Pau
Chutar o pau da barraca é coisa para os fracos. O negócio agora é meter o pé na coluna central do edifício. Quem derrubar primeiro ganha. E, quem vencer, terá que sobreviver quebrado.
Chutar o pau da barraca coisa é para os fracos do passado, da época dos acampamentos. Hoje, a maior demonstração de virilidade é chutar a coluna do edifício e correr para não morrer soterrado. Detalhe: com o pé quebrado, se conseguir ou não fazer desmoronar a estrutura.
Chutar o pau da barra é coisa para os fracos da minha geração de acampamento. Hoje, para dialogar com a geração Z, com etaristas, mercantilistas, e geração nem-nem; às vezes, é preciso chutar a coluna do prédio. O problema é quebrar o pé e ter que correr para não morrer soterrado.
Do chão sofrido, com a poeira batendo no rosto, eu lembrava cada gemido do velho pau de arara. Era sede e dor, fome e desespero, e mesmo assim, no meio de tudo — um sorriso teimava em durar quase o dia inteiro.
Olho pela janela
e o mundo respira devagar.
O vento conversa com as árvores
e o tempo parece pausar.
Há silêncio no céu cinza,
há promessa no raio de sol,
e aqui dentro,
uma alma que aprende a enxergar.
Não vejo só ruas e nuvens,
vejo memórias, vejo paz.
Vejo a vida dizendo,
com doçura: “ainda é capaz.
Do chão sofrido, a poeira batendo na cara, eu lembro de cada gemido do velho pau de arara.
Era sede e dor, fome e desespero, em meio a tudo um sorriso, que durava quase o dia inteiro.
Nossa pátria adorada,
Nossa terra amada,
salve o Pau Brasil,
Salve,
Ei,
Viva o Pau Brasil,
Salve a vergonha nacional,
Salve-nos,
Quatro pedaço de pau
Sob o céu azul
Levantei quatro pedaço de pau
Pus um teto azul do céu
E nela com a família eu entrei!
Fui caçar no mato o que comer
Num rio um peixe eu fisguei...
Lá fora uma fogueira acendi
Pra do frio nos aquecer,
E o peixe também assei
A família chamei ao ar:
- Venham comer!
E todos felizes vieram ceiar
A cabana chamei de casa
Ainda de olho na brasa
Uma canção eu cantei
Levantei as mãos pro céu
E ao meu Deus feliz, agradeci
Para muitos, tudo isso é muito pouco
Mas, um dia já fui ambicioso e louco,
Estressado e na soberba me perdi
A família o dia inteiro
Viviam brigando por bens e dinheiro
Foi então que decidi...
E de tudo me desfiz
Larguei tudo da cidade grande
Pra's minhas raízes eu regressei
No mesmo lugar onde nasci
Ganhei a liberdade
Redescobri a felicidade
Abracei a terra de tanto verde
E na natureza me refiz
Quem diz que sou santo do pau oco,
que sou falso e que sou anormal,
não me conhece nem um pouco
e tudo o que diz está errado.
É que santo não tem pau:
nem oco, nem recheado.
Estou pensando nos políticos !
Estou pensando nos políticos,
tremenda cara de pau.
Desce bielas e sobem sarjetas,
apertam as nossas mãos,
dão beijos e abraços.
Depois de eleitos, nos pirraçam,
com tantos impostos para pagar
agora me digam: Quem vai nos ajudar ?
A panelinha já está fervendo,
fazem promessas que nunca irão cumprir.
Depois de eleitos seus assessores nunca irão
deixar, na porta do gabinete você se aproximar,
alegando que o seu candidato não estar.
Nos pleitos vejo muito beijos e abraços,
andam com o povão, bebem água em suas canecas, tomam cafézinho e aceitam até tira-gosto, depois o que eles fazem ?
Lavam bem às mãos e esfregam bem o rosto.
LEMBREI DE MIM🕐
Eu rimei assim
e falei pra mim:
Permaneça em paz
e se fortaleça mais!
Paulo Marcelo Braga💌✍️🥰👍
(Belém, 18/03/2022) ⌛🕙💫
Estou pensando nos políticos !
Estou pensando nos políticos,
Tremenda cara de pau,
Desce bielas e sobem sarjetas,
Apertam a mão do povo, dar
beijos e abraços, depois de eleitos,
eles os pirraçam, com tantos impostos,
para os pagar, agora eu quero saber:
Quem vai os ajudar ?
A panela estar sempre fervendo,
Fazem promessas, que nunca irão cumprir,
Depois que estão eleitos, os seus acesoures,
nem no gabinete, vai deixar você se aproximar,
alegando que seu candidato não estar.
Uma vez Pinóquio um sujeitinho cara de pau, alias virado em madeira e com um coração de igual material, mas ao contrario do que pensavam, não era oco. Quando batia dava até eco, mas não era oco. Um dia uma cupinzinha linda se aproximou do Pinóquio, foi amor a primeira mordida. Ela sentiu o cheirinho de um pot-pourri de madeiras diferentes, pois ele era feito de diversas experiências, tinha carvalho, pinheiro, dedinhos de mogno, enfim tinha experiências de varias vidas, centenas de primaveras, verões e até invernos. E ele viu nos olhos dela nela o brilho de alguém especial, ela parecia ver além da superfície e ele assim, se apaixonou. Mas foi um amor que logo foi consumido, corroeu ele por dentro e ela só via ele e foi fundo na relação não via mais nada, não fazia mais nada. E por mais que ela o amasse as mordicadinhas do dia a dia, destruíram ele até que lá no coração que até então não era oco, foi ficando e ali ela, conformada, fez morada. E um dia aconteceu, aquele coração um dia parou de bater, até tinha vida dentro, mas o som era oco...não tinha mais amor...nem o cheirinho de mogno que outrora encantava as pessoas. Assim como uma fábula qualquer a moral vem depois, concluída em verso, prosa ou até numa rima pobre como um amor de um boneco de pau por uma cupinzinha querida que acabaram confortavelmente até felizes, mas sem vida. Dos amores que a vida presenteia não fique com todos pois as vezes o melhor é que todos fiquem com ele.
Sou o pau torto e enrugado que não teve preguiça de crescer.
Sou A distância entre irmãos, que aumentou após um morrer.
Sapo-cururu, bicho “feio” e asqueroso, feito assim para ninguém comer.
Sou flor bela e mau cheirosa que só abri a noite para ninguém vê.
Sou A culpa do acidente que ti atormenta a vida ao amanhecer.
Sou "parafuso" sem rosca que só terá função, se alguém na minha cabeça bater.
O cachorro que cai do caminhão de mudança, que cheira o mundo desorientado sem nada entender.
A marionete do fracasso, que sem um animador, está jogada numa caixa qualquer esperando o cupim comer.
Sou bicho do mato que, só come o que caça, só caça o que se come, para assim sobreviver.
Sou lenha verde que alimenta a caldeira, que canta ao queimar, sem plateia, sem aplausos, apenas para um forno aquecer.
Sou a primavera sem flor, o lombo do animal acariciado pelo chicote, a lágrima não percebida, sou a grandeza do mundo, sou os males da vida.
A mentira tem cara de pau e lavada. Ouvidos moucos e nariz de pinóquio. Estória de pescador.
Perna curta e cabeça oca. Coração de gelo e miopia intelectual. Estômago de avestruz. É iludida se ilude.
Mas, é criativa e tem boa memória: uma puxa outra maior ainda.
SANTO DO PAU OCO
As pessoas estão esbanjando santidade sem ter santidade nenhuma. Ficam querendo mostrar a santidade de Deus, mas não manifestam a própria santidade na vida.
O que Deus quer que elas façam elas não estão fazendo, e o que Deus não quer que elas façam elas estão fazendo. E pensam que estão certas. Dizer que Deus é Santo é muito fácil; praticar a santidade que Deus ensina não é qualquer um que quer fazer ou que está pronto para fazer.
Ninguém pode sondar a mente de Deus. Os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos e os caminhos de Deus não são os nossos caminhos, diz a escritura.
Portanto, em vez de ficar mostrando os atributos de Deus para as pessoas como forma de parecer santo, pratique o que Deus ensina em seus atributos para que verdadeiramente adquira a verdadeira santidade diante de Deus que é mais importante do que parece ser santo diante dos homens.
Deus aprova aquele que realmente se preocupa em fazer a vontade dele, mas reprova totalmente aquele que busca fazer a vontade do homem e agradar o homem em vez de fazer a vontade de Deus e de agradar a Deus.
O verdadeiro cristão não fica criticando coisas e pessoas sem saber; antes, primeiro ele busca saber, pois sabe que não se deve julgar nada sem conhecimento de causa porque isso implicaria em cometer juízo temerário (Mt 7:13-14), um pecado diante de Deus.
Agora não preciso mais mostrar o pau e matar a cobra.
Eu só levanto o nível da vara, quando me sinto ameaçado. É um risco iminente de derrota, mas a diversão da competição estará garantida. E, competir é o que importa para a diversão. Ou, não?
