Escrever uma carta a uma Criança
ESCREVER, OFÍCIO SAGRADO QUE REQUER RESPONSABILIDADE
Escrever é um ofício de artesão, a prática é que aperfeiçoa o texto e a obra final, portanto, por fazer deste ato um exercício diário, não raro cometemos equívocos; às vezes por falta de experiência no manuseio da palavra, em outras por descuido ou falta de compromisso ou concentração.
“Deve-se escrever da mesma maneira com que as lavadeiras lá de Alagoas fazem em seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”
Graciliano Ramos sobre o ato de escrever
Linhas Tortas (1962)
Desta forma penso que ao escrever, todos nós abraçamos uma grande responsabilidade, seja no ato de comunicar, instruir ou entreter. Devemos buscar a cada dia resolver questões complexas relacionadas com a nossa língua, procurar desvendar alguns mistérios que são desconhecidos do senso comum e de pessoas que não têm como hábito o sagrado ofício da escritura.
Portanto, se houver dúvidas quanto a uma sentença, sobre um verbo e sua temporalidade, ou ainda sobre a bendita crase: por exemplo: se em " ofereço a Deus" usamos crase. Se há dúvida é porque não dominamos o assunto perfeitamente, busque as respostas antes de publicar.
Isto que escrevo não é um desincentivo ao ato de escrever, é, ao contrário, um incentivo para que mais pessoas atinjam a excelência em se comunicar através da palavra escrita.
AOS ESCRITORES, NO SEU DIA MUNDIAL
Sobre o ato de escrever, não se trata de coragem, ou de algo sobrenatural, se escrevemos é porque sentimos necessidade, isto ocorre sem os tambores de uma epifania.
Escrever é uma forma natural de comunicação entre os humanos, mas se fosse possível os gatos, cachorros e até baratas escreveriam, não se trata portanto de uma coisa espetacular...
Escrever não engradece a alma do escritor acima do pedreiro, do médico ou do professor... Somos todos da mesma essência, humanos...
Parabéns aos que com sua escrita acrescentam conteúdo, sobretudo, amor e paz à humanidade.
Evan do Carmo
“Ode ao amor
Queria não ter lido
nem estudado Vinicius de Moraes
para escrever algo original
sobre o amor e a falta dele.
Mas algo assim só seria possível
se Vinicius não tivesse lido Neruda
com tanto espanto e reverência
ou se Neruda não tivesse lido Rimbaud.
Queria cantar o amor
em sua primorosa essência
como Ricardo Reis à Lídia
como Dante à Beatriz.
Inexoravelmente nasci atrasado
atras de todos estes
mas o amor ainda me inspira
loucura e lucidez...
para compor poemas
tão simples como este.
É o amor que sempre nos guia
ao fundo do copo e ao cerne da vida
ao topo do mundo e ao fim da tragédia
é amor que nos conduz ao abismo da perda
e ao encanto da luz da conquista
mesmo que não seja original
é o amor que dá alma ao artista.
QUANDO FALAR OU ESCREVER, DIGA ALGUMA COISA RELEVANTE
Me refiro e me dirijo aos homens, sempre como a irmãos, não raro os cumprimento como irmãos e irmãs, pois é assim que concebo a humanidade. Todos são iguais, independente de cor, raça, crença ou ideologia política.
Creio que todos os homens, especialmente os que se dizem, ou são de fato, pensadores, poetas, escritores, formadores de opinião, artistas de modo geral, jornalistas e produtores de conhecimento e de conteúdo, devem se preocupar com este assunto, quando se pronunciarem sobre temas complexos.
O mundo já está repleto de violência, de falta de amor e de intolerância com os diferentes...
SOBRE LIVROS E FILHOS
Escrever o prefácio do seu próprio livro, é, a meu ver, o maior enfrentamento moral para um homem, pelo fato de que ninguém melhor que o pai sabe da índole do seu filho, dos seus defeitos e virtudes, vícios e tendências para o bem ou para o mal.
Sem, contudo, negar que muitos dos defeitos que os filhos têm, não raro, sem via de regra, são heranças dos seus pais-genitores.
Desta forma, portanto, somos responsáveis pela conduta dos filhos, ainda mais quando estes filhos são livros, que vieram à luz do mundo em surtos de loucura consciente ou em momentos de delírios de vaidade.
Dos meus filhos-livros, sei muito mais do que sei dos meus filhos espirituais e carnais. Contudo, o livro é, quando bem escrito, a imagem e semelhança do seu criador...
Disse em algum momento da minha prole literária, que todo romance é confissão e toda obra um livro só, uma autobiografia de quem o escreve, só os livros ruins são invenções bem elaboradas, ficção inútil de quem não tem coragem de se revelar por inteiro, nem de se comprometer por escrito.
DIA DO ESCRITOR-25/07
Se você for capaz de escrever bem, a ponto de fazer as pessoas acreditarem na sua história, se a sua ficção parecer realidade, e se for capaz de emocionar e de deixar leitores indignados; então você pode se considerar um bom mentiroso.
Pois não há critério hoje em dia capaz de julgar quem é bom escritor... Muitos escritores medianos venderam milhões de livros, outros ganharam até nobel de literatura sem ser escritores.
A literatura tem a força essencial para nos convencer de que as coias comuns são bem mais importantes do que parecem ser.
Parabéns aos que se arriscam nesse ofício tão importante para conservar a sanidade humana.
Quando um escritor se propõe a escrever um romance, ele pensa: “Vou fazer assim, mas perde totalmente o controle do enredo, quem de fato assume o comando é um narrador onisciente, que abusa da condição de criador de realidades inimagináveis. Uma vez de posse do escopo, estando definido o rumo a ser tomado, personagens escolhidos e nomeados, então já temos uma história, história que será revelada a cada página. O Autor, quando entrega-se completamente à voz que escuta do narrador, não pode mais mensurar as medidas da obra que pensa que escreve.
Evan do Carmo. Autor de 30 livros. entre prosa e poesia..
A IDADE DA RAZÃO
Aos 58 anos, penso, talvez, que seja a hora de escrever um livro maduro, cheio de experiências reais, experiências que acumulei durante toda minha vida. Contudo, não sei por onde começar. Qual seria o titulo deste livro? Notas do Subsolo, ou um simplório Zé Ninguém?
Um poeta, pois é assim que defino-me, não deve encher o mundo de miséria, nós temos a obrigação moral de incutir nos homens a ideia abismal de que a humanidade tem conserto. Logo concluo que um romance realista seria de pouca ou de nenhuma importância neste momento. A vida anda muito difícil pra muita gente, precisamos de fantasia, de ilusão, mesmo que passageira, a ilusão nos alimenta de esperança, e esta esperança, não raro muito fugaz, pode aliviar a dor emocional das guerras em curso, e, sobretudo do cataclisma que foi o holocausto e a recente pandemia.
O vinho e a poesia ilude, mas cura, se usados na medida certa.
Sobre ser poeta
Ser poeta
não é escrever.
É sangrar sem ferida visível.
É andar entre os vivos
com os pés fincados no invisível.
Ser poeta
é ouvir o que não foi dito,
ler o que o tempo omitiu,
beber da fonte que seca os outros.
Não há descanso para o que vê demais.
Não há paz para o que sente em excesso.
Ser poeta é dormir com as cicatrizes abertas
e acordar com palavras grudadas nos olhos.
É saber que nada dura
e ainda assim amar —
como quem beija o rosto da água
antes que ela escorra.
Poeta não descreve.
Poeta desvela.
Poeta não tem vocação.
Tem maldição.
É escolhido pelo silêncio
pra dizer o que mata
e, ao dizer,
sobrevive.
Escrever, hoje em dia, é um ato de resistência contra a insanidade coletiva que nos domestica, que nos embrutece, que nos impede de perceber a dor do outro. Vivemos num mundo de intolerância, de verdades absolutas, onde quem duvida morre. Na escrita, há uma brecha. Uma fresta de lucidez. Um instante de verdade.
Ali, diante da página, o poeta — como um semideus — nos apresenta a beleza honesta da dor. Ele nos representa como somos: seres humanos. Falhos, imperfeitos, mas humanos. E durante o tempo da leitura, sem nenhuma distração, sem nenhum pensamento alheio, nos conectamos com quem somos. Com nossa essência. E ao perceber isso, algo se transforma.
Porque há uma catarse que acontece. Às vezes sutil, às vezes brutal. Mas acontece. Saímos da leitura mexidos, acordados. Descobrimos a força incrível que é ser humano. O poder que temos em mãos. A capacidade de sonhar — mesmo com tudo em ruínas.
A pergunta é: o que vamos fazer com isso? Vamos tentar mudar o mundo, ou voltar à realidade mórbida, fingindo que nada foi dito? A poesia nos entrega uma verdade. E a verdade, uma vez vista, não pode mais ser ignorada.
Escrever é Existir
Em vez de dizer, prefiro escrever.
Porque as palavras faladas se perdem no vento,
mas as escritas se tornam eternas,
gravadas na alma e em memórias.
Ninguém pode roubar o que é meu,
ninguém pode apagar o que sinto.
A escrita é refúgio, é abrigo,
é onde me encontro quando o mundo se cala.
Se há amor, escrevo.
Se há saudade, escrevo.
Se há dor, escrevo.
Porque na escrita sou inteiro,
e nela deixo pedaços de mim.
Que importa se compreendem?
Não há erro no que vem do coração,
não há mentira no que nasce da alma.
A escrita é minha,
e nela, sou livre para sentir, sonhar e amar.
Escrever pensando em você
Trava-me a escrita
Os pensamentos ficam
Desorganizados
A alma perdida
O ser em fúria
Pelo simples fato
De saber que nenhuma
Das palavras você vai lê
Deveria ficar contente
Mas o peito aperta
E as lembranças vêem
Mostrando todo o sofrimento
De uma alma que luta com
Todas as forças para não ti amar
A beleza
Está em poder
Escrever
Sobre os amores
Os acasos
E os recados
A beleza está
Em poder viver
Intensamente
A arte de ser
Ser menina
Ser mulher
Ser poeta
Enfim
A beleza está
No que escreve
E no que deseja
Para seu ser
Nesta maravilhosa vida
Escrever o que somos
Nos permite
Admitir
A experiência
De se avaliar
E se olha pra dentro do coração
Tornar real a existência
Em forma de palavras
E ser notado
A expressão
Do se vê
Com valorização
Autonomia
E reconhecimento
Contudo descrever
A essência que torna
O ser valioso
Em meios as frases
Perdura
A linda mensagem
De amor
Cuidado
E autoconhecimento
Escrever é libertar a alma das amarras que prendem a nossa voz.
É sobre dar vazão ao nó que existe em nossa garganta sem medos e sem pudor.
É sobre deixar fluir o que há de mais profundo e obscuro em nossa existência.
É sobre aceitar a nossa fragilidade.
É tocar o outro sem encostar.
Rasgo as cartas que eu, sonhei em escrever
Por castigo ou capricho já vivo tão só
Fecho os olhos, o mundo não quero ver
Tudo tão confuso, o laço virou nó
A lembrança me faz te querer
Bar, bebidas, cartas e dominó
Essa é a minha vida sem você
O castelo que construímos virou pó
Nós temos tudo a vê
Juntos, somos um só
Mas você não consegue ver
Como casal, somos melhor
O mundo é tão cinza sem você
As nuvens encobrem o sol
O cinza do asfalto é o contraste, contraste
Dessa solidão debaixo do lençol
Me ame só mais uma vez
Tira-me essa agonia
Encare comigo essa lucidez
E traga de volta a alegria
Digo-lhe, meu amor, outra vez
Por castigo ou capricho já vivo tão só
Tira-me essa insensatez
Dê me a mão, venha comigo, juntos somos melhor.
Minhas palavras descrevem a minha angústia de um momento chamado solidão, escrever o que sinto, expor meus sentimentos na tela de um computador, ou até mesmo em uma folha de papel me faz melhor, escrever aquilo que vejo, que sinto, a minha opinião sobre assuntos quais não tem respostas, desabafar seria a palavra certa? eu não sei!
Sei que a vida não tem saidas ao não ser vive-la, pois ninguém sabe como é a morte, e aqueles que tiveram a experiência de morrer não voltaram!
Viver, amar, chorar, são verbos que serãoo constantes em sua caminhada rumo a morte.
Carta para você, que eu amei sem entender
Oi, você!
Eu pensei bastante antes de escrever isso.
Talvez você nunca leia, ou talvez leia e não entenda tudo o que estou tentando dizer. Mas ainda assim, eu precisava colocar pra fora.
Eu me apaixonei por você.
Mesmo com nossas diferenças gritantes, mesmo percebendo atitudes suas que me machucam, mesmo sabendo que sua essência é distante da minha — eu senti. E foi verdadeiro.
Mas o que a gente sente nem sempre é o que a gente merece.
Você tem um jeito que fere, mesmo quando não parece. Usa as pessoas como peças, joga com sentimentos como se fossem coisas descartáveis.
E eu… eu sou feito de verdade. Gosto de profundezas, de conexões reais. Me entrego de um jeito que talvez você nem saiba receber.
Eu tentei entender por que esse sentimento nasceu. Talvez foi a curiosidade, a vontade de ver algo bonito em você. Talvez foi carência, ou a esperança de que, convivendo, você mudaria.
Mas a verdade é que ninguém muda por outro e nem deve.
Eu não escrevo isso pra te culpar. Escrevo pra me libertar.
Porque por mais que eu tenha sentido algo forte por você, também aprendi que amar não é aceitar o que nos diminui.
E eu me diminuí, tentando caber no seu mundo.
Hoje, com dor, mas com maturidade, eu escolho parar.
Escolho respeitar o que eu sinto, mas não me prender a isso.
Desejo que você se encontre.
Que você aprenda a amar de verdade, quando estiver pronta.
Mas, por agora, eu me despeço desse sentimento que não faz mais sentido, mesmo que ele tenha sido real.
Com sinceridade,
Sariel
O que me impede de escrever algo ruim e logo depois compartilhar, é a sensatez e o dever de evangelizar...
É a vivência do verdadeiro Cristão, por isso me excluo de algo que possa causar inimizades e também divisão...
Aprendi desde criança, que na Igreja sempre há esperança, que o fiel deve unir as pessoas com sentimentos de emoção, seguir os mandamentos, dialogar com sabedoria e evitar qualquer confusão...
Também aprendi que o Demônio divide, separa as pessoas através de uma ideia contraditória, pois sabe que se estivermos unidos, é impossível a sua Vitória...
Por isso insisto em seguir o que disse o Cristo, pois se você na igreja sempre está, mas o segue apenas naquele lugar, de nada a sua oração valerá...
Passarinho na natureza e a liberdade de escrever um pensamento que salte aos olhos, revoi na imaginação e cante no coração que sempre pega o caminho da poesia são coisas de mesma beleza;
pegando o atalho do coração passarinhos livres na natureza...
livre pensamento no verso ao vivo nas palavras; verso filmado na câmera da imaginação leitura ao vivo e a cores ao coração...
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