Tudo Oque eu Sentia Acabou
Há tempos eu não escrevo
eu que escrevia sem motivo pensar
eu sentia e escrevia
ou escrevia para não sentir
eu que há tempos não escrevo
hoje penso por que não mais escrevi
eu que há tempos não escrevo não foi há tanto tempo não escrevi em poesia o que de mais profundo eu sentia.
agora eu que escrevo pois percebi que não escrevia
escrevo para relatar minha saudade
eu que há tempos não escrevia agora escrevo a dizer que sem você eu não mais escreveria
não com tanta verdade
não com veracidade
eu que saudades sinto e que há tempos não escrevi.
O que eu temia já não temo mais
porque Jesus pra minha vida trouxe paz.
A tristeza que eu sentia já não sinto mais
porque Jesus alegria me traz.
A solidão que eu sentia já não sinto mais
porque Jesus companhia me faz.
A mentira que eu contava já não conto mais
porque com Jesus na minha vida só a verdade satisfaz.
A morte que me esperava já não me espera mais
porque o pecado que a ela me condenava já não me condena mais.
Hoje nova criatura sou
nesta nova vida quem vive já não sou mais eu
quem vive em mim é Jesus
Jesus, que me uniu com Deus.
Um mundo
Eu estava sozinho... de repente você chegou.
Eu me sentia seguro até você chegar,
Você trouxe para mim o frio da barriga e o arrepio da alma.
E pela primeira vez me senti inseguro.
Você despertou em mim tenro sentimento que eu não conhecia
E me fez ver um mundo que até então inexistia.
Criou em mim novas emoções
E me fez o sentido da palavra “amor”.
Calou a minha boca e emudeceu a minha alma,
Ensinou-me com um olhar
Expressar o que não se diz com palavras.
E quando me senti seguro no teu mundo
Você deixou o mundo que me revelou.
Nosso mundo ficou vazio,
Levou minha alegria,
Levou o meu sorriso,
Só deixou para mim um mundo sem cor.
Edney Valentim Araújo
Teve um tempo, em que eu sentia dor
mas encontrava felicidade
Mas sempre vinha mais dor
Chegou um tempo que eu comecei
a não ligar mais se tinha dor
e passei a gostar dela
Muita gente ficou feliz com isto
Era o que eles queriam
Antes eu sentia falta de nós. .
Hoje eu sinto falta de sentir sua falta..
Porque o tempo passou..
Eu esqueci como sentir..
Enfim... Passou. ....
Um dia alguém falou pra mim que eu não era especial , não sentia minha falta..que eu não era indispensável.. sim foi o último dia que aquela pessoa proferiu uma palavra pra mim... sumi do mapa ... me tornei invisível não pras outras pessoas somente para as mas intencionadas !!!
Eu já sentia o gosto..
Já sentia o calor da pele..
Eu já sentia o contato... o tato , o fogo...antes mesmo de tudo ser concretizado..eu já te sentia constantemente aqui comigo ..
Eu me perdi por muitas vezes de você
E quanto mais longe fui mas sentia que deixava a melhor de mim para trás.
Agora várias coisas se passam pela minha cabeça.
Momentos de quando eu não sabia o que sentia ainda e lembranças boas de quando éramos tão felizes.
Nós nos perdemos,nós perdemos a única coisa que não podíamos perder .
Agora olha como estamos ?
Cada um em seu canto deixando a vida seguir,porque nós no fundo sabemos que nosso caminho irá se cruzar algum dia .
Poder ser em meses,anos ou até em outras vidas .
Não é nossa culpa isso não ter dado certo agora, deve ser o destino nos mostrando que existem outros sentimentos,outros amores e outras coisas além de "nós" e além do "pra sempre" .
Eu me sentia fortemente inspirada
tinha algo de extremamente
profundo para escrever
mas ...
a minha caneta
era tênue demais.
Eu sempre vou lembrar de nós assim:
Do medo bobo que eu sentia, por isso, toda vez que escrevia " te amo" para você, era em negrito, não queria correr o risco de passar em branco, ou que me esquecesse.
Queria deixar explícito.
Enquanto o tempo passava
E enquanto eu aprendia
Ria da cara da sorte
Não sentia medo
Nem mesmo da morte
Um dia, então, me enganei
Abandonando aquele escudo
Por pensar que sabia de tudo
Saindo ao mundo
Sem nem mesmo um guarda-chuva
Cara fechada, coração vazio
Sem medo de perder
Por sentir, que tudo já estava perdido
Ontem, eu acordei com medo
e eu o sinto, ainda hoje:
Medo de quebrar cristal,
Medo de perder o que não tenho,
Medo de perder de novo
Tudo que estava perdido
Um novo medo a cada passo
Medo de escrever coisa boba
Medo de morrer num sonho
E não voltar nunca mais
Medo de perder sorrindo
Como naqueles jogos de gincana
A toalha de linho,
A luz na janela,
As xícaras de porcelana
E aquela esperança que eu tinha
Um medo que eu pensei
Que não ia sentir nunca mais
Medo da despedida
Onde a última alegria desta vida
Se vá
Sem nem mesmo olhar pra trás
Edson Ricardo Paiva
Hoje eu fiz café
E desfiz a amizade
da saudade que eu sentia
de mim mesmo
Parece a semana passada
Mas faz muito tempo...
Eu sentia um perfume
Que até hoje eu não sei ao certo
A vida não era
Um caminho de estrelas
A vida era o nada
Onde a trilha era delas
Meus pés vão pisando outro chão
Onde o brilho são vagalumes
Hoje eu fiz café só pra mim
Hoje eu vi que tinha
Borboletas coloridas
Bordadas
Na única xícara que não quebrou
A vida ilude
Mas não faz feliz
Acordo outra vez
Agora não sou mais
Um menino de giz
Desenhado num muro
Novamente me vi de pé
Transbordando o café na pia
Acordo de novo
Dessa vez
No mesmo dia
Percebo que nunca mais
Quero estar perdido
O poema de hoje
Ainda nem foi escrito
O dia de ontem
Escurece no esquecimento
Borboleta que pousa na minha mão
Minha única xícara
Linda... e última vida.
Edson Ricardo Paiva.
Eu me sentia indisposta, mas não era de rejeitar serviços.
Atendimento agendado para o sábado, tínhamos que viajar, a professora e no momento minha cliente, tinha casa em outra cidade.
No caminho todas as conversas possíveis, eu sempre atenta a ouvir e aprender, e blá-blá-blá...
Lá pelas tantas... Silêncio absoluto! (e sequer um "aham"... eu dizia)
A professora fez uma pergunta:
– Jô, você está direitinha?
– Não professora! – proferi quase em agonia. – Estou mal, tenho calafrios.
– O que posso fazer para ajuda-lá?
A viagem ainda era longa...
Dos dois lados da estrada canavais, lá ao longe se avistava uma casa... dois agricultores do lado de fora...
A professora desceu do carro...
Perguntou se a dona da casa estava.
Um resmungo e um aceno de cabeça afirmavam que sim...
Da porta da frente se avistava o quintal, vindo em nossa direção aquela senhora simpática... nos acolheu.
Uma curta cortina servia de porta, no lugar do chuveiro um pote com água e uma cuia.
Era ali que eu tinha que me aliviar do mal estar.
Muita agradecida pelo gesto de carinho...
E nossa viagem prosseguiu serena até o destino previsto.
(Contos que conto)
E daí eu sentia vontade de correr.Correr, não importava para onde.Qualquer lugar servia,desde que eu não tivesse que pensar.E correria mesmo com minhas pernas doídas ou machucadas ,assim como o meu coração.
E me sinto feliz como não me sentia há muito tempo,como se eu fosse um balão e tivesse me enchido de ar e estivesse a voar nos céus.Só que não foi de ar que me enchi;foi de amor.me embriaguei de amor.E é nessas horas que percebo como o amor se assemelha ao álcool pois os dois dão dor de cabeça,os dois te fazem rir e chorar excessivamente e no dia seguinte provocam uma horrível ressaca misturada ao arrependimento.Mas não me importo com a ressaca pois para ser feliz vale a pena qualquer coisa.
Foi estranho, mas o simples fato de ele falar comigo fez o frio que eu sentia física e emocionalmente se dissipar, como se o sol derretesse a geada das plantas nas manhãs de inverno. Senti que aquele feixe de luz me aqueceu e me deu forças suficientes para enfrentar todo o frio e solidão do inverno.
Eu sentia nojo, eu sentia raiva, eu sentia os mais repugnantes sentimentos em relação a ele . A saudade e a paixão haviam se evaporado rapidamente e dado lugar a uma repugnância inimaginável que entre todos os poetas apenas Augusto dos Anjos seria capaz de descrever . O orgulho prevaleceu sobre qualquer outro sentimento , inclusive o amor .
Eu havia trancado o restante do amor que sentia por você em uma caixa escura dentro do meu coração. Porém, nesse momento há qualquer coisa, como o céu, o mar, o sopro do vento, que abriram essa caixa e levaram um sopro de oxigênio ao amor que sufocava. E agora esse amor está forte, agora esse amor está vivo, e grita. Grita em desespero para você voltar, grita em desespero para não morrer.
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