Coleção pessoal de raimundo_moura_fernandes
Errar, errar e errar faz parte da vida; mas continuar errando, sem aprender, já dizia o poeta, é burrice
A idiotice mata! Às vezes, não de uma vez, mas aos poucos, cada vez que alguém insiste em não aprender
Esta cidade virou uma alcateia de babões: muitos uivam para o poder, poucos têm coragem de enfrentá-lo
O justo pagará um preço alto pela sua justiça, porque nem sempre fazer o certo é o caminho mais fácil
O tempo vai te ensinando a contar suas dores e seus dias; algumas histórias a gente aprende a contar só depois de vivê-las.
O político que só escuta os bajuladores começa a confundir aplauso com realidade — e, quando percebe, já está em ruínas.
Em tese, ser amigo do rei pode ser melhor do que ser o próprio rei; o amigo aconselha, enquanto o rei carrega o peso das decisões.
Do chão sofrido, com a poeira batendo no rosto, eu lembrava cada gemido do velho pau de arara. Era sede e dor, fome e desespero, e mesmo assim, no meio de tudo — um sorriso teimava em durar quase o dia inteiro.
Daquele poleiro enferrujado, a tradição ecoava os ecos de um tempo esquecido, suas penas tremulando ao ritmo do vento seco, como se ultrapassasse minha história, como se em cada frio errante guardasse um segredo enterrado sob as rachaduras deste suor que respira fadiga.
Meus irmãos, herdados da espera, seguram o ar como se pudessem abraçar a ausência e dar-lhe uma forma de esperança. E, no entanto, em meio à pausa, o sorriso persistia, forte como o sol que nunca desiste.
Porque às vezes a dor tem cores vivas, e a memória se refugia nos sons da pluma envelhecida, como se o papagaio e o eu, das almas partidas, fosse o mesmo reflexo de um mundo que insiste em cantar, mesmo de luto.
