Mais Lidos
Não são raros aqueles que iniciam atividades, mas não as concluem. Projetos arquivados, livros lidos pela metade, diálogos interrompidos sem conclusão, sonhos de toda uma vida abandonados como se fossem de uma única noite de verão.
Faltou o ingresso perdido entre livros "meio lidos" e um acúmulo de papel fora do normal.
Faltou um vestido soltinho pink estampado de girassóis.
Faltou o desafinado da voz e todas as letras dos Los Hermanos que sabemos de cor.
Faltou uma Praia em um dia nublado.
Faltaram dois adultos correndo como crianças em direção ao mar.
Faltou uma viagem frustrada de bote para um ilha paradisíaca.
Faltaram aquelas longas conversas sobre coisas da vida.
Faltaram várias long necks largadas embaixo da rede acompanhando suas risadas histéricas.
Faltou você me pedir pra contar as mesmas histórias repetidas e rir de todas elas como se fosse a primeira vez que as estivesse ouvindo.
Faltou o Sar - Sas - Sacas - Sarcasmo.
Faltou eu e você juntos hoje (nos acostumamos tão mal de estar juntos hoje.)
Faltou você, faltou eu.
Que hoje seu dia tenha sido lindo, pq pra mim o foco foi mesmo a sua falta.
Te amo demais Lidiane.
Você me faz falta.
Feliz aniversário.
Escrevo-te alguns versos.
Versos que não podem ser ditos.
Mas podem ser lidos.
São letras como pássaros.
Contém asas da liberdade.
São livres por si só.
Percorrem o mundo.
Em busca de algo ou alguém.
ESCREVO...ESCREVO
O nosso silêncio amor, dorme
Nos livros já lidos no cesto do nosso quarto!
Tantas vezes escrevo sem pensar
Tudo o que a minha alma dita
Tudo o que o meu corpo sente
Tudo o que o meu inconsciente grita.
Porque tornou-se impossível não escrever
Gosto tanto e faz-me falta !
Revolução
Ora ora ora, se não é aquela
Com a mais formosa beleza
No existir de poemas não lidos
Versos inacabados
Sentimentos encarcerados
Reprimidos?
Eu não sei
Das confusões e perdições
Dores, intermitentes
Feitas de chuvas e tempestades
Sem fim
Aquela, em que se espera o toque mais dócil, gentil e complicado?
Nunca se sabe, o que vem dela
Mas de uma coisa sei, é a flor
Que surge em dias nublados e renasce
Como quem não quer nada, apenas
Um aconchego, em seu coração
Mal resolvido e destruído
Dores, intermitentes.
Ora ora ora, lá vem ela
Com sua revolução, em mãos
De amores indefinidos e autodestrutivos
Que faz perder o chão e a cabeça
Até não restar, mais nada de si.
Poemas e versos não são para serem lidos e ditos por que são belos, mas para serem usados, em lições de vida e em certos momentos da vidas.
Meus versos? Ah... Que sejam ou não lidos, ou nem ao menos vistos, sabendo-se que é um leve ato de externar sensações...
Quando escrevemos nunca sabemos de que modo seremos lidos, e mora exatamente aí o risco da beleza de se perder pelo corpo da poesia.
Fragmentos são apenas fragmentos enquanto são lidos por quem tê lê sem te sentir. A partir disso, tudo exatamente cria vida, cria cor, cria cheiro, cria sorriso, cria chôro, cria alegria e cria amor. É uma questão de decidir por qual parte do seu corpo você vai deixar as palavras entrarem. Você é quem sabe.
As palavras não ditas
E sim, escritas.
Os sonhos escritos e não contados
Merecem ser lidos por quem compreende o ser interno de uma pessoa que grita em silêncio.
Gilza De Souza
Amo-te
Amo-te, apenas amo-te
Amo-te desde o prelúdio em que seus olhos foram lidos e por minha alma, explanados
Ah, seus olhos, seus olhos são faróis que iluminaram meu percurso na densa escuridão noturna que errante estava eu a vagar
Que olhos, os teus
Quantas caravelas te avistaram
Quantos naufrágios tiveram na busca de teu coração atracar.
Quantos mistérios em teus olhos há.
Como queria poder ouvir teu olhar a falar
Amo-te, como se já a conhecera, que de outros tempos já a tive em meus braços, que ja provei os seus beijos e os reconheci em você.
Seus beijos são doces e como os pêssegos, sedosos
Amo-te, como os pássaros que vibram pela alvorada do dia por vir.
Como o sol que irradia e dissipa as trevas, este é meu amor por ti.
Amo-te pelo que és, pela simplicidade que tens e pelo amor que me destes.
Ah, minha amada, se soubesses o quanto te acho bela.
A dor rasga-me e corrói
Cada pedaço do meu corpo
Nos poemas escritos e lidos
Onde as palavras são virgens
Na minha pobre alma.🙏
Os Livros deste mundo..
Quando não são lidos...
São almas puras e perdidas,
Numa terra impura de perdidos
À procura da metade que nos falta
Quando na verdade a metade
que nos falta é a metade que
não entendemos ou não aceitamos.
Mostra-me os teus versos minha querida..
E eu te dou o poema da minha canção,
O romantismo não está apenas...
Nos meus versos, nos meus poemas
Está quando as nossas almas
Estiverem sedentas de afeto
E os nossos corpos sentirem esta necessidade.
Os livros partem para a outra margem
Para outras paragens,
Onde estão à espera deles..
E não serão mais almas tristes
Porque alguém os irá ler com amor, timidez..
E ficaram para sempre nas suas lembranças.!
Eu me pergunto se meus pseudos-textos são lidos. Se lidos, levantam questionamentos. Se levantam questionamentos, há um senso crítico. Se há um senso crítico, há vontade de mudar. Se há vontade de mudar, há uma força de se compreender e transformar seu local em um sistema mais inclusivo.
