Poemas com Rimas de minha Rua

Cerca de 162021 frases e pensamentos: Poemas com Rimas de minha Rua

FOLHETIM


Poesia
Quem és tu?
Que não és minha

Poesia
Vejo-me na rua
Vejo-te na lua

Poesia
Devora as folhas brancas
Sobe nas tamancas

Poesia
Teu corpo poema é música
Teu poema corpo é dança

Poesia, poesia, poesia...
Quem sou eu?
Sem você no dia-a-dia...

Inserida por maurorocha123

CRôNICA DE UMA PASSEATA

Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cinzenta. Melancolias, mercadorias espreitam-me. Devo seguir até o enjoo? Posso, sem armas, revoltar-me? Preso à minha classe vou pela rua sem pensar nesses versos de Drummond. Não estou só, vou bem acompanhado. Se não posso me despir das minhas roupas, trato de me despir do pronome singular. Vamos pela rua aos milhares, às dezenas ou centenas de milhares, não sabemos quantos somos. Vamos a passo lento, entoando cantos esparsos, escassas palavras de ordem, entregando-nos por vezes a um silêncio involuntário, carregado de indizíveis vontades. À minha frente, uma imensidade de dorsos se funde numa massa amorfa cujo início me foge aos olhos. Às minhas costas, cartazes e faixas atravessam a paisagem e não se adivinha onde a turba pode acabar. Noto que o silêncio me devolveu a mim, me distanciou da coletividade. Só quando um grupo grita que tomamos as principais avenidas de São Paulo, que ocupamos o centro do Rio, só quando ouço esses alardes eufóricos me dou conta de que formamos um único e enorme corpo, um corpo que parou o país.

Inserida por DavidFrancisco

Queria que fosses minha
Que vivesses a cantar junto a mim
Sob o alpendre, no verão,
Pela rua, entre as nuvens,
Ter-te e te amar, amar-te para não te perder.

Inserida por ideniramos

A Deusa da Minha Rua

Nelson Gonçalves



A deusa da minha rua
Tem os olhos onde a lua
Costuma se embriagar
Nos seus olhos eu suponho
Que o sol, num dourado sonho
Vai claridade buscar

Minha rua é sem graça
Mas quando por ela passa
Seu vulto que me seduz
A ruazinha modesta
É uma paisagem de festa
É uma cascata de luz

Na rua uma poça d'água
Espelho da minha mágoa
Transporta o céu
Para o chão
Tal qual o chão de minha vida
A minh'alma comovida
O meu pobre coração

Infeliz da minha mágoa
Meus olhos
São poças d'água
Sonhando com seu olhar
Ela é tão rica e eu tão pobre
Eu sou plebeu
Ela é nobre
Não vale a pena sonhar

Inserida por chachabrasil

Passeando pela rua da minha paixão...
Vi tudo colorir...
Vi tudo reluzir...
Essa rua, de importante que é, faz morada em mim.
Ela me faz ver chuva no verão.
Sol no inverno.
Aflora em mim, o que há de mais excelso.
O coração arde...
As pernas não obedecem.
A reação do meu corpo, querendo aquele bendito corpo...
É explosão de tanta emoção...
É Libertação de tanta entrega...
É paixão de tanto amor e saudade.

Inserida por camilasenna

Estação solidão

O sol decidiu mudar
Encontrei-o em minha rua
No meu momento de sestear
Não era encontro com a lua.

Nas esquinas de asfalto quente
Os apressados vão e vêm
Emitem gestos inconscientes
Não têm tempo para ninguém.

A grande vontade de falar
Sei que quero, mas não devo
Ele insiste em ficar
Nesse clima que é longevo.

Esperava-se pela chuva
Esperava-se pelo frio
Pretendia usar as luvas
Sonhava com o sombrio.

Bom são as cortinas abertas
Sempre se busca o claro
O sol entrou pelas frestas
O sombrio tornou-se raro.

O que se espera é o fim
A mudança da estação
O que é que será de mim?
Se vêm o frio e a solidão.

Inserida por EvertonArieiro

Aqui na minha rua
Tem uma casa que fica
No quintal de um pé de nada
E mora debaixo da lua
Quem a vir, de olhar distante
Na hora em que brilhar de iluminada
Nem nos seus melhores sonhos
Desconfia da alegria que morava lá
Mas mudou-se, escondeu-se igual
Só que ora, distante
Sob um pé de pensamentos
Entremeado de dimensões
Mas que morreu de seco e quedou-se no próprio eco
Só que esse era mudo, era atroz qual num galope
Mas não tinha voz
Era feito de espera, era quase perfeito
Penso que quem não o conhece
Pode ser que pense que era e o compre
Pois o som não se propaga no silêncio...o rompe.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠"Aqui na minha rua
Tem uma casa que fica
No quintal de um pé de nada
E mora debaixo da lua
Quem a vir, de olhar distante
Na hora em que brilhar de iluminada
Nem nos seus melhores sonhos
Desconfia da alegria que morava lá
Mas mudou-se, escondeu-se igual
Só que ora, distante."

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

RUA MORTA

Demétrio Sena, Magé - RJ.


Minha poça me diz que se tem o momento,
que o passado está fora da linha dos olhos,
pois o vento não volta; só abre caminho
para ventos futuros; eventos recentes...
É de praxe avançar, concluir fase a fase
ou teremos crateras por todo o percurso;
voltaremos do quase pra ponto nenhum
do luar esquecido numa rua morta...
Foi preciso crescer, alcançar minha idade
sobre cada saudade; lembrança; memória ;
cada glória e tropeço que tive até já...
Esta hora se mostra como agora e só;
há um nó que se fecha no retrovisor;
fui criança na infância; não serei agora...

Inserida por demetriosena

⁠CIRANDINHA INDEPENDENTE

Demétrio Sena - Magé

Ambição: Se essa rua fosse minha...
Poesia: se essa lua fosse minha...
Crudivorismo: Se essa crua fosse minha...
Furadorismo: Se essa pua fosse minha...
Erotismo: Se essa nua fosse minha...
Inveja: Se essa tua fosse minha...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

"⁠Lembro de uma frase que minha avó repetia quando eu queria ir brincar na rua.
ela me dizia:
"quem não tem irmão, brinca sozinho."
Ela estava me ensinando uma verdade importante da vida adulta.
Claro, que não devemos ser egocêntricos.
Mas é preciso aprender a ser feliz sozinho.
Sua felicidade, sua responsabilidade!"

Inserida por Niltinho93

[ Resposta minha, à declaração de alguém muito infeliz, ao ter dito que orações de joelhos na rua, "é coisa de pobre" ].

Declaração preconceituosa. Um Sheik Árabe, devoto de Alá, Bilionário, orará de joelhos dobrados, onde estiver, quando der o horário de sua oração.
Provavelmente nunca ouviu falar da "Legio duodecima Fulminata", do Imperador Júlio César, na guerra contra os Sármatas! Na ocasião, a multidão dos inimigos superava o número de seu exército! Sabe como ele obtivera a vitória? Sabe o porquê desse dia em diante, ele chamou a duodécima Legião, de Legião Fulminante? Ou Fulminea? Sabe o que ele ordenou sua Legião a fazer, no dia dessa guerra?
Se soubesse, não falaria tanta BESTEIRA em rede social virtual!
Estude mais um pouquinho e saberás que joelhos dobrados, preces e orações, não são prerrogativas de "gente pobre", apenas. Também é coisa de reis, exércitos e IMPERADORES.


08.04.2020 às 19:47 h

Inserida por FabioSilvaDN

⁠Lembro de tempos
Onde minha preocupação era assistir desenho
Ir pra rua jogar bolinhas de gude
Empinar pipa
Brincar na chuva,
Hoje tenho saudades
Queria ser criança para sempre
E ter a liberdade em meus braços
Correr na rua sem saber que direção seguir
Mas, sabendo que chegaria em algum lugar.

Inserida por warleiantunes

Porque o meu olhar se derramou
Quando a manhã te iluminou
feito um cometa em minha rua...

Inserida por tadeumemoria

Bisbilhoto um desconhecido que
acaricia minha gata na rua.

Ele vai.
Eu chego.
Ela foge.

Essa tem meu dote,
tá sempre na saideira.

Sarnento conhecido que sou
só peço carícia na coceira

Inserida por kikoarquer

Cai minha lágrima dos olhos.
Cai bêbado na minha rua.
Cai minha internet .
Cai minha energia bem na hora da novela.
Só não cai dinheiro na minha conta.

Inserida por DanielChrystianno

Casa azul

Passei pelo portão da minha avó
Cruzei uma rua sem asfaltamento
Me dirigi à convidativa casa azul
Bati na porta por algum momento

Um homem de meia-idade abriu
Cumprimentei ele e segui o rumo
As escadas eu subi sem fraquejar
Havia lá uma garota com aprumo

O quão real pode ser um sonho?
Desejo muito então que se repita
Para tentar recordar o nome dela

Seria este um relato enfadonho?
A magia conhece quem acredita
E eu estou persuadido pela bela.

Inserida por PensadorRS

⁠A pressa

Era tarde como de costume, quando atravessei a rua que dava acesso a minha casa. E por um momento parei para observar algo que me chamou a atenção. A casinha verde da esquina estava escura, e por alguns instantes aquilo me incomodou. Mas segui para casa, estava muito cansada.
No dia seguinte pela manhã ao sair de casa, fiquei atenta ao passar pela casa verde. Estava tudo igual, linda e graciosa como sempre, as rosas estavam reluzentes de tão lindas. Respirei fundo e segui apressada. Ao final do dia voltando para casa, outra vez senti falta de algo naquela rua, as luzes da casa verde não estavam acesas novamente. O que teria acontecido? Dona Benta viajou? Estranho. Incômodo novamente.
Na manhã seguinte, tudo normal. As flores... ah, as flores, tão lindas! Dona Benta é tão caprichosa com suas plantas! Respirei fundo e sorri, apressando os passos. Ao voltar a noite, não pude deixar de notar que ali, já não tinha a mesma alegria. Tudo escuro, e sujo em frente a casa, folhas muchas na calçada. Algo realmente aconteceu ... foi o que pensei.
Então, ao sair para o trabalho pela manhã, meus olhos já buscavam respostas. Parada olhando para aquela casinha que outrora transmitia beleza e alegria, murmurei: _ Estranho! As plantas estão murchas, as rosas ... o que houve? Meu pensamento foi interrompido pela voz do seu Evaldo, vizinho do lado, que cabisbaixo respondeu: _ Sim! Dona Benta faleceu. Silêncio, nó na garganta, e uma dura resposta. Por isso a tristeza na casa verde... _ Ah, nossa! E eu nem soube, sinto tanto! Respondi ao seu Evaldo, e saí, tomada por uma emoção inexplicável.
Que droga de vida é essa? Essa correria que não nos deixa perceber ... Sempre tive vontade de parar e conversar com dona Benta. Sempre a vi como uma senhora distinta, e tão educada! Trocávamos bom dia, e boa noite tão calorosos! Mas a conversa ficou apenas em meus pensamentos. A correria nunca deixou, ou eu me deixei levar por ela.

Inserida por barbaramelosiqueira

A Matéria das Palavras

Na rua do teu peito
caminha a minha
enfurecida paixão
permitida e condenada
por uma mácula de sal
no exílio de uma lágrima
caída e despida por ti.
Nessa deriva em riste
como uma ilha crua
vertida no hino de pedra
que carrega no rosto
a velhice corrosiva
nos endereços da memória.
No caderno aberto do passado
à distância de um destino
no lado desfiado da carne
na rescisão do pacto com o tempo
desce a matéria das palavras
e na rua do meu peito
movem-se por sílabas
as artérias do teu nome.

Inserida por JoniBaltar

A rua acima
da minha rua
é o endereço
da memória
do amor de
muita gente
que migrou
para o infinito.

E todos nós
nos divertindo
com a tragédia
de quem não
nos entende,
e se colocou
num mundo
em guerra por
ignorar que
viver significa
fazer o bem
sem ver a quem.

Da rua acima
da minha rua
não olhamos
só para trás
e para quem
longe se foi,
Em noites
mui escuras
ali sempre
contemplamos
a luz da Lua.

Os que vão
contra o oculto
e o destino
são todos
os que creem
na vida curta,
nem no verdor
e no balanço
das árvores
poemas não leem.

Inserida por anna_flavia_schmitt