Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Há aquelas pessoas que, por muito que se esforcem, irritam-me.
Conseguem tirar-me do sério num ápice.
Tomara não as ver, nem ouvir, tampouco.
Sei lá!... É algo que me transcende.
Mas, felizmente, há aquelas pessoas lindas,
que eu gosto.
Inebriam-me a alma e o coração.
São essas que eu faço questão de manter por perto.
"Oh yes! I have my eyes on you!"
Quem diz que conhece as pessoas nos mínimos detalhes peca consideravelmente e há jactância, pois pessoas nos permitem e dão o obséquio de conhecer apenas aquilo que se lhes é dado intimamente consentir.
Ninguém há de me dizer o que fazer!
Se da estrada que se apresenta por debaixo dos meus pés, rente a minha visão, em horizontes encobertos de passos: largos, curtos, firmes ou titubeantes, só eu sei aonde ir, por onde andar.
Se os caminhos se cruzam e se da faca que corta os perigos, de macios pelos da forjada malícia humana, sei bem amolar. Não sou de força, sou de coragem, e com ela brigo até com vento arrepiante, que seca o gosto, paralisa o ar e faz o riso chorar.
Ah, sem mais pra cá! Fora de mim a dissimulada bondade, composta de certezas impuras, finca e vil expressão da maldade. Coração que canta não bravura desamor! E da voz que se entoa, há de fazer ninar em braços esparsos, inclusive, em tempestade.
Ninguém há de me fazer ser! Porque sou o que ninguém tem nada a ver. Se não me tens apreço, abro atalho para te pôr daqui pra lá, léguas de mim. Não perco tempo nem com exclusão à toa.
Minha vida anda ocupada demais com as colheitas floridas, de frutos doces e de árvores que me fazem sombra feliz, detendo o sol escaldante, que queima a pele e faz cicatrizes profundas de dor.
E, caso por tudo falado, não me fizer pra ti bem explicado, preocupes somente contigo. Sê e faze o que tu quiseres! Vida que da gente é, não precisa de endosso coletivo.
É incoerente afirmar que os seres humanos são um Intelligent Design especial, visto que há diversos micro-organismos (e também príons) com astúcias ímpares ao ponto de aniquilar o corpo humano.
Há no fim da estrada um conta para contar,
uma vida para cuidar;
Há no fim da estrada algo que já passou, que deixou boas lembranças.
Não sou de ficar remoendo o passado é que coisa boas serão lembradas eternamente.
O passado pode curar o presente mal vivido, até mesmo o próprio passado, levando ao um futuro feliz
Há pessoas que estão de passagem, e há outras que vêm para ficar;
Há pessoas que nos fazem sorrir, e há outras que, felizmente, nos fazem chorar;
Há pessoas que chegam, e as achamos belas, enquanto há outras que, após chegarem, perdem a beleza que traziam;
Há pessoas que nos completam, e há outras que nos dividem;
Há pessoas que somam, mas há as que diminuem;
Há pessoas boas, e há pessoas más.
Altas ou baixas; loiras ou morenas; alegres ou tristes. Cada pessoa é única, ao seu modo, ao seu estilo.
Amando um pouco a um e decepcionando-se um pouco com o outro, o que realmente importa é que por um louvado processo de transformação nós passamos... e crescemos.
há quado diz que se é sem ser,
quando diz que se tem sem ter
quando diz sem dizer.
fecha a boca e para de falar..
Quando tudo parecer triste e cinza...
Tente encontrar o lado bom da vida!
Há males que nos curam e dores que nos ensinam.
Há algo mais valioso no amor do que amar?!
E o que é amar? Tem o mesmo sentido para mim, para você ou para qualquer ser?
Amar tem cara? Tem modo? Tem forma?
Amar tem regras? Tem exceções? Tem?! Quais?
Amar é concreto ou abstrato? Gera o amor ou dele deriva? É ação ou reação? Ato ou efeito?
Amar é tudo por não ser nada? Ou é nada porque é tudo?
Amar é ser: ser o que dá;ser o que pode; ser o que é.
Amar é receber: o que vier; de quem vier; como vier.
Amar é estar: estar atento; estar desarmado; está satisfeito.
Amar não tem mistério, porque é claro; não tem luxo, porque é simples; não tem vaidade, porque é vida.
Não sei se amor é amar. Não sei se amar é amor, mas sei - e como sei! - que, de uma forma ou de outra, esses dois valores se completam.
Há pessoas tão especiais, mas tão especiais
que, sem aviso, chegam e roubam nosso coração...
Pegam-nos de surpresa e, como vítimas de assalto
ficamos completamente à mercê dos "doces invasores",
sem esboçar a menor reação...
Cika Parolin 11 de novembro de 2016
