Poemas Bonitos
Sou, bem sei, uma voz que clama no deserto. Não se esqueça porém V. Ex.ª que a voz que clamou no deserto foi a que anunciou o Salvador.
O homem perfeito do pagão era a perfeição do homem que há; o homem perfeito do cristão a perfeição do homem que não há; o homem perfeito do budista a perfeição de não haver o homem. (Bernardo Soares)
A fome só se satisfaz com a comida e a fome de imortalidade da alma com a própria imortalidade. Ambas são verdadeiros instintos.
Um artista forte mata em si próprio não só o amor e a piedade, mas as próprias sementes do amor e da piedade. Torna-se desumano devido ao seu grande amor pela humanidade — esse amor que o impele a criar a arte para o homem.
O gênio é a maior maldição com que Deus pode abençoar um homem. Deve ser sofrido com o mínimo possível de gemidos e queixumes, com uma consciência tão grande quanto possível da sua divina tristeza.
Se o nosso espírito pudesse compreender a eternidade ou o infinito, saberíamos tudo. Até podermos entender esse fato, não podemos saber nada.
A ignorância é a verdadeira inocência. O maior pensador é o maior debochado.
A vaidade é a confiança no efeito do nosso valor, o orgulho a confiança em que temos valor.
A memória, afinal, é a sensação do passado... E toda a sensação é uma ilusão.
Somos todos mortais, com uma duração justa. Nunca maior ou menor. Alguns morrem logo que morrem, outros vivem um pouco, na memória dos que os viram e amaram; outros, ficam na memória da nação que os teve; alguns alcançam a memória da civilização que os possuiu; raros abrangem, de lado a lado, o lapso contrário de civilizações diferentes. Mas a todos cerca o abismo do tempo, que por fim os some, a todos come a fome do abismo, que o perene é um Desejo, e o eterno uma ilusão.
“Não importa se a estação do ano muda. Conserva a vontade de viver, não se vai a parte alguma sem ela. “
Hoje defendo uma coisa, amanhã outra. Mas não creio no que defendo hoje, nem amanhã terei fé no que defenderei.
Quando Mário Quintana revelou esse relato filosófico sobre as borboletas ele foi sútil, justamente pra não lhe dizer cuide de sua aparência, cuide de sua intelectualidade, cuide de sua estética de se vestir e portar diante de pessoas e eventos, cuide de sua alimentação, cuide em estar e se sentindo bem diante de todos e de tudo, pois muitos vão querer esse segredo de revelar tanta beleza equilibrada em simplesmente ser, e sendo assim terá atenção de muitos podendo escolher a suposta (candidato ou candidata) para ir viver em seu jardim (mundo), e infelizmente alguns pobres pensadores usam para dizerem o que acha que é sensato a respeito do relato de Mário Quintana, pelo amor de Deus vai mastigar alguma coisa pra manter a boca fechada que é melhor, porém o consolo dessa crítica pobre é que: melhor ouvir, do que ser sudo, e é melhor ver do que ser cego. Resumindo: Esses fatos é para ser o termômetro de como anda as características de mansidão, paciência, benignidade, amor próprio, pois não podemos deixar se levar por qualquer circunstâncias, afinal elas foram criadas para meu controle, e sendo assim encerro minhas falas permitindo que venha as controvérsias do que escrevi, pois isso não irá mudar a interpretação sensata, jeito simples e belo de ver e apreciar grandes coisas escritas por quem quer que seja.
O livro traz a vantagem de a gente poder estar só é ao mesmo tempo acompanhado.
sfj,Quintana,m,pens.
Depois de ler Mário Quintana em uma manhã ensolarada e fria,
Defino-me,
[olhando no reflexo do sol em um lago]
ser alguém incerto para viver um relacionamento duradouro.
Um ser como eu não está apto para ser companheiro de vida.
Sou chamado a ser companheiro para viver uma paixão grande
[daquelas que não se esquece.
regada à palavras em versos,
[beijos abraços e gestos.
O que fazer com pessoas como eu?
[acho que vou me aposentar como poeta;
pagarei em versos]
Mario Quintana: espalhe que o amor não é banal
Réplica de Mírian Rebeca: realmente Mário!
Não é troca mas entrega.
Se o dou, ainda a mim pertence
Mas quando recebem
Será dos dois e o amor vence.
Nele descanso
Nele me canso.
Nele respondo
Mas também me escondo.
Porque não é feito
Só de coisas boas.
Ele está quando pratico
Minha confusão de pessoa.
Ao ser eu mesma
Espontânea
Erro muito
Mas sou simultânea.
Pois dei o meu verdadeiro
Mesmo sem nada esperar
O que é inteiro
Outro inteiro encontrará.
Mas não um inteiro perfeito
E sim um inteiro humano
O qual pode ter defeito
E também ser profano.
É aí que o amor existe
E insiste em ser real
Arriscando às imperfeições
Mas sendo humano no final.
Então acredite no Mário
Quando diz que "não é banal".
Não existirá pra quem fique no armário
Mas somente pra quem for real.
PS:
Vale pra qualquer tipo de relação!
Na minha humilde opinião!
