Meio
Pra quem se dá por inteiro, eu me dou por inteiro.
Pra quem vive de meias verdades então serei meio verdade.
E assim vou aprendendo o verdadeiro significado de Reciprocidade.
Nunca houve o poema perfeito
Sempre há algo faltando em meio às rimas
ou a ausência delas.
Oxalá que sempre seja assim.
Não saberia viver sem rascunhar minhas inconformidades.
ALEGORIA
Luzes,
brilho
e cores.
Quanta
alegoria!...
De repente,
no meio
da multidão
e da euforia,
me veio
uma sensação
de solidão
e melancolia!...
E em meio há tantos padroes absurdamente idiotas, ele estava lá, intacto, sendo o que realmente era e queria, um caos. Uma intensidade que só.
Em meio a turbulência, fecho os olhos, vejo um bom livro, uma taça de vinho, uma lareira e neve lá fora.
Assim que muitos homens se encontram juntos, perdem-se. (...) Todo o homem, em meio à multidão, converte-se noutro - mas pior. Nas multidões, a união é constituída pelos inferiores e fundada nas partes inferiores de todas as almas. São florestas em que os ramos altos não se entrelaçam, mas apenas, em baixo na escuridão, as raízes terrosas. Todos perdem o que os torna diferentes e melhores, enquanto o antigo rústico - que, entre obstáculos, mordaças e açáimos, parecia aniquilado - acorda e ruge.
O que mais dói neste momento é a mentira.
Não suporto mentir, mais quando me vi em meio a guerra, infelizmente eu pequei e menti, apenas para amenizar a situação.
Que culta sinto, que dor...
Peço perdão pela mentira, mais de uma forma ou de outra eu não consegui compreender o incompreensivo, não aguento essa missão, pro isso peço perdão.
Perdão a minha santidade.
Desenvolver forças no meio do caos
Demanda tempo, e habilidade
Há um horizonte...vejo diversidade
Cada passo, se certo ou errado
Busco no Senhor capacidade, viabilidade...
Letras Em Versos de Edna
Sou um livro gigante, cheio de folhas escritas com palavras tortas, meio rabiscado, cheio de erros e cansativo demais para ser lido até o fim.
em meio a tantos prédios casas e luzes a sentimentos que surgem com a lua mas desaparecem com o sol.
Infortunio No Amor
Entre a verdadero e a mentira
Minha alma no meio
Entregando garganta a enforca,
Meu corpo soluçando
Entre vida e morte,
Só resta a voz que sai dos olhos
E a dor que sufoca a alma,
O silêmcio aperta a mente
É a morte do coração chegando,
Vem! Vem que estou pronto
De mil vezes morrer
Por amor que não me ama,
E antes de outra vez ressuscitar
Rogar o céu divino
Pela paixão que me encarrega,
E a desventura deste amor
Que a minha alma tormenta.
Os projetos se tornam sustentáveis, quando há equilíbrio entre a produção e o meio ambiente. (Cézar Eloy)
quando a vida te chuta no meio do peito você se levanta e faz se arrepende de cada momento te fez chorar... por dentro desejar rasgar seu coração enquanto todos olham para você com pena, mais isso só o começo não é verdade!
Falta tudo!
É triste a situação
febre, fome e fraqueza
em meio a corrupção
falta comida na mesa
invistam na educação
que é formando o cidadão
que tira ele da pobreza.
Lá vem com garbo e galhardia o dono da morada
No meio do povão vermelho convidativo na alvorada
Traz no canto da pátria uma pulsação aprimorada
Diferente batida ao toque da batucada
Faz pular e pulsar de sentimento, curta talvez adore
Beleza, carisma e desenvoltura na dança da rainha do folclore
Grandiosidade do boi do povão
Espelhada no meu sangue que tange de emoção
Carmim corre nas veias, avermelhado reflete na rosa
Do sol do amanhecer e entardecer só para ti ver
Indubitável o amor, por esse boi-bumbá
Couraça branca da cor da paixão, difícil não adorar
Com toda comoção é o acerejado do nosso coração
É vermelho o nome da minha comoção
Certeza de ser campeão boi querido
Como nas luzes dos fogos de artifício anunciam
Purpúrea garantia de título garantido
Élcio José Martins
A INCENSATEZ DO NADA
A vida atribulada,
Meio atrapalhada,
Mesmo toda governada,
Fica algo pra outra jornada.
Pra tudo falta um fim,
Tiro de festim,
Lâmpada de Aladim,
Aspirante com espadim.
Tempero sem sal,
Ego do bem e de mal.
Escada em espiral,
Lapso temporal.
Cheiro de relva seca,
Cozinha sem receita,
Febre de maleita,
À espera da colheita.
Juízo sem juízo,
Lábios, boca e sorriso,
Jardins do paraíso,
Lágrimas de sobre aviso.
Busca de algo, será o quê?
Sem resposta, qual o porquê?
Mas tudo teima em querer,
Quer um novo caminho a percorrer.
Poeira levantada,
Berros da manada,
Camisa suada,
Pedras na calçada.
Porta estreita e selada,
Desvios de encruzilhadas,
Doutrinas empilhadas,
Vestes esfarrapadas.
Honestidades descarrilhadas,
Nádegas sem palmadas,
Cócegas de risadas,
Mandatários de privadas.
O brio sem brilho,
Egos afiados no esmerilho,
Dedos firmes no gatilho,
Pátria mãe perdeu seu filho.
Águas turvas da incerteza,
Contar notas com destreza,
Cueca perdeu nobreza,
Virou baú da esperteza.
Élcio José Martins
