Poemas a um Poeta Olavo Bilac
QUEM SÃO?
Há muitos e muitos anos, um poeta revoltado
Escreveu Navio Negreiro, pois estava indignado
Com o povo que emprestava a bandeira para cobrir
A infâmia e a covardia que se viam por aqui!
E no palco da cidade, ao som do toque do tambor
Ouvia-se o poeta clamando ao Nosso Senhor:
“Senhor Deus dos desgraçados!
dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”
Quem são estes miseráveis sem acesso a habitação?
Nas praças, sob as marquises
Buscam no lixo seu pão
Quem são? E de onde vieram?
Quem são? E por que miseram?
Quem são? E o que fizeram
Para tal condenação?
Quem são estes que, transportados, piores do que gados, vão?
Subempregados, suburbanos, exaustos na condução
Sem ter moradia digna, nem acesso à educação
Sem saneamento básico, com parca alimentação
Quem são estes cidadãos?
Quem são? Quem são? Quem são?
Tantos anos se passaram, mas tão pouca evolução
Ainda se usa a bandeira para encobrir a inação!
E no centro da cidade, ao som do toque do tambor
Ressoa a voz do poeta, clamando ao Nosso Senhor:
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”
QUANDO DORME UM POETA
Quando dorme um poeta...
O seu mundo se desmonta
Cerrando a porta secreta
Do que ausculta e aponta...
Tudo em silêncio pleno...
Como o soninho do bebê
Que sempre é tão ameno
Esperando o amanhecer...
E assim... O físico descansa...
Renovando as suas energias
Já a mente... Ao além avança
Na profundeza dos seus dias...
(QUANDO DORME UM POETA - Edilon Moreira, Fevereiro/2024)
CONGRESSO EM ÓRBITA
(por um poeta em Marte)
No púlpito, a voz acadêmica
Simula um fervor de retórica,
Mas tudo que exala é política
Com gosto de névoa catártica.
Promete um país de harmonia,
Com leis de fachada plástica,
Mas trai, na proposta utópica,
A ética em curva pragmática.
Do claustro marciano observo
Os jogos em tela lunática —
Debates que brilham sem verbo,
Em marcha de lógica tática.
A esperança, agora sintoma,
Veste um glamour de crendice.
A Terra adormece em diploma
Assinado por sua mesmice.
E eu — sem consolo ou doutrina —
Risco um rastro que vacila,
Um canto sem lei nem figura,
Brindando ao vazio com tequila.
O poeta fala de amor enquanto reúne os pedaços de seu coração apaixonado.
Fala da beleza de um sorriso e do brilho radiante nos olhos de quem ama
enquanto enxuga as lágrimas que escorre dos seus
O poeta fala de amor enquanto sofre silenciosamente sua tristeza.
O poeta fala de almas gêmeas mas tem a solidão como sua fiel companheira.
O poeta fala de amor,
e esse é incondicional...
O que é a vida vista pelos olhos de um poeta?
---vida!
A vida é aquele raro momento em que faz sentido.
Como uma flor nos primeiros dias da primavera que desabrocha e exala sua fragrância, abrindo-se e revelando sua mais perfeita beleza e propósito.
Como um rio que corre sem parar, esbarra em barracos e curvas sinuosas, mas quando abraça o mar, encontra ali seu propósito, e isso faz sentido.
A vida é aquele passarinho que migra em suas longas jornadas e, de manhã cedo, lá está ele no galho de uma árvore, praticando seu melhor canto.
Esta é a vida, seu verdadeiro propósito.
Como o olhar de um poeta, seus poemas, e a vida, sua inspiração...
Se um dia eu me tornar um poeta,
Como um grande pensador,
Lhe escreverei lindos versos
Com lindas frases de amor.
Autorretrato
A Flávia Ampan
Um poeta nunca sabe
onde sua voz termina,
se é dele de fato a voz
que no seu nome se assina.
Nem sabe se a vida alheia
é seu pasto de rapina,
ou se o outro é que lhe invade,
numa voragem assassina.
Nenhum poeta conhece
esse motor que maquina
a explosão da coisa escrita
contra a crosta da rotina.
Entender inteiro o poeta
é bem malsinada sina:
quando o supomos em cena,
já vai sumindo na esquina,
entrando na contramão
do que o bom senso lhe ensina.
Por sob a zona da sombra,
navega em meio à neblina.
Sabe que nasce do escuro
a poesia que o ilumina.
O poeta também é um filósofo, a poesia é
também uma verdadeira terapia, assim é a
natureza, o universo, e tudo que circula, e leva o ar
– para que o ser respire, e sinta.
A alma de um poeta
Poetas, um nome um tanto quanto estranho para quem vê mundos diferentes.
Diz-se poeta aquele que escreve coisas assaz românticas. Mas, a alma do poeta vai além.
Ela é incansável, pois ultrapassar as barreiras postas é um trabalho árduo.
Ela é vigilante, pois até no fechar dos olhos ela está atenta.
Ela também tem seus encantos e mistérios.
Realmente é um mundo à parte, onde são gestadas suas fantasias internas e externas, trazendo à lume, em papéis e tintas, letras escritas com o palpitar de um coração sonhador.
Também é um peso escrever…
Mas, usa-se o peso para esmagar e extrair o melhor de tudo que se vê, tanto com olhos, quanto coração.
A alma também é muito leve. Semelhante a isso, poderei usar como exemplo a flor dente de leão, que voa lépido e fagueiro ao sabor do vento, tendo apenas um local de partida, mas, muitos destinos.
SONETO ENAMORADO
Como na poesia o poeta que é imperfeito
Um canastrão na sua prosa só por amor
Ou quem, por ter cheio de paixão o peito
Vê o poema perder-se no ato de compor
Em mim, por sofrência, fica desamparado
O rito mais solene do desejo do coração
E o meu sentimento eu vejo tão agastado
Vergado numa poética sem ter sensação
Seja o temor então a minha eloquência
Bardo sem a rima de um soneto eleito
Só pra ti, que quer amor em recompensa
Mais que o verso estabanado o tenha feito
Saibas ler a emoção onde esteja imaculado
Canto de amor, em um soneto enamorado
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/08/2021, 11’25” - Araguari, MG
Um poema por poeta.
Já não se falam mais naquilo que falamos no passado.
Já não fazemos mais tão bem como fizemos nos velhos tempos.
Mais o horizonte? é vasto,
Cada poema tem seu teor.
Um poema por poeta.
E entre os milhares não devemos sobrejulga-los...
Não podemos mesmo.
Ecrevem-se de tudo,
Desoculpando-se a mente dos inspiradores.
Cultivaram um dia o verbo, Fazer.
Estilos novos e bem elaborados.
Isso é técnica,
Isso é ter a teimosia dentro de si ,de quem quer fazer e faz.
E o colete a prova de balas tem que ser reforçado.
Nas insistências sentimentais virão,
Dentro ou fora de um triângulo ou de um quadrado.
Aos leitores(as) , confrades e confreiras,
Deixo a todos aqui ,
o meu respeito e o meu fraterno abraço....
Gratidão á todos...
Com amor,
Ricardo Melo....
Poema furtivo
O poeta ao falar de si fala dos outros,
que cada um tem um quê do outro.
Tudo é como se fosse um amarrio de cordas,
seguidas, compassadas, continuadas.
O poeta ao falar dos outros fala de si,
que cada um outro tem um quê de nós,
cada um vive a vida alheia sem saber
e morre na morte do outro.
O poema, depois de lido,
torna-se impessoal, de todos,
ainda que impregnado de evidências da mão.
O meu seu poema dele não existe.
Remisson Aniceto©
Andão dizendo que sou um poeta ,,
Que Minha rima é promessa,,
Mais Tudo tem o por que?🥰
Veja😍
Eu me apaixonei por você ,,😍
Por essa Garota ,,😍
😍que fez meus pensamentos acontecer😍😍
É pode crê,, tudo que ti digo é pra valer 😍😍
Descrever você é um prazer,,😍😍
SER POETA E SER POÉTICO
Ser poeta e ser poético dentro de um sonho de arte
Que, aureolando a melodia e harmonizando a prosa
Deixa aquele integral senso quando este se biparte
Em afeto e dor, numa só sensação, a sutileza da rosa
Emoção. Eis o que faz amar-te, eis o que fez apreciar-te
Inspiração pura, entregue ao criador de mão laboriosa
Que amplia, cria, que a manufatura e leva a toda parte
Do amor, intérprete do coração, lhano num esplendor
Talvez a imaginação é tanta, ante a tanta imaginação
Sente tanto sentimento, o travador, esse ser dialético
Que ri e chora, e que sempre está cheio de fascinação
Sussurros guaiam do estro, num entusiasmo frenético
Devaneios suspiram, respiram, e d’alma estruge ilusão
Dentro de um sonho de arte de ser poeta e ser poético
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12, setembro, 2021, 11’27” – Araguari, MG
Palavras de um Poeta
O poeta é sensível
Sente de forma irrepreensível
Ele tenta descrever por meio dos versos
Mesmo sabendo que letra nenhuma conseguiria mostrar esse universo
Mas ele continua tentando achar
Alguma rima para poder se expressar
Ele usa a palavras mais tristes para descrever amor
As mais felizes para descrever a dor
Do falso amor nasce tristeza
Da verdadeira dor nasce aprendizado
É um ciclo de madureza
Que nos torna melhores soldados
Porque na guerra da vida
Temos que estar em alerta
Um dia será a nossa ida
Portanto viva em busca das palavras certas
"o poeta é um fingidor"
sim, mas nem sempre.
as vezes ele transforma a dor,
a dor que deveras sente,
em versos sem pudor
que despidos de filtros
no papel, a flor,
esquece que tem espinhos.
- nem sempre foi fingido
Poeta pensador.
Como Poeta brasileiro...
E Acoplado com a ilusão...
Fiz na minha poesia...
Um gabarito bem pensado...
Rara é a trama...
E dei a ela...
O dom da automatização...
As marchas fui trocando com a manopla da minha imaginação...
Promovi então...
A rasura que recomendei...
Dando luz em algumas fotos...
O perfil ficou relevante...
Recusei pinturas...
Recusei maquiagens...
Tinham cremes...
E aperfeiçoei com a modelagem
Entre meus poemas...
Muitos tiveram Erros e Acertos...
Levantei então a cabeça...
Superando a força do fracasso...
De repente....
Entre eu e o poema...
Tivemos um relacionamento sério...
Mas ao mesmo tempo...
Super abusivo....
E como mero poeta pensador...
Fica aqui esse tema...
Na trama automatizada....
Do gabarito que pensei...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
