Valter Bitencourt Júnior

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Não existe gelo neste mundo
Capaz de nos fazer frio
Juntos nos esquentamos.

Valter Bitencourt Júnior
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Eu sozinho
Você também
Agora estamos juntos.

Valter Bitencourt Júnior
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Quero matar minhas dúvidas
E saber as suas dúvidas,
E continuar duvidando, o nosso amor.

Valter Bitencourt Júnior
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Beijo

Meu coração
Prisioneiro
Libertou-se.

Valter Bitencourt Júnior
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Eu amo você

Eu não sei
Dizer, que...
Não sei dizer...

Valter Bitencourt Júnior
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Chuva a compor
A poesia
Dança na rua como bailarina.

Valter Bitencourt Júnior
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Um dia o povo será pelo povo

Um país em crise
Pessoas sendo
Desempregadas,
Alimentos em valor
Elevado.
No meio da miséria
Instalaram
As olimpíadas,
Para a felicidade
Dos que nada tem,
Para enganar
A sociedade.
A corrupção todos,
Todos sabem,
Mas, continuam
Acreditando no governo.
Nos jornais da para vê
A violência, o Brasil
Sangra, o mundo sangra,
Desvalorização a instituição
Pública,
Eles não ligam pra gente
A sociedade sente na pele
A miséria, a desgraça,
A dor, a sociedade sente
E cala, nada fala.
Este é o meu país,
Este é o mundo.
E tudo avança,
Querem que trabalhemos
Até morrer, temos
De produzir, produzir,
Produzir até a morte,
Temos de trabalhar
Para o estado,
Temos de pagar imposto,
Temos de sustentar o governo,
Temos de sentir na pele
A opressão e nada
Podemos falar.
A polícia cala a nossa boca,
Recebendo as ordens do estado,
As redes de televisão,
A rádio, por sua vez
Aliena o povo, o povo
Por sua vez se conforma.
O povo pode dá a voz,
Principalmente os que sabem
Que não tem nada a perder.
Um dia o povo vai vencer
E o povo será pelo povo.

Valter Bitencourt Júnior
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Dois dedos de prosa
Um acidente
Palavras censuradas no tempo.

Valter Bitencourt Júnior
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Naquele dia

Doeu no peito
Quando você me abandonou
O café me tornou mais forte.

Valter Bitencourt Júnior
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Chuva no sertão

Desenhei nos teus lábios
O desenho dos meus lábios
Seco, matei a sede!

Valter Bitencourt Júnior
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Liberdade e respeito para todos

Liberdade e respeito para o meu povo
Sofrido, que tanto vive na miséria
Liberdade e respeito para o meu povo
Esquecido pelos tiranos
Do plenário.
Liberdade para os poetas, escritores,
Cantores, jornalistas,
Liberdade de expresão,
Liberdade para poder
Reivindicar, liberdade
Para o povo, liberdade
Para todos.
Liberdade e respeito as
Classes trabalhistas,
Respeito aos alunos e professores
Das escolas públicas,
Justiça para as injustiças,
Chega de exterminarem
As crianças e jovens.
Chega de enganarem
O povo, chega de alienação
Nos meios de comunicação
Liberdade e respeito para
Todos.

Valter Bitencourt Júnior

Trovadorismo ou Quinhentismo, é o nascimento da literatura, que tem como início no séc. XII. O trovadorismo tem como base a escrita pelos trovadores (poetas, e cantada pelos jograis. O interessante é que os jograis cantavam, mas não faziam poesia, assim como os trovadores faziam poesia, mas não cantavam.

A principal escrita dos trovadores é o galego português as poesias, eram feitas e compiladas em "cancioneiras", que eram uma espécie de coletânea, as principais "cancioneiras" era, a cancioneira da ajuda, cancioneira da vaticana, dentre outras.

As poesias do trovadorismo só era cantadas para o clero e para a nobreza, não era cantada para o povo. Nessa época a priori operava-se o feudalismo. O senhor feudal era o proprietário de uma grande parte das terras, onde trabalhavam camponeses, em busca de muitas das vezes de uma moradia, de uma proteção dos senhores feudais, e pagavam através do trabalho, e da produtividade.

As poesias tinham quatro 'formas', eram: poesia de amor, poesia de amizade, poesia de escarnio e poesia de mal dizer. Nas poesia de amor era o homem como um ser inferior a mulher o homem diante os pés das mulheres, que ganhavam soberania, como se fossem deusas, e nunca profanada. Na poesia de amizade, eram homens que faziam poesia como se fossem mulheres, mulheres, que viam os 'amados' atravessarem o mar para uma batalha, e não se sabia se retornaria a suas casa, muitas das vezes uma despedida, não tratava se de um relacionamento na forma de escrita, mas por fim trata-se de dois casais, como se fossem amigos. A poesia de escarnio ou poesia de maldizer, eram poemas que satirizavam a nobreza, a sociedade, a política da época, etc, escreviam como uma forma irônica, de tudo o que se passava (na verdade na ironia).

Barroco é mais um renascimento da literatura, o barroco é conhecido como uma pedra irregular, muitos dizem também ser uma fábrica de diamantes que tinha este nome, é uma época de desregramento, de contradições, onde os poetas trabalhavam com uma escrita cheia de oposições, ironias, exagero de figuras de linguagens, palavras, dentre outros. No Brasil tem como surgimento de Gregório de Matos Guerra, considerado 'o pai da poesia brasileira', que escreveu poemas de contexto filosófico, religioso, satírico, lírico dentre outros contextos. Nasceu no ano de 1633, na Bahia, e morreu no ano de a 1696, muitos dizem que nasceram um pouco antes dessa data de 1633, e que a data de nascimento de Gregório de Matos Guerra, não condiz, um dos pseudos de Gregório de Matos Guerra, era João, ele tem sido exilado da Bahia para Angola, devido as suas sátiras, que tem dado a ele o apelido de "boca do inferno". Voltando para a Bahia, Gregório de Matos, não podendo entrar na Bahia foi para recife, onde morreu de uma doença que tem contraído em Angola. Gregório de Matos Guerra é filho de Gergório de Matos um homem abastardo e de Maria das Guerra. Formou-se em advocacia, em Coimbra, na Bahia não se tinha poetas formadas, no Brasil não se tinha poetas formas em seu próprio país, nessa época, ou eles vinham de Portugal, ou eram brasileiros, com formação em Portugal (Coimbra), no barroco temos também Manoel Botelho, que foi um dos poetas da época a ter o primeiro livro impresso em vida (viu ser impresso os próprios livro), ele mesmo traduzia os próprios livros para vários idiomas, Gregório de Matos não viu o seu livre ser publicado, as poesias de gregórios de matos, foram compilado por Vahagem, por isso muitos dizem que as poesias de Gregório de Matos foi um plagiador, porque os poemas dele foram sendo unidas a partir de pessoas que memorizaram as poesias dele, etc. Tinha também o poeta sebastião da Rocha Pita, que tenho lido um pouco mais, e segundo informações ele teve como um grande destaque principalmente na prosa.

Arcadismo foi mais um renascimento assim como o Barroco, onde a poesia saiu do Norte para o Sul do Brasil, Minas Gerais, obtendo assim a exploração do outro, originando a Confidência Mineira. Os poetas dessa época foi Thomas Gonzaga, Claudio Manoel da Costa, Santa Rita Durão, etc. (O Quinhentismo, Barroco e Arcadismo, ficou conhecido no Brasil como 'Era Clássica')

Saindo da 'Era Clássica', entra-se na 'Era Nacional', e surge o Romantismo, onde os poetas buscam uma identidade nacional, buscando assim uma forma de fugir dos 'traçados de Portugal', criando o próprio estilo, o introdutor do Romantismo no Brasil foi Gonçalves Magalhães, que tem publicado o livro "saudades", e a principal poesia do Romantismo foi "Canção do exílio", de Gonçalves Dias. Houve Três Gerações, a Primeira Geração foi o nacionalismo em busca de uma identidade, o Indianismo, que encontra-se também a obra Iracema, O Guarani, ambos de José de Alencar, dentre outras obras, tanto de José de Alencar como de outros escritores, dessa mesma época (não citados aqui), a Segunda Geração foi o Spleen, onde o poeta expressava a dor, a angustia, etc, na Segunda geração temos Aluísio de Azevedo, Fagundes Varela que chegou mais tarde, e que os poemas marcam o patriotismo, que volta-se a Primeira Geração. A Terceira Geração, foi a visão Condoreira, que foi com o poeta Castro Alves, 'O poeta dos escravos'.

O Romantismo teve uma grande partida, nessa época do séc. XIII, ocorreu a abertura dos Portos, em 1836, que estava a facilitar o fim da escravidão.

O fim do Romantismo, marca o nascimento de 'três escolas literária' O Parnasianismo, Naturalismo e Realismo, cada uma das escolas com um estilo diferente, ambas buscando por fim na outra, segundo informações, o realismo e o simbolismo tem vivido juntos por alguns tempo. (preciso estudar mais estas duas escolas literária).

O Modernismo Brasileiro teve como início na Semana de Artes Moderna, nos anos de 1922, iniciando no mês de fevereiro, nos dias de 23, 24, 27, a abertura foi marcada pela apresentação de Mário de Andrade, que tem lido os textos, apresentando o Modernismo que estava a nascer no Brasil, muitas obras com estilos Futuristas, Expressionistas, Dadaístas, Cubista, Surrealista. Muitos chamavam os poetas Modernista de Parnasiano, devido a alguns dos estilos que encontrava se presente. Um dos poetas mais prestigiados da época era Manoel Bandeira, aparecendo depois o Poeta Carlos Drummond de Andrade, tornando um dos maiores poetas modernista brasileiro. Muitos iam somente para vaiarem, amigos, vizinhos, iam para assistirem e vaiarem os artistas, era a 'moda', da época. Na abertura também teve o quadro de Anita Malfati, na música teve Vila-Lobos. Tivemos na Segunda Geração Modernista Vinicius de Moraes, Carlos Drummonde de Andrade,, Manoel Bandeira (com novo estilo poético), na Terceira Geração tivemos Jorge Amado, dentre outros.

O Modernismo foi o início de tudo, foi uma abertura para a 'Geração Futura', geração essa que é a nossa atualidade, abrindo espaço para a poesia concreta, poesia praxe, poesia marginal, poesia da Geração de 45, e de outras Gerações, que também tem sido a geração do poeta Carlos Drummond de Andrade, com a publicação do livro Sentimento do Mundo, e Rosa do Povo, obtivemos não só grande poetas como grandes escritores, como Clarisse Lispector, que apesar de não ter nascido no Brasil, tornou-se 'brasileira de coração', Graciliano Ramos, Lima Barreto, Jorge Amado, Euclides da Cunha, e tantos outros escritores. E a nossa contemporaneidade tem que conhecerem estas histórias, que não deixa de serem fundamental para a nossa literatura que a cada dia parece se tornar escarça, mas que vive a nascerem poetas e escritores, em busca de ganhos, tornando assim a escrita vulgar, que fortalecemos a escrita, a literatura brasileira, e sigamos adiante, estudando, lendo, aprendendo, escrevendo, etc.

OBS: Este textos baseasse, de leitura de vários livros que venho lendo, não só livro como revista, jornal, etc. Tirando assim as minhas conclusões, este texto não esta isento de conter erro, que pode ser reparado, e modificado ao longo do tempo, ele foi criado no dia 11/09/2013, busquei manter como o original na melhor forma possível. O meu interesse quando estava a escrever foi de registrar os meus estudos, que estava a fazer não só na escola, como fora da escola, a partir do curso 200 Anos de Poesia, administrado pelo poeta Douglas de Almeida que venho também a buscar a estudar mais ainda sobre a literatura, isso não quer dizer que não vinha estudando antes, e buscando me aperfeiçoar na escrita, baseado nestes estudos, que tenho buscado criar um grupo e leitura, de estudos com adolescentes, do bairro, em escola pública, e biblioteca comunitário do bairro, formando assim quem sabe novos poetas e poetisas, e quem sabe até mesmo escritores, e leitores de nossa literatura, apreciadores da escrita, que gosta de sempre estarem acompanhando trabalhos de nossos grandes mestres passados, presentes, "e futuros".

Valter Bitencourt Júnior
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O poeta e o povo

E os poetas, os poetas
Necessitam falar,
Tirar tudo o que esta preso por dentro,
Sem medo, tem de falar
Para o povo, muito mais
Do que sente.
O poeta não pode calar,
Diante ao sistema,
Diante a tudo o que se passa,
Diante a opressão,
Diante ao massacre social.
O poeta tem de falar
O poeta tem de escrever,
Nada pode calar a boca do poeta,
O poeta tem de ser livre,
Tem de romper barreiras.
O poeta tem de respirar
E se o ar esta poluído
Buscar uma forma de falar
Se a água está poluída
Buscar uma forma de falar,
Se estão matando a natureza
Buscar uma forma de falar,
A sociedade precisa saber,
Que estão destruíndo
O que há de mais precioso,
A natureza.
Se querem cortar os direitos
Trabalhistas, o poeta tem de falar
Se o povo não tem como
Se sustentar, o preço
Dos alimentos estão auto
O poeta tem de falar,
Levantar o povo
E juntos protestar,
O poeta não pode morrer,
O poeta tem de sobreviver
O poeta tem de buscar,
O poeta, o poeta tem que
Ir além da poesia,
O poeta tem que ter ousadia
O poeta pertence ao povo.

Valter Bitencourt Júnior
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Um dia o povo será pelo povo

Um país em crise
Pessoas sendo
Desempregadas,
Alimentos sendo
Vendido em um valor
Elevado.
No meio da miséria
Instalaram
As olimpíadas
Para a felicidade
Dos que nada tem,
Para enganar
A sociedade.
A corrupção, todos,
Todos já sabem,
Mas continuam
Acreditando no governo.
Nos jornais dar para ver
A violência, o Brasil
Sangra, o mundo sangra
Desvalorizam a instrução pública,
Eles não ligam pra gente
A sociedade sente na pele
A miséria, a desgraça,
A dor, a sociedade sente
E cala, nada fala.
Este é o meu país,
Este é o mundo.
E tudo avança
Querem que trabalhemos
Até morrer, temos
De produzir, produzir.
Produzir até a morte,
Temos de trabalhar
Para o estado,
Temos de pagar imposto,
Temos de sustentar o governo,
Temos de sustentar na pele
A opressão e nada
Podemos falar...
A polícia cala a nossa boca,
Recebemos as ordens do estado,
As redes de televisão,
As emissoras de rádio, por sua vez
Aliena o povo, e o povo
Se conforma.
O povo pode dar a voz,
Principalmente os que sabem
Que não tem nada a perder.
Um dia o povo vai vencer.
E o povo será pelo povo.Um país em crise
Pessoas sendo
Desempregadas,
Alimentos sendo
Vendido em um valor
Elevado.
No meio da miséria
Instalaram
As olimpíadas
Para a felicidade
Dos que nada tem,
Para enganar
A sociedade.
A corrupção, todos,
Todos já sabem,
Mas continuam
Acreditando no governo.
Nos jornais dar para ver
A violência, o Brasil
Sangra, o mundo sangra
Desvalorizam a instrução pública,
Eles não ligam pra gente
A sociedade sente na pele
A miséria, a desgraça,
A dor, a sociedade sente
E cala, nada fala.
Este é o meu país,
Este é o mundo.
E tudo avança
Querem que trabalhemos
Até morrer, temos
De produzir, produzir.
Produzir até a morte,
Temos de trabalhar
Para o estado,
Temos de pagar imposto,
Temos de sustentar o governo,
Temos de sustentar na pele
A opressão e nada
Podemos falar...
A polícia cala a nossa boca,
Recebemos as ordens do estado,
As redes de televisão,
As emissoras de rádio, por sua vez
Aliena o povo, e o povo
Se conforma.
O povo pode dar a voz,
Principalmente os que sabem
Que não tem nada a perder.
Um dia o povo vai vencer.
E o povo será pelo povo.

Valter Bitencourt Júnior
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A vida nos pertence

Nascemos e respiramos a vida
Somos uma matéria importante
Da natureza, pertinente
Ao meio ambiente, muito mais
Que uma simples partícula.
Este o nosso habitat,
Este o nosso mundo,
Cheio dr crenças, e sentimentos
Quase que extinto.
Nascemos para viver a vida,
À vida nos pertence,
Somos mais que uma máquina
De produção, ricos em imaginação,
Somos mais que uma simples utopia,
Quem nos diz a verdade?
Somos vida, circulamos,
Dançamos, rebolamos...
Vivemos toda a biodiversidade,
Fazemos parte do ecossistema,
E também de uma cadeia alimentar,
Nos devoramos, mas também
Temos nossos sentimentos,
Queremos o nosso melhor,
Esquecemos do outro,
Temos o nosso lado egocêntrico
Temos a nossa ambição individual,
E assim também vivemos.
Somos bio e vivemos a diversidade,
Somos mais que uma simples molécula,
Temos cérebro, raciocínio
E necessitamos usar.
Nascemos para viver à vida,
Para deixarmos o melhor da gente
Para a futura geração.

Valter Bitencourt Júnior

E assim continuemos juntos

Quero nada mais nada menos que palavra escolhida,
Quero olho no olho e toda a verdade do mundo,
Quero todo o querer e poder estar junto,
Menos distante, poder beijar,amar, viver cada dia
Em flor. Quero que transborde em nossa vida
Poesia, poesia em toda a nossa volta, circulando
E circulando, circulando... Quero poder sempre
Viver cada dia, e assim poder experimentar cada momento,
Cada segundo, cada instante, como se estivesse
A degustar uma taça de vinho, olhando sua doce face
De mulher, quero não apenas dizer eu lhe amo,
Como quero viver em seus braços eternamente.
Que nada seja efêmero, que ao menos fique em nossa
Memória, todo o retrato,do que se passou,
E que renovemos, meu bem, e assim continuemos juntos!

Valter Bitencourt Júnior

O último dia

Para quem poderia me entregar sem medo algum?
Morrer em algum braço no qual ao menos possa confiá...
Quero contigo poder está, vivenciá cada instante,
Vivê e poder vivenciar, uma aventura
De poder se juntar a um outro ser
E com ela podê viaja.
E é assim que se vai a ladra os rumos,
Um canto um rumo de flores a se espalha pelos caminhos.
Um rebolar-se de esperanças, de poder um dia sentir, e chega ao estremos,
Reviver cada instante e momento,
Abusar da vida, e se arriscar em seus braços,
Poder ir além, e ultrapassar as leis, desafiar cada obstáculo, ousadamente.

Uma rede a ser jogado em algum canto,
Prendeu-me, e não quer me solta,
Estou sozinho, mas algo, prendeu-me,
Não sei como, estou solitário a sua busca.
Vida miserável, mundo em injustiça,
E tudo vira adrenalina de minhas vontades quebradas, e ansiedades que me matam.

Solta-me dessa caixa, solta-me dessa caixa,
Solta-me dessa caixa, Solta-me...

Quero pular de cima das montanhas,
Quero senti s adrenalina,
Quero escalar os grandes montes,
Quero entrar no fundo do mar...

Ei, você que está aí parado,
Não quero vê ninguém em seu devido lugar,
Vamos nos espalhar por aí,
Chega dessa coisa enfileirada
A fila virara uma bagunça,
Vamos fazer uma baderna
Hoje será um som em confusões,
Barulho pra todo lado...
Se preparem irmãos...
Amanhã se preparem,
Morreremos na solidão.

Valter Bitencourt Júnior
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Quando nos deixamos levar

Chegará um tempo em que o esquecerei,
Pouco me importarei quem venha a ser você.
Talvez venha ser injusto em seus pensamentos,
Mas, quantas vezes foi tão injusto a mim?
Lembrar é tudo o que fazemos em nossa vida,
E nem sempre queremos, muitas das vezes
É um verdadeiro atormento.
E quando a pessoa é ingrata, muitas das vezes
Não lembrar é necessário.
Quando esquecemos muitas das vezes não
Esperamos a visita de tal pessoa,
Talvez em busca de acolhimento,
E sempre vem sendo assim...
Os seres que desprezam
Os seres que pouco importam,
Os seres que se distanciam,
Os seres que morrem, os seres que vivem,
Todos esses seres, são muitos,
Mas todos buscam lembrarem,
Muitos buscam serem vistos,
Muitos buscam o amor,
Muitos se escondem,
Muitos demonstram,
E assim a vida vai seguindo.
Quando não mais lembrar de você,
Você lembrará de mim,
Posso está enganado,
Poderemos nos esquecermos eternamente.

Valter Bitencourt Júnior

Ao longo do tempo vamos aprendendo na pior forma, que não somos absolutamente nada, e não ser nada é uma das maiores dores que um ser humano pode degustar, diante ao querer ser - quem sabe um paralelo. Caminhamos em linhas, e tudo depende do estado em que nos encontramos. Quem sabe o plural uma forma de mostrar-se não está sozinho, ao menos algo tenho aprendido, e muito pouco eu sei. Embriagar-se, é tornar-se filósofo, é suicidar-se aos poucos - tornar-se um gênio, poeta boêmio, escritor confuso.

Valter Bitencourt Júnior

Dominados pelo medo

É muito mais fácil criarem cadeias, criarem um sistema de opressão do que investirem na instrução pública, muito mais fácil prender do que instruir, é muito mais fácil prender um para meter medo no outro, uma sociedade que vive no medo, vitima do estado, pagadora de imposto, para o sustento do governo.

Eles não ligam, pouco querem saber se existe o pobre, sabe-se que existe o pobre, e as suas classes, muitos hoje em dia não encontra-se em um estado de pobreza, mas o sistema mesmo assim escraviza-o, através do trabalho, o ser tem de trabalhar, esse é o papel do "cidadão", muito trabalho pouco lazer, e ao longo do tempo quem sabe a decepção, de chegar em uma certa idade e ser abandonado.

É muito mais fácil bater, jogar gás lacrimogênio, atirar bala de borracha, do que ouvir a sociedade. Primeiro instalam o medo, e depois buscam dizerem que estão ouvindo, enganam o povo, fazem uso da mídia, convence boa parte da pessoa a ir contra os seus próprios direitos, e ganha a maioria. A sociedade acredita que necessita de um representante, para fazer por ela, e não acredita ser capaz de representar a si mesma através dela, através de organizações livres e independentes, através da coletividade, ação direta e autogestão.

A burguesia por sua vez, quer tomar a frente enquanto quem deveria lutar perde a voz, devido ao medo, de perder o emprego, o medo de receber porrada do sistema, com medo de ser excluído na sociedade, uma sociedade que também marginaliza o próprio filho(a), uma sociedade também marginalizada.

Este não é apenas o Brasil, é o mundo; governado pelo interesse de quem governa-o, pela ambição de quem subordina e quem é subordinado. E enquanto isso criam milhares de cadeia, e estamos todos presos nessa cadeia, dominados pelo medo.

Valter Bitencourt Júnior
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Libertação

À José Martí

Dar a vida pelo país,
Jorra o sangue em defesa do povo,
Lutar de corpo e alma, eis a vida
De quem batalha.
Querer a liberdade, e ser livre
Para escolher entre a liberdade
E a prisão libertar e libertar-se.
Eis, poesia a libertação,
Eis o amor a libertação,
Eis a vida em busca de liberdade,
Eis o viver a libertação,
Eis, viver e correr o risco.
Querer ser livre e ser livre
Sem roubar o direito do outro.
Revolucionar coletivamente,
Junto com o povo.
Saber que numa nação tem vida,
E preservar a vida é muito importante,
É lutar pelo porvir, e buscar o sorriso
Das crianças brincando na rua
Livremente.

Valter Bitencourt Júnior

A vida

A vida é um longo caminho, de viveres e aprenderes (não trata-se de um único viver e muito menos um único aprender). Quero tropeçar sem medo, arriscar sem medo, errar sem medo. A vida é uma dor, um sofrimento, e também momento, e o momento é a felicidade, e o próprio viver. Mesmo que tudo pareça uma passagem, algo tem de ficar, nem que seja recordações.

Valter Bitencourt Júnior

Desbravador

E aqueles que são "DESBRAVADORES", devem saber a arte de conhecer a si mesmo, pode ir longe. Encontrei uma bela palavra, DESBRAVADOR, quero ser um desbravador, para encarar o meu próprio ser. Existem palavras que a gente tem de tomar para se mesmo, e essa palavra é uma das palavras que tomo para mim. DESBRAVADOR...

Valter Bitencourt Júnior

Eu - Refletindo

Essa é a sensação do louco, a sensação da não existência de si mesmo, sair de si, perder à mente, ou existir e não existindo. Ter uma visão de si, dessa forma é nada mais nada menos que angustiante, deparar-se com a insanidade, com a loucura, com o não eu.

Valter Bitencourt Júnior

Pensamento: Refletindo!

O sofrimento gritou, e não necessitou tiro de fuzil e muito menos de metralhadora para calar, a incompreensão e o trauma calou. Dizem que a vida não é justo para todos, não, nunca foi, e assim na convicção de muitos sempre será.

Valter Bitencourt Júnior