Versos de Solidão
Emoções afloradas surgem feito um maremoto o deixando a deriva em seus momentos de martírio enquanto olhamos para o horizonte. O tormento De não encontrar em si, mesmo.
O fará Sentir-se como morrer
Bem diante a praia.
A Vida
A vida é uma estrada
Bem difícil de trilhar
Assim como não temos nada
Tudo podemos conquistar
Que um dia a vida melhore
É a nossa grande esperança
Embora isso demore
Continuamos com confiança
Procuramos viver a realidade
Mas ás vezes é bom sonhar
Pois o maior sonho é a felicidade
Que tantos querem conquistar
Mas a vida só tem valor
Quando dentro do coração
Mora um grande amor
Afastando a solidão
Meu só se dá na insuficiência da presença,
Sinto falta de um vocabulário mais rebuscado,
Me trava,
Prefiro a ausência,
Muitas vezes,
Me apego à pessoas,
Coloco-me no bolso,
Não ouço,
Dor ao sentir,
Só vai,
Tudo e todos,
Eu continuo só,
Dentro dos meus pensamentos,
Só lamento me sobra.
Diante da morte a nossa vida se espelha, o passado vem a tona e o futuro terreno chega ao fim. Lembramos do que fizemos e o que deixamos de fazer.
Agora não é mais o que queremos e sim o que tem que ser, o silencio, a dor, a solidão e o amor brigam por um espaço sem ter mais razão. Só lembranças do que foi bom e do que foi ruim sacolejam o nosso ser num embalo sem nome sem cara e sem forma, indescritível. O medo assuta e o amanhã será um novo dia em que não se sabe o que nele haveremos de fazer. Quando será a minha hora de tambem partir para eternidade?
...Nada é mais triste que a decepção; Nada é mais dolorido que o desprezo. Nada é mais angustiante que a solidão, nada é mais incomodo que receber um não de quem se ama.
Mais mediante tudo isso, vou aqui vivendo e vivendo a procura de um porto seguro para esse barco desgovernado, que está ha deriva no mar da solidão...
Nauta que vai como o vento,
Entrando na tua embarcação,
Queria ser como tu,
Nauta que desatraca o teu barco,
Distanciando do cais de mansidão,
Queria ser como tu,
Nauta que encara o horizonte descomedido,
Quebrando as ondas com teu casco solidão,
Queria ser como tu,
O COQUEIRO
Ele fugiu dos irmãos
para conhecer o mar.
Numa pedra encravou
e não conseguiu voltar.
Por toda eternidade,
na areia da saudade,
o coqueiro irá ficar.
A saudade é um bichinho
Que só faz incomodar.
É zumbido de mosquito
No ouvido a chiar.
Se tiver muito carente,
Use logo o repelente,
Vá pra perto namorar!
A lembrança de um sonho foi o que de melhor restou.
Prefiro um sonho a uma realidade dolorosa.
Então volto a sonhar!
SONETO DO SILÊNCIO
Ah soneto! Porque do silêncio és um desvario
distendendo as noites cá pros lados do cerrado
dando ao poema o poder dum suspiro sombrio
quieto, maniatado, num ostracismo perturbado
Se a ausência e inação me provocam arrepio
o vento um chiado frio, impassível e agitado
se nada do que inspiro a efeito vale, é vazio
então, que eu não fale, sinta, e fique calado!
E, assim, nestes meus sentimentos impuros
sem perfeição, e no coração tão inseguros
tal uma prece, que oferece, pra atingir-te-á
Faço súplica, compadecido de fé e de fervor
ó solidão, vai-te, assim, de partida com a dor
e a paz voltará e sobre mim de novo descerá... (o amor!)
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de setembro, 2021 – Araguari, MG
Quem tem um amigo, um amigo de verdade, mesmo que seja só um, não importa a onde você esteja, jamais sofrerá de solidão;
Poderá morrer de saudades, ficar deprimido mas ao mesmo tempo feliz pensando no que fizeram no passado ou no que podiam ter feito.
Mas uma coisa é certa, vc não estará só.
Caso contrário, não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades.
A falta de amigos faz com que o mundo pareça um vasto buraco negro, onde ninguém se importa com você.
Título - Raiva
Você me trouxe o amor, como me trouxe o desespero. Você me deu uma corda para segurar, como também retirou ela de suas mãos e me deixou afundar. Aprendi o que é amar contigo, como também aprendi o que é desejar. Te amo, como também te odeio. Te desejo, como também te quero longe, longe de mim para sempre. Contigo eu me senti no céu, como também me senti no poço mais escuro e vazio. Por quê? Por que me enganaste falando que me desejava? Eu, sim, sentia aquilo que você dizia ter por mim. Isso não é um poema... Isso nada mais é do que um simples e objetivo desabafo.
Para onde vamos tão apressados?
Será que estamos atrasados?
Para onde estamos indo?
No meio de toda essa pressa...
Me sinto lento...
Meu corpo pesa...
Meus olhos ardem...
Acho que vou cair...
Tudo me parece passageiro...
Tudo me parece tão sujo...
No meio de tudo isso...
Eu me sinto sozinho...
Meu rosto parece tão jovem...
Mas me sinto tão velho...
Por que eu não posso parar?
Eu preciso parar...
Eu não posso parar...
Me sinto sufocado...
Sinto mãos por todo meu corpo...
Elas querem minha alma...
Deve ser a única coisa...
Que eu tenho a perder...
A cada segundo que passa...
Mais meu corpo amadurece...
Eu ainda acredito no amor...
Não o vejo a dias...
Não o sinto a decádas...
Em meio a toda dor...
Eu busco o amor...
Meu único motivo...
Vou caminhando...
Acredito que esse seja o caminho...
Eu não posso cair...
Será esse o caminho?
Lamento tanto, por pessoas que ficam procurando desculpas e culpados, pelo que não lhe aconteceu. Lamento, pelas que pensam que a solidão é um castigo, e não um estágio, que Deus usa para restituir um coração ferido. Só Deus é capaz de dar vida, ao que já morreu um dia. A vida é um espetáculo, a gente não tem que vê-la passar, simplesmente... Mas, acompanhá-la, vivê-la, sabendo que, tudo que teve um começo, certamente terá também um fim. Eu só lamento!
joanarodrigues.com.br
Madrugada fria, cama vazia, o tempo não passa, ouço o som da chuva no telhado e o sussurrar do vento na janela, meio que agonizando pedindo para entrar ...
Solidão toma conta do peito, transborda pelos olhos. Chove lá fora e se faz tempestade dentro de mim.
Passeio pelas ruas do espinheiro
quero
pelos olhos da cidade
apreciar papoulas
abertas de par em par
para deleite dos cãezinhos
e colares de pérola de maiorca
(a pressa atropela a solidão do homem
que vende pipoca na esquina
o vento do carro
levanta a saia da moça lilás
para felicidade dos operários
já libertos do andaime
e da rigidez das horas)
quero
pelos olhos da cidade
sentir cheiro de pão e de fuligem
de brisa e de cimento
e testemunhar o preciso instante
em que o beija-flor afaga
a papoula aberta de par em par
Dizes sempre que me amas
como outrora, antigamente,
que não saio da tua mente,
que está acesa a chama,
no teu peito, que te inflama.
Mas não passam de palavras,
posto que és uma escrava
desse teu próprio orgulho,
e, por isso, não mergulho
nesse amor que não se crava.
Não te demores a ir se a ti meu peso por completo recai-se. Não me mintas palavras vagas se em teu peito meu veneno guardas. Não te deixes enganar, o mais abrupto dos gelos há de degelar. A mais ferrenha rocha há um dia de se sedimentar. Meu perjuro coração há um dia de se rachar (embora já esteja aos pedaços).
Não há ritmo capaz de seguir meu compasso, vaqueiro a prender-me no laço, droga a sanar meus espasmos. Não vingo neste chão, Terra não há de me ser um lugar, meu planeta não é este, é dor a me tomar.
Não te disse, quem diria? Amor, meu caro amor, nada fácil é me amar. Juro-te aos prontos, das tarefas, é a mais árdua a se dominar.
Cravos e rosas entalam meu esôfago, para cada flor a vomitar, há um espinho tomando frente a me perfurar.
E ao final, nada há de mudar, sairemos feridos como cravos, e como rosas a nos despedaçar.
Solitude
Abracei-me ao passarinho
Com coração ao caos
Meus olhos pareciam rio
Nem sonhos me fizeram ficar
A liberdade do vento
nos meus cabelos
Me deu uma doce paz
O silêncio me compreende
Como ninguém jamais
É por isso que às vezes recolho-me
Pois é nessa solitude,
que eu consigo me encontrar
Percebi que no meio do deserto,
posso me reinventar
Mudas em silêncio florescem
E assim voltam a colorir o universo
Eu só tinha fé e isso foi o suficiente
Eu tenho a manha de acender o sol
Quando meu mundo escurece
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 18/12/2020 às 00:00 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
O que fica do que foi.
Foi lindo, ficaram as lembranças!
Foi emoção, ficou a razão!
Foi aconchego, ficou a solidão!
Foi chama, ficou a faísca!
Foi aventura, ficaram as descobertas!
Foi intensidade, ficou a saudade!
Foi música, ficou o silêncio!
Foi mar, ficou um vazio!
Foi, quando eu queria que ficasse!
