Poemas Bonitos

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O que chamamos de real é o nosso relacionamento com os outros, a experiência comum, a vida partilhada. A essa fase de nossa mente denominamos de consciência.
O sonho é, também, um tipo de consciência que não resulta inteiramente das nossas relações com o mundo exterior.
A consciência vigílica nos dá o ser social. A consciência onírica nos dá um ser ina-
preensível pelos padrões da consciência vígil.
O que é a alucinação, senão um conteúdo onírico objetivado? O sonho não é apenas a explicação simbólica dos nossos recalques: é uma atividade autônoma da mente.
Não será a loucura um sonho de que não se acorda? Um sonho com a aparência de vigília? Os hipnotizados também dão a impressão de que estar conscientes das coisas que os rodeiam.
Vigília é a vida psíquica seletiva. O sonho, parece-nos, é vida psíquica total. O fluxo psíquico entre as mentes parece incessante e a vigília nada mais é do que uma interrupção desse fluxo. O nosso eu é uma perturbação desse processo psíquico total.
Observou-se que o estado de plena vigília não dura mais que um minuto ou dois por hora. Assim, as nossas distrações ou "fugas" da realidade externa são mais freqüentes do que pensamos. Há pessoas que, por deficiência da censura ou controle do ego, permanece, por tempo muito longo, no mundo do sonho. A sua vida vigílica se torna, assim, um hiato no seu universo onírico.
Há um universo psíquico paralelo ao universo físico. Uma forma de percepção que não recolhe seu material do mundo físico, embora manipule com os dados desse universo. Contudo, as experiências do mundo psíquico nem sempre coincidem com as do mundo físico. Há um outro eu, movimentando situações e pessoas que não conhecemos na vida vigílica.

O sonho é o nosso modo
de caminhar sem o corpo.

O corpo pouco nos leva:
somos nós que o arrastamos.

Queremos ver mais que os olhos,
ouvir mais que os ouvidos,
e exercer a onipresença,
em qualquer lugar do mundo.

Doçura.

Eu não suporto imaginar
Que você não vai voltar
E que os dias vão passar
E a saudade aumentar

Mas eu quero te dizer
Que eu espero por você
E que nada vai fazer
Eu te esquecer

De viajar eu sempre gostei
E nelas eu sempre encontrei
Pessoas que admirei
Mas por você me apaixonei

E eu crio poesias
Expressando a alegria
De ter conhecido um dia
A tua anatomia

E a felicidade é saber
Que eu posso te ver
E te dou prazer
Mesmo se tocar em você

Eu te peço minha paixão
Que não alimente ilusão
Que tudo isso não seja em vão
Para não magoar meu coração

Mas se esse sentimento acabar
Eu não vou lamentar
Pois viver é arriscar
E não deixar de sonhar

Saiba que tem onde ficar
Quando minha cidade visitar
Aqui há alguém com quem contar
Uma amiga pra sempre lembrar.

Você magoa uma pessoa que você ama.
Você pede desculpa, pede perdão!
Mas ela resolve te magoar de volta...
Será que é por vingança? Não sei!
Só sei que, no final das contas, você não pode se sentir injustiçado,
Você tem que aceitar... porque ela tem direito.
É assim que funciona...

A Favor da Vida

Hoje acordei com vontade de ficar do meu lado.

Não para travar batalhas ou cobrar mudanças imediatas, mas para me acompanhar com a mesma paciência que a natureza dedica às suas transformações. Há um tempo para a semente repousar na terra, um tempo para criar raízes e outro para romper o solo em direção à luz. Nada acontece antes da hora, e ainda assim tudo acontece.

Tenho pensado que talvez viver seja isso: aprender a cuidar do que cresce dentro de nós. Regar os sonhos sem afogá-los na ansiedade. Podar os excessos sem ferir a própria essência. Reconhecer que algumas folhas caem não porque a árvore está morrendo, mas porque está se preparando para uma nova estação.

Quero me permitir esse cuidado. Quero abrir espaço para os dias simples, para os pequenos recomeços, para as alegrias discretas que muitas vezes passam despercebidas. Quero habitar minha própria companhia sem pressa de chegar a outro lugar.

A vida já carrega movimento suficiente. Ela traz e leva ventos, muda paisagens, aproxima caminhos, apresenta pessoas, recolhe outras. Talvez a beleza esteja justamente em não tentar controlar tudo, mas em manter a porta do coração livre das ferrugens do medo.

O que for verdadeiro saberá chegar. O que for bom encontrará abrigo. E o que não for, seguirá seu caminho como as águas que passam sem permanecer.

Enquanto isso, sigo aqui, cuidando do meu jardim. Não porque espero alguma estação específica, mas porque florescer é uma forma de agradecer pela vida que continua nascendo em mim, todos os dias.

Pessoas de duas caras são como JANUS, ou só lembram do nosso passado para nos acusar ou só olham para o nosso futuro para impedir que cresçamos. Mas se esquecem que vivemos no presente e é aqui que nos aprimoramos e amamos.

12/08/2014 - 01:24

Eu desejo sua presença, mas você não deseja estar, então vou só.
Eu desejo sua presença e você está, mas não está de alma, então prefiro que você não esteja.
No final das contas você nunca está, então não esteja... na minha vida.

Quanto mais negras são as trevas, mais brilham as estrelas.
O amor é como o sol, está sempre brilhando, embora nem sempre percebido.
A noite uivam os lobos, pela manhã os pássaros cantarão.
O sonho é o vento, a atiçar a cada momento, o fogo da conquista.
São nas trevas negrejantes que a luz faz o seu brilhar.
O que o coração não sente, os olhos não choram.
Quando trilhares o caminho do amor, então terás trilhado o caminho da verdade. O amor pode não enxergas todos os motivos, mas atinge ao objetivo, que a verdade, sem o amor, não pode atingir.
Condenar é humano, perdoar é divino.
Todas as barreiras são palhas para as chamas de um grade amor.
É no meio de areia e pedregulhos que se encontram diamantes raros.
A felicidade nasce nos caminhos do coração, quando não deixamos pedras de mágoas nos impedirem de amar.

⁠Incrível como as coisas acontecem do nada em nossas vidas, como pessoas saem de nossas vidas do nada, mas é incrível também como as pessoas surgem, chegam do nada e algumas ficam e consegue te mudar por interior, seu jeito de ser, de pensar, de agir, seus atos, sonhos e planos, e o mais incrível, consegue mudar seu sentimento.
No mundo somos um grupo seleto de pessoas, nas quais você nunca poderá escolher quem vai ser as que vão ou as que ficam, muito menos as que entram ou as que saem em sua vida, mas, as vezes aparece alguém e você pensa que talvez será só mais uma qualquer que chegou, até você se dar conta de que tal é diferente, quando mesmo que de longe você se sente bem só por trocar mensagem com a pessoa, quando você vê que seus pensamentos já não consegue ser em outra coisa/pessoa, quando a pessoa vira sua notificação preferida, quando você simplesmente quer poder dar somente um abraço nela, quando a pessoa vira o motivo do seu sorriso diário, aí talvez já pode ser tarde demais para tentar que não seja um sentimento forte, diferente.
Quando você se dá conta, talvez já era, a pessoa já conseguiu mudar até o sentimento.
A pessoa já se tornou um ser incrível pra você, quando você se dá conta, você só sabe falar dela, só pensa nela e mais nada.
Daí talvez não haverá mais uma solução que não seja se entregar.
Enfim, é incrível como as pessoas se transformam em seres incríveis em nossas vidas e fazem de nós seres incrivelmente apaixonados.

Por causa dos nossos olhos
O mundo é cheio de cores.
E por causa dos ouvidos
O mundo é cheio de sons.
Se as pessoas, de repente,
ficassem cegas e surdas,
o mundo teria cores,
o mundo teria sons?
Quem o testemunharia?

A visão é maior que os olhos:
o real é mais do que o visto.

Os olhos nos prendem à vida,
que é nosso modo de ver.

Na morte, a visão são olhos
de ver em outro lugar.

Há algo imóvel,
que move tudo.

Há o vazio
em todas as coisas.

Há o silêncio
por trás de todos os ruídos.

Há uma essência
comum a todos os seres.

Há o imortal escondido
em todas as mortes.

Há o eterno disfarçado
em todas as aparências
do transitório.

A carne é sonho transitório.
Quando dormimos, voltamos
à nossa essência onírica.
Quando morrermos, seremos
o sonho definitivo
que, um dia, foi homem,
que pensava ser real.

Só os mortos não mudam.
deserdados do futuro,
exilados do presente,
são imagens estéreis,
que não mais se reproduzem.
Só os vivos são férteis,
gerando suas imagens
constantemente no mundo.

O escritor é um médium:
vive vidas não vividas,
personagens que não foi,
memórias alienígenas,
lugares que nunca andou,
dores e amores vários,
o que nunca sofreu ou amou,
tudo escorrendo do braço
para a mão que psicografa
o que jamais escreveu
ou que sentiu ou pensou.

Criação ou adoção
o que escreveu como seu,
filho que nunca gerou?

Escreve-se por escrever,
para brincar com palavras
e inventar absurdos -
importa que sejam belos
ou arrepiem a lógica -
e frases que sejam coisas
diferentes das comuns.

Inventar novas palavras
de semântica imprevista.

Escrever como quem brinca
de desarrumar as coisas
e arrumá-las de outro jeito.

Palavras e só palavras.

Neste caos fraseológico
que mundo pode eclodir?

Os átomos se fizeram homens
para se conhecerem a si mesmos
e tudo o mais que fizeram.

Como homens, pensam que Deus
foi o criador de tudo.

Os átomos enlouqueceram?

A brincadeira nos devolve
a pureza original.

O paraíso é o lúdico.

A inocência perdida
nos condenou ao trabalho.

Só o ócio primordial
é a redenção do homem
que não soube ficar criança.

Aquele que envelheceu,
não sonha mais impossíveis.
Conformado e conformista,
o mundo é o seu cansaço.
Ele é o que já foi
e o futuro será igual.
O passado que não existe
habita o presente morto.
Envelhecemos quando o que fomos
é maior do que o que somos.

Ordem e desordem, portanto, são conceitos funcionais. Caos, para o homem, é tudo aquilo que não se ajusta aos seus padrões de ordem, a esquemas perceptuais inatos ou ad-quiridos.
O caos não existe em si, mas referenciado a um dado sistema. Pensamos que a natu-reza é paradoxal, porque acreditamos na repetibilidade absoluta das coisas. Pensamos que só é verdadeiro aquilo que se repete.
Se o homem permanecer durante algum tempo naquilo que ele denomina de caos, em breve descobrirá uma ordem no caos. A ordem é hábito.