Ofício
Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício.
Mas tudo que acontece na vida
Tem um momento e um destino
Viver é uma arte, é um ofício
Só que precisa cuidado.
Mais do que meu ofício, mais do que meu esporte, mais do que um sentimento...muitos imaginam, mas só eu sei o que é o Handebol para mim! Não é futebol com as mãos, é xadrez com bola!
Se não és poeta de ofício. És um poeta de alma, e alma nunca se engana. A alma revela o seu ser, e se sua alma diz de saudade, amor, dor , tu és poeta, poeta de alma, pois a sua alma te revelas.
A mais perfeita atividade na profissão não é a que se conforma mais fielmente às regras do ofício, mas a que as dita porque as ultrapassa. E, se nunca se deve transformar em trabalho a parte divina de nossa atividade, não existe profissão que não a deixe transparecer.
SIMPLES ASSIM
Por que amo escrever?
Amo escrever porque é
Mais que um ofício, é
Um vício, porque sinto
Que a poesia não tem
Fim em mim, e o porquê
Bem, eu não sei te dizer,
Mas talvez seja porque
O escrever para mim
Significa mais que viver,
Significa jamais morrer!
Guria da Poesia Gaúcha
Todo exercício tende à perfeição do ofício, da função ou do espírito. menos um que leva à imperfeição da alma, o desejo de praticar o delírio pela corrupção.
O Ofício de Tornar-se
Não é um lugar de homens prontos.
É um espaço de homens em construção.
Aqui, a riqueza não se mede pelo que se possui, mas pelo que se transforma.
É um processo silencioso, feito de auto lapidação, onde o caráter é trabalhado com paciência, disciplina e constância.
No início, aprende-se mais a ouvir do que a falar.
As palavras vêm depois. Antes delas, a escuta. Antes do discurso, a presença. Porque só compreende quem aprende a permanecer.
Com o tempo, passa-se a acompanhar.
Ainda não se está completo, nem se detém a totalidade das responsabilidades. O caminho exige preparo e maturação. Cada avanço acontece no tempo certo, nunca por impulso.
Ninguém chega acabado.
Chega em estado de construção, trazendo limites, contradições e aprendizados inacabados. Não se trata de superar outros, mas de buscar coerência consigo mesmo.
O tempo revela algo essencial:
quanto mais se aprende, mais se reconhece o quanto ainda há a aprender. Não se formam certezas rígidas, mas uma postura de constante aperfeiçoamento.
Não se trata de reprimir, mas de ordenar.
O que antes conduzia passa a ser conduzido.
E assim, o caminho segue adiante, com equilíbrio e consciência.
É um espaço humano e, portanto, imperfeito.
Ainda assim, sustenta-se por um compromisso fundamental: o de aprimorar o indivíduo antes de qualquer pretensão externa. O progresso começa no interior e se reflete, naturalmente, no entorno.
Estar ali exige coerência.
O que eleva encontra sustentação.
O que não se sustenta por si mesmo perde força.
Nada é imposto; tudo é assimilado pelo exemplo.
Não é fé dogmática, nem rito vazio.
É uma filosofia vivida, aplicada no caráter, nas escolhas e na forma de atravessar o mundo.
Não se professa crença cultiva-se postura.
Não se impõe fé constrói-se consciência.
A prática do bem não busca visibilidade.
O aprendizado não se impõe.
E o avanço não acontece por pressa, mas por constância.
Não se busca perfeição.
Busca-se disposição para o aprimoramento contínuo, com responsabilidade sobre os próprios atos e respeito ao caminho alheio.
No fim, compreende-se:
não é sobre pertencer a um lugar, mas sobre sustentar princípios, independentemente de onde se esteja.
Porque antes de ser, já se estava em processo.
Não por escolha ocasional, nem por mérito exibido,
mas por compromisso íntimo com uma forma reta de caminhar.
Escrever é um ofício, dizia-me, que se aprende escrevendo.
Antigamente, chamavam o trabalho de ofício. E os ofícios eram ensinados de pai para filho. E assim os filhos, desde pequenos, aprendiam uma profissão. Naturalmente, aprenderam a viver, a lutar e a se defender. Não havia outras preocupações tão distantes da subsistência. Conheciam muito bem o que faziam, proseavam e curtiam a natureza. Hoje, a liberdade, ora relativa, permitiu a muitos de nós fazer diferente. E agora assistimos o reflexo de um contexto histórico que foi e está em transformação ao longo de décadas...
Hoje já não sabemos quem realmente faz. Porque naturalizaram o validar do falar ao invés de fazer. E isso, por consequência, tem um ALTO CUSTO.
...E o alto custo é invisível aos olhos apressados.
Porque quando o saber não encontra o fazer,
a palavra vira espuma,
e o ofício perde o chão.
Hoje temos diplomas, cargos, curtidas.
Mas pouca firmeza nas mãos,
pouca escuta nas relações,
e pouca raiz nos pés.
Não se trata de voltar ao passado,
mas de lembrar do valor do processo, do tempo, da entrega.
O mundo não precisa de mais discursos.
Precisa de gente que saiba calçar o barro
e ainda assim caminhar com elegância.
Mecenas de mim mesmo.
Para cada quilo de burocracia, carimbos, ofícios, papeladas, formulários, autorizações, taxas, impostos, contribuições, processos, pareceres, dossiês, decretos e publicações em diários, eu escrevo várias tortuosas páginas, encaderno, editoro, imprimo, espalho na internet, contamino mentes e almas, por aí a fora. Sigo fazendo o que o rito não permitiria, não autorizaria.
Por trás das fardas, das credenciais, distintivos, títulos e ofícios devia sempre se racionalizar a existência de humanidade, e se ver na obrigação de facilitar a vida do próximo como cidadão, e não a
de complicar.
Entre os ofícios
O mais difícil
É viver a vida sabiamente
Porem, o mais fácil entre eles
É viver sendo um tolo.
Vamos experimentar o abandono dos oficios , vamos tentar ser como uma borboleta que voa livre nas ruas e é flexível a novas adaptações, ser como a árvore que faz a sombra amena e é rígida para fazer coisas boas, como o sol que reflete vida a cada segundo.. Sintonizar o nosso eu nesse instante que está chegando, porque ele revela a única existência verdadeira e respira cheio de possibilidades reais.
