Escrever uma carta a uma Criança
Escrever sobre os seus olhos brilhantes
É tão fácil e tão presente.
Eles estão em minha mente
Como gente.
É um amor latente
Esses olhos que olham com os meus olhos.
Meus olhos gementes
Em seus olhos ausentes
Meu amor ainda ingente
E você fisicamente jacente
Te faço sempre presente
Chega disto , pessoal,
escrever não é brincadeira,
se usarem só inteligência artificial
não farão na vida, a carreira
Digo isso e bem às claras,
pois vai dar para perceber
que o robô solta as palavras
que os capacitaram a ter
Robôs não tem sentimentos,
fazem tudo de modo automático,
escrevem- tipo - só engajamento
em textos frios e imediatos
Um robô da tal *artificial*,
jamais irá substituir um autor,
não fará quase nada especial
e muito menos com amor
Obs// Dirigido à quem pensa que poderá escrever bem e criar por cabeça de metal
REALIDADE INCONTESTE:
(Nicola Vital)
A arte de escrever, cantar...
Não se sobrepõe à mera metafísica,
Confunde-se visceralmente
A evolução da mentalidade espiritual.
A mentalidade possui um processo
Em que você escrevendo... Ela
Vai conversando com você
Por viés satisfatoriamente palpáveis
Por vertentes verdadeiramente reais
E de bons legados.
Há qualquer coisa de bom em mim
Nesse momento,
Em que jamais explicaria
A metafisica.
Eu posso conversar com o místico!
Ante essa mentalidade,
Explicitar o pensamento ascético
Que me proporciona à letra.
07Set2015.
ESCRITA. A ODE DA VIDA:
A bela arte de escrever.
Recorrente à beleza da solidão,
Vertente de sutil inspiração.
Manifesto de amores e atores,
Quiméricos personagens,
Precursores da paixão.
Quiçá, antagonistas da razão.
Escrever, seja talvez migrar
Ao infindo... Universo prosaico,
Que emana
Da alma do infinito crer,
Que respira a ode.
Que inspira o ser.
Vê-se à escrita, poética ou prosaica
O plasma!
O nume!
Assim diria o bardo
Em seu brado poético.
Não há alfa e nem ômega!
Quando se abre os olhos,
E respira-se a atmosfera,
Dar-se início a vida!
Ao fecha-los sem atmosfera,
Nada se consuma, a vida enfim,
Inicia-se.
Assim, à realidade da escrita,
Nem princípio, nem fim.
CRÔNICA, PAIXÃO PELA ESCRITA.
Escrever é um exercício de amor ou quase santidade. E, como os apaixonados nossas criações faz despertar o egocentrismo intrínseco ao ser.
Todos os textos que escrevo, sempre imagino que as pessoas assim como eu, também vão gostar e admirar. E no intuito de mensurar essa ideia, eu quase sempre peço a opinião dos meus próximos que na maioria das vezes, minimiza com a deprimente frase.
- Eh! Mais ou menos. [Com uma discreta torcida no nariz]. Claro, ninguém é obrigado a gosta do que eu gosto ou faço.
Mas não é de se negar que diante de tamanha afirmativa, não role certo desanimo. ai a gente coloca aquele textinho de molho em um “balde de água fria” Mas como toda mãe e todo pai nunca vai aceitar que seu filho seja feio ou imprestável. Logo o abraçamos oferecendo-lhe o calor do sentimento.
- E ai, fazemos novas leituras, colocamos a quarar no anil.
- E outras e outras leituras, para podermos expô-lo Como diria Graciliano Ramos.
- E só após, postamos para o veredito social.
- Transbordando-nos de curiosidade para saber qual vai ser a aceitação daquela obra.
- Nos tornando uma capsula de ansiedade e esperança.
E ante uma diversidade de opiniões, eis que surge uma alma que se reconhece ali naquele texto, e se declara admirador do autor, mesmo sem nunca tê-lo visto. Talvez fosse um gesto saudosista ou um instante de ínfima lucidez.
- Mas no cotidiano do autor é inexoravelmente o êxtase.
- O condimento para seguir sua caminhada com esmero e carinho.
E então se conclui que o ato da escrita é quase um sentimento de santidade. É como fazer Hamlet lá 1956, com câmeras pesadíssimas sem VT, sem cores, sem nada. Só paixão e raça.
E somente por amor verdadeiro nos propomos a escrever em uma nação em que não se prima pela leitura crítica e pensante.
SEM RÓTULO
A minha curiosidade e atrevimento ao escrever às vezes me custa responsabilidades.
Em um dia daqueles que a gente não espera, um jovem poeta me aborda pelo Instagram e para minha imensurável surpresa me faz um questionamento.
- Eu leio seus textos sempre!
Eu lhe respondi.
- Quem bom, fico feliz por isso.
E, surpreendentemente, ele me interpela.
- Eu tenho muita vontade de lhe mostrar meus escritos mas tenho medo que detecte algum erro.
Em êxtase lhe respondi
- Eu também morro de medo do seleto intelecto corretivo da literatura comercial.
No entanto, a escrita é minha, a leitura sou eu que faço.
De certo, no universo virtual eles também me lêem, embora não me comprem
O restante é só o restante caro poeta.
Escrever é conceber um filho.
Encontramos prazer no fazer e no nascer
O limite do gozo é sempre o mesmo
No primeiro, no segundo e doravante
Assim como os filhos biológicos,
Amamos um a um mesmo em momentos distintos
De certo, alguns ganham maior destaque
Apenas para o mundo exterior.
Ao olhar genitor todos possuem
O mesmo cheiro e a mesma beleza.
Assim como a coruja disse ao gavião que seus filhos eram as mais belas criaturas da floresta
É o poeta para seus rebentos
queria escrever um poema que despertasse
ternura
esta que dorme como um andarilho
em qualquer lugar
um poema que fizesse as pessoas
olharem para as palavras
darem um risinho e encherem os olhos
pensando nas suas avós
e que nada escrito se compara
à imagem delas dizendo ai sentei
e depois ligando a TV
para assistir a um programa qualquer
contando histórias das amigas que sobraram
sem prestar atenção na tela
as avós sendo levianas
porque elas têm essa liberdade de serem
levianas
a cultura não exige muito delas
exceto que sejam elas mesmas
velhas e detentoras
de inacreditável sabedoria
esta sabedoria das coisas mínimas
do ritmo das plantas e das colheitas
dos artifícios da casa
do funcionamento dos órgãos internos
a sabedoria do lado mais sombrio
do coração dos homens
elas sabem da morte
e desviam da morte com elegância
coisas que apenas o tempo
e apenas às mulheres
pode ensinar
Queria ser poeta
Assim poderia poetizar
Escrever versos quem sabe até rimar
Formar estrofes até poemas
Queria poder não só contemplar
Mas descrever o teu peculiar
Queria poder poetizar
O brilho no teu olhar
O esplendor do teu sorriso
A majestade do teu andar
A ternura no teu carinho
A suavidade do teu toque
Queria poder descrever
A doçura na tua voz
A alegria em tua presença
A cumplicidade em nós
O que teu beijo faz com meu ser
O quão completas minha felicidade.
Escrever costumava acalmar meus pensamentos, mas sem você nem escrevendo fico mais tranquilo.
Toda essa ansiedade levando embora minhas unhas e aumentando as saudades.
Amar pode realmente doer, nos fazer sofrer. Mas amar também nos ajuda a viver.
Podeis viver feliz sem alguém? Será que podemos ficar felizes sem quem amamos?
Não, não podemos nos privar de coisas como o amor, mesmo com dor, o amor nos enche de alegria.
O esquecimento
Ser esquecida é o mesmo que uma escritora escrever uma grande história e ninguém tenha acesso. Seja por não ter conseguido divulgar sua obra, ou por ninguém o comprar. Ser esquecido é não ser notado mesmo que você tenha feito esforços a para ser notada. Talvez você tenha que mudar tudo em sua rotina, e quando esquecida,em algum momento iram te procurar. que você já não está visível e nem presente. E uma vez relembrada já não será possível vê-la, nem ler sua história, pois ela já terá saído de edição.
QUERIA APENAS ESCREVER UM POEMA
Poeta Brithowisckys
Queria escrever... escrever algo só para ti!
Escrever palavras de ternura, de magia...
Que brotassem das entranhas de meu coração.
Queria dizer com elas o que sinto. Como me sinto,
Pressinto.
Queria explicar os probos reais sentimentos
colocando-os em cada silaba, ditongo, tritongo
formado nas palavras os meus anseios...
os meus desejos e os meus efêmeros sonhos!
Peguei uma folha de papel em branco, suspirando
Transpirando,
Supliquei ao meu coração para escrever
no tum tum do seu compasso rítmo,
traduzindo as palavras em melodia
que pudessem embalar teu coração esperançoso.
Esperneei e esperei surgir cada palavra
que de mim nascia quase engasgada
mas imensa no peito que em chamas ardia,
e ficava pequenina, diminuta, quase invisível
perdida no deserto daquela página em branco,
umedecidas agora em gotas esparsas de lágrimas
Não sabia como interpretar as palavras brotadas
que advindas das entranhas de minh’alma...
Pintei a folha de azul...cor do céu,
onde as nuvens se fazem algodões
em minha imaginação sempre que
te invento, te vejo junto a mim.
Coloquei no meio uma pequena lágrima,
que depressa se transformou em mar calmo...
Num cantinho disperso desenhei um sorriso
deslumbrante e ele logo ele se tornou sol!
Olhei para a folha, e pareceu-me perfeita...
Mas ainda pálida amarelada pelo tempo
Fiquei momentâneamente sem noção
até notar que havia na praia dos sentidos
a tua ausência e a falta indelével de ti....
No mar que parecia sereno e calmo,
havia tempestades com raios e trovões de emoções,
e o sol?... Ah! o Sol, este sim queimava meu peito de saudades...
Foi aí que pensei em escrever!
Queria escrever... escrever algo só para ti.
Mas não fui capaz.... porque não se escreve
o amor que se sente, na doçura de um beijo,
na ternura de um meigo olhar,
no aconchego de um caloroso abraço
ou a tristeza de uma iminente perda,
Ou no adeus de uma despedida sem volta
Na dor de interminável de uma saudade...
Queria escrever e descrever o amor...
O amor não se descreve, o amor sente-se!
Menos pressa, mais presença: a arte de escrever à mão. ✍️
Você já ouviu falar emescrita terapêutica? Para mim, meu caderno é muito mais que papel; é meu refúgio diário.
Nesta foto, compartilho um pouco da minha própria caligrafia para ilustrar algo fascinante: aConexão Mão-Cérebro. 🧠
Estudos mostram que o ato físico de deslizar a caneta ativa áreas do cérebro ligadas à memória e ao processamento emocional que o teclado simplesmente não alcança.
Escrever à mão é dar ritmo aos pensamentos e permissão para o sentir.
Se você ainda não tem o seu caderno, fica aqui o meu convite: comece hoje mesmo! 😉
Lu Lena / 2026
Escrever é Existir
Em vez de dizer, prefiro escrever.
Porque as palavras faladas se perdem no vento,
mas as escritas se tornam eternas,
gravadas na alma e em memórias.
Ninguém pode roubar o que é meu,
ninguém pode apagar o que sinto.
A escrita é refúgio, é abrigo,
é onde me encontro quando o mundo se cala.
Se há amor, escrevo.
Se há saudade, escrevo.
Se há dor, escrevo.
Porque na escrita sou inteiro,
e nela deixo pedaços de mim.
Que importa se compreendem?
Não há erro no que vem do coração,
não há mentira no que nasce da alma.
A escrita é minha,
e nela, sou livre para sentir, sonhar e amar.
Escrever pensando em você
Trava-me a escrita
Os pensamentos ficam
Desorganizados
A alma perdida
O ser em fúria
Pelo simples fato
De saber que nenhuma
Das palavras você vai lê
Deveria ficar contente
Mas o peito aperta
E as lembranças vêem
Mostrando todo o sofrimento
De uma alma que luta com
Todas as forças para não ti amar
A beleza
Está em poder
Escrever
Sobre os amores
Os acasos
E os recados
A beleza está
Em poder viver
Intensamente
A arte de ser
Ser menina
Ser mulher
Ser poeta
Enfim
A beleza está
No que escreve
E no que deseja
Para seu ser
Nesta maravilhosa vida
Escrever o que somos
Nos permite
Admitir
A experiência
De se avaliar
E se olha pra dentro do coração
Tornar real a existência
Em forma de palavras
E ser notado
A expressão
Do se vê
Com valorização
Autonomia
E reconhecimento
Contudo descrever
A essência que torna
O ser valioso
Em meios as frases
Perdura
A linda mensagem
De amor
Cuidado
E autoconhecimento
Escrever é libertar a alma das amarras que prendem a nossa voz.
É sobre dar vazão ao nó que existe em nossa garganta sem medos e sem pudor.
É sobre deixar fluir o que há de mais profundo e obscuro em nossa existência.
É sobre aceitar a nossa fragilidade.
É tocar o outro sem encostar.
Rasgo as cartas que eu, sonhei em escrever
Por castigo ou capricho já vivo tão só
Fecho os olhos, o mundo não quero ver
Tudo tão confuso, o laço virou nó
A lembrança me faz te querer
Bar, bebidas, cartas e dominó
Essa é a minha vida sem você
O castelo que construímos virou pó
Nós temos tudo a vê
Juntos, somos um só
Mas você não consegue ver
Como casal, somos melhor
O mundo é tão cinza sem você
As nuvens encobrem o sol
O cinza do asfalto é o contraste, contraste
Dessa solidão debaixo do lençol
Me ame só mais uma vez
Tira-me essa agonia
Encare comigo essa lucidez
E traga de volta a alegria
Digo-lhe, meu amor, outra vez
Por castigo ou capricho já vivo tão só
Tira-me essa insensatez
Dê me a mão, venha comigo, juntos somos melhor.
Minhas palavras descrevem a minha angústia de um momento chamado solidão, escrever o que sinto, expor meus sentimentos na tela de um computador, ou até mesmo em uma folha de papel me faz melhor, escrever aquilo que vejo, que sinto, a minha opinião sobre assuntos quais não tem respostas, desabafar seria a palavra certa? eu não sei!
Sei que a vida não tem saidas ao não ser vive-la, pois ninguém sabe como é a morte, e aqueles que tiveram a experiência de morrer não voltaram!
Viver, amar, chorar, são verbos que serãoo constantes em sua caminhada rumo a morte.
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