Poemas Corpo
Este mundo, ou a circunstância em que me encontro submerso, não é apenas a paisagem que me cerca, mas também o meu corpo e a minha alma.
Eu não sou o meu corpo; encontro-me com ele e com ele tenho que viver, esteja são ou doente. Mas também não sou a minha alma; encontro-me com ela e preciso dela para viver, ainda que, às vezes, ela me sirva mal por ter pouca vontade ou nenhuma memória.
Corpo e alma são coisas, e eu não sou uma coisa, sou um acontecimento, um drama em movimento; uma luta incessante para me tornar aquilo que devo ser.
IDADE DO SUJEITO OU IDADE DO ORGANISMO DO SUJEITO?
A idade em anos não é do Sujeito que tem a função de gerir o Organismo, porque o Sujeito é eterno!
A idade em anos é do Organismo do Sujeito pela temporariedade do Corpo do Organismo do Sujeito!
Assim,
Eu sou eterno, mas, o meu Organismo é temporário pela temporariedade do meu Corpo!
Não é por acaso que dizem: "Que a sua Alma descanse em paz!".
Por isso, não me pergunte quantos anos de idade eu tenho, porque eu sou eterno!
Mas, pergunte quantos anos o meu Organismo tem!
Portanto,
Não pergunte: Quantos anos você tem?
Mas, pergunte: Quantos anos o teu Organismo tem?
“Sempre diziam que eu tinha uma beleza rara. Quando me olhei
em um pedaço de espelho pela primeira vez, já tinha muitos filhos.
Como bolo de festa, fui fatiada várias vezes. Meu corpo nada nega.”
O problema do brasileiro não é apenas interpretação do texto, mas é a safadeza de achar que o outro carece de inteligência suficiente para entender as entrelinhas.
É uma espécie de autossabotação: enquanto a frase diz uma coisa, as palavras utilizadas expressam outra e a pessoa nem se dá conta.
Além da interpretação de texto, existe toda uma análise comportamental que não é capaz de ser sucumbida pela verdade implícita.
O corpo fala, as atitudes expressam e a fala engana, mas não se contradizem.
Até papagaio repete palavras, mas os animais não falam e a gente entende tudo com análise comportamental deles. E é sobre isso.
DIFERENÇA ENTRE CONHECIMENTO E SABEDORIA QUANTO À LOCALIZAÇÃO NO ORGANISMO HUMANO
O Conhecimento é inerente à Mente e intrínseco ao Cérebro do Corpo do Organismo do Sujeito-Homem!
A Sabedoria é inerente à Consciência e intrínseca ao próprio Sujeito-Homem!
AUTODOMÍNIO: QUAL É A COISA QUE NUM ROBÔ PODE TER AUTODOMÍNIO?
Afinal,
O que é Autodomínio e como se chama a coisa que num Robô pode ter Autodomínio?
Autodomínio é a capacidade de perceber e resistir aos efeitos da actividade dos Circuitos Lógicos do Corpo do Organismo!
Num Organismo Máquina, como um Robô, não existe a coisa que pode ter Autodomínio.
Mas,
Num Organismo Humano a coisa que pode ter Autodomínio chama-se Psique, não como a consideram os Psicólogos Científicos, mas, como um Sujeito Consciente-Inteligente Influenciável e Gestor do seu Organismo!
E é a Psique que produz e programa os Organismos Máquinas para melhorar a qualidade da sua existência física!
Porém,
Pela Ignorância de si próprio ou por não conhecer-se a si mesma, que é o principal factor da falta do Autodomínio, a Psique é arrastada para o sofrimento pelos efeitos da actividade dos Circuitos Lógicos do Corpo do seu Organismo!
Ao sentir o teu corpo perto do meu
Senti calor.
Olhei nos teus olhos,
Ganhei confiança
Nessa noite serena me apaixonei…
(...)
Parte da poesia "Onde está o teu corpo".
(...)
Observei tua boca,
olhos,
orelhas,
nariz…
De cima a baixo
Começo quase sem fim…
Porque em um certo dia,
Não cheguei a ver nem os teus pés.
Mas onde esta o teu corpo
Que estava perto de mim?
Parte da poesia "Onde está o teu corpo".
(...)
Começo quase sem fim…
Porque em um certo dia,
Não cheguei a ver nem os teus pés.
(...)
Parte da poesia "Onde está o teu corpo".
UM ANJO EM FORMA DE GENTE
Um anjo em forma de gente
Me embriaga com teu amor
Puro amor de nossa alma
Estrela linda e brilhante
Razão do meu viver.
Suave riso tentador
Luz divina e reluzente
Presente que Deus me deu
Seu amor me atordoa
E mexe com meu coração.
Você é uma daquelas chances
Boas que a vida me deu,
Anjo lindo em forma humana
Que venha o que vier, em nossa
vida só prevalecerá o que Deus quiser.
Amar é como voar! É sentir
a sensação de estar no alto
É não ter medo de cair!
É fazer dos pesadelos sonhos
É sentir-se pequenino perto de
quem ama! É sentir-se grande
Ao saber que é amado!
Nobre é o Amor, que todos os dias
cresce em corações
cheios de virtude
Você sabe o que a resiliência do nosso corpo nos ensina?
Ensina que,tudo que pode ser deformado pode voltar à forma original,e mesmo que fique uma cicatriz, essa marca indica que o processo foi demorado,nos lembrando de que o pior já passou!
Sou um ser simples;
Minha cor é branca,
Porém, meu coração é peludo;
Sou pura razão e isso faz parte do meu corpo;
Mas, meu o coração é brando;
E os sentimentos não são demonstrados;
Mas os sentidos são aguçados;
As vezes me falta noção;
Mas saiba que meu coração lhe abraça com muita satisfação.
É que seu cheiro não sai de mim,
Fico criando cenas,
Imaginando casos, beijos e abraços
Seu corpo pedindo o meu.
Parece absurdo você e eu!
Mas, absurdo é você não entender
O quanto eu quero e desejo o corpo teu.
#INTERVALO
Em plácida paz serena e pura...
Descanso o corpo recostado...
De frágil peito do amor é escravo...
Num sonhar gostoso em langor...
Em vias de fato...
Rasgo o véu das ilusões mentidas...
Tantas vezes me foram ditas...
Que a est’alma frágil seduzir puderam...
Abrindo-me feridas...
Desse mal acometido...
Quiçá poder ainda, fazer-me um furo a seta do Cupido...
Chegará o dia de amor inspirado...
Aquele tão bem querido...
Tão bem sonhado...
Em que a felicidade se aninha...
No coração que um dia...
Foi tão magoado...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Cedo, cedinho,
Olhos remelosos, e corpo ainda cansado,
Resmungo com o despertador,
Levanto sem saber onde estou,
Efeito de um porre, um apagão no cérebro ou morri?
Nós, seres humanos, somos compostos por uma tríade: corpo, mente e espírito. Privar-nos de qualquer parte desta composição leva a diversas vicissitudes, que por sua vez conduzem a morte, física, mental e espiritual.
A privação ou abnegação do corpo pode ser comparada a total falta de cuidado para com o aspecto biológico humano, o que, se levado a condições extremas, provoca a morte física.
A morte mental, por sua vez, talvez seja comparável a ignorância patológica, que priva o homem de sua cognição e racionalidade.
Já a morte espiritual, por fim, é caracterizada pela ausência de significado na existência do ser, mutatio mutandis, ausência de conhecimento da causa final do ser. O que guarda relação com perguntas elementais como as indagações a respeito do sentido da vida. Afinal, para que existimos? Vivemos e sofremos? A ausência de um norte, um fim, um objetivo, uma causa maior, conduz o homem ao desespero quando diante do sofrimento.
Esse estado, digamos que, espiritual negativo tem sido a chaga do século XX e XXI. Vivemos em uma sociedade materialista, modernista, onde o plano espiritual tem sido negado e tolhido em prol da disseminação de toda sorte de ideologias onde o homem é o centro de todo o cosmos e a causa final. A realidade e a verdade têm sido trocadas pela ideologia e pelo relativismo. A ordem pelo caos.
O homem moderno, amputado de um de seus pilares existenciais, tem substituído o bem, o belo, o amor, o honrado, pela ganância, estética, fama, paixão, poder e toda sorte de vícios, em uma busca por sentido, desesperado por uma janela de escape da realidade de culpa, sofrimento e morte. O que no fim, conduz ao desespero.
O Ringue
Estou aqui sentada olhando para o nada, em meio a pensamentos que se confundem em suas diferenças.
O corpo parece retraído, sem vontade de agir, lutando contra a cabeça que clama reação.
Um ringue de luta livre... mas nada parece ser livre, os holofotes se tornam imensas nuvens cinzas.
A cabeça clama vitória, o corpo a derrota.
Serei eu o juiz dessa luta, que dita as regras?
as curvas do teu corpo são as mesmas que me acidenta
as curvas de teus lábios são as mesmas que me perco
as curvas do teu sorriso são as mesmas que me acho
