Coleção pessoal de dia_marti

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⁠"Desconfiemos do povo, do bom senso, do coração, da inspiração e da evidência"

Charles Baudelaire

⁠"Os ditadores são os criados do povo, nada mais - aliás um raio de papel - e a glória é o resultado da adaptação de um espírito à tolice nacional"

Charles Baudelaire

⁠"Há coisas que deveriam excitar a curiosidade dos homens no mais alto grau, e que, a avaliar pelo seu modo de vida normal, não lhes inspiram nenhuma.
Onde estão os nossos amigos mortos?
Porque estamos nós aqui?
Viemos de alguma parte?
O que é a liberdade?
O número de almas é finito ou infinito?"

Charles Baudelaire
Tags: curiosidade almas

⁠"Não tenho convicções, como o entendem as pessoas do meu século, porque não tenho ambição. Não há em mim base para uma convicção. Há uma certa cobardia ou, antes, uma certa moleza na gente honesta. Porque venceria eu, pois nem sequer sinto vontade de experimentar? (...) Todavia, tenho algumas convicções, num sentido mais elevado, e que não pode ser compreendido pelas pessoas do meu tempo"

Charles Baudelaire
Tags: convicção tempo

⁠"Nada existe sem objectivo. Portanto a minha existência tem um objectivo. Que objectivo? Ignoro-o. Não fui pois, eu quem o fixou"

Charles Baudelaire

⁠"O homem ama tanto o homem que, quando foge da cidade, ainda é para procurar a multidão, isto é, para refazer a cidade no campo"

Charles Baudelaire

⁠"Agora são tempos de ouro.
Os de sangue vem depois"

Cecília Meireles

⁠"Um vento de cinzas negras
levou tudo para além"

Cecília Meireles

⁠"Riqueza grande ta terra
quantos por ti morrerão! (...)
Há multidões para os vivos:
porém quem morre vai só. (...)
há mais forças, mais suplícios
para os netos da traição. (...)
Quem não presta, fica vivo;
Quem é bom, mandam matar."

Cecília Meireles

⁠"Eu abria-me, pela primeira vez, à terna indiferença do Mundo"

Albert Camus
Tags: indiferença mundo

⁠"Também lá, em redor desse asilo onde as vidas se apagavam, a noite era como uma treva melancólica"

Albert Camus

⁠"Estendia-me, olhava através da janela, procurava interessar-me pelo que via. O céu tornava-se verde, a noite chegava. Voltava a fazer um esforço para mudar o curso dos meus pensamentos. Punha-me a escutar o coração. Não era capaz de imaginar que este barulho compassado, que me acompanhava há tanto tempo, podia um dia cessar. Nunca tive verdadeira imaginação. Mas, tentava imaginar, não obstante, o segundo em que o bater do coração já se me não prolongaria na cabeça. Em vão. Acabava por chegar à conclusão de que o mais razoável era ainda não me tentar dominar"

Albert Camus

⁠"Eu parecia ter as mãos vazias. Mas estava certo de mim mesmo, certo de tudo (...) certo da minha vida e desta morte que se aproximava. Sim, não sabia mais nada que isto. Mas, ao menos, segurava esta verdade, tanto como esta verdade me segurava a mim"

Albert Camus

⁠"Compreendia muito bem que as pessoas me esquecessem depois da minha morte. Já não tinham nada a fazer comigo. Nem sequer podia dizer que me custava pensar em semelhante possibilidade. Não há, no fundo, nenhuma ideia a que não nos habituemos"

Albert Camus
Tags: morte esquecimento

⁠"Mas eu vagueio sozinha,
pela sombra do quintal,
e penso em meu triste corpo,
que não posso levantar"

Cecília Meireles
Tags: solidão tristeza

⁠"Tão feliz que me sentia,
vendo as nuvenzinhas no ar,
vendo o sol e vendo as flores
nos arbustos do quintal,
tendo ao longe, na varanda,
um rosto para mirar"

Cecília Meireles
Tags: felicidade flores

⁠"Como o poderia eu saber, aliás, pois que além dos nossos corpos agora separados, nada nos ligava, nada nos lembrava um do outro"

Albert Camus
Tags: memória separação

⁠"mil intrigas, mil enredos
prendem culpados e justos;
já ninguém dorme tranquilo
que a noite é um mundo de sustos"

Cecília Meireles
Tags: intrigas enredos

⁠" os homens matam-se e morrem,
ficam mortos, mas não fartos"

Cecília Meireles

⁠"Perdido neste vil mundo, acotovelado pelas multidões, sou como um homem cansado cujo olhar não vê para trás, nos anos profundos, senão desilusão e amargura, e, à sua frente senão uma tempestade em que nada de novo se contém, nem ensinamento nem dor" 

Charles Baudelaire
Tags: mundo multidões