Poemas Bonitos
“Se vc fosse uma poesia... seria a obra completa do Neruda...
Se fosse uma canção... “Todo o sentimento”, do Chico...
Se fosse um filme... Chaplin assinaria a direção...
Se fosse um país... seria o Uruguay...
Fosse um vinho... um Barolo, safra 2013
Se fosse um cd, “Street Legal”, do Dylan...
Se fosse uma deusa... Aphrodite ficaria com ciúmes...
Se fosse um caminho... o de Santiago... e suas descobertas...
Se fosse uma praia... qualquer uma... de Bali...
Se fosse um Beatle...seria Harrison...
Se vc não fosse real... o mundo seria cinza”...
Sonhei ser o Pablo Neruda
num sonho louco
aquele delírio sem fim
Ele poeta que fez história,
Chileno, latino com intensidade aflorada.
Fez de suas tristezas
As mais belas rimas, os versos
Deixando sonetos
E, poemas repletos de beleza
com muita loucura
Sonhei que sua alma
Simplesmente me chamava
Com triste de saudade
Ansiava escrever como outrora
Seus versos de dor
cheio de profundidade
Falando da tristeza
E de sua alma errante
Que continua sua viagem
Pela eternidade afora
E, eu respondi: Escreva comigo
Traduziremos juntos
Nossas mágoas inflamadas
enfim acalmar a alma
Mas Neruda, digo-lhe
Escrevo com todo fervor
Com a intensidade deste ser
Pensa comigo poeta,
é só falando de amor verdadeiro
conseguiremos curar essa dor
(24/06/2019)
Neruda dizia:
_ “Quando você explica a poesia se torna banal.
eu digo....
_Pois é...
o mundo mudou Poeta...
da mesma forma que falta poeta como tu...
falta gente que sabe sentir!
sú dutra
Pablo Neruda disse:
" A POESIA NÃO É DE QUEM ESCREVE MAIS DE QUEM A USA"
Faça das minhas as tuas eu deixo.
Torna-me imortal.
HOMENAGEM A PABLO NERUDA
Marcial Salaverry
PABLO NERUDA...
Um poeta... Um mito
Marcial Salaverry
Para de Neruda falar,
é preciso poetar...
é preciso conhecer do amor,
todas as maneiras,
todos os meandros...
Desde o amor desesperado.
até o louco amor apaixonado...
O amor não correspondido,
o amor só subentendido...
Neruda do amor não fala,
ele abre a mala,
e o desnuda...
assim é Neruda...
Conhece tudo do amor...
Desde o frio, até aquele cheio de calor...
Fala com simplicidade,
mostrando do amor a verdade...
É fácil seus poemas entender,
basta sabê-los ler...
Suas entrelinhas captar,
ensinando como amar...
Há que se ter sensibilidade,
há que se "ver" a saudade...
É preciso sentir na alma,
a vibração de seus versos...
É aí que está a grande beleza,
pois ele nos dá a certeza
de que um amor verdadeiro,
tem que ser vivido por inteiro...
E que o amor de um momento,
sempre deixará um lamento...
A obra de Pablo Neruda
destina-se às almas poetais...
Meio termo não existe,
esse é o sentir que persiste...
Neruda será amado
ou odiado...
Como são os amores...
Sempre naquela tênue linha
o amor e o ódio separando...
Marcial Salaverry
Este terno
Vê se você muda
Eu tô falando sério
Ler Pablo Neruda
É cheio de mistério
Vento de regresso
Vidas a conflitar
Outra gambiarra
Não irá me chocar
Uh... tira logo este terno
Você nunca avisa
É frio e impontual
Vejo no seu punho
Uma atração fatal
Estufa bem o peito
Antes da mancada
Ao menos você ri
Na hora marcada
Uh... eu já tirei este terno.
Como Neruda
Quisera eu fazer poesia como Neruda
no entanto, que bandeira ei de erguer
com a minha poesia ativista?
Nas Américas de hoje não há mais luta
nem disputa, nem suor nem sangue
nem cicuta. Sobretudo na América
onde vivo, se respira um ar putrefato
de hipocrisia ideológica, a América Latina de hoje é uma latrina de corrupção fisiológica.
Então farei poesia de protesto
contra a falta de honra dos poetas
dos homens públicos e privados
este é o meu último desejo
NEM NERUDA SABERIA
Teus olhos são estrelas
de uma constelação
joia rara, equidistante
do apelo da razão.
Tão longínqua
quanto penso
sobre a vida
em outro canto,
longe do frescor
e do encanto
da brisa do teu sorriso
sobre a paz entre os humanos
sobre a eternidade tão sonhada,
de Adão no paraíso.
O teu corpo em movimento
impossível é a descrição
pobre Neruda tentou
com sonetos de amor
que dirá de um poeta
tão infértil como eu
que tenta juntar palavras
que nunca se apaixonou?
Mas sobre a cor dos seus olhos
ainda não sei dizer, se são de mel
se são doces e nocivos
se são de mar, azuis reflexivos
se são da terra, se são do céu.
Nicotina
Poesia crônica, cigarro cubano
Prosa de Neruda, lascívia de Caetano
Um canto, lugar único no mundo
Um tenor no máximo da sua entonação
Um acorde perfeito, música de Wagner
Encantamento de Isolda e Tristão
Sonoridade efêmera que apetece
Destoa, enlouquece alma em combustão
Meu espírito demente sem ação.
Um perfume cítrico e agreste
Nicotina que impregna o coração.
Porque eu sou do tamanho do que vejo E não do tamanho da minha altura.
(Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares – Fonte: Domínio Público)
A verdadeira oração se dirige
ao Deus que é aquele que ora.
Conversar com Deus é dialogar
com o mais íntimo de nós.
Brotamos de Deus
como as flores, folhas e frutos
brotam da árvore.
Todos são e não são a árvore.
Todos somos e não somos Deus.
Somos Deus brotando
de si mesmo.
Deus é o caos criador da ordem.
A ordem que retorna ao caos.
O caos que se converte em ordem
na massa pulsante do infinito.
Nascemos de uma explosão:
átomo ou ovo primordial
a miniatura do nada.
Espaço, tempo, matéria
e o infinito num ponto.
Onde é que Deus estava
nesta singularidade?
Deus nasce todo dia em cada homem
e aprende conosco o que Ele sabe.
Deus se deixa encontrar a cada instante,
sem ser chamado, sem ser procurado,
nos terrenos mais férteis ou mais sáfaros,
em meio à oração ou à heresia,
sem encontro marcado e em qualquer parte.
Santificaram a pobreza.
Mas muitos pobres preferem
a riqueza à santidade.
Satanizaram a riqueza.
Mas os ricos não se importam
se sua riqueza é satânica.
O instante
Onde estarão os séculos, o sonho
de espadas, o que os tártaros sonharam,
onde os sólidos muros que aplanaram,
onde a árvore de Adão e o outro Lenho?
O presente está só. Mas a memória
erige o tempo. Sucessão e engano,
esta é a rotina do relógio. O ano
jamais é menos vão que a vã história.
Entre a alba e a noite há um abismo
de agonias, de luzes, de cuidados;
o rosto que se vê nos desgastados
e noturnos espelhos não é o mesmo.
O hoje fugaz é tênue e é eterno;
nem outro Céu nem outro Inferno esperes.
Outrora, essa rua era
um enorme e denso silêncio.
Muitas árvores. Poucas pessoas.
Porém, o rio do barulho urbano
invadiu a rua e as casas.
E o silêncio se foi na correnteza
para nunca mais ser escutado.
Fatos se tornam sonhos
e sonhos se tornam fatos.
Qual deles é o real?
O fato que já passou?
O sonho que ainda é sonho?
A quem devo invocar se já não creio
em tudo o que foi dito e revelado?
A dúvida é forte como a fé
e se sustenta no seu próprio vácuo.
E nem creio sequer em minha dúvida,
porque tudo o que é crido é construído
dos nossos medos e fragilidades.
Deus não é a dor justificada,
o prêmio e o castigo além do túmulo,
mas tudo o que não pode ser descrito
nem humanamente compreendido.
Ser humano que sou, não sei que humano
possa exceder à sua condição
e revelar mistérios que não passam
de criações da carne atormentada.
