Poemas sobre abandono para expressar o vazio em versos
MAIS UM ANO SEM MARIA
Demétrio Sena - Magé
O sarampo, a caxumba e a catapora... o abandono paterno e o medo, as temporadas de fome, a indecisão do futuro... as moradias precárias, a família imprensada e a quase delinquência, vencida pela palavra mansa e os olhos miúdos e comoventes da mulher pequenina que pedia e dava calma.
Tudo seria bem-vindo e superado pelo 'ficarmos juntos', que não saía de seus lábios, porque reinava em seu coração. Eu teria novos olhos pra vida e o privilégio da mãe, dos oito irmãos/irmãs que teria novamente, se os mistérios da existência nos unissem de novo; nos desse a nova chance.
Hoje seria seu aniversário. Lá se vão alguns anos e a saudade grita em meu coração como nos primeiros dias. Queria estar com ela e com os meus irmãos, falando besteiras e achando graça das tristezas que superamos. Fazendo piadas de nossos medos, nossas quase mortes ao longo da vida.
E quero muito estar com todos, numa possível reexistência. Ser filho melhor, irmão, pai, cônjuge, pessoa. Fazer muito mais jus à honraria que o destino me deu, de ser filho de Maria... dessa Maria insubstituível no andor do meu; dos nossos corações.
(Pelos filhos de Maria; todos ao alcance um do outro, apesar da barreira de um momento mundial que nossa mãe nos explicaria com palavras ingênuas, pedindo para nos unirmos e morrermos juntos).
O sono foi por aí
Vagar pelo mundo
Sem dono
Em completo abandono
De nada mais sou dono
Nem de meu sono.
Love in... Love out...
Você foi deixado... Ele se foi...
Se foi o amor abandonado, que abandonou...
Se foi o amor, que não amou...
O amor não desejado, mal desejou...
Agora você está no Olimpo, de olhos fechados...
Rejeitou, e foi rejeitado...
Se pudesse ficar comigo, eu não ficaria com você...
Não porque não quisesse, não porque não amasse, mas não ficaria...
Eu fui deixado, porque deixaria...
Não porque não te amava, não porque não te amei...
Mas por te amar, mais que o permitido...💀
Mal me lembro de você...🥀
Folha seca
Sou folha seca, caída ao chão,
percebida mal finda o verão...
deixada ao mero abandono,
soprada pelo vento d'outono.
Fina, leve, partida em pedaços,
aos poucos tornando bagaços,
reduzida a bem menos sem dó,
demudando até virar-se em pó!
Folha seca não tem mais vida;
seu destino é ser dissolvida...
e dizem que o futuro é incerto!
Vou voando pelo céu aberto...
finda missão, então descansar,
outras nascerão em meu lugar!
ABANDONO
Queima a garganta,
Em vincos de lágrimas mortas,
Chama que inflama, pétalas soltas,
Deste amor que me adoece.
As vestes vou queimar,
Soluçando lembranças,
Que outrora foi vida, feito pedra.
E hoje como cinzas, repousam no ar…
Sim é verdade
Estou tranquilo porque me abandono na vontade de Deus
que sabe o que é melhor para mim
No entanto, é tão grande o meu desejo
De ser seu amado
Que se depesse de mim
Estaria disposto a passar a vida inteira
Apanhar folhas caidas das arvores
Sozinho não consigo
Porque me firo
Em querer o que talvez não esteja destinado a mim
Se houvesse
Um equilibrio de necessidade e afecto
Entre tu e eu
Confesso que estariamos muito de parabéns
Enfim este seu silêncio magoa-me
Muito, feito o cravo apunhalado em meu peito
O que faço?
Sofrer em silêncio?
Esquece-la?
Não desistir lutar até ao fim?
O que faço
Se a única coisa que sei
É ama-la e sentir sua falta
Em minha vida por ser:
Minha vida
Minha fortaleza
Meu lar, meu mundo
A metade que falta em mim...
Para: AMV
Pessoas que temem à solidão e o abandono, mas que não mantém diálogo, nem presença na vida de outras, tornam-se hipócritas com sigo mesmas.
Hoje, o maior laço que se pode criar, é por meio da reciprocidade. Sem ela, não há bons relacionamentos, nem algo durador.
Fique com quem te quer por perto, e, afaste-se de pessoas que não gostam verdadeiramente de você. Pessoas assim, não acrescentam em nada, e não levarão você a canto algum. Não perca seu tempo!
Abandono
Esse sentimento que me consome
que toma conta do âmago,
Torna os sonhos impossíveis
e os amores invisíveis.
Esse sentimento que se edifica
forte em si mesmo.
Que torna o mundo salgado
e faz da terra braços quentes.
Esse sentimento que anseia
pelo seu próprio estopim.
A sensação de negligência
que parece nunca ter fim.
À tudo isso chamo de
Solidão.
Educar é como catar piolho na cabeça da criança.
É preciso que haja esperança, abandono, perseverança.
A esperança é crença de que se está cumprindo uma missão;
O abandono é a confiança do educando na palavra;
A presença é a perseguição aos mais teimosos dos piolhos, é não permitir que um único escape, se perca.
Só se educa pelo carinho e catar piolho é o carinho que o educador faz na cabeça do educando, estimulando-o a palavra é pela magia do silêncio.
Ser educador é ser confessor dos próprios sonhos e só quem é capaz de oferecer um colo para que o educando repouse a cabeça e se abandone ao som das palavras mágicas, pode fazer o outro construir seus próprios sonhos. E pouco importa se os piolhos são apenas imaginários
EL ABANDONO
a Graciela Maturo
Poema de Oscar Portela
El cuerpo me abandona lentamente.
Los ardores de fragua del verano.
El tortuoso invierno. La recelosa cobra
Del deseo oculta en madriguera.
Los colores minados por la ausencia
De la piel renovada en staccato de cada primavera.
El oro en las arenas y el sueño, el sueño
De quien entra a la presencia como a un bosque de
Símbolos donde no estabas tú. No es un arca mi cuerpo.
No es chalupa siquiera: siniestrado por las tormentas
Y huracanes, siempre en desiertos, ¿como podría
Salvar algo de lo queda en la memoria de aquel
Pajaro Azul que ayer cantaba en mis ventanas?
Ah, llévame contigo hacia el poniente donde nada
Se pone, traspone el horizonte, piérdete entre las nubes
Más lejanas, atisba entre las cifras donde tal vez
Los ángeles arrullen el silencio de Dios.
¿Volverás a la tierra? Tal vez el pino enhiesto en la colina
Te espere como el rayo y el amor que te abandona ahora
O que nuca tuviste encuentre asilo entre sus ramas
Cuando lo yermo cede y en tus ojos vuelve el lapacho
A florecer serenamente.
Oscar Portela
No abandono do viver me encontro
perdido no de desperta de amor
que pra mim foi real ,
e pra você só mais um encontro fatal e quem perdeu foi eu..
UNIÃO DE ALMAS
Agora ao beijar-te a boca
Abandono-me na profundidade do teu olhar
E neste integrar lúcido de almas
Percebo o quão forte é esta união
Outrora, universos paralelos
Agora, união envolta em emoção
Explícita, longa e intensa ação
A condensar nossas energias
Desde a primeira atração
Quando jovens éramos
E naqueles dias sonhávamos
Com esta vida cheia de alegrias
MINHA INSPIRAÇÃO
Escrevo...
Com o âmago do meu abandono
A entrega da tua lembrança.
Em cada verso, em cada jogo de palavras,
Entôo preces ao teu louvor.
Esquecendo-me quem de fato, sou!
Esqueço da minha realidade
Para pensar somente em ti
E em tua esplendorosa santidade.
Transmuto-me no mais puro lirismo abstrato
Condensando-me nas letras, no papel, nas rimas,
Esquecendo-me lentamente, adoravelmente,
De mim mesma...
Abandono
Pernas no chão, cabelos soltos no ar, coração apertado, mas com muito amor pra te dar, não sei por que se esconde, cadê você? Não sei onde esta.
Na rua encontro meu forte, em casa quase morte. Não sei mais o que digo ou o que vejo, não só nos meus sonhos te desejo, nem com outro mato a fome dos seus beijos.
Viciou- me e me deixou, me amou e agora me abandonou.
"Você"
Hoje sinto-me só, neste abandono
que põe na alma da gente um não sei quê...
Para dentro dos olhos vejo o outono,
paisagem cor de cinza e esse ar de sono
que em plena primavera ninguém vê...
Não é tristeza propriamente: é esplim;
nem sei se é esplim: é um sentimento vago;
hoje sinto-me só, sinto-me assim
como a flor que lá fora no jardim
a aragem despetala num afago...
Finíssima neblina há no meu Ser
e em minha alma tristíssima faz frio,
- se lá fora há calor, e ouço o prazer
cantando na alegria de viver,
por que no meu destino esse vazio?
Hoje sinto-me só e há uma tortura
nessa profunda e impenetrável mágoa...
Minha vida é uma sombra... é uma figura
que se debruça numa noite escura
no olhar parado de uma poça d'água.
Hoje sinto-me só... e faz-me mal
ficar só, quando a noite está tão calma. . .
Quanta gente infeliz, sentimental,
sentirá, com certeza, uma ânsia igual
à que eu sinto rondando na minha alma...
Pela janela aberta entra o bafio
morno, de um ar que embriaga e que perfuma;
vem da sombra um rumor, um murmurio,
talvez, - quem sabe? - passe adiante um rio...
Mas bem sei que não passa coisa alguma...
Esse rumor que chega aos meus ouvidos
que impregna o ar assim, esse rumor,
é a canção de mil beijos escondidos,
de lábios entreabertos e vencidos
que se procuram na ilusão do amor...
Eu sei bem por que sofro e o que eu almejo,
minto afirmando que não sei porquê,
- falta uma boca para o meu desejo,
falta um corpo que eu quero e que não vejo,
Falta, por que não confessar?... Você!
ABANDONO.
Eu deveria ter deixado você ir aquele dia, talvez eu não iria sofrer tano quando agora. Estou sozinha, meu mundo me deixou quando eu mais precisava de apoio, mania que homens tem de ir embora quando deveriam ficar aqui calados, mais aqui. Quando eu acordei essa manhã no meu quarto só enxergava você, só tinha coisas sua. Seu moleton estava lá na cadeira do computador, dormi abraçada com o ursinho que você me deu. Vai ser dificil esquecer você, e pra melhorar tudo o mundo resolveu não me ajudar também. Saio nas rua e só ouço seu nome por ai. Me tornei dependente demais de alguém que me prometeu amor além da vida, o amor? esse não durou nem metade. Sempre quis ser melhor para te agradar e não te perder nunca, sempre quis realizar seus desejos, sempre quis ser a mulher que você procurava apoio, sempre quis você(...) E SEMPRE ESQUECI DE MIM.
Se um dia eu tivesse usado os conselhos recebido, hoje você estaria indo embora e eu estaria sorrindo mais não, eu insisto em ser a tola que acorda todas as manhãs com os olhos inchados e olheiras profundas. E infelismente, eu sei que se você pedisse pra voltar eu te aceitaria novamente, e não mudaria minhas atitudes em nada. Me dói não ter amor próprio, amar somente você não era o que eu planejei em minha vida, mas se aconteceu só me resta superar(...) ou pelo menos tentar!
Não sei se o que estou sentindo
é solidão ou tristeza.
É uma estranha sensação de abandono.
É como se eu sentisse um silêncio
tão profundo, mas tão profundo,
que não apenas me sufoca, mas me entorpece.
Chego a não sentir meu corpo.
É um imenso nada...
Uma imensa solidão morna e quieta, não palpáve, entende?
É um sentir estranho.
Quero e preciso sair desse torpor,
dessa inércia, desse nada...
Abandono
Enxuguei minhas lágrimas
Arrumei minhas malas
Olhei para as coisas da sala
Senti que eu não era mais nada
Era só um estranho que partia
Para nunca mais voltar
Levando no rosto a melancolia
De um carinho que não quis vingar
Sai vestido de camisa amassada
Calçado num tênis velho encardido
Meu relógio de pulso acusava
Que no tempo eu estava perdido
No mais duro do dia
Fui buscar meu futuro
Com meus pés firmes no chão
Esquecer de um passado escuro
Que só me trouxe a solidão.
