Coleção pessoal de clarindo

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⁠No fim, ele percebeu que não a perdeu, pois a gente só pode aquilo que tem.

⁠No sepulcro gelado do meu ser desfeito,
Sou apenas o eco de um amor que se perdeu.
Não sou vivo, nem morto, apenas um sujeito,
Afogado em lembranças do que já se dissolveu.

Meus passos ressoam como suspiros ao vento,
Nas ruas vazias da despedida e da saudade.
Alimento-me de silêncios, lembranças de um lamento,
Onde sonhos desvanecem na cruel realidade.

Oh, como é amargo o gosto deste fim inevitável,
Onde meus olhos buscam somente o vazio.
Meus dias se esvaem na sombra indesejável,
De um coração que sabe que está sozinho neste rio.

À luz trêmula da lua, procuro um alívio breve,
Mas só encontro o frio da solidão que me assombra.
Neste corpo cansado e triste, um naufrágio leve,
Para a certeza amarga de que morrerei sem sombra.

Sou o espectro de um amor que já não arde,
Afundado nas águas profundas da desilusão.
Onde tudo se desfaz no adeus que não tarda,
De uma história que termina sem perdão.

Não me chame de vivo, pois já não sinto a vida,
Sou apenas um eco de um tempo que já foi.
Fragmentos de um amor que se despedida,
Sou o que resta de um sonho que já não ecoa mais em mim.

Como palavras escritas em um papel sem cor,
Sou a dor que caminha na estrada da solidão.
Um destino traçado pela dor do dissabor,
Busco em cada adeus um novo caminho, uma nova razão.

Mas só encontro o vazio, a certeza de um adeus,
Neste mundo onde ser é um fardo, uma sina.
E assim sigo, sem vida, sem morte, sem um novo adeus,
No labirinto do destino que insiste na dor que destina

No túmulo frio do meu peito errante,
Sou zumbi que vagueia sem rumo certo.
Não sou vivo, nem morto, apenas distante,
Entre sombras escuras e lembranças de deserto.

Meus passos arrastados ecoam na solidão,
Entre ruas de concreto e almas sem cor.
Alimento-me de memórias, na escuridão,
De um passado que se desfez como pó.

Oh, como é amargo o sabor deste viver sem vida,
Onde meus olhos não veem, apenas fitam o vazio.
Meus dias são espinhos cravados na ferida,
De um coração que já não pulsa, apenas desafio.

À luz da lua, busco o alento dos sonhos perdidos,
Mas só encontro a névoa densa da desilusão.
Neste corpo frio e dormente, escondo meus gemidos,
De um tempo que se esvaiu na maré da ilusão.

Sou zumbi de mim mesmo, espectro de um naufrágio,
Afogado nas águas turvas da desesperança.
Onde tudo que resta é o eco do meu presságio,
De um destino traçado com tinta de lembrança.

Não me chame de vivo, pois sou apenas um eco,
De quem um dia respirou, mas perdeu a razão.
Zumbi de sentimentos, de amor desfeito em tropeço,
Sou o que restou de uma vida, perdida na escuridão.

Como os versos que escrevo, na penumbra do meu ser,
Sou a sombra que dança no muro do esquecimento.
Triste zumbi de mim, naufragado no meu próprio querer,
Busco em cada passo um alívio, um alento, um alimento.

Mas só encontro desespero, desamparo, solidão,
Neste mundo onde ser zumbi é a sina que me coube.
E assim sigo, sem vida, sem morte, sem redenção,
No labirinto sem fim de uma existência que me dobrou.

Ah, Menina, se soubesses do peso desta condição,
Da alma que vagueia sem destino, sem direção.
Talvez me entenderias, entre linhas de ilusão,
Como um zumbi que lê, que escreve, que clama por perdão.

Perdoe-me se eu parecer que não me importo, se eu parecer estar morto por dentro; É porque estou, apesar de me importar.

⁠E ele postou seu último status sobre tristeza, ia pegar toda essa dor e apunhalar o peito para, por fim, viver o resto dos seus dias fingindo...

⁠Agradeço por desistir de mim; no fim, verá que foi a melhor coisa que você fez...

⁠E ele seguiu sem dividir sua dor com ninguém; um peso que somente ele devia carregar, sendo injusto querer que alguém o ajudasse

⁠Os dias, os meses, os anos... passarão, e você vai esquecer de mim, verá alguma foto minha e talvez se lembre de nós, talvez sinta saudade ou vontade de ligar, mas para onde vou não terá como ligar, como ouvir, como me ver... demorei aqui mais do que devia, agora posso ir, à minha eterna morada...
Não peço por perdão, acredito que lá, essas coisas são insignificantes.

⁠Um dia, eu serei apenas uma lembrança, ou nem isso... Apenas uma pessoa que teve breve passagem na sua vida, que se foi no caminho que devia ter ido há muito tempo...

_O que você tem?⁠
_Não é algo que alguém possa ajudar, tornando-se displicente mencionar...

⁠Para que eu possa ser eu mesmo de novo, preciso quebrar esse coração...

⁠Não se encontra uvas em um coqueiro...

É uma pena que não poderei falar tudo que pretendia⁠; talvez um dia você me fale, em que pese eu não poder ouvir...

O adeus mais dolorido é aquele que não é dito...⁠

⁠Você sente quando já passou do tempo de estar aqui, que está insistindo contra todas as circunstâncias, quando deve simplesmente pular...

⁠Intensidade sempre foi o meu maior defeito e, no fim das contas, foi o que acabou me matando...

⁠Há caminhos cheios de pedras e espinhos que você terá que trilhar sozinho. Mesmo que seja curto, mesmo que o fim esteja logo ali; é só você, como sempre devia ter sido.

⁠Você sente quando não faz diferença você estar ou não...
Quando "tanto faz"...
Enfim sente o alívio de não deixar a falta nem a culpa em ninguém, que, enfim, poderá ir...

⁠Você não desiste de ninguém de uma vez. São ações, indiferenças, pequenos atos que, acumulados, te fazem fechar a porta e ir embora...

⁠E a corda que ainda estava me segurando se rompeu. Agora, não me peça para sair desse buraco, não tente me resgatar, me deixe morrer sozinho...