Ofício
E scolhi
N a vida o grande ofício e sacerdócio de servir
F azendo sempre o bem, sem mesmo olhar a quem, cuidando das almas
E nfermas ás vezes sem ter ninguém;
R ogo a Deus que me dê sempre força e
M uita saúde, para cuidar e ajudar a alguém, sobretudo,
A os mais humildes e carentes, a todo tipo de
G ente, que vive triste e doente,
E specialmente as pessoas
M ais pobres necessitadas, que vivem como indigentes.
meu amor primeiro
vejo-te inteiro
neste meu ofício
de fantasiar.
mas triste é a noite
e esta senhora
que me trouxe a hora
para vida a fora
eu me lastimar.
Nessa primeira manhã, descobri uma coisa muito importante: podemos gostar de um ofício e passar a detestá-lo rapidamente se as condições em que o praticamos são ruins.
"Viver julgando. É um oficio reservado para poucos.
Aqueles que, se apoderam dessa forma de raciocinar.
Atrai para si. Juízo daquilo que julga vinte e quatro horas por dia.
E, a cada Juízo errado. O próprio corpo é padece.
Somatizado em derredor da própria alma apenada."
marcos fereS
Ossos do oficio
Pra mim oque falta no ser humano prioritariamente são duas coisas: comprometimento e dignidade.
Vestido dessas armaduras o cara pode facilmente encomendar seu oratório em qualquer igreja, sinagoga ou mesquita. Minha afirmação é tão somente enfatizar seu procedimento; não que eu queira a canonização pessoal dele, mas é que esses dois atributos a meu ver são essenciais quando o assunto é ajuda mutua e contextualizando o todo, onde o lema deve ser sempre integridade pessoal.
Mas, ai vem o tal do egoísmo acompanhado do individualismo perante aos que convivemos como, por exemplo no dia a dia em nossa casa ou em uma empresa. Entra sempre aqueles que já são treinados para: invés de ajudar, fazem o contrario atrapalhando, tumultuando, confabulam de todas as formas para se darem bem em cima da carniça do outro. E fazem do problema pessoal um bicho de sete cabeças afirmando ainda ser o seu sempre o pior que o do seu parceiro onde reiteram veementemente que estão sempre na pior situação que a do adversário.
Não admito que pessoas que fazem parte de um grupo usem como práticas diárias atitudes traiçoeiras mudando o rumo certo, atropelado tudo inventando picuinhas para não ajudar fazendo complô e até torcendo pro outro nunca se dar bem, onde a causa é comunitária. A vida é feita de parcerias e amizades sólidas, não há lugar como já frisei para o individualismo quando o assunto é cooperativismo um doar-se constante e ao máximo, fazendo tudo ser ossos do oficio. A meta é apenas fazer a coisa certa, somos todos iguais, com os mesmos direitos e deveres onde oque interessa é simplesmente que o dia termine bem. Picuinhas e revanches que sejam deixadas de lado a vida já é dura de mais com alguns que por formação já são fracos onde requerem ajuda constante. Só temos que ser dignos e comprometidos uns com os outros e a causa no meio. E que a paz esteja sempre em nossas mentes, ou quem sabe no coração.
Em solidariedade aos PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, aqueles que têm por ofício ENSINAR!
Um PAÍS que almeja CUIDAR BEM de seus habitantes ENSINA, ESCLARECE e LIBERTA pelo CONHECIMENTO!
Um povo ESCLARECIDO:
- Adoece menos - NÃO EXISTE MEDICINA sem PROFESSOR!
- Conhece e cobra mais seus direitos - NÃO EXISTE JUSTIÇA sem PROFESSOR!
- Consegue definir prioridades, como casa própria, educação e estudo dos filhos - NÃO EXISTE CONSTRUÇÃO sem PROFESSOR!
- Sabe impor limites a seus filhos fazendo deles CIDADÃOS DE BEM - NÃO EXISTE SEGURANÇA sem PROFESSOR!
- Respeita mais SEUS SEMELHANTES - NÃO EXISTE SOCIEDADE sem PROFESSOR!
- Escolhe melhor seus REPRESENTANTES PÚBLICOS e HONRA, DEFENDE E TEM ORGULHO de sua PÁTRIA!
NÃO EXISTE NAÇÃO sem PROFESSOR, QUALIDADE DA EDUCAÇÃO tem como resultado UMA VIDA DE QUALIDADE!
Acorda Brasil, valorizemos a BASE de QUALQUER sociedade, PROFESSOR É A SUSTENTAÇÃO DE UMA SOCIEDADE EVOLUÍDA!
Oficiar o que se ama, isto é, o seu Ofício, prova-se pelo oficiante que se deixa Oficiar. O amor é essencialmente união, é Ofício, e amar verdadeiramente é oficiar o amor.
Ler é um ato social. Hoje sou professor e meu ofício é ler. Leio tudo, leio de tudo. Chitãozinho e Xororó dizem: Nascemos para cantar.
Eu digo: Nasci para estudar. Estudo todos os dias. Quando preparo uma aula estou estudando. Quando dou uma aula estou estudando. Quando corrijo uma prova, estou estudando. E o melhor de tudo. Sou pago para isto.
Sou um profissional das letras e posso dizer com muita fundamentação que ler é um ato social. Há poucas semanas recomendei na sala de aula que os alunos lessem a obra de Agatha Christie "O caso dos dez negrinhos". Qual não foi minha surpresa quando uma aluna retornou no dia seguinte e disse. Professor, estou lendo o livro e gostei muito.
Através da leitura interagimos e modificamos a sociedade. É muito importante tentar fazer uma seleção de boas obras. Porém o leitor é quem julgará se o livro é bom ou ruim. Você pode até não gostar de Paulo Coelho mas ele é o escritor brasileiro mais vendido no mundo. Isto significa que muita gente gosta dos livros deles.
"Não indique livro ruim para seu aluno. Pode ser a sua primeira e última leitura."
Antes de oferecer clássicos para o seu aluno, ofereça livros populares que despertem o amor pela leitura. Ler é um exercício. Para nos tornarmos bons leitores precisamos ler sempre. Após adquirir o hábito da leitura, poderemos começar a estabelecer critérios próprios e nos encaminharmos para a leitura dos clássicos.
Prof. Nilo Vieira - 2015
Ofício de poeta
poeta é assassino exímio
mata e oculta o cadáver sem deixar vestígios
depois, transforma o velório de caixão fechado
em evento espetacular de corpo ausente
dizendo tratar-se de uma homenagem ao morto.
No circo armado pelo poeta:
- O vento dança com as formigas
- As cigarras dançam com os cigarros
E a poesia reina soberana, enquanto impunemente segue pela vida
fazendo novas vítimas.
Ofício
Tão Renegrado quanto Jorge
Selvagem quanto Dudu
Sem cerimônia tipo Adikto
Convicto que o céu é mais que um infinito azul
Reflito sobre humanos
Infinitos planos
Quando eu e Jota trocamos ideia
Ou com microfone cuspimos palavras que cativam a plateia
Penso rápido no free
Lembrei do Malcon com consideração
Os toca discos tão em boas mãos
Com Dandão, Jack e LD Fli
Fico feliz quando vejo Diaz cantando
Zumba e Sagaz reivindicando
As letras do Alecs
A dança do FM
Paredes tremem com o instrumental que L.Brau produz
Cada um conduz seu saber com eficiência
Cada um em seu ofício
Em sua função, sua resistência.
Pedagogo, o único sábio, erudito, que caminhará na estrada de todo homem aprendiz, o seu ofício é diferençar com saber a realidade do educando.
Viva o diferencial, ame o seu oficio de todo o seu coração,
trabalhe no que você gosta, e nunca mais você terá que trabalhar na vida'
Poeta Marcos Nascimento
O Escrivão: Garimpeiro da verdade... Nosso ofício, desde sempre, foi sermos colhedores de verdades, lembra? Não uma verdade qualquer, mas dessas que devolvem paz, sorrisos, que levam nossos desconhecidos e amados iguais, que já caminham na reta final das veredas e férreos trilhos que passam ao largo da reta final de suas estradas, em passos lentos, tomados de uma postura já um "tantin" curvada, trazendo nos cabelos a cor da neve, na voz, a fala coerente e pausada, em baixo e agradecido tom, acenando com sinais de uma esperança enfraquecida, mas um sonho forte de ter de volta certezas de dias de paz, de despertarem a tempo de contemplar a chegada bem vinda do sol, certos de terem valia a cada amanhecer. E quando o sono bater-lhes à porta e fizer pesar-lhes as pestanas dos olhos: que possam distribuir benções e palavras de carinho e ao partir do sol, antes de se entregarem aos "braços de Morfeu", conversarem com o Criador, em preces particulares de gratidão e fé, gastando terços e pedindo pelos que amam e com Ele, terem bons e breves momentos assim, depois de apreciarem estrelas e luares e degustarem um leve alimento! Éramos nós, os escolhidos, donos do dom de renovar esperanças tamanhas, em tantos anciões e mulheres que trazem em si, pesadas bagagens, carregadas de experiências e aprendizados, de alegrias e decepções! Nessa seara, nunca nos coube temores ou faltou-nos tempo para estar com aqueles celerados, que nos vinham silenciosos, vezes, temerosos, desconfiados, quase sempre dissertando mentiras ensaiadas, prontas e guardadas a sete e tantas mil chaves... Esqueciam eles que éramos mestres em descortinar verdades ditas ou ocultadas, mesmo que em culposo silêncio!
Em meu ofício de colher palavras,
agucei paladares...
E como o garçom que serve às mesas,
servi palatáveis desejos...
Quando me fiz amigo das letras e dos versos,
achei-me livre,leve e solto, no universo da leitura.
Amadureci bastante em ideais de completude.E não parei mais de compartilhar com os diletos leitores meus doces sabores.
Rib. das Neves-MG,(21.09.16).
Todo aquele que busca se realizar através de um ofício, que não seja só pelo rendimento que recebe é digno de honra.
