Poemas a um Poeta Olavo Bilac

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O fotógrafo e o poeta.

Um grande fotógrafo entregou sua máquina á um humilde poeta
ele queria saber como é olhar através de um poeta.
ensinou a usá-la e deixou por um dia.
No outro dia foi busca-la
E ao examiná-la
O fotógrafo ficou admirado com belas imagens do cotidiano
e perguntou :_como você conseguiu capturar admiráveis imagens ???
e o humilde poeta respondeu
_simples meu amigo a beleza esta em tudo...
Em todos... Basta você treinar no seu dia a dia o olhar
e a real beleza surgira do lugar
que menos você espera...

Inserida por Jefferson-Amaral

Minha poesia não é popular
Mas pra um poeta
De que isso ia adiantar
Meu coração nunca se preencheu com popularidade
Me sinto completa, em colocar poesia na minha cidade.

Inserida por yohanaperuzzo

Dedico-te.


Queria escrever-te
como se um poeta fosse,
falar das flores,
das sentimentalidades que o amor trouxe.

Que audácia a minha,
querer, em forma de poema
declarar-me a ti, que por si só,
é POESIA.

Inserida por RAFAELSANQUES

aprendi
Coisas de um poeta operário
Em sua vidinha pequena e medíocre
Na solicitude de seu labutar
Nesse cotidiano que sempre sofri⁠

Inserida por Edu110175

⁠QUEM SÃO?

Há muitos e muitos anos, um poeta revoltado
Escreveu Navio Negreiro, pois estava indignado
Com o povo que emprestava a bandeira para cobrir
A infâmia e a covardia que se viam por aqui!
E no palco da cidade, ao som do toque do tambor
Ouvia-se o poeta clamando ao Nosso Senhor:

“Senhor Deus dos desgraçados!
dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”

Quem são estes miseráveis sem acesso a habitação?
Nas praças, sob as marquises
Buscam no lixo seu pão
Quem são? E de onde vieram?
Quem são? E por que miseram?
Quem são? E o que fizeram
Para tal condenação?

Quem são estes que, transportados, piores do que gados, vão?
Subempregados, suburbanos, exaustos na condução
Sem ter moradia digna, nem acesso à educação
Sem saneamento básico, com parca alimentação
Quem são estes cidadãos?
Quem são? Quem são? Quem são?

Tantos anos se passaram, mas tão pouca evolução
Ainda se usa a bandeira para encobrir a inação!
E no centro da cidade, ao som do toque do tambor
Ressoa a voz do poeta, clamando ao Nosso Senhor:

“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”

Inserida por maria_beserra

⁠QUANDO DORME UM POETA

Quando dorme um poeta...
O seu mundo se desmonta
Cerrando a porta secreta
Do que ausculta e aponta...

Tudo em silêncio pleno...
Como o soninho do bebê
Que sempre é tão ameno
Esperando o amanhecer...

E assim... O físico descansa...
Renovando as suas energias
Já a mente... Ao além avança
Na profundeza dos seus dias...
(QUANDO DORME UM POETA - Edilon Moreira, Fevereiro/2024)

Inserida por moreiraedilon_1100186

⁠Entre Salomão e Nietzsche, a Senda do Poeta

Ser poeta não é ser um sábio, embora o poeta caminhe com os olhos cheios de mundo.
Ser poeta é, talvez, saber desviar dos abismos do saber.

Salomão provou de tudo: da carne e do vinho, da justiça e da insônia. Escreveu provérbios como quem grava cicatrizes em pedra. No fim, chamou tudo de vaidade. Mas errou — não porque ousou saborear o mundo, mas porque se esqueceu de manter acesa a lâmpada interior. A sabedoria sem direção vira labirinto. E o poeta não pode se dar ao luxo de se perder.

Nietzsche, por sua vez, levou a lucidez até os ossos. Arrancou o véu de todos os ídolos, inclusive o de Deus. Mas pagou um preço alto: foi vencido por aquilo que desejava superar. Ficou só, dentro da própria mente — uma caverna onde ressoavam apenas os gritos do seu gênio cansado.

Eu não quero ser como Salomão, que confundiu sabedoria com impunidade divina.
E também não quero ser Nietzsche, que confundiu liberdade com exílio da alma.

Quero escrever versos que me mantenham de pé.
Quero uma poesia que não apodreça, que não me transforme num profeta vencido pela própria visão.
Quero a palavra como caminho — não como cova.

Porque a verdadeira maturidade não está em saber tudo, mas em saber o que deixar de lado.
E a verdadeira poesia não nasce do delírio nem da vaidade — mas do silêncio que vem depois de ver demais.

Inserida por EvandoCarmo

⁠⁠CONGRESSO EM ÓRBITA
(por um poeta em Marte)

No púlpito, a voz acadêmica
Simula um fervor de retórica,
Mas tudo que exala é política
Com gosto de névoa catártica.

Promete um país de harmonia,
Com leis de fachada plástica,
Mas trai, na proposta utópica,
A ética em curva pragmática.

Do claustro marciano observo
Os jogos em tela lunática —
Debates que brilham sem verbo,
Em marcha de lógica tática.

A esperança, agora sintoma,
Veste um glamour de crendice.
A Terra adormece em diploma
Assinado por sua mesmice.

E eu — sem consolo ou doutrina —
Risco um rastro que vacila,
Um canto sem lei nem figura,
Brindando ao vazio com tequila.

Inserida por ninhozargolin

⁠O poeta fala de amor enquanto reúne os pedaços de seu coração apaixonado.
Fala da beleza de um sorriso e do brilho radiante nos olhos de quem ama
enquanto enxuga as lágrimas que escorre dos seus
O poeta fala de amor enquanto sofre silenciosamente sua tristeza.
O poeta fala de almas gêmeas mas tem a solidão como sua fiel companheira.
O poeta fala de amor,
e esse é incondicional...

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠O que é a vida vista pelos olhos de um poeta?

---vida!
A vida é aquele raro momento em que faz sentido.
Como uma flor nos primeiros dias da primavera que desabrocha e exala sua fragrância, abrindo-se e revelando sua mais perfeita beleza e propósito.
Como um rio que corre sem parar, esbarra em barracos e curvas sinuosas, mas quando abraça o mar, encontra ali seu propósito, e isso faz sentido.
A vida é aquele passarinho que migra em suas longas jornadas e, de manhã cedo, lá está ele no galho de uma árvore, praticando seu melhor canto.
Esta é a vida, seu verdadeiro propósito.
Como o olhar de um poeta, seus poemas, e a vida, sua inspiração...

Inserida por marcio_henrique_melo

Se um dia eu me tornar um poeta,
Como um grande pensador,
Lhe escreverei lindos versos
Com lindas frases de amor.

Inserida por JoaquimGomesAlves

Autorretrato

A Flávia Ampan

Um poeta nunca sabe
onde sua voz termina,
se é dele de fato a voz
que no seu nome se assina.
Nem sabe se a vida alheia
é seu pasto de rapina,
ou se o outro é que lhe invade,
numa voragem assassina.
Nenhum poeta conhece
esse motor que maquina
a explosão da coisa escrita
contra a crosta da rotina.
Entender inteiro o poeta
é bem malsinada sina:
quando o supomos em cena,
já vai sumindo na esquina,
entrando na contramão
do que o bom senso lhe ensina.
Por sob a zona da sombra,
navega em meio à neblina.
Sabe que nasce do escuro
a poesia que o ilumina.

⁠O poeta também é um filósofo, a poesia é
também uma verdadeira terapia, assim é a
natureza, o universo, e tudo que circula, e leva o ar
– para que o ser respire, e sinta.

Valter Bitencourt Júnior
Passagem: Poesias, 2017.

⁠A alma de um poeta

Poetas, um nome um tanto quanto estranho para quem vê mundos diferentes.

Diz-se poeta aquele que escreve coisas assaz românticas. Mas, a alma do poeta vai além.
Ela é incansável, pois ultrapassar as barreiras postas é um trabalho árduo.

Ela é vigilante, pois até no fechar dos olhos ela está atenta.

Ela também tem seus encantos e mistérios.
Realmente é um mundo à parte, onde são gestadas suas fantasias internas e externas, trazendo à lume, em papéis e tintas, letras escritas com o palpitar de um coração sonhador.

Também é um peso escrever…
Mas, usa-se o peso para esmagar e extrair o melhor de tudo que se vê, tanto com olhos, quanto coração.

A alma também é muito leve. Semelhante a isso, poderei usar como exemplo a flor dente de leão, que voa lépido e fagueiro ao sabor do vento, tendo apenas um local de partida, mas, muitos destinos.

Inserida por thiago_biscarde_nunes

⁠SONETO ENAMORADO

Como na poesia o poeta que é imperfeito
Um canastrão na sua prosa só por amor
Ou quem, por ter cheio de paixão o peito
Vê o poema perder-se no ato de compor

Em mim, por sofrência, fica desamparado
O rito mais solene do desejo do coração
E o meu sentimento eu vejo tão agastado
Vergado numa poética sem ter sensação

Seja o temor então a minha eloquência
Bardo sem a rima de um soneto eleito
Só pra ti, que quer amor em recompensa

Mais que o verso estabanado o tenha feito
Saibas ler a emoção onde esteja imaculado
Canto de amor, em um soneto enamorado

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/08/2021, 11’25” - Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Seja mais poeta!
Seja um grande sonhador competente!
Seja a melhor pessoa
que você possa ser!

Inserida por escritorthiagowinner

⁠Um poema por poeta.



Já não se falam mais naquilo que falamos no passado.

Já não fazemos mais tão bem como fizemos nos velhos tempos.

Mais o horizonte? é vasto,
Cada poema tem seu teor.

Um poema por poeta.
E entre os milhares não devemos sobrejulga-los...

Não podemos mesmo.
Ecrevem-se de tudo,
Desoculpando-se a mente dos inspiradores.

Cultivaram um dia o verbo, Fazer.

Estilos novos e bem elaborados.
Isso é técnica,
Isso é ter a teimosia dentro de si ,de quem quer fazer e faz.

E o colete a prova de balas tem que ser reforçado.

Nas insistências sentimentais virão,
Dentro ou fora de um triângulo ou de um quadrado.

Aos leitores(as) , confrades e confreiras,
Deixo a todos aqui ,
o meu respeito e o meu fraterno abraço....

Gratidão á todos...

Com amor,
Ricardo Melo....

Inserida por JoseRicardo7

Um dia fui poema,
hoje sou a rima escrita,
mas depois apagada
pela borracha do poeta.

Inserida por barbaramelosiqueira

⁠Um poeta está,
Para um poeta,
Um mundo é,
A mente compõe,
A mão escreve,
Diapasão desafinado,

Inserida por Madasivi

⁠Poema furtivo

O poeta ao falar de si fala dos outros,
que cada um tem um quê do outro.
Tudo é como se fosse um amarrio de cordas,
seguidas, compassadas, continuadas.
O poeta ao falar dos outros fala de si,
que cada um outro tem um quê de nós,
cada um vive a vida alheia sem saber
e morre na morte do outro.
O poema, depois de lido,
torna-se impessoal, de todos,
ainda que impregnado de evidências da mão.
O meu seu poema dele não existe.

Remisson Aniceto©

Inserida por RemissonAniceto