Carta de uma Futura Mamae
vim, só para te contar de mim.
de uma vez dizer-te quem sou.
e vou agora que vim
contar-te tudo num beijo só
lento e profundo
com jeito de mundo
que não pára, despe e suspira
tua pele, de súplica vestida
que suplica no fundo
que meu beijo não pare
nem que pare tudo
nem que o mundo acabe
e eu, sigo-te neste jeito
louco e profundo
de quem só quer, no fundo
o mundo todo no teu peito
Tente sempre!
Pare tudo!
Para você que é uma pessoa que verdadeiramente sonha, não é necessário morrer, nem desistir.
Lembre-se, não há obstáculo, nem nenhum tipo de bloqueio que você não possa vencer!
Cada tropeço te mostra, que caindo, você não precisa ficar lá no chão.
Sabe o que é foda?
Foda é saber que a única pessoa que realmente pode ajudar você, é só você, e mais ninguém.
Quebre regras.
O que importa é viver.
Viva o que acredita.
Seja você!
Certo de que uma nova aurora nos enche de amor e energia pura.
Fará auspicioso amanhã. Aí se fará.
Podemos ter defeitos, viver ansiosos e ficar irritados algumas vezes, mas não esqueçamos de que a nossa vida é a maior empresa do mundo é o nosso fruto proibido. E que podemos evitar que ela vá à falência mas sim termos honra, orgulho, criar a nossa própria história, termos prestígio e glória e continuar a fazer a nossa lenda viva crescer e expandir pelo mundo e universo fora e assim a lenda continua.
Ser feliz é reconhecer-mos que vale a pena viver-mos apesar de todos os desafios e complicações e incompreensões e períodos de crise.
Qualquer termo que soe pejorativo sobre o tom da pele de alguém, já é uma atitude racista. Seja, de qualquer etnia que vier, mesmo que da nossa própria.
A cor da pele não revela o caráter, são as atitudes diárias que mostram a verdadeira índole. Por isso, tanto faz "branquitude ou negritude", ambos os termos podem imprimir rótulos os quais, não definem o ser humano.
Thiago Silva Oliveira (1986 a)
O Homem que chegou na Lua
Andou no tipo uma rua
Mas não teve o previlegio
De ver o teu corpo quando está nua
O homem da lua
Não colocou nem os pés no chão
Mas só ele tem a chave pro teu coração
O homem da lua não quer só tocar a lua e ter a chave
De seu
Coração
O homem da lua te leva pra
Lua nua de samba canção
No meio da noite
Te canta uma canção
O homem da lua não tocou o pé na Lua
Somente na rua
Mas toca e flutua
Nesse seu coração
A procura.
À noite, sozinho...
Invade-me uma tristeza profunda,
Quero estar ao seu lado,
Contemplar, em paz, o caminho percorrido.
Porém, você já não está mais aqui
Então, sigo calado, o peito congelado
O coração perdido.
Procuro, em uma perspectiva lógica
Algum motivo, mera explicação...
Compreendo, entrementes, não haver
A não ser simplesmente o dito não.
Sentimentos que subvertem a razão,
Me provocam arrependimentos angustiantes,
Tento entender o que não é possível
Um exercício de melancolia,
Uma vez que há muito já havia partido,
E eu disto, tristemente, sabia.
Já te disse que tenho um Sol?
Não? Ah!
Tenho uma Lua e uma estrela também!
Se olhar bem
perceberá que meu universo vai muito além!
Além do meu corpo!
Além da Lua, Sol e estrelas!
Minhas portas?
Meu sorriso e o brilho do olhar
Não se acanhe! Imerja em mim!
Mas seja comedido e tenha cautela,
Pois como um Mustang selvagem
Meu universo é de liberdade sem fim.
Um dia as pessoas que você gosta vão passar dessa para uma melhor. E o que ficarão na sua mente e coração serão perguntas como: abracei o suficiente? Amei o suficiente? Cuidei o suficiente? Valeu a pena?
Abrace, ame, cuide e faça valer a pena enquanto há vida.
Como diz em Eclesiastes 9:4
Enquanto há vida, há esperança!
Um dia eu olhei para o céu e tive a impressão que uma estrelinha piscou para mim. Não foi impressão não, ela piscou. E no mesmo instante meu coração brilhou - deve ser algum efeito estrelar ou algo assim - mas alguma coisa despertou em mim.
E a partir daquele momento meu dia nunca mais foi completo se eu não ficasse por alguns momentos que fosse, contemplando a estrelinha. Nos dias nublados ou chuvosos eu tinha de consolo, as memórias, lembrava e no meu rosto o sorriso aparecia. Se tão longe ela está, no meu coração sempre estará bem próximo, tão pertinho que esquenta meu peito. Minha estrela querida, minha estrela amada.
Daí fico pensando: - Será que ela me vê? - Então meu coração brilha (no meu pensamento é claro) e eu tenho certeza, lá de longe, bem longe, quase no infinito, ela me vê e até me ouve e deve dar risadas quando eu falo que vou construir um foguete, apontar para o universo e alcançá-la. Não é promessa, é sonho. E sonhos, com coragem a gente realiza. Só fico pensando se ela vai gostar de mim e do meu traje espacial...
De ontem para hoje morri!
E não foi uma morte,
Igual a dos dias anteriores.
Só sei que hoje, eu já não era o mesmo de antes,
...e ontem e depois,
...de depois ontem,
...e dias a mais anteriores.
Senti-me não renovado.
Senti-me não mais como eu era igual aos dias passados...
E percebendo que apartir de todos os outros dias era Eu, agora na vida tentando de novo me reconhecer.
Sem dinheiro nem Deus - o mundo de hoje -
O Mundo vive, neste momento, uma longa noite interior. As certezas foram abaladas. Os corações permanecem em silêncio na esperança que o dia renasça. A antiga ruptura com Deus tornou os Homens vazios, austeros, distantes, tantas vezes incapazes de perceber a importância de nos "virarmos para dentro" em momentos de intranquilidade e tristeza como estes que vivemos.
E o que temos? Com o que ficámos? A Pandemia tirou-nos as nossas seguranças exteriores! E agora o que fazemos sem vida social? Para onde nos podemos virar? Sem dinheiro nem Deus quem somos? O que faremos?
Dizem os Orientais que para que tudo mude é preciso que algo não mude e isso que não muda é a própria vida na sua essência. Continuamos vivos e somos vida por isso há esperança. A vida como centro emanador de energia permanece em nós e fora de nós. Tudo o resto é vão. Estamos vivos! Somos vida! Só precisamos tomar consciência desta enigmática mas profunda realidade. Realidade que nos antecede, que antecede a existência, que antecede a própria vida.
O mundo desmorona aos nossos olhos e nós não lhe podemos acudir. Somos impotentes. As sociedades caem como um imenso castelo feito de cartas. A politica como a conhecemos já não serve, é oca. É preciso servir a politica e não servir-se da politica. É preciso mudar padrões, valores, registos ... É preciso rever prioridades, reaprender a revermo-nos nos olhos dos outros.
A morte espreita impiedosa, astuta, a cada canto da vida. E como reaprender o que não soubemos intuir?! A sociedade não nos preparou para tudo aquilo que estamos a passar. É urgente despertar para uma vida interior.
Muito tenho ouvido falar em sacrifício e nos sacrificados da pandemia.
A Culpa, o julgamento e o medo são os três "nós psiquicos" que impedem o Coração de abrir à dimensão da Alma. Infelizmente a humanidade evolui através do sofrimento. O sofrimento que aceita e integra. Quem ultrapassa as dificuldades que vive nunca mais é o mesmo. Esquecemo-nos de que tudo o que acontece de ruim na vida de cada um é para a melhorar, transformar, reerguer, reconstruir. É isso que nos está a ser exigido neste momento pela Natureza.
Todas as renuncias deveriam implicar uma dimensão "lavada" de sacrificio,
pois Sacrificio, vem de SACRO OFICIO, ou seja, Oficio Sagrado.
E todo o Oficio Sagrado deveria ser um serviço que une os Seres Humanos, cada Ser a outro Ser, todos os Seres. Um Oficio Amoroso que dimensiona e integra
o Coração!
Um sacrifio deveria ser um Acto-de-Amor. Assim demonstrou Cristo
ao dar a sua Vida para Ensinar que só o Amor Salva.
O que ocorre é que muita gente que acredita apenas se identifica
com o peso do seu sofrimento tantas vezes marterizando-se, esquecendo a ressureição como meta final. Em analise profunda,
os homens de hoje culpam-se,
julgam-se e teem medo.
Bloqueiam o acesso às suas Almas,
ao Sentir mais vasto e profundo que os habita.
A Natureza da qual fazemos parte está a obrigar-nos a meditar neste dilema e a dar-nos a oportunidade de uma profunda transformação interior. Porque o dinheiro hoje perde-se amanhã ganha-se mas o amor não, a vida não.
Quem vive do medo nunca poderá identificar-se
com uma renovada noção de sacrificio
onde o peso dos actos que pratica ficariam "lavados" pela dimensão Amorosa
que lhes deveria injectar.
Não sabemos fazê-lo. Ninguém nos ensinou.
Qualquer acto, apesar de doloroso,
ao ser identificado com o Amor
fica Baptizado, renovado.
Muitas vezes encontramos seres
que procuram ajudar os outros
sem antes se terem ajudado a si mesmos.
O que é uma fantasia! São seres que fogem
de si próprios em busca no exterior de algo
que só dentro poderão encontrar,
a Paz.
Por lá passei nessa curva do caminho.
Passei e não fiquei, senti e libertei,
morri e Ressuscitei!
Quando se sente que a Vida é um "fardo"
é tempo de reflexão sobre quem somos
e o que estamos a fazer de nós mesmos. Este é o momento. É a hora.
É tempo de verificar se transportamos
coisas que não são nossas e libertarmo-nos delas.
A Vida ensina a Liberdade de Espirito,
de Alma, de Consciência.
Alguém de quem gosto muito afirmou um dia que Amor é Consciência e Consciência é Amor.
Ninguém nos pode dizer quem somos
ou o que fazemos aqui,
somos nós que temos que o descobrir.
No fundo, estar frente-a-frente
com a Ordem do Universo que é Deus,
sem intermediários.
Ninguém atrai peso superior às suas forças! O destino é apenas
a consequência do mundo interior que cada um transporta consigo mesmo, por isso, há que modifica-lo para modificarmos as nossas vidas.
"Conhece a Lei e sê Livre"
dizem os orientais na sua imensa sabedoria.
Quando alguém se assume como "sacrificado"
não cumpre um Oficio Sagrado, um Acto-de-Amor.
Cumpre uma pesada pena que se deu a si mesmo para
se "auto-flagelar" pelo peso das suas culpas.
Culpa-se, julga-se e fecha-se no medo ...
Atenção!
Que se rompam velhos padrões e se conscencialize um Novo Tempo pois é tempo de Amar sem bloqueios ou falsas virtudes. Um novo mundo construído agora nos espera mais adiante. Não adiemos esse futuro tão promissor pois é no presente que se constrói o futuro.
"Coragem! Porque coragem não significa ausência de medo!"
Ao anoitecer
Porta entreaberta.
Envolta em uma toalha de banho,
apareces.
Teu corpo moreno e o branco da
toalha contrastam e,sensualizam.
Sentas a frente do espelho, e
deixas teus cabelos úmidos, por
tuas costas descer, as curvas das
tuas cadeiras delineam o assento
da banqueta, deixando apenas uma
parte de tuas coxas a mostra.
Sacudindo os teus cabelos, vais
ficando em pé, viras de lado na
direção do leito, e teus seios
me espiam .
Deixas teu corpo, cair por sobre a
cama.
Deitas de bruços,e relaxas por
inteiro.
Atrás da cortina da porta, me perco
a olhar esse sonho de corpo de mulher.
Vejo-o à minha frente estático e
convidativo.
Que vontade de junto a ele estar, e nele
me perder, amando-o por inteiro,
tornando-o só meu, e o prender em definitivo.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista R/J
Membro Honorário da Academia de letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico da Acilbras - Cadeira - 681- Superintendente
Patrono - Comendador Maestro - Armando Caaraüra -
Presidente da Acilbras
Eu nunca fui eu mesma
Não sei o porquê, mas atualmente sinto que cada vez mais eu me torno uma escrava da minha própria mente como se não pudesse controlar o que penso e o que sinto, como se eu não fosse eu mesma, mas só uma coletiva de pensamentos e consciência, como se não houvesse um eu. Descartes dizia “penso logo existo” e talvez ele esteja certo ao afirmar que a dúvida é o fator que prova nossa existência, mas talvez a dúvida seja a nossa existência em si, sei que não faz muito sentido, e considerando que estou escrevendo por puro impulso, provavelmente não faz mesmo.
A filha do vizinho.
Como se forja uma faca,
O calor da brasa é tão imenso que vai moendo meu pensamento,
Como faz bem um café,
Tomo um golinho na xícara e rezo uma prece,
Feito a mão,
Me vejo no lombo de um cavalo,
Aos caprichos dos meus cuidados,
Desço e descanso,
E dou água para o meu pangaré,
Um poema emerge do meu coração,
No cerrado da lavoura,
Minha produção é própria,
Na espera da colheita,
As sementes foram muitas,
Faltou as chuvas e algumas secaram,
As madrugadas naqueles dias foram frias com intensas garoas,
Cheiro de mata no sereno,
Flores belas pantaneiras caem
E se espraiam pelo chão,
Pétalas amarelas e cor-de-rosas,
Jeito matuto tem esse poeta,
Canta ele e canta os pássaros,
Na verdadeira obra de arte,
Grita no banhado das espigueiras,
Bolinhas de colar artesanal,
Colonhão na beira da estrada,
Canta o pardal e o bem-te-vi,
No retrato do curral,
Cerca de tábuas escuras,
O óleo queimado é a tinta dos caboclos do mato,
Palanque na parte central do grande mangueirão,
Ahoooooo abolição,
Caba não para eu não entrar em erupção,
O relinchado do alazão é um torpedo aos olhos de um boiadeiro,
O berrante segue adiante chamando a boiada para vacinação,
Berra o boi , berra a manada,
Que ecoa levantando a poeira do chão
Bezerrada mama que parecem pequenos leitões,
Apartam-se das mães para ter uma nova comunhão,
A boiada vai caminhando como formigueiro no paredão,
A filha do vizinho se encantou,
Com o sapateado das patas do meu redomão,
E lançou á mim um desafio,
Se trouxeres esse potro aqui para eu cavalgar,
De brinde te dou eu,
E pode levar também,
O meu coração.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Ama alguém de verdade? Ofereça um ombro amigo, uma luz, elogie seus potenciais, incentive o lado bom dela!
Se ao invés disso você aponta os defeitos a todo momento, critica, pune, isola, coloca para baixo, faz a pessoa se sentir a pior pessoa do mundo, então você está contribuindo para colocar essa pessoa no fundo do poço, de onde sabe-se lá se um dia conseguirá sair.
De tanto você falar que a pessoa está errada, UM DIA ELA VAI ACREDITAR NISSO. De tanto você falar que NÃO PODE, um dia ela vai PARAR DE QUERER FAZER QUALQUER COISA. É assim que se coloca uma pessoa no mau caminho, porque você tira dela o brilho, a personalidade própria, a capacidade de reagir e se expandir. Se tornará uma pessoa subserviente que abaixa a cabeça para tudo, que acha que ser humilhado e rejeitado é algo normal.
Qualquer tipo de relacionamento humano para dar certo precisa de cumplicidade.
Enfiar os "problemas" dentro do quarto e trancar a porta fingindo que eles não existem, só vai fazer aumentá-los.
Nunca dê as costas para quem está tentando te dando as mãos. A vida é curta e o mundo gira muito rápido.
A RELIGIÃO E A CIÊNCIA
A religião e a ciência tiveram uma treta,
Discutiram-se bravamente qual delas era a mais perfeita.
A razão foi por elas eleita,
Para dirimir a dúvida a sua decisão seria aceita.
A fé discordou, dizendo desta feita,
Que sua opinião seria a mais perfeita.
Alegou na explanação de sua fala,
Que a ciência sem Deus seria uma obra suspeita.
A razão exclamou!
Ambas, tem suas virtudes. O que faltou em uma, na outra somou.
A ciência tem a cura que vem da inteligência humana,
A inteligência vem de Deus. Veja só que bacana!
A religião pode não curar, mas acalenta a alma,
Ajusta o espírito e o faz caminhar com calma.
Enquanto uma busca a saúde e a cura da doença,
A outra apazigua a alma, na oração e na sua crença.
Religião e Ciências caminham de mãos dadas,
São filhas do mesmo Deus. Por isto estão amparadas.
Precisam estar unidas, nunca separadas,
O homem precisa das duas, juntas e misturadas.
Élcio José Martins
Distopia condenada.
Obstrui um poema,
E fui causando um colapso nas vozes fugazes,
Uma Distopia condenada,
Lugares de extremas opressões,
Fucei até achar uma saída,
Mas vi que a caverna que estão cavando é profunda demais,
Não há quem entre,
Se entrarem vão se perder,
A localização é embaçada, perdida e hereditária,
Uma cegueira de devassa tamanha,
Não me privo em citar,
Faz bem e lava a alma,
Estão todos embebedando e sonhando nesse tonel,
Anomalia,
Aí ai ai ai,
Tabuleiro de olheiro,
Branca é essa tão desejada Paz,
Orgãos submersos,
Lacunas rasgadas e infinitas,
Puxando para ter uma queda brutal nessa nossa própria terra bendita,
Chá de chimarrão para acalmar ou fortalecer,
Ou camomila tratada para dormir,
Ou até uma droga qualquer para terminar de explodir,
O imaginário me aborrece,
Me entorpece e me deixa furioso,
Vidas vividas,
Uma delas nem teve ao menos um segundo de vida colosso,
Ah seu Moço,
A picareta é de ponta afiada e desobediente,
Ela fura e ninguém vê,
Matas vindo ao chão,
E predios subindo bem alto com muito prazer,
Já diz o ditado,
O que se faz,
Aqui se paga,
Esse retrato é redondo e não é quadrado,
Talvez não tão distante,
Desesperos e ruínas estão cada vez mais perto,
Sabem lá se nesse tempo terá ao menos uma dose de morfina para nossa dor acalmar,
Se pensarmos bem,
Ja está diante de muitos,
Lamentável é,
Os olhos desses muitos ainda não se abriram,
E eu ainda não sei,
O porque....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Feita para ser uma rosa.
Falar das rosas.
Elas não falam... assim dizem;
Mas pensam , pensam muito.
E nunca dizem o que pensam
Mas com muita sensibilidade
É possível chegar ao pensamento
No olhar do que não veem
Este que muitas vezes sofre
Elas sabem guardar a dor
Sabem como sentir amor e dor
Sabem amar e sofrer
Sorrir e chorar.
São fortes em sua suavidade,
Defendem o que querem
Seus espinhos não são para ferir,
Mas ferem, ferem muito
Ferem sem pudor, pelo que querem.
São como sereias que encantam
Não com um canto, mas um perfume.
Muitas estão hoje plantadas em jardins que não desejam,
Em corações que não podem sentir.
Seu pensar é como o vento;
Suas folhas caem e se deixam levar.
Não estão ali ou aqui,
Mas estão onde querem,
No desejo que ficou guardado.
Plantamos rosas que não floresceram,
As amamos, cuidamos e não as ouvimos,
Sua dores e seus espinhos,
Que num olhar faz doer, faz chorar
A quem as quer plantar no coração.
Elas gostam de rosas,
Das que querem receber.
É o silêncio das rosas,
Os espinhos da dor que se esconde,
Que é guardado nas raízes de sua alma,
Nos olhos tristes que não choram.
Neste olhar seus espinhos.
São as rosas de toda rosa
É a vida de toda rosa
É o amor de toda rosa
É a dor e a beleza de toda rosa
É a coragem de toda rosa
É o desejo de toda rosa
É o perfume de toda rosa
É toda escolha da rosa
É a rosa destinada a luz
Feita para ser mulher.
Mas elas nem sempre falam.
Zé Poeta 🌹
Somos meros mortais e viver é uma luta, uma queda de braço da gente com a gente. Nem sempre seremos capazes de entender, de fazer a leitura certa de tudo o que nos rodeia e julgar não nos cabe.
Sentir, amar e sentir mil vezes mais, faz parte do processo para que a gente aprenda que nem tudo está sob nosso controle.
Sem medo amo.
Sem medo sinto, e sinto muito.
Era uma vez um operário de uma empresa de trens que estava para se aposentar. Certo dia ele recebeu do seu chefe a incumbência de ensinar a um jovem, que viria a ser o seu substituto, as suas atividades diárias. Disse a ele também que o jovem chegaria na manhã seguinte e que ambos se encontrariam na sua primeira atividade junto ao comboio de vagões de carga que, diariamente, ficavam estacionados na estação durante boa parte do dia.
No dia seguinte, como de costume, o senhor já estava no seu posto de trabalho, habitualmente, antes do horário de início e aguardava a chegada do jovem. Passado alguns segundo, eis que chega o rapaz, cheio de energia e vitalidade e se pôs a acompanhar o senhor. Ambos seguiam juntos pelo comboio onde o senhor, de posse de um martelo, batia nas rodas dos vagões, um por um, ouvindo, atentamente o estrilar de seu martelo quando o batia nas rodas.
Fizeram isso por algumas unidades e, depois de muito ouvir o tilintar do martelo batendo nas rodas dos vagões, onde o senhor operário sequer mencionava alguma palavra, subitamente o jovem disse a ele...
- Por gentileza, podemos dar uma paradinha aqui?
De pronto, ambos pararam e o senhor perguntou...
- Qual foi o problema, não está gostando da atividade?
Quando o jovem disse...
- Não é isso, mas eu gostaria de saber por que é que nós estamos fazendo isso, o senhor pode me explicar?
Quando o senhor respondeu...
- Faço isso já há 35 anos e nunca fiz essa pergunta para ninguém... Agora você, nem bem começou a trabalhar já está tão curioso em saber?
Moral da história: Saber o “motivo” pelo qual fazemos as coisas, sempre nos fará menos ignorantes, independente do assunto.
E você, quer saber o motivo pelo qual o velho operário batia nas rodas dos vagões?
É simples... Pelo som produzido nas batidas do martelo contra as rodas, é possível reconhecer alguma rachadura nas mesmas.
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