Coleção pessoal de raimundo_moura_fernandes

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Um dia me disseram que o mundo ia acabar. E não é que eu acreditei?

O que é a dúvida? É a linha tênue entre o agir e o não agir

Errar, errar e errar faz parte da vida; mas continuar errando, sem aprender, já dizia o poeta, é burrice

A idiotice mata! Às vezes, não de uma vez, mas aos poucos, cada vez que alguém insiste em não aprender

Esta cidade virou uma alcateia de babões: muitos uivam para o poder, poucos têm coragem de enfrentá-lo

O justo pagará um preço alto pela sua justiça, porque nem sempre fazer o certo é o caminho mais fácil

Depois dos 40, é choro e ranger de dentes — a vida começa a cobrar juros das escolhas que fizemos.

O tempo vai te ensinando a contar suas dores e seus dias; algumas histórias a gente aprende a contar só depois de vivê-las.

Uma língua grande, até dentro da família, pode transformar pequenas palavras em grandes problemas.

A vida foi, é e será. O que muda é a maneira como escolhemos atravessá-la

O político que só escuta os bajuladores começa a confundir aplauso com realidade — e, quando percebe, já está em ruínas.

Em tese, ser amigo do rei pode ser melhor do que ser o próprio rei; o amigo aconselha, enquanto o rei carrega o peso das decisões.

O que é o amor? Não sei responder. Mas, quando eu descobrir, volto aqui para contar.

⁠Lhe falta paciência e sobra ausência

A natureza vêm dando suas respostas a insanidade humana. ⁠

Prometeu mudança, entregou arrogância ⁠

O vazio também ocupa espaço ⁠

⁠Do chão sofrido, com a poeira batendo no rosto, eu lembrava cada gemido do velho pau de arara. Era sede e dor, fome e desespero, e mesmo assim, no meio de tudo — um sorriso teimava em durar quase o dia inteiro.

Às vezes a dor tem cores vivas.

⁠Daquele poleiro enferrujado, a tradição ecoava os ecos de um tempo esquecido, suas penas tremulando ao ritmo do vento seco, como se ultrapassasse minha história, como se em cada frio errante guardasse um segredo enterrado sob as rachaduras deste suor que respira fadiga.

Meus irmãos, herdados da espera, seguram o ar como se pudessem abraçar a ausência e dar-lhe uma forma de esperança. E, no entanto, em meio à pausa, o sorriso persistia, forte como o sol que nunca desiste.

Porque às vezes a dor tem cores vivas, e a memória se refugia nos sons da pluma envelhecida, como se o papagaio e o eu, das almas partidas, fosse o mesmo reflexo de um mundo que insiste em cantar, mesmo de luto.