28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida
SOZINHO AQUI
Na minha infância morando na roça
Agente namorou pegados na mão
Em meio às rosas e a poeira do chão
Eu te beijei foi a despedida
No seu intercâmbio perdemos contato
Pra relembrar olhava seu retrato
Hoje ela voltou, quase nem acreditei
Se tornou um mulherão
E eu continuo com a mesma paixão
Olhando pela janela ela passou num carrão
Com o vidro aberto disparou meu coração
Ela me viu com um abraço aperta ela sorriu
Me apresentou o marido e os filhos
Vou continuar vivendo mais parece que morri
Foi um choque no meu peito porque nunca te esqueci
Você casou com outro e eu sozinho aqui
Sem querer olhei o calendário
Ta marcado a data que agente se conheceu
Foi um sinal do espaço
Você tão perto de mim se esqueceu
Vou continuar vivendo mais parece que morri
Foi um choque no meu peito porque nunca te esqueci
você casou com outro e eu sozinho aqui.
A infância
Sempre recordamos nossas infâncias
Lembramos das flores
E encaixotamos as dores
Negligenciadas
As flores
Murcham
Apodrecem
E morrem
Quase sempre solitárias!
Já aquelas dores...
Inquietas
Naquela caixinha
Tão apertada
Crescem
Consomem
Matam
Mas nunca morrem!
Minha aldeia e dique!
Em ti fui criança!...
Sem ter, infância.
Quando, aos seis anos, vim de Monchique.
Meus amigos, oh Montes de Alvor!
Não foram, teus meninos, que me batiam,
Sem a Deus, terem temor!
Nessa escola, onde os gritos de Maria Emília, entoavam.
Mas meus amigos, foram:
As hortas, com as batatas…
E o milho, que meus pais, semeavam.
Montes de Alvor! Montes de Alvor!
Foram ainda, as tourinas vacas.
Sim tu aldeia! Dos meninos sem amor!
Infância
Há quem diga que o Novo Testamento não faz alusão ao período da infância de Jesus Cristo. Claro que não é feita qualquer referência à infância do Senhor! Tudo isto deve-se a uma razão, que é o fato do ministério de Jesus Cristo, ter-se iniciado quando Jesus Cristo tinha 30 anos. Não era conveniente falar da infância do Senhor, pois isso não estava no plano de Deus! E aqui, não há que apresentar contestações, pois simplesmente Deus não quiz falar no assunto. O ministério do Senhor começou depois dele ter sido batizado no rio Jordão, portanto só este período tinha que ser referido. Por isso vão aparecer evangelhos apócrifos e gnósticos, que querem contar alguma coisa, sobre este período, mas que não contam nada de verdade, já que Deus os impediu de dizerem a verdade. Simplesmente o que estes escritos contam, não está em acordo com os livros canónicos! Depois falam estes livros de um Jesus Cristo, sem autoridade e um Jesus místico, (feiticeiro) que não se identifica com o Jesus dos verdadeiros evangelhos. Deus não queria que se falasse nada desse período! O que se tinha de saber referente a este período, foi Deus que contou. Os evangelhos canónicos falam um pouco sobre o menino Jesus Cristo. Fazem estes escritos uma alusão ao nascimento de Jesus Cristo e à Idade de 12 anos do Senhor. Só nos contam estes aspectos. Mais que isto não interessava, por isso não se fala neste assunto!
Assim é a vida;
Não dá para lamentar uma época que passou, a infância ou a juventude, ou lamentar uma época que chegou, a vida adulta ou a velhice!
Ou a gente envelhece ou morre jovem;
A vida não é um jogo e não temos um controle;
Depois do Start a vida segue...Sem Pause, só Game Over.
Nas lembranças de infância, a festa junina se aninha,
Com quadrilhas da escola, em dança tão fina.
A fogueira crepita, um convite à alegria,
Enquanto o milho cozido nos remete à magia.
Fantasias de caipirinhas, em cores e retalhos,
Entre risos e brincadeiras, ecoam nos galhos.
As comidas típicas, oh, que saborosa sina!
Pamonha, canjica, e a doce cocada divina.
Faz parte da nossa cultura, raiz tão profunda,
Em cada canto do Brasil, a tradição se inunda.
De junina a julina, a festa se estende,
Unindo o país inteiro, como se tudo entende.
O tempo traz o friozinho, de outono a inverno,
Aquecendo os corações, em calor tão terno.
É a festa junina, com seu encanto peculiar,
Que nos faz recordar e sempre celebrar.
Nasci em janeiro,
e em fevereiro vivi a infância,
março me levou à escola,
abril viu o fim do ensino primário.
Maio trouxe o ginásio,
junho, o colegial,
e o curso técnico,
finalizei com o coração aberto.
Julho, trabalho de sol a sol,
agosto, salário e sonhos,
cursinho pago, faculdade iniciada,
outubro trouxe a reprovação,
novembro, a força para continuar,
dezembro, a formatura e a conquista.
E o que veio depois,
eu ainda não sei.
Hino Nacional.
Eu tenho orgulho em ter estudado na minha infância e adolescência em uma escola publica no meu bairro, que na aula de OSPB, a professora nos ensinou a cantar o hino , além do significado de cada palavra e expressão.
Hoje com muito mais informações, com ferramentas tecnológicas, com o imediatismo das informações, a maioria das pessoas não procuram e ou não querem aprender.
INFÂNCIA PERENE
Quem me dera ter ficado,criança para sempre.
Observaria com cuidado, da janela do tempo, aqueles que seguiriam em frente.
Conduzindo os seus fardos, carregados de pecados de uma vida descontente.
Hó infância perene,de alma pura e de mente.
Desconhecerias as agruras que a vida traz pra gente.
Cícero Marcos
UM QUADRO DA INFÂNCIA
Sem mostrar resistência a essa vontade
de visitar os tempos de criança,
ponho na mão meu livro de saudade
e folheio lembrança por lembrança.
O olhar de minha mente assim me invade
a infância por inteiro, e logo alcança
uma linda menina da cidade,
loura, de olhos azuis e fala mansa.
Foi ela, certo dia, sol já posto,
que, após eu mal pisar sua calçada,
parou-me, com as mãos prendeu-me o rosto,
esfregou sua boca em minha boca,
e em seguida, saiu em disparada
para dentro de casa, como louca...
Saudade da Infância na fronteira de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.
Na simplicidade dos dias passados,
A família reunida, sorrisos partilhados.
Festas e encontros, boa conversa,
Histórias, causos, lendas que a alma dispersa.
Piadas e anedotas, risos sem fim,
Cada um contando sua história, assim.
Do tempo de criança, da juventude vivida,
Saudade de quem partiu, memória querida.
Avós, pais, primos e tios,
Tempo bom de alegria, momentos gentis.
Na memória, gravadas histórias,
De um tempo que passou, mas deixou suas glórias.
Crônica da Fronteira: Saudades de um domingo qualquer da infância!
Por: Prof. Me. Yhulds Bueno
Era um domingo como tantos outros, mas ao mesmo tempo, único. Acordávamos com o cheiro do café fresco e o som das risadas que ecoavam pela casa. O sol brilhava lá fora, convidando-nos para mais um dia de aventuras. Não havia preocupações, apenas a inocência de viver cada momento intensamente.
Os domingos eram especiais porque a família estava toda reunida. Pai, mãe, irmãos, e a visita tão esperada à casa dos avós. Lá, os tios e primos já nos aguardavam, e a alegria era contagiante. As brincadeiras de rua começavam cedo, com corridas, esconde-esconde e tantas outras invenções que só a criatividade infantil podia proporcionar.
Ao meio-dia, todos se reuniam em volta da mesa grande e farta. O almoço era um banquete, não só de comida, mas de histórias, piadas e anedotas. Cada um tinha algo a contar, e as risadas eram garantidas. Era um momento de celebração, de união, onde cada detalhe fazia aquele domingo ser inesquecível.
Depois do almoço, mais brincadeiras, agora no quintal, sob a sombra das árvores. Os adultos conversavam, enquanto as crianças continuavam a explorar o mundo ao seu redor, sem pressa, sem preocupações. O tempo parecia parar, e a felicidade era simples e pura.
Hoje, esses domingos são apenas lembranças. A saudade aperta o peito ao lembrar daqueles que já não estão mais aqui, dos que seguiram seus próprios caminhos, agora cheios de responsabilidades e deveres. A infância ficou para trás, junto com o colo da mãe, o abraço do pai e a companhia dos parentes que hoje são apenas memórias.
Mas, ah, que bons tempos eram aqueles domingos qualquer. A saudade é grande, mas as lembranças são um tesouro que guardamos com carinho, revivendo cada detalhe em nossos corações.
Prof. Me. Yhulds Bueno
VoAndo
No meio das minhas dores, desde tenra infância, eu fingia ter asas, pensava que era capaz de voar dali, e abandonar os seres terrenos que me machucavam.
No passar do tempo, no muito alçar vôos, enfrentar tempestades, perder penas e afiar as garras, meu ser voador preferiu as alturas. No alto era mais fácil bater as asar e ver despencando dissabores, traições, e deixar cair da plumagem as lágrimas contidas, as cascas das feridas, e lá esperar cicatrizar as carnes rasgadas pelas pedradas.
Aprimorei os sentidos, no alto.
Aprendi ver melhor, conviver com os infortúnios, e seguir o fluxo da ventania para relaxar.
Tracei rotas para as fugas, conheci desfiladeiros, grutas e cavernas, sempre mirando do alto, almejando o pouso certeiro, longe das presas, trazendo no bico cura para os doentes, liberdades para os cativos, carinho aos solitários, alegria para os tristes...e para os abandonados, que caminhavam a esmo, ensinava voar comigo, já que pleno vôo, o câncer não podia nos alcançar. Nem incredulidades, falta de fé, falta do amor.
Em liberdade de vôo, minha melhor companhia chama se milagres!!
G.M.
Eu paro ao reto,
Vejo um mar de memórias,
Memórias da minha vida,
Minha infância,
Minha existência,
Em num lugar só,
Esse mar me sufoca de nostalgia.
A luz solar pintar as paredes de ouro,
Pintar esse pequeno lar,
que és meu mundo.
O calor dessa pintura,
É o calor da minha infância.
Iluminado as paredes, os tetos e o chão,
Que é uma homenagem para minha infância.
✍️
"Toda e qualquer infância,
tem direito a um best seller, afinal é história
acompanhada de poesia!"
***
(Francisca Lucas)
FELIZ ANO NOVO
Lembro da minha infância
no meu Belém do Pará
na véspera de ano
passavamos o dia todo
nos postes a tocar!
Brincavamos nas calçadas
na rua de minha casa
eram instantes fugaz
até que os fogos anunciavam
um novo ano a chegar!
Nossas mãos se entrelaçavam
nossos corações batiam forte
mais um ano que ficou para trás!
Eram então servidas as ceias
todas as familias a festejar
um novo ano que chega
esperanças de paz
saúde
amor
nosso reveillon particular!
Éramos todos meninos
muito felizes
hoje volto a recordar
que nossa vida seja tão bela
e que todos os dias
sejam festa
como em Belém do Pará!
"Interessante perceber que nossa infância era bem melhor, mesmo lembrando que ser adulto era o que mais queríamos naquela época. Uma coisa é certa: não devemos abandonar a criança que existe em nós!"
-Aline Lopes
INFÂNCIA
Quem sabe um dia eu voltarei
Para terra onde eu nasci
Reviver minhas lembranças
De quando eu era criança
Do bom tempo que eu vivi
Quem sabe um dia eu voltarei
A morar no lugar onde cresci
Matar aquela saudade
Das brincadeiras
De todas as tardes
Que me fazia feliz
Quem sabe um dia eu voltarei
A pisar nesse chão
E sentir na pele a infância
Daquela boa lembrança
Que ficaram no coração
Quem sabe um dia eu voltarei
Para minha terra amada
Um lugazinho hospitaleiro
De um povo humilde e verdadeiro
Uma nação apaixonada
Quem sabe um dia eu voltarei
Para aquela terra encantada
Meu mocambo do Arari
Tenho muito orgulho de ti
Minha cidade abençoada
Quem sabe um dia eu voltarei
Sentir a Terra molhada desse chão
De quando choveia na estrada
Que boa a sensação
De sentir no coração.
Quem sabe um dia eu voltarei
Se não fosse o Senhor!
Se não fosse o Senhor,
Na minha infância, meguardando.
Eu não sei o que teria sido
de mim.
Hoje já estou velho, masainda sim : Sinto
Deus, cuidando de mim.
Passei pelo vale da sombra da morte,
Quem me viu, não acreditava,
que do vale da sombra da morte,
o Senhor mim livrava.
Eu venci um câncer maligno, depois de
uma oração de imposição de mãos.
Que estava na base da língua, e Deus
ouviu a oração, que foi feita em silêncio
sem chamar atenção.
Sete de novembro, de dois mil e quatroze,
o milagre aconteceu, na Catedral da Benção,
tudo pra Glória de Deus.
Deus abençoe ao bispo, o seu servo Daniel,
que tem por sobre nome Oliveira, o profeta de Israel.
O Israel, de Deus somos nós, porque ele nos amou, nos danado a Jesus Cristo, o nosso eterno Salvador.
O FLAMENCO DA POVEIRA
Como ela dançava e cantava o flamenco
Nas praças da minha infância,
À compita com Juvenço
Moço tropa de bota alta
Tipo peralta,
Mas homem sem substância.
Rodopiava louca
E batia em sincronia
O tacão
Dos sapatos da ilusão
E cantava com voz rouca,
Já com energia pouca,
Nos tempos de servidão.
Emília, a ti Poveira,
Mulher de raça
Sem trapaça
E dos copos
Só, sem tremoços,
Que a esmola não dava trocos
Para mais que o copito
Absorvido
Engolido
De súpeto
Feito ímpeto
Na garganta ressequida,
Ferida,
Naquela tarde de esfolar o pito.
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 30-07-2022)
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