Poemas Bonitos
Que Mário Quintana me perdoe,
O milagre não é a recuperação,
Ou superação, ou o despertar da igreja...
Nem salvar uma nação...
milagre é acreditar nisso tudo... e se fuder...e ainda assim continuar acreditando😏
Encontro de corações
Mario Quintana dizia que temos duas pernas para andar,
duas mãos para segurar,
dois olhos para ver,
dois ouvidos para ouvir…
mas apenas um coração.
É que o outro foi dado a alguém,
para que um dia nos encontrasse.
E então… eu encontrei você.
Valdecir Val Neves
.
Hoje eu estava lendo Quintana. Ele contava que ao pular uma poça d´água, caiu e quebrou o nariz. Acabou aprendendo que o nome do osso quebrado era volmer. E que epistaxe era a perda de sangue pelo nariz. Ficou feliz com a queda e até brincou com a frase vivendo e aprendendo, que se tornou: caindo e aprendendo. Ao cair, aprendeu algo.
Que bom se fosse sempre assim quando a gente, por algum motivo, caísse. Caísse e aprendesse.
Mas na maioria das vezes, a gente só cai mesmo.
Vida de fotografia
Meus versos não são os Sonetos de Shakespeare
e nem o Poema de Quintana.
Mas pra mim a vida é como uma câmara fotografia.
Pegue um bom ângulo,
aproxime o bastante,
capture,
sincronize,
pegue o botão
e aperte.
Se não sair bem
tire outra foto
e recomece.
Estava numa palestra na qual não conseguia entender nada... Estava “quase tendo um infarto”. Saí correndo. No meio do caminho... Não havia uma pedra no meio do caminho: Resplandecente, havia um cassino no meio do caminho. Ó! O negócio é tão bom que até faz Drummond rimar melhor. Ainda... Minha esposa não tava lá pra me encher o saco!
Havia um cassino no meio do caminho
E eu estava sozinho
Só apostava nove linhas
No caça-níquel do cachorrinho
“Cachorrinho”?! É... Existe um caça-níquel que tem um cachorrinho puxando um diamante. Aqui no Brasil, você vai achar nuns buteco fuleiro por aí, “escondido” atrás de um biombo. Era nesse que eu tava brincando: Coloquei 50 dinheiros... Fui socando nove linhas...
100... Bônus... 150... Jackpot!!! Aquela gritaria na máquina... 200. Cheguei a 300 dinheiros! A sorte, claro, mudou mas... Outra história.
Amanhã
O amanhã virá ? não sei,
Ninguém sabe...
Eu queria que o meu viesse cheio de transformações com, desejos realizados, milagres na saúde. Muitas mudanças, alegrias, empatias das pessoas, amor, abraços, perdão, danças e risos muitos risos
viver sem medo de amar
porque esse, como dizia Drummond ficou mais abaixo dos subterrâneos, ele e rouba os sonhos.
não quero reticências, não quero meias verdades, quero ser forte e de decisões acertadas, estar a frente, ir a luta e cair na "folia"
Mas e o seu amanhã como será?
Ditos e feitos
Coloco
Tiro
Penso
Digo
Ando
Caio
Dou mais do que posso
Para quê?
Faço
Mas não recebo
Digo
Não me ouvem
Não me ouvem
Me escutem
Por favor
Me escutem
Romanos, amigos, compatriotas
Me escutem
Eu não brinco
Eu não finjo
Eu não existo
Mas eu sou
Eu digo, eu tenho opinião
Eu choro, eu morri
Meus olhos derretem
Minha boca salga
Meu rosto é correnteza
Meu nariz não uso
Eu não brinco
Eu não finjo
Eu sou o que faço
Eu sou abandonado
Quando paramos de pensar sobre as implicações da existência e não existência de Deus, entretanto, assumimos qualquer posição sem ao menos refletir, fazemos do tema algo meramente irrelevante. Sua existência ou não, pouco importa!
Para uma vida sem busca por propósito, só lhe resta a máxima de Sartre, "a realidade nua e crua, a realidade sem valor da existência".
A reflexão faz-nos ir além de pressupostos. Ela eleva a nossa mente em um patamar no qual podemos vislumbrar à essência de cada um de nós. Parafraseando Kant, "Ouse saber!", ou melhor, ouse conhecer quem é você.
Queria eu, ser o Rei do Mundo, baixaria um decreto: inspire o mundo, desvendando as aspirações que existem no profundo.
Lendo Drummond de Andrade.
OSTENTAÇÃO É UMA MERDA
Isso de mostrar teu ouro
Esfregar na minha cara teu luxo
O vazio do seu caviar
Ao seu Porsche
É imenso e gritante.
É coisa ridícula.
Pendura no teu pescoço
Um livro de Drummond,
Um livro de Dostoiévski.
Recita pra tua morena
A poesia mais luminosa.
Ela vai amar o que você
Carrega por dentro.
Não essas coisas
Externas e breves.
Todas as faces de uma poesia anacrônica
De qual poesia estamos falando?
Da sua, da minha ou da de Drummond?
A qual classe social pertence os teus versos?
Pois se falas de um sobrado com vistas para o mar,
a poesia é uma.
Se falas de um puxadinho a beira córrego,
a poesia é outra.
Se escutas o estampido seco dos disparos ao longe,
mas não vês a cor do sangue que pinta a calçada de vermelho
e o choro triste da mãe que escorre em silêncio de seus olhos avermelhados
e envolve o corpo morto de seu filho, ainda (adolescente), caído na sarjeta
a poesia pode até te dizer algo, talvez, não te diga tudo.
E o mais provável é que não te diga mesmo tudo!
Mas dirá algo com toda certeza.
Mesmo que pense, (in)conscientemente, não ter mais nada a ser visto.
Se não vês o sangue urdir a tua consciência
e tomar-te de indignação por completo
de certo, talvez até critiques o que lê.
Pois não sabes de que poesia se está falando.
Não sabes de qual estética poética falo
e eu de certo, na mesma medida que ti,
não faço ideia de que versos você se veste
quando investe sua ira contra mim.
De quem é a poesia?
De quem a escreve,
de quem a lê,
de quem?
Dizem que a poesia não tem classe social, gênero, cor, raça, etnia, religião...
Tudo mentira!
A poesia é pretensiosa, escolhe e se faz escolher, manipula.
A poesia se disfarça e se versa em faces diversas,
só para manter o disfarce, da grande farsa que somos todos iguais.
Inclusive quando escrevemos versos.
Eu minto, tu mentes, ele mente...
Drummond, não.
Poesia de Mulher
Ela é como poesia
Cada verso seu
É como um enigma
Não é qualquer um que entenderia
Precisaria de muita sabedoria
Sua complexidade
É como literatura barroca
Às vezes meio louca
Suas curvas exalam perfeição
Parece até obra parnasiana
Me deixa completamente insana
Mulher, você não me engana
Pois há mais de uma semana
Ando vasculhando seu sorriso
Tentando desvendar
Seus segredos e medos
Mas, como Drummond já havia dito,
Havia muitas pedras no caminho
Mesmo assim me aventurei
E no fim desse poema
Por você me apaixonei.
Desabafo de um amante
Há de acontecer um dia
Em que meu coração não velará mais pelo teu;
Que repotuo-o ufano
Me queres de rojo
Pois me deseja rendido aos teus pés
E neles deseja o meu selo
Haverá um dia, em que ir-me-ei, nem que tardança, arrebatar-me por outra
E se valer a pena, a chamarei de amante, só pra te ver arrufada
MEMÓRIA
Minha avó fazia café bem doce. Talvez, por uma necessidade de se procriar além dos filhos legítimos. Biscoitos na gordura, pão de queijo no forno, bolo de chocolate em cima da geladeira. O cenário aparentemente bucólico escondia guerra das mais matutas em orvalhos e outras fragrâncias. Cheirava a cozinha um cheiro forte do que se come. No quintal, cheiravam as flores um cheiro que se vislumbra. Alimentar dos produtos da casa vigorava a minha carne. Alimentar do beija-flor que tomava o néctar de hibiscos em diversos matizes alimentava a minha alma. O cachorro latia freneticamente. Eu não sabia que o bichinho também comia: a alegria das folhinhas em domingo. Ao pé da jabuticabeira, meu Drummond chorava todos os lirismos nascidos da terra caudalosa, terra de muitas veredas e rupturas. Minha mãe afagava meus cabelos, o pai e os tios viam futebol, a pequena irmã devorava porções de desenhos animados.
Não fosse eu poeta, esta prosa seria pólvora. Não fosse eu poeta, partículas cintilantes de minha vida perderiam na guerra dos tempos que não se curam: saudade.
E agora?
E agora?
O comercio fechou,
A escola parou
O emprego acabou.
E agora?
Na igreja não vou
reunir-se não pode
visitar os pais não vou
e a gente se isolou.
E agora?
Milhares de pessoas o vírus matou
outros milhares ele infectou
e a muitos ela já alcançou
E agora?
Quando tudo terminar
saberemos como recomeçar?
Teremos força para recomeçar?
E agora?
o que podemos fazer
para não perecer
toda a nossa vida
seja ela na família
ou na economia?
E agora?
axuq
...acho que já fui faz tanto
que velho já tou de ter ido
um matusalém muito aquém
que não vai e muito menos fica
achando que ouvir Chris Cornell
ressuscita la anima
mas talvez ela já foi
deixando a casca pra trás
feito não se desfaz?
...pois é...sem agora Carlos
De ruminar já nem mais pastamos
Drummond do José cuidou
mas e os CARLOSSSSSSSSSSSSSSSS
quem cuidará?
axuq que tá tudo finalizado
mas sem final lap
uma corrida que não foi apreciada
agora só a máscara interessa
posto que agora pode
usá-la full time
time to stay
not to say
CIAO BELO
piu
Poesias do mestre
A inesquecível e simples pedra
Que estava no meio do caminho
Poesia sem formato limitado
Que supera todos os obstáculos
Meu querido Carlos
Na poesia de sete faces
Descrevendo sua multiplicidade
Que não se enquadra a sua sociedade
A quadrilha do amor
Lança-se a sorte de encontrar
Um amor verdadeiro
Nesse mundo cheio de dor
E o que falar de José
Sozinho na cidade grande
Sem esperança e sem rumo
Mas resistente seguindo em frente
E o seu sentimento em Amar
Mesmo com toda destruição
Em seus ombros suportando o mundo
Pelas sem-razões do amor
... do outro lado da linha pode estar:
O sorriso da sua boca;
a cura pro seus medos;
a outra taça de vinho.
PauloM @vinhos.br
As vezes tudo o que eu queria era um aconchego nosso
Aquele sem ócio, só com brilhos do teu olhar
Que me apega, que me aperta, que me cega
Mas um dia eu te tenha quem sabe eu
Te lembro que a vida é feita de transtornos imediatos
De sopros falsos
Que nos levam ao sul
E se lembra: a gente ia pro norte
Pra que eu ter um par de asas
Se eu posso voar com os pés no chão
Eu te digo outra vez que tudo o que eu queria era um aconchego nosso.
respirei e respirei
E mais fundo respirei
Quanto mais respirei
más respirei
E respirei
Mais vida tive
e mais respirei
amei respirar
No meio do caminho havia uma paixão
Havia uma paixão no meio do caminho
Havia uma paixão
No meio do caminho havia uma paixão.
Nunca me esquecerei desse encontro tão evitado
Na vida de minhas rotinas já tão decepcionadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Havia uma paixão
Havia uma paixão no meio do caminho
E eu tive que decidir se parava ou prosseguia
Afinal meu caro Drummond...
Havia uma paixão no meio do caminho
mas isso não quer dizer que eu tinha
Paixão não é pedra Drummond
Você pensa que tem e descobre que só havia.
Mas havia uma paixão no meio do caminho.
E como não é palpável como pedra
Segui meu caminho de rotinas decepcionadas
Nunca me esquecerei desse encontro inesperado
Havia uma paixão no meio do caminho
E eu não paguei pra ver se a tinha.
