não estarei só.
Porque é para o lado de la
Que eu quero ir... e quero ir já!
Quero ser o litígio entre ambas as partes,
Ser acuso de não ter cumprido o compromisso,
Quero que as cabeças que me andam a atormentar
Sejam mutiladas por Excalibur.
Ordeno sair de dentro de mim.
Irei fazer escorrer meu sangue ladeira a baixo,
Trocar a minha alma pela epifania
E vou querela a toda a hora
Sem demora nem mania,
A toda a hora!...
Ordeno eu ao mais alto dos altos
Que seja agora.
Que seja neste minuto.
Troco o meu lamento
Pelo teu estatuto!
Transforma-te ó Tempo,
No mais bruto forjador,
No cavaleiro de maior talento
E ordeno a Excalibur
Acabar com este momento
Decepar esta minha dor
Onde eu só sinto sofrimento!...
Ouço o alento do bater das assas,
Vai pousar ao meu lado o Condor...
Já não lamento!...
Um tentativa em exonerar da minha imaginação, da minha alma se assim me atrevo a dizer, a dissertar aquilo que de mais profundo imagino pairar sobre muitas consciências humanas, ao se aproximar o momento de uma morte anunciada. Por mais difícil que seja de me pronunciar desta forma tenho que ser fiel àquilo que sinto e deitar cá para fora tal como sinto ao imaginar esse momento.
O que te define ou o que te definha?
Se não sabe o que te define,
comece pelo que te definha.
Questione seus medos,
suas culpas,
seus traumas,
sua falta de amor próprio.
Pergunte-se:
Porquê estou assim?
Porquê isso tem que me entristecer?
Porquê estou tão ofendido com aquilo?
Porquê essa dor que a tanto tempo me
acometeu ainda insiste em me entristecer?
Não procure culpados,
Questione a culpa em si.
Questione-se no interior de sua alma,
nos porões do seu ser, aonde somente você
consegue adentrar.
Encare seus fantasmas,
Jogue luz sobre suas sombras.
Faça isso todas as vezes em que
perceber pensamentos que te
incomodam e tirem a sua paz.
Faça isso quantas vezes for necessário.
Oh foda é que eu finjo demais,
e isso tira minha paz,
porque todo mundo pensa que eu tô bem,
mas isso eu nem consigo explica mais.
Eu tive cada vivência, virei referência
Pros amigo que morreram só pela pobreza
Mas é que a gente pensa, pensa se compensa
Estuda quatro anos e vê racismo na tua empresa
Parça, é foda quando cê cai na real
Que cê tá sozinho mesmo e que seus amigo foram morto
Mano, eu já vivi várias fita, várias treta de família
E disso nóis já sabe um pouco
ACASO
A vida é feita do acaso
Que é levado pelo arrais
Às vezes chega de atraso
Mas nunca tarde demais.
Vivi a vida até tardar
Esperando com descaso
A tarde ver, por um acaso,
Que nem tão tarde ele virá...
"Quantos dias depois de ter morrido
se volta a viver? (...)
Como é que se vai ao céu?
Fecha-se os olhos
e depois voamos?"
LIBERTINA (soneto)
Recordo, ao ler-te, as épocas sombrias
Ó escura poesia, de outrora, tão torta
À inspiração, lasciva, e da alegria morta
E em tuas trovas, as vis sensações frias...
Simetria e rimas, nas fantasias vadias
Enroupadas, pária de Suburra à porta
E a impudicícia em tuas linhas, absorta
Acabrunhando o decoro nas ousadias
Ó nuvioso e tristonho cântico em ruína
Na esquina pesada, tendo a fonte impura
Do lampejo, na qual se traje de Messalina
Tu, prosa descarada, sem amável ternura
Sem o amor, traindo a mão na sua rotina
Libertina, que ao poético só traz amargura
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/03/2020, 04’59” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
"E há sempre um
(o mais intratável) que não desiste
e escreve versos
Não gosto destes loucos.
(Torturados pela escuridão, pela morte?)
decesso...
[...] pra que sofrer com despedida
se quem parte não leva nada
e quem fica... tem a medida
do tempo, na sua jornada...
todos nós temos o preço
no feito, partida e chegada!
"A vida e um ato e a morte o recomeço"
então, que tudo seja camarada!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 de março de 2020 - Cerrado goiano
No isolamento pandêmico
onde a histeria caminha
ao lado do egoísmo, abrindo
alas à raiva que contamina a alma e
razão, rompendo mesmo o coração forjado,
Dá lugar para o eu
[...] o encontro à essência do
que personifica
o ser solidário
que em momentos de
tristeza,
medita a práxis
para um mundo melhor
Os saudáveis pensam em COMO querem morrer (num futuro muito distante).
Os doentes pensam em QUANTO querem viver.
Os "paliativos", em como VIVER INTENSAMENTE até lá...
Toda vez que lemos ou escutamos alguma coisa, nossa mente faz o favor/desfavor de guardar.
Uma vez escutei uma pessoa dizer a seguinte frase: "O vento que venta aí, também venta aqui".
Claro, que lida de forma solta, fora de contexto, é uma frase boba, mas a questão é, o contexto em que ela foi dita.
Depois presenciei algo escrito que me deixou um pouco perplexa, mas que me fez lembrar desta frase.
Muitas vezes nos entregamos, a pessoas que utilizam desta frase, mesmo que não falem.
Não que seja errado, mas não considero saudável. Pois se a pessoa está com contigo, porém pensando nesta frase, significa que ela não se importa de perder você.
Pois na visão dela, você é só mais uma pessoa que o vento trouxe, e assim como ele traz, ele leva.
É muito triste um pensamento deste mas o que podemos fazer, nesse século de amores descartáveis.
@justagirllostintheworldlonely @apenasumameninaperdidanomun-blog
A vida não é justa não, é para fazer nascer, crescer e fortalecer...
A vida é a comunhão, a comunicação, a intercessão a orientação.
A morte também não é justa, porque morrer é embrulhar a vida e reduzir ao pó, é o descaso do amor, é o enfado da dor é estragar, é extinguir.
Quarentena, não acontece mais nada?
Não tem ladrão, contas pra pagar etc.
É só ficar de molho e tudo bem
Ninguém morre de outras causas...
2020 Está pior que idade média, o povo, o ovo, o corvo
Afundado.
afundando meus sentimentos no mar estou.
me arrependendo de cada momento
que chorei e me magoei que sofri por você.
Sera que eu quebrei as regras ou não ?
Mas, morrendo em cada pensamento,
sofrendo em cada sentimentos de solidão que
você foi em bora e deixo em meu caixão .
Às vezes surge um pensamento esquisito
A vontade de sumir é maior que a vontade de ficar
Você já não consegue mais enxergar o mundo tão bonito
E a vontade de viver não parece mais importar
As pessoas não conseguem entender o que você sente
Ao mesmo tempo nem você sabe ao certo o que quer
Você chora, chora, chora e parece só uma pessoa carente
Mas no fundo só você mesmo sabe o que é
A tristeza bate na porta do coração
E todos perguntam o que você está sentindo
Mas o que toma conta do seu eu é a solidão
E parece que aos poucos ela vai te consumindo
Queria ter um remédio pra curar essa dor
Uma dor que não tem motivo e nem explicação
Mas só você sabe que não importa onde você for
Você sempre vai sentir essa sensação
Dentro do seu peito só vai ficando um vazio
Todo mundo fala que isso é uma bobeira
Você sente seu corpo cansado, suando frio
E só agora percebem que depressão não é brincadeira.
A escada sempre mostrou o caminho,
mas quem queria seguir?
Só o tempo seguia.
Sempre correndo demais.
E correram rios, automóveis e touros.
Estourou a epidemia.
O mundo parou!
A bolsa caiu!
Os esquilos pularam feito loucos.
O ar enfim, respirou!
O barulho era de silêncio.
As baleias dançavam com graça e liberdade.
As horas passaram a cair feito chuva.
Era tanta hora que ninguém mais sabia o que fazer nas horas livres.
Onde não chovia, as horas ficaram curtas demais.
Ninguém mais respirava
Faltavam horas...
Naqueles dias todos choraram.
Tanta gente morreu... não havia mais hora para viver.
Escassez das Horas
Palavras em Pedaços
