Poemas Bonitos
Há olhares que percorrem paisagens, atravessam rostos e encontram beleza nas coisas mais simples. Mas existe um olhar ainda mais difícil: aquele que se volta para dentro.
Nem sempre temos coragem de sustentá-lo.
É mais fácil observar o mundo do que visitar os cômodos esquecidos da própria alma. Mais fácil apontar imperfeições ao redor do que reconhecer aquelas que silenciosamente habitam em nós.
Olhar para dentro exige silêncio.
Exige fechar os olhos para tudo o que distrai e sentir. Sentir o que dói, o que constrange, o que precisa partir e também aquilo que precisa permanecer.
É nesse encontro que descobrimos nossas falhas, mas também nossas virtudes. Nossos excessos, mas também nossas ausências. As feridas que pedem cura e os sonhos que ainda esperam coragem para florescer.
Quem nunca olha para dentro corre o risco de viver distante de si mesmo.
Mas quem se permite esse mergulho encontra mais do que imperfeições. Encontra verdades.
E são elas que nos transformam.
Porque todo recomeço nasce primeiro de um olhar sincero lançado para dentro de nós mesmos.
Mantenha-me quente, acesa.
Não sirvo fria. Mas também não me mantenha morna, guardada para um momento oportuno, para um "quem sabe", um "talvez".
Ou me aqueça por inteiro e me prove quente, ou permita que eu esfrie.
Porque a mornidão é espera demais para quem nasceu intensidade. E eu não sirvo morna.
Bom domingo.
Que o dia seja leve, mas que também nos ensine aquilo que o coração, às vezes, demora a compreender: a importância da reciprocidade.
Porque não há paz em insistir onde só um lado se doa. Não há descanso em carregar sozinho o peso de uma relação, de uma amizade ou de um sentimento. Tudo o que é verdadeiro encontra caminho de volta. Tudo o que é sincero ecoa no outro de alguma forma.
Que neste domingo Deus nos dê sabedoria para reconhecer quem caminha ao nosso lado com a mesma disposição, o mesmo cuidado e a mesma verdade. E que nos dê serenidade para soltar aquilo que exige de nós um esforço constante, sem nunca oferecer abrigo.
Que o amor, o respeito, a presença e o carinho encontrem morada onde também sejam acolhidos.
A reciprocidade não é sobre receber exatamente o que se entrega, mas sobre não ser o único a entregar.
Abençoado domingo.
Dom, 21 de junho de 2026
Hoje o coração ficou quieto demais.
E quando ele fica assim, não é porque não tem o que dizer. É porque sentiu além das palavras, atravessou emoções que não couberam em nenhuma conversa e guardou em silêncio aquilo que ainda não conseguiu traduzir.
Há sentimentos que não gritam, não pedem atenção, não fazem alarde. Apenas se recolhem para dentro de nós e permanecem ali, ocupando espaço, pedindo tempo para serem compreendidos.
Hoje o coração ficou quieto demais.
E talvez esse silêncio seja apenas a forma que ele encontrou de acolher tudo o que sentiu.
22 de junho 2026
Carta aos que Sentem Demais
A vocês, que carregam o mundo nos ombros e o coração nas mãos, escrevo.
Sei como é viver à flor da pele, como se cada olhar fosse um poema, cada silêncio uma tempestade. Sentir demais é como ter uma alma sem pele: tudo toca, tudo invade, tudo dói, mas também é assim que vocês veem beleza onde ninguém vê.
Vocês, que transformam dor em arte, silêncio em música e lembrança em poesia, são feitos de um tecido raro, quase transparente. São o que o mundo não entende, mas precisa: profundidade em meio à pressa, delicadeza diante do caos.
Que nunca deixem que digam que "sentir demais" é fraqueza. É força. É o que move pincéis, afina instrumentos e acende palavras no papel. É o que mantém viva a chama de um espírito criativo que insiste em enxergar sentido até no que parece ruir.
Sigam. Sintam. Transformem.
Pois é da sensibilidade de vocês que o mundo bebe a esperança que esqueceu de cultivar.
6 de Agosto de 2025
Como se devolve aquilo que nunca se recebeu?
Você sabe o que é não ter e, ainda assim, ter que ter para dar? É aprender a esconder a própria fome para repartir o pão. É guardar a dor na gaveta porque alguém precisa encontrar em você um abraço. É enxugar as lágrimas antes que elas caiam, porque há outras lágrimas esperando o seu ombro.
Há dias em que a vida parece nos cobrar exatamente aquilo que nunca nos ofereceu: um amor que nunca nos ensinaram, uma paciência que nunca tiveram conosco, um cuidado que um dia desejamos receber, mas que nunca chegou.
E, então, nasce a pergunta que atravessa a alma: como se devolve aquilo que nunca se recebeu?
Talvez a resposta seja dura. Não se devolve. Porque ninguém pode devolver o que nunca teve.
O que fazemos é diferente. Escolhemos construir. Escolhemos oferecer justamente aquilo que nos fez falta. Não porque transbordamos, mas porque conhecemos a dor da ausência. Quem já caminhou pelo frio sabe o valor de um cobertor. Quem já enfrentou o abandono compreende o peso de uma presença. Quem já implorou por amor aprende, mesmo entre cicatrizes, a semear aquilo que um dia esperou colher.
Mas até a terra mais fértil precisa de chuva.
E há momentos em que é preciso voltar para dentro de si. Habitar a própria casa. Abrir as janelas da alma, tocar as paredes que o tempo ergueu em silêncio e lembrar que também somos lugar de descanso. Porque quem vive oferecendo luz aos outros não pode esquecer de acender a própria.
Talvez seja esse o maior milagre: transformar a ausência em presença, a falta em cuidado e a dor em um amor que, embora nunca tenha sido recebido da forma esperada, escolheu existir.
No fim, talvez não se trate de devolver aquilo que nunca recebemos. Talvez se trate de impedir que a ausência determine quem nos tornaremos. Porque as maiores virtudes, muitas vezes, nascem justamente daquilo que mais nos faltou.
Leva-me para perto
Quando minhas forças se desfazem,
não me deixes cair no vazio.
Levanta-me com a delicadeza
de quem conhece cada parte quebrada de mim.
Segura minha mão
até que o medo desaprenda o caminho de volta.
Acolhe-me junto ao teu peito,
onde o mundo perde o ruído
e a alma finalmente descansa.
Leva-me para perto da tua luz.
Há tanta noite em mim
pedindo um único amanhecer.
Cuida de mim
como quem protege uma chama
que insiste em permanecer acesa,
mesmo quando o vento parece mais forte.
Reveste-me do teu amor,
da tua paz,
da segurança dos teus braços.
Porque é em Ti
que encontro abrigo,
é em Ti
que volto a respirar.
E, se eu me perder de mim,
leva-me de volta
ao único lugar
onde sempre estive verdadeiramente a salvo:
o teu coração.
Entre a menina e a mulher
Tenho andado sozinha.
Não porque não queira companhia, mas porque há caminhos que ninguém pode percorrer por nós. Há silêncios que precisamos atravessar sozinhas, perguntas que somente o tempo sabe responder e versões de nós mesmas que precisam partir para que outras possam nascer.
Tenho andado assim: aprendiz, menina, mulher.
Às vezes, ainda sou aquela menina que se assusta diante do mundo, que procura abrigo, que acredita, que espera, que guarda sonhos como quem protege uma pequena chama do vento. Em outras, sou a mulher que a vida foi esculpindo à força de perdas, recomeços, esperas e algumas dores que ninguém viu.
E talvez crescer seja justamente isso: não abandonar a menina que fomos, mas aprender a acolhê-la com os braços da mulher que nos tornamos. Quando me perco, já não procuro alguém para me encontrar. Volto para dentro, procuro os pedaços que deixei pelo caminho, recolho meus sonhos, escuto meus silêncios e sigo.
Porque descobri que, muitas vezes, quando penso que estou perdida, estou apenas deixando de ser quem já não cabe em mim. Tenho andado sozinha, sim, mas já não caminho vazia. Levo comigo a menina que ainda sonha, a mulher que aprendeu a resistir e todas as versões de mim que tiveram coragem de continuar.
E talvez seja esse o meu verdadeiro encontro: quando me perco da menina, encontro a mulher. E quando encontro a mulher, finalmente compreendo que a menina nunca esteve perdida. Ela apenas estava me esperando crescer o suficiente para voltar para casa.
Se Eu Me Aproximar
Há dias em que pareço inteira.
Sigo em frente, resolvo o que precisa ser resolvido,
sorrio como quem aprendeu
a não deixar transparecer as próprias ruínas.
Mas há uma parte de mim
que ninguém vê.
Uma parte cansada de ser forte,
que gostaria, por um instante,
de não precisar sustentar o mundo
sobre os próprios ombros.
Às vezes, tudo o que eu queria
era encontrar um lugar seguro
onde pudesse baixar a guarda,
silenciar os medos
e simplesmente descansar.
E talvez seja por isso
que, quando penso em você,
alguma coisa em mim queira se aproximar.
Não porque eu precise ser salva,
mas porque existem dores
que ficam menores quando encontram presença.
Eu queria saber
se, quando eu finalmente deixar cair
as paredes que construí para me proteger,
você ainda estará ali.
Se eu chegar sem a armadura,
sem respostas,
sem a força que finjo ter todos os dias,
você ficará?
Ou será que, ao conhecer
a mulher por trás daquilo que aparento,
você também escolherá partir?
É esse o meu medo.
Não é chegar até você.
É chegar
e não encontrar onde permanecer.
Porque eu também quero colo.
Também quero cuidado.
Também quero alguém que olhe para mim
e enxergue além daquilo que mostro.
Alguém que não se assuste
com a minha fragilidade.
Alguém que compreenda
que, às vezes, até quem parece forte
só está procurando um lugar
onde possa, finalmente,
não precisar ser.
Mística
Há coisas que não chegam... acontecem. Como a lua quando toca o mar sem jamais perguntar se pode. Há encontros que parecem acaso, mas carregam no silêncio a assinatura de algum mistério antigo. E há olhos que não apenas olham: reconhecem.
Talvez a alma saiba antes do corpo. Talvez o corpo apenas reconheça aquilo que a alma já sabia, antes mesmo que o coração compreendesse o sussurrar do destino.
Eu não temo o que não consigo explicar, mas paraliso o olhar diante do que não sei nomear. Há beleza demais no invisível para exigir do mistério uma certidão de existência, uma prova, todas as garantias.
Prefiro acreditar que algumas portas se abrem sozinhas, que certas presenças chegam na hora exata, como um soprar dos ventos, sem aviso, sem promessa, apenas porque era tempo de chegar. E que algumas histórias já foram escritas em algum lugar onde o tempo não alcança.
Maktub. Estava escrito. Ou talvez apenas esperando o instante certo para ser lido.
Porque há coisas que não se entendem. Sentem-se. Reconhecem-se.
E quando a alma sente, até o silêncio se torna oração e canção.
E talvez seja essa a mais bonita forma de mistério: não saber de onde veio, não saber para onde vai, mas sentir, no mais profundo de si, que aquilo que chegou já nos pertencia antes mesmo de chegar.
Não importa quanto tempo ficou para trás; o que importa é salvar o que ainda está por vir.
Há pessoas que passam a vida inteira lamentando os anos que perderam, como se o passado ainda pudesse ser reescrito. Mas o tempo não negocia com arrependimentos. Ele apenas segue.
O que ainda está em suas mãos não é o ontem, mas o hoje. E é justamente o hoje que molda o amanhã.
Talvez você tenha desperdiçado oportunidades, insistido em caminhos errados ou permanecido onde já não havia vida. Ainda assim, enquanto houver um novo amanhecer, haverá a possibilidade de uma nova escolha.
Não permita que os erros de ontem roubem também os dias que ainda não chegaram. O passado pode explicar quem você foi, mas não tem o direito de decidir quem você será.
No fim das contas, a maior perda não é o tempo que ficou para trás. É continuar perdendo o tempo que ainda resta.
Salve o que ainda está por vir. Às vezes, uma única decisão tomada no presente é capaz de redimir anos inteiros de espera.
Cartas aos Céus | Orações Escritas
O Deus que me sustenta
Senhor, hoje eu não venho Te pedir que o dia tenha sido diferente.
Venho Te agradecer porque, mesmo sendo tão difícil, Tu me sustentaste dentro dele.
Meu corpo cansou, minha mente se encheu, meu coração se apertou. Houve dores, aborrecimentos e desconfortos que só Tu conheces por inteiro. E ainda assim, eu permaneci.
Não pela minha própria força.
Foi a fé que me fez continuar quando eu já não queria mais pensar, resolver ou suportar. Foi a Tua presença me lembrando, silenciosamente, que eu não estava sozinha.
Por isso, hoje, eu Te enalteço.
Porque quando minhas forças diminuem, Tu permaneces forte.
Quando eu não sei como continuar, Tu me sustentas.
E quando tudo em mim se cala, a fé ainda encontra um jeito de dizer:
Tu és Deus, e eu continuo de pé porque Tu me sustentaste.
Obrigada, Senhor.
Por hoje.
Por tudo.
E, sobretudo, por não teres me deixado caminhar sozinha.
30 de setembro de 2026
Amores que Ficam
O amor, quando não tem futuro, quando não se transforma em dois caminhando como um só, quando não leva dois na mesma direção, acaba sendo apenas uma forma bonita de partir o coração.
E eu me recuso a partir o meu com amores de verão, de momentos, de ocasiões.
Não quero o que chega para aquecer a pele e depois desaparece com a estação.
Não quero presenças que só existem quando é conveniente, nem sentimentos que cabem apenas no intervalo entre uma vontade e outra.
Se for para amar, que seja inteiro.
Que tenha caminho, escolha, coragem e destino.
Porque o meu coração não procura um amor que aconteça.
Procura um amor que permaneça.
É difícil ser amargo quando se é doce.
A doçura não é um comportamento que se veste conforme as circunstâncias; é uma natureza. Quem é doce por essência pode endurecer a postura, mas raramente endurece o coração. Pode aprender a dizer "não", a partir, a proteger-se, mas sem perder aquilo que o define.
É difícil ser amargo quando a alma foi feita para espalhar leveza. Porque a essência sempre encontra um jeito de falar mais alto do que as feridas.
Entre o excesso e o vazio
Gosto do equilíbrio:
nem tanto, nem tão pouco.
Há coisas que não podem perder a cor,
porque o colorido também é uma forma de alegria.
Outras não precisam de excessos.
O minimalismo tem sua própria calmaria,
e não precisa ser ausência de detalhes.
Porque simplicidade também pode ser rica:
em cor, em textura, em calor,
em tudo aquilo que, mesmo sem exagero,
faz os olhos permanecerem.
Há portas em mim que se abrem sem jamais revelar a casa inteira.
Há silêncios meus que dizem muito, mas ainda assim não me explicam.
Olhares que permanecem um instante além do necessário, mas não me veem completamente.
Quanto mais alguém se aproxima, talvez mais perceba que ainda há alguma coisa por descobrir.
Por descobrir-me.
Nem tudo que me toca me faz entregar.
Nem tudo que desejo me faz correr em direção ao desejo.
Aprendi a deixar algumas coisas amadurecerem no silêncio, onde a vontade não se perde — apenas ganha profundidade.
Há partes minhas que não se oferecem à pressa.
Precisam de presença, de atenção, de um olhar capaz de permanecer quando já não há certezas.
E talvez seja aí que eu permaneça mais inteira:
nesse lugar entre o que deixo ver
e tudo aquilo que ainda não encontrei razão para revelar.
Porque posso deixar alguém chegar muito perto
sem jamais deixar de ser um território que ainda precisa ser descoberto.
Talvez você conheça o caminho até mim.
Mas não confunda caminho conhecido com destino desvendado.
Há olhos que não sabem esconder.
Mesmo quando a boca silencia,
mesmo quando o corpo continua,
mesmo quando a vida parece seguir no lugar de sempre,
há coisas que transbordam pelo olhar.
E talvez seja por isso
que algumas pessoas nos chamem de fortes
sem perceber o quanto estamos cansados.
Não é que a dor esteja escondida.
Às vezes, ela está justamente ali,
cristalina,
diante de quem olha.
Mas nem todo olhar enxerga.
É preciso alguma coisa além dos olhos
para reconhecer a tristeza no brilho,
o cansaço no silêncio,
a solidão onde ninguém imagina haver vazio.
É preciso alma
para olhar outra alma.
Porque há pessoas que perguntam se estamos bem
e há aquelas que simplesmente percebem.
E, às vezes,
tudo o que uma alma cansada precisa
não é de alguém que diga
você é forte.
É de alguém que olhe demoradamente
e diga, sem precisar dizer:
eu vi.
Eu ainda digo: você já viu a lua hoje?
Eu sou dessas
que ainda para no meio do caminho
porque a lua apareceu bonita demais.
Dessas que olham para o céu
e, por alguns segundos,
esquecem o que estavam pensando.
Não é sobre a lua.
É sobre não deixar a beleza passar despercebida.
É sobre esse olhar que procura,
que repara,
que encontra poesia onde quase ninguém mais olha.
Talvez eu tenha essa necessidade estranha
de admirar as coisas
antes que o mundo me convença
de que não há tempo para elas.
Por isso ainda digo:
“Você já viu a lua hoje?”
Como quem diz:
olha…
a vida ainda está acontecendo
em algum lugar bonito.
E eu quero saber.
Quero sentir.
Quero apreciar.
Porque talvez essa seja uma das coisas
que eu mais gosto em mim:
eu ainda me deixo encantar.
27 de Agosto de 2026
Há uma paz que só nasce depois de muitas despedidas
Nem tudo o que deixei para trás era ruim. Algumas coisas eu amava profundamente. Mas a vida me ensinou que crescer também exige coragem para soltar aquilo que já não pode caminhar ao meu lado. Há dores que não desaparecem; apenas encontram um lugar mais silencioso dentro de nós. E talvez seja essa a forma mais bonita de seguir: continuar, sem negar o que foi vivido, mas sem permitir que o passado impeça o futuro de florescer. Porque a maior força não está em nunca cair, e sim em preservar a delicadeza do coração, mesmo depois de tudo.
Orações escritas
Deus, não me desampare.
O mundo se abre aos meus pés,
e eu ainda não sei
se é caminho ou abismo.
Há portas que se abrem
sem que eu tenha pedido,
estradas que surgem
onde antes havia apenas silêncio.
Se for preciso caminhar,
dá-me coragem.
Se for preciso esperar,
dá-me serenidade.
E se eu estiver diante
de algo que não compreendo,
não permita que o medo
seja maior que a minha fé.
Porque, se o mundo se abre aos meus pés,
eu só peço uma coisa:
que a Tua mão continue sobre a minha.
Cartas aos Céus 19 de Agosto de 2026
