Coleção pessoal de elciojosemartins

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⁠MINEIRINHA NAMORADA AFAMADA

Era cedo quando ela chegou,
Um beijo na testa ela me deu.
Pão de queijo ela comeu,
Essa mineirinha come mais do que eu...
Essa mineirinha do interior tem meiguice e ternura,
É uma flor de formosura.
Sem pedir licença meu coração, adentrou,
Com seu sorriso e jeitinho, me conquistou.
Essa mineira é danada,
Deixou minha alma amarrada.
No meu corpo se fez morada,
Hoje posso chamá-la de minha namorada.
Sabe fazer um feijão tropeiro,
Que de longe sinto o cheiro.
Torresmo acaba ligeiro,
Frango caipira ela pega no poleiro.
Minha namorada é prendada,
Em pouco tempo ficou muito afamada.
Meu ciúme anda titubeante à margem da estrada,
Meu medo é que meu coração deixe de ser sua morada.
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins
Tags: mineirinha namorada

⁠RASTRO DE SAUDADE

O homem justo e honrado deixa
Um rastro de saudade,
Em reflexos de pirilampos e paisagens,
Na lua cheia de generosidade,

E nas estrelas coloridas de humanidade.
O homem justo e honrado nos seus caminhos trilhados,
Faz de seus frutos colhidos, partilhados.

O homem justo e honrado é carregado de
Afetos e amores, fazendo
Seu mundo, um tanto mais amado.

Para o justo e honrado,
A amizade corre livre sobre o prado,
O silêncio é um retumbante brado.
Saber ouvir é dádiva e aprendizado,
É sentir o todo, mas decidir pelos dois lados.
O mundo do homem justo e honrado é divino e consagrado,

Por sua sabedoria, é consultado.
Sua verve o faz instado,
Sua justiça perdoa todos os pecados.
Esse rastro de saudade que a alma invade,
Pede passagem na nossa terrena viagem.

O exemplo de bondade e generosidade,
Faz um homem grande, carregado de simplicidade.

Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠A PREGUIÇA E A INVEJA

A inveja reclamou da preguiça,
Porque ela é mole e arisca.
De seu discurso saiu faísca,
Como alguém que sabe a arte da conquista.

É da tripa que se faz linguiça,
A inveja é anarquista.
A mídia enfeita e atiça,
É da rede trançada que se tem notícia.

A inveja, aos berros, faz estrago:
Deixa a preguiça de lado e vá estudar um bocado.
Deixa a preguiça de lado, porque é pecado.
Deixa a preguiça de lado, porque ela não faz casa de sobrado.
Deixa a preguiça de lado e vá visitar o querido cunhado.
.
Deixe a preguiça de lado pra ganhar uns trocados,
Deixa a preguiça de lado pra não reclamar que é azarado.
Deixa a preguiça de lado que tá na hora do batizado,
Seu nono filho pede pra não chegar atrasado.

Vendo que a preguiça está sempre acompanhada,
A inveja se vê desamparada.
Como a maldade lhe é camarada,
Faz da preguiça sua presa preferida.

Mas a preguiça que não é boba,
Responde à altura e numa boa.
Sei que a preguiça é pecado,
Mas de inveja, o inferno tá lotado

Já estou ficando incomodado,
Deixa-me, quero dormir sossegado.

Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠O amor deve ser como sapato velho

O amor deve ser como o sapato velho e surrado que ajustou ao defeito dos pés. Se não ajustar é porque não é amor!

Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠A roupa

Roupa bonita não embeleza coração amargo, coração bondoso não precisa de roupa bonita pra ser Belo.

Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠NEM SEMPRE A MORTE É CAUSADA PELA QUEDA

Nem sempre a morte é causada pela queda, mas, em grande parte, pela demora do socorro.

Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠O RISO
Nesse mundo sem juízo,
Onde vale o improviso,
É preciso ser preciso
Na estampa do sorriso.
Uma risada bem gostosa,
Vem da alma generosa,
Toda linda e toda prosa,
Doce, leve e mais formosa.
Se o riso é alegre,
E no alto que ele se ergue.
Quando o amor se encarrega,
Até no mar ele navega.
O riso fácil vem desde criança,
Até no berço ele balança.
Tá no ritmo e tá na dança,
Tá no fio da esperança.
O riso é surpresa que agrada,
Vem da alegria esbanjada.
Quem não sorri não tá com nada,
Tá sem rumo e sem morada.
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠A REALIZAÇÃO

O sonho projeta, a vontade trabalha e a persistência realiza.

Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠AS FLORES DESFOLHADAS

O jardineiro com mãos de ouro
Beija o broto. É o seu tesouro...
Lavra a terra e faz o plantio.
Cuida do broto. É o seu feitio!
O jardim está florido,
Belo, livre e colorido.
A beleza lhe faz sentido,
Nunca esteve tão bonito...
Mas a vida tem sobrevida,
Morre uma, nasce outra atrevida.
Quem não cuida, não dá valor,
Corta profundo e não sente a dor.
Com a tesoura bem afiada.
Ceifa a vida, sem dizer nada.
Outrora, mãos de seda, ora mãos de ferro,
Um grito! Não há berro. Não há eco!
Já tem lugar certo...
Por sua graça foi escolhida,
Ainda com sobrevida,
Tem nova casa e nova guarida.
Já foi broto e semente,
Agora, somente,
Vai enfeitar outro ambiente.
Terminada a solenidade, perdeu a graça e perdeu a hora.
Ainda com seus traços de beleza, é abandonada e jogada fora,
Desfolhada, se desfaz.
O buquê já não existe mais...
É levada para o aterro,
Sem orações, sem emoções. Vai sozinha no seu enterro.
Não há pagamento, sentimento. Muito menos lamento,
Apenas abandono, solidão e perecimento.
Pobre natureza!
Destruída pela riqueza,
Esmagada pela beleza e
Ludibriada pela esperteza.
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

O INCERTO
Na vida tudo é incerto, mas nada é impossível. O incerto gera o desafio, e o possível, a grandeza da realização.

Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠O SOL DE CADA DIA

É de manhã! No cume da serra o sol se descortina, abrindo a janela do tempo. Seus raios luminosos, calorosos e coloridos rejubilam de alegria. O orvalho se esvai, o clarão do sol vislumbra o renascimento. É o milagre da vida. É o despertar da manhã, acordando o dia.

Um ainda dorme, outro sai afobado e atabalhoado, outros caminham silenciosamente. Como formigas, num vai e vem frenético, passos apressados, ônibus lotados, carros espremidos e encaixotados no raivoso trânsito engarrafado, o recomeço…

Espaços vazios vão sendo ocupados, o burburinho transitório diminui. Cada um, nutrido de força, vontade e fé, ergue seu olhar aos céus, agradecendo. Ali é o seu sustento, o pão de cada dia; o renascer da esperança borbulhando gotas de contentamento.

O entardecer se aproxima no filme que se repete. Trabalhadores retornam ao seu sagrado lar, após o dever cumprido. A jornada cumpriu sua rotina costumeira. Nessa caminhada provisória, refez a repetição da realização da jornada. Não há paraíso, não há Adão, não há Eva!

O sol brilha porque assim é o seu feitio, assim Deus o fizera. A vida é um descortinar de desejos, sonhos, realizações, alegrias e tristezas.

O sol, antes irradiante, vai perdendo força. Faz sua preparação para o descanso merecido. É chegada a hora de enamorar sua dama, a donzela LUA. Ela, no que lhe concerne, também nos brindará com as belezas da meia luz.

Assim se completa o milagre da criação. É a obra divina representada no teatro da vida.

Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠CARTAS DE AMOR
“Escrevo-lhe essas mal traçadas linhas pra dizer que te amo!...”.
Nas cartas de amor muitas lágrimas já caíram,
Num papel em branco, escrito à mão.
São dessas cartas de amor,
Que a paixão virou canção.
Muitas cartas na sua origem foram rasgadas,
Outras cartas, nem sequer, foram enviadas.
Algumas viraram bolinhas de papel,
Graças ao amor, a maioria cumpriu o seu papel.
Muitos amores se consumaram,
Outros, certo dia terminaram.
Tem aquelas cartas que nem chegaram, pelos caminhos desviaram,
Mas tem aquelas, onde dois corações se encontraram e apaixonaram.
Havia muito sofrimento à espera da carta chegar,
Uma dor latente, estranha, e uma vergonha em lamentar.
Um canto triste soava até o coração se acalmar,
Um sentimento d’alma, daquele que deixou-se amar!
Quem uma carta escreveu, o amor viveu,
Algo muito bom aconteceu. O sentimento fluiu e criou asas.
De um simples gesto, veio o abraço, veio o beijo, e o amor aconteceu.
Com a mão a escrever o que o coração tinha a dizer, tinta preta ou azul, o papel foi todo seu.
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠O GIRO DA RODA
Rodei a roda que roda,
No caminho da roda que roda.
Vesti a roupa da moda,
Na estação que me alegra e me molda.
Como o trem que chegou à estação,
Veio à chuva entoando a canção.
Como a moda que marcou geração,
Veio à praia no calor do verão.
A roda que roda é paixão,
Como a trava do medo é razão.
A minissaia de uma gaveta qualquer,
Traz com o verão, mais beleza à mulher.
Dança redondo quem ensaiou no quadrado,
Versou destreza no ritmo improvisado.
É do samba, do tango e do fado,
A dança leve e o vestidinho rodado.
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

OS POROS DO AMOR

Andei por todos os cantos,
Morros, serras e vales,
Cidades, arraiais, distritos e capitais,
Procurando o azul do céu e as estrelas mais brilhantes.
Procurei, procurei, quase desanimei,
De repente, um grande amor eu encontrei.
Na imensidão e distração do Universo,
Fiz poesia, fiz poemas e rimei versos.
Meu coração encheu de luz,
A alma de tanto brilho reluziu.
As aves cantaram o mais belo canto,
O céu, nunca esteve tão azul.
Nas florestas o verde transbordou,
A orquestra a mais bela música, ensaiou.
O homem que estava triste se animou,
A risada que estava muda gargalhou.
O Amor que estava frio esquentou,
O amigo distante, nessa hora, se encontrou.
A caridade se multiplicou,
O encontro fez o abraço e entrelaçou.
A bondade fez o riso,
Alargou ainda mais o sorriso.
A gratidão criou juízo,
E a Justiça fez do inferno o Paraíso.
A maldade freou e capotou,
A saudade encurtou o tempo e desligou.
A virtude acelerou e chegou primeiro,
Beijos e abraços são os melhores parceiros.
Nos poros do amor a natureza conspirou,
A saudade é mais pesada para aquele que muito amou.
Decidir, a partir do amor,
Fará distraída a maldade que se chama dor.
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠PALAVRAS DO CORAÇÃO
As palavras ditas com o coração não precisam de razão e não erram a direção.
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠UMA DECLARAÇÃO DE AMOR
Oh! Doce amada!
Meu caminho, meu sonho, minha morada.
Meu degrau, minha escada,
Luz da noite, minha manhã ensolarada.
Viestes mansa e faceira,
Dum jeito meigo e um sorriso encantador.
Conquistastes o meu amor,
Fizeste de mim um homem sonhador.
Oh! Razão do meu viver,
Que encanta o amanhecer.
És tu a mão do jardineiro,
Que cuida do jardim de meu ser.
Sem ti, serei um homem triste,
Nada mais importa ou existe.
Meus olhos e meu sorriso são pra ti somente,
Adoro-te, amo-te, perdidamente!
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠O SHOW NÃO PODE PARAR
Um quarto do ano já é passado. A vacina traz o alento e a esperança renovada.
O concerto da paz, da prosperidade e do desenvolvimento, ficará a cargo da orquestra da saúde, com todos os seus músicos ensaiados, para não fazer feio.
O maestro, com a batuta na mão, dá o tom e o ritmo. O público espera ansioso.
Instrumentos afinados, orquestra preparada. Profissionais escolhidos a dedo pelo grande maestro.
Tudo está pronto. O palco está montado à espera da grande obra.
As luzes da ribalta estão mais brilhantes. O céu mais estrelado.
A Lua, em continência, faz a sua homenagem. O sol também já fez sua parte, aquecendo e iluminando a inteligência e sapiência desta bela orquestra.
Agora, resta-nos aguardar quais músicas serão apresentadas.
O ambiente está aquecido. O novo ritmo pode deixar os menos avisados, perdidos no passo da dança.
Que tenhamos o espetáculo esperado.
O show não pode parar!
Assim seja!
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠MOMENTOS
Será que o mundo foi visitado por satanás?
Uma razão muito forte deve estar por trás,
Doença imprevisível, vida fugaz,
Esse vírus e sagaz.
O mundo ficou caótico, desordenado;
A escola, sem alunos;
A academia, sem dança;
A dança, sem ritmo;
A igreja, sem fieis;
A música, surda e muda;
O teatro apagou as luzes da ribalta.
O home office tomou partido,
O trabalho presencial tá dividido;
Restaurantes, sem tempero;
Shopping imensidão e vazio;
Delivery, a palavra da moda;
Ficar em casa, incomoda.
De início, parecia um vírus inoperante, distante,
Aos poucos, tomou força e ficou valente.
Causando dor e confusão,
Desafiando autoridades, em busca de solução.
Ninguém podia imaginar que a ciência iria titubear,
Que a política iria falhar...
Esse vírus é real,
Veio de repente, causando um grande mal.
Não é seletivo, contamina todos, por igual.
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins

⁠AMOR CONTROVERSO
Cada encontro, um desencontro,
Preciso entender do ponto,
Pra não deixar o sabor do espanto,
Um suspiro calmo, ao ritmo do pranto.
O que tem atrás da curva,
Pode ser parreira e uva.
A mão que pede a luva,
Ara a terra e espera a chuva.
O peito fica apertado,
Como a dor do corpo atropelado.
Nos delírios dos sonhos encabulados,
Vontades e desejos são cabulados.
E a vida vai girando, voando,
Sem rumo e sem mando,
Destemperando poder e comando,
Que na esteira da sorte vai rastejando.
O tempo passou!
Nas alegrias que no tempo trafegaram,
Fatias fatiadas ficaram.
Nas desventuras da vida
Pede-se uma nova partida,
Com coragem atrevida,
Conquistarás a paz distraída.
Com agrado ou desagrado,
Leve ou pesado,
O peso do fardo, tantas vezes carregado,
Deixou escaras no coração magoado.
Chorar por dentro é água represada,
É a mentira da alegria deslavada.
Na busca da conquista não planejada,
Encontrarás muitas portas abertas,
Algumas delas estarão fechadas.
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins
Tags: amor controverso

⁠ENTENDIMENTO
Caminhei por caminhos certos,
Obscuros e incertos,
Fui água nos desertos,
Insensatez de espertos.
O tempo foi cura
Na ternura e na bravura.
Como sementes que aguardam o tempo,
Da fartura e do crescimento.
Ouço boleros de saudade,
Do tempo de mocidade,
Na esteira da idade,
Pra encontrar felicidade.
Cada encontro, um desencontro,
Preciso entender do ponto,
Pra não deixar sabor do espanto,
Suspiro calmo, ao ritmo do canto.
O que tem atrás da curva,
Espero parreira e uva.
A mão que pede a luva,
Ara a terra e espera a chuva.
O peito tá apertado,
Da dor do corpo atropelado.
Delírios de sonhos manchados,
Desejo louco do sonho sonhado.
Ao som romântico, um recital,
De Juan Gabriel e Rocio Durcal,
Afaga a alma e adormece o mal,
Da dor que chora o emocional.
Até quando! Até Quando!
Sem rumo e sem mando,
Destempera a alça do comando,
A solidão na multidão, uma luz quase apagando.
O tempo passou,
Nas alegrias por vezes trafegou,
Das fatias fatiadas, pedaço ficou.
No quarto escuro a alma chorou.
Nas desventuras da vida,
Pede-se uma nova partida,
De coragem atrevida,
Conquistar a paz distraída.
Não sei se é agrado ou desagrado,
Não sei se é leve o peso do fardo,
Que por tantas vezes carregado,
Fez escaras no coração magoado.
Chorar por dentro é água represada,
É a mentira da alegria deslavada.
A busca da conquista conquistada,
Das muitas portas abertas, uma delas está fechada.
No entardecer da vida,
Ainda há tempo e sobrevida.
A hora pede compreensão e decisão,
Mudar de vez pode agradar o coração.
Reclamar de tudo
Não apara a barba do barbudo,
Nem faz alegre a cara do carrancudo.
Magoa, ferindo aos poucos. É pedrada sem escudo.
É preciso jogar fora o medo,
Pedir mais amor e mais aconchego.
Subir aos céus e pedir arrego,
Implorando paz e sossego.
É preciso entendimento para que não exista o lamento...
Élcio José Martins

Elcio Jose Martins