Escrever uma carta a uma Criança
A ordem do silêncio
Talvez seja tarde para ficar pensando
Escrever e, cair em sufrágio o leitor.
Então indago na proposição o silêncio
A não procura da hipótese verdadeira.
Predestinado ao nada fica alguém
Quando o silêncio comanda a minha intuição.
Em conflito eu entraria neste momento,
E provaria do meu rancor.
Essa repugnância logo lhe diria
A montante o seu valor.
Não! Não tenha então esse direito suposto
Que de nada irá adiantar o seu esforço
Sua vaidade não terá razão.
O meu sentimento abortado
Deixou o espaço ao meu lado desbotado
Sem guardião para a minha base.
O que faço agora neste cair da tarde?
Abro a guarda à ocupação.
Saboreando um café com Jorge, escrever é (sobre a vida):
...mostrar os detalhes do cotidiano, as aflições e as surpresas de viver entre humanos e ser humano, isto é a vida.
...pois a vida, um livro aberto como ela é, quer ela seja escrita em tinta e às vezes sem papel, apenas com o movimento das horas e das notas e rodapés do ancião barbudo chamado Tempo, grita, chama e pede por penas que escrevam as espadas e sempre busquem uma nova vírgula, para uma nova sequência a ser vivida.
Poema : Gotas De Sofrimento
Autor : Wélerson Recalcatti
Quão difícil é pra um poeta
Escrever um sentimento
Numa escrita que afeta
Trazendo tanto sofrimento
De um povo que foi castigado
Uma gente tão sofrida
Que hoje morre afogado
Pela mesma água que um dia deu vida
Que hoje varreu um estado
Que era conhecido por ser forte
Eis um povo desesperado
Ainda tentando contar com a sorte
A ajuda tá chegando
Vem por meio dos irmãos
Muitos que estão doando
Muitos que abrem as mãos
Vejo as lágrimas nos rostos
Se misturando à água no chão
Faz morrer neste desgosto
Faz partir o coração
Vidas que se perderam
Histórias destruídas
Pessoas que morreram
Que gritaram, mas não foram ouvidas
A tristeza é aparente
Nas revistas e jornais
Só restando desta enchente
Ruínas e restos mortais
Casas que abrigravam
Outras tantas moradias
Empresas que sustentavam
Hoje a água invadia
Devastada está a terra
E os campos, plantações
Pra virar cenário de guerra
Só falta as balas e os canhões
O lenço colorado
Está caído no chão
O Rio Grande Acabado
Pede ajuda e proteção
Sofre o gaúcho agonizando
Pela perda e pela dor
E ainda tem alguns roubando
Sem um pingo de amor
Mas se deus quiser tudo vai passar
E aos poucos tudo melhora
Mas não podemos deixar de rezar
Pedir a Deus, Nossa Senhora
Que proteja este povo
Que já sofreu tanto e ainda chora
Que vai construir um mundo novo
E a ajuda não demora
Mas é de doer no pensamento
A aflição de perder o que conquistou
Cada gota é um sentimento
Por cada vida que levou
Hoje o céu está cinzento
Sumiu aquele lindo azul
Pois vivem no sofrimento
As terras do Rio Grande Do Sul
Se você puder ajudar
Ajude o nosso irmão
Mas se só puder orar
Faça uma oração
Peça com grande fervor
Com toda a fé que possuir
Para Deus nosso senhor
Que ele possa intervir
Eu uso da minha arte
Encerro dizendo amém
Eu já fiz a minha parte
Faça a sua também
Carta de Desabafo
Você sabe… eu nunca pensei que precisaria escrever isso.
A gente abre a porta da casa, mas principalmente a do coração. Acredita, confia, entrega… E quando é amizade de verdade, não há medo, não há testes. Só que algo dentro de mim, não sei explicar, pediu silêncio e atenção. Então fiz algo pequeno — deixei um pote com dinheiro sobre a mesa. Saí cedo, como sempre, para comprar pão. Uma rotina comum… em uma casa que já não era só minha, era nossa.
E quando voltei, o pote tinha sido mexido.
Não foi só o dinheiro que sumiu. Foi a confiança que escorregou pelos dedos. Foi a imagem que eu tinha de você que desmoronou sem fazer barulho. No corredor, ouvi passos — passos que sempre reconheci, mas naquele dia soaram diferentes. Não eram de amigo. Eram de alguém que rastejava… como quem foge depois de fazer algo errado.
E ali, parado no meio da casa, eu entendi. E doeu.
Doeu mais do que eu esperava. Não pelo que foi levado, mas pelo que foi quebrado. E o pior… eu calei. Não disse nada. Decidi observar. Esperei. Mas cada dia que passou depois disso só afundou mais a mágoa dentro de mim. Porque o silêncio também fala, e o seu silêncio me disse tudo.
Fico aqui tentando entender: em que momento a amizade virou interesse? Quando foi que meu carinho virou descuido? Será que fui ingênuo? Ou será que você nunca esteve por inteiro?
Hoje eu escrevo não pra cobrar, nem pra confrontar. Escrevo porque preciso tirar isso de dentro de mim. Porque o que dói não é o que foi levado da mesa… é o que foi arrancado do meu peito.
Espero que um dia você entenda o peso do que fez. E que saiba: mesmo decepcionado, eu ainda torço pra que você aprenda. Porque quem trai por tão pouco… vive perdendo o que tem de mais valioso.
Mas eu? Eu sigo. Com menos gente por perto, talvez. Mas com mais verdade nos olhos.
— Hercules Matarazzo
Os meus poemas são escritos antes d'eu os escrever.
Se eu não tivesse nascido ou mesmo existido,
Os meus poemas teriam ainda assim, sentido.
Pois eles existem antes d'eu mesmo nascer!
Eu os escrevi, não tanto em papel somente,
mas os escrevo nos do mundo lugares.
Nos meus passos, que dou em andamento,
e nos corações, qu'ouvem, meus cantares.
Mas eles existem antes de mim ainda assim,
vêm do tempo sem tempo, mas não antigo.
São filhos do hino sublime e suave, sim!
Filhos do tempo, tão terno e musical,
quando a música no universo, se ouvia, digo.
E não havia mesmo nenhum mal!...
Escrever
Tento outros temas escrever...
Mas vós poetas ouvi:
O porquê, neste, permanecer?!
E sobre outros, a tanto não m'atrevi.
Sabe tu irmão ser existir;
Vós sol, flores e estrelas.
Mar e tudo ao que ao poeta, faz sentir!...
Que na verdade, eu faço parte, dos homens hipócritas!
Mas sabei, que até que a morte venha,
Este homem cheio de dor...
Só no peito, neste sentimento se empenha.
Sim oh Deus! Deus!...
Tu és amor!...
E eu escrevo sim! Mas sobre actos teus!...
Helder Duarte
A chama
Sinto o espírito de Deus em mim,
Por isso estou eu assim...
Alegre para escrever o que tenho,
Para te transmitir isso, eu faço empenho
Falo de Deus que é muito bom,
o Senhor, que nos ama e acalma.
E por nós é o nosso dom,
da eterna e linda chama!
Que é tua sim também,
continua a segurá-la
na tua mão, bem!..
Farto
Estou farto dos meus poemas, sim estou,
não me alegram mesmo nada estes temas.
De escrever os meus ocos versos de dilemas.
Não os quero, nem mesmo este me interessou.
Mas vós poetas do mundo, ouvi-me nisto que vos digo.
Perdoai-me, mas também dos vossos eu muito me enfado.
Poemas e histórias estou eu de ouvir muito e mesmo cansado.
A minha alma, não quer mesmo nada de letras, não minto.
A minha alma precisa de um poema mais e totalmente forte,
que esteja no universo escrito, e me livre sempre da morte.
Um poema mais sublime que os céus e que as estrelas.
Esse sim eu tanto tenho desejo, de o sempre ter,
escrito no meu espírito e no meu deblitado ser,
para que com isso eu vá a eternas terras!
Fanático
E olhei à minha volta e para mim.
Mas que vi para escrever enfim?!
Sobre assunto outro aqui.
No mundo e no ser, nada encontrei de valor em si.
Para outros, fanático sou.
Porque de Deus escrevo.
Mas ele, tudo originou.
Assunto outro, a tanto não me atrevo.
Porque ele é o verdadeiro.
O primeiro...
O de tudo herdeiro.
Por isso d´ele falo...
Jamais, meu ser calo...
Porque ai vem ele, num branco cavalo!...
(ÚLTIMOS CAPÍTULOS DE APOCALIPSE DO APÓSTOLO SÃO JOÃO...)
HELDER DUARTE (... QUE EM TEMPOS FOI PASTOR EVANGÉLICO NA CIDADE DE LAMEGO...)
Escrevi uma mensagem sobre Israel. Mas optei por a não escrever aqui. De qualquer modo, vamos continuar a orar por Israel e mesmo pelos Palestinianos.
As Nações estão com ódio enorme a Israel. Não deviam, mas têm ódio no coração. Não é só o Irão, nem os de Gaza, mas outros países. Afinal como se daria a "a batalha no vale de Josafá"? No dia da decisão Final! A Batalha Final do bem contra o mal!?
Escrever pensando em você
Trava-me a escrita
Os pensamentos ficam
Desorganizados
A alma perdida
O ser em fúria
Pelo simples fato
De saber que nenhuma
Das palavras você vai lê
Deveria ficar contente
Mas o peito aperta
E as lembranças vêem
Mostrando todo o sofrimento
De uma alma que luta com
Todas as forças para não ti amar
Escrever o que somos
Nos permite
Admitir
A experiência
De se avaliar
E se olha pra dentro do coração
Tornar real a existência
Em forma de palavras
E ser notado
A expressão
Do se vê
Com valorização
Autonomia
E reconhecimento
Contudo descrever
A essência que torna
O ser valioso
Em meios as frases
Perdura
A linda mensagem
De amor
Cuidado
E autoconhecimento
A beleza
Está em poder
Escrever
Sobre os amores
Os acasos
E os recados
A beleza está
Em poder viver
Intensamente
A arte de ser
Ser menina
Ser mulher
Ser poeta
Enfim
A beleza está
No que escreve
E no que deseja
Para seu ser
Nesta maravilhosa vida
poesia
Uma dia pensei em escrever alguma coisa
Mas que está coisa tocasse um coração
Então comecei a escrever poemas, pensando em conquista um coração
Escreve tantas coisas que o coração me mandava escrever
Foi aí que ele, meu coração me mostrou você,
Porque você é a poesia que ele(coração) que queria que escrevesse e até hoje escrevo você em minhas poesias e no meu coração.
Quando você morrer, vão postar fotos, escrever homenagens e dizer que te amavam.
Mas hoje… mal perguntam se você tá bem.
A verdade é dura: ninguém se importa de verdade até ser tarde demais.
Então pare de esperar apoio, aplauso ou reconhecimento.
Lute por você. Acorde por você. Vença por você.
Porque se depender dos outros, sua história termina antes mesmo de começar.
Seja sua própria força. Ninguém vai viver a sua vida por você.
Eu gosto de escrever poesias,
De deixar o coração livre a sonhar,
Cada palavra é uma chama acesa,
Feita de amor, não de um simples estar.
Eu vivo de inspirações suaves,
De momentos que aquecem o olhar,
Faço tudo com o toque do amor,
Pois obrigação não me faz vibrar.
Amo acordar com a doçura da manhã,
Receber um bom dia, um carinho sincero,
E saber que sou especial em tua vida,
Isso é o que faz meu mundo mais belo.
Minha alma é leve, sempre a sorrir,
Poucos são os dias de raiva ou pesar,
Aprendi que a vida é feita de instantes,
E algumas pessoas simplesmente não devem ficar.
Cartilha viajante
Cartilha viajante porque num instante
Eu aprendi a escrever
Foi na ordem do alfabeto
Que eu achei correto
E comecei a ler.
Depois disso descifrei o mundo
Quebrei bairreiras e muros
Entre tantos livros que eu li
Mas, num belo dia pus meu querer
E comecei a me escrever
No começo as linhas eram tortas
Me fecharam tantas portas
Mas depois todas eu abri
Hoje vivo num livro aberto
E sei bem que quem é esperto
Tem um livro por perto!
Falar e escrever seriam inúteis? Efêmero falar, que nada exprime. Embalo-me na angústia da comunicação. Palavras são como cascas que se desfazem, nada mais que vãos rastros da emoção. Prisioneiras do sentido, as palavras se perdem no mar da insuficiência, a trama da linguagem é sempre tecida em ilusões, aprisiona a verdade em suas limitações.
A boca que se abre, a caneta que desliza, são meros instrumentos de uma busca indecisa, entre o dizer e o calar. O silêncio, em sua vastidão indomável, transcende a palavra e o ego. Não se prende a conceitos, não se aprisiona, é a pausa significante, a verdade que sussurra além do verso e do grito.
Encontro a liberdade de ser, de simplesmente ser, no silêncio, no vácuo, na ausência do dizer. Apenas existir, além do verbo, é o meu querer.
Escrever é apenas um exorcismo das ideias que perpetuam aqui dentro. O papel, meu confessionário mudo, testemunha fria, onde vou destilando mágoas, desvendando traumas. As letras que emergem são pedaços da minha solidão, uma ponte entre o caos e o desejo de renascer, e, ao revelá-la, sinto-me mais perto do amor. Encontro-me em cada verso, escrever é libertar-me também, é o alimento da alma em turbulência.
Contudo, és tu, ó silêncio, a língua que mais compreendo, no vazio de tuas pausas, meu ser se estende. Palavras são fumaça, que se dissipam no ar, enquanto o silêncio, no âmago, faz-se morar.
Ah, inútil é falar, inútil é escrever, quando a verdade se oculta no não dizer. A eloquência dos gestos, a dança do olhar, a palavra que se cala, é o que há de mais raro habitar.
Nas sombras do silêncio, encontro meu personagem. Em cada pausa, um mundo vasto se revela, onde o ser e o nada se fundem.
No abismo das reflexões, o pensamento vagueia, sutilmente capturado pelo desespero. Entre a razão e o caos, a alma se incendeia.
Escrever costumava acalmar meus pensamentos, mas sem você nem escrevendo fico mais tranquilo.
Toda essa ansiedade levando embora minhas unhas e aumentando as saudades.
Amar pode realmente doer, nos fazer sofrer. Mas amar também nos ajuda a viver.
Podeis viver feliz sem alguém? Será que podemos ficar felizes sem quem amamos?
Não, não podemos nos privar de coisas como o amor, mesmo com dor, o amor nos enche de alegria.
Escrever sempre me fascinou. As ideias aparecem e desaparecem: algumas permanecem, outras se perdem. Preciso de inspiração e sou influenciado pelo que me rodeia — mesmo assim, às vezes não consigo começar.
Hoje estou travado; nada vem. Sei que é apenas uma fase e que vai passar, então tento recomeçar. Costumo escrever demais e, ao reler, não gosto do que escrevi. Apago tudo e começo de novo.
Quando surge um novo pensamento, as coisas começam a tomar forma. Mas logo vem o pânico: escrevo sem freios, depois filtro tudo e, no fim, parece que não sobra nada para contar a história.
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