Textos sobre Mar
TRANSBORDA GEMIDO CONTIDO
O futuro, uma profecia
As ondas, o mar, o mar
Sobre a estrada estamos você e eu
Os ventos, como um beijo
O tempo, um castigo
Os momentos caem em névoa
E tudo é mel ao teu leite
A mistura doce irá dispersar-se adentro
Todas as noites e todos os dias
Todos os céus seguem o seu caminho
E apenas a mudança está aqui para ficar
Teu Germinar o meu aflorar espontâneo
Todas as estrelas tem nosso nome
Todo o céu que parece o mesmo
Ainda que de tempo em tempo
E todas as nuvens que desaparecem, e então
Tudo isso começa, novamente
Um ciclo de vida ao semear minha terra
Abundante acolher cada semente valiosa
Que cada desejo teu , aurora traz ao meu ventre teu quente alivio gemido contido .
De tempo em tempo,
Todas as noites , todos os dias
Transborda meu cálice Da
Turva semente urgente do seu meu.
_________ Norma Baker
Leva-me, amor, a este mar
de ondas mornas e discretas,
onde os sentimentos se mesclam
e oscilam entre o mais tranqüilo suspiro
e o mais tresloucado gemido.
Leva-me para além
do que eu possa ver e tocar,
onde a razão me faça vencida,
e a alma, desfalecida,
conheça a bênção dos ventos,
o cheiro das tempestades
e a fúria dos vendavais.
Leva-me
ao delta do insondável,
à confluência dos inverossímeis,
aos jardins negros de Netuno,
aos confins do intangível,
para que eu me guie
pela luz da certeza do impossível
e me faça tua cúmplice
neste destino mais que meritório,
no vale das mais sublimes ousadias,
onde o limite das minhas resistências
seja devorado
pela força das tuas convicções.
Leva-me, amor,
pouco antes que a noite desça
e as estrelas se tornem rivais
neste meu momento de torpor.
Leva-me, amor!
Nas asas da imaginação quero estar
Navegando sobre as águas do mar
Andar sobre as ondas sem se afogar
Em tua mente sei que meu amor estar
Se tua terra fosse perto estaria a me agarrar
Mas a distancia nos separa sem nos afastar
Se a saudade de teu coração te agonizar
Diga as lembranças que logo vou chegar
Não deixe tuas lagrimas rolar!
Pois aqui estou triste a ajoelhar
Com este amor a me agonizar
Esta alma grita querendo te ajudar
É esse amor veio nos alimentar
E agora falta pouco para nos amar!!!
meus pesadelos
são como ondas no mar...
meus sonhos
são um brilho no horizonte...
o abismo soa como
parte da alma
por mais atormentada
as estrela do infinito
são apenas um pingo
num oceano de dor angustia...
dessa fúria que desfaz
no brilho do luar...
simplesmente some na escuridão.
TITUBEIO
Projetado pelo mar das lembranças
... Navego sobre o barco do vazio
e nas ondas da insônias, eu viajo
sob escuro do sinistro silencio...
Tudo é demarcação articulada...
Eu adentro no ponto vago da saudade
e no momento, flechas pontiagudas
são atiradas aos ventos, a esmo,
e o alvo, é sempre...
Uma ausência esculpida na vida,
aonde o escultor sem ponto,
vaga de posse a uma lamparina vã
e esta as cegas sob a neblina...
Titubeando pelos planos do amanhã.
Antonio Montes
Ondas do mar - Alan Maiccon
Estava do seu lado para escutar as ondas Deixa o que vier será
Oque vier é energia para nossos corações
Eu não me sinto bem longe de você
E quero ti dizer
Dizer que quero ser como as ondas
Ser como as ondas pra você
Não quero ficar longe da beira do mar
Eu quero ti ver chegar
Eu quero ti ver chegar
E pular as ondas do mar ..
E pular as ondas do mar ..
Parti ao mar o senhor da vidigueira
Comandante oceânico, partindo na esgueira
Subiu as ondas do atlântico rumo ao mundo
Ele e do reino de Portugal de Sines oriundo
Marítimo por natureza, por meses singrou e atracou
Do litoral africano atrás de especiarias buscou
Indo longínquo além do ouro continuando sua andança
Para no indico chegar a cruzar o cabo da boa esperança
A armada singrou a Moçambique, a ancorar em Goa
Milenar Índia, ninho secular uma terra boa
Hauriu além das fronteiras portuguesas
Inspirou poemas, clubes de futebol e naus acessas
Cruz de malta de longe denuncia
Que na alfândega já se previa o navegador que surgia
Vai rei de Portugal pode coroar
O rei da marinha do mar
Almirante mor dos mares da Índia
Onde ele era um soberano da concórdia
Fez o que amou, navegando pelos pélagos incógnitos, vai da gama
Mareante lusitano sem estardalhaço fez sua fama.
TUDO VAI E VEM... COMO AS ONDAS DO MAR
São tantos os dias, as horas, os minutos, os momentos incertos desta viagem que é a vida... Tudo vai e vem como as ondas do mar... Só nos resta aproveitar cada segundo que Deus nos permite viver... Sem mágoas, sem reclamações, sem exigências, sem justificações... Apenas trazendo na alma, a serenidade como guia, a paz como companhia e o amor como um todo que nos completa de tudo... Só assim conseguimos contornar os porquês desta existência, que um dia termina sem aviso prévio e sem hora marcada.
Parar no tempo, admirar a dança das ondas ouvir a harmonia do mar.
Esquecer dos problemas, organizar os sonhos.
Achar bons pensamentos esquecidos,
Olhar o abstrato e tornar concreto.
Correr do passado ao futuro estando no presente.
Olhar no reflexo do sol espelhado no mar e entender que a esperança sempre irá lhe alcançar.
Comparar a imensidão do mar, com a intenção de amar.
Buscar inspiração para uma nova canção, cantar para seu dia melhorar e alcançar o perfeito olhar.
Ao fim da tarde o sol dorme, a lua acorda e dou corda para um novo sonhar, que é está ao seu lado para ver seu acordar e expandir o Amar
Já foi
Vento contrário
Nesse mar revolto da paixão
Meu coração se quebra feito ondas
Que se partem na arrebentação.
Distante de você, distante desse amor.
Já não penso com a razão,
Sou guiado pelo coração.
E na vastidão destas águas
Os ventos são contrários.
As noites são tristes e vazias,
Já não brilham as estrelas no céu.
Muitos sonhos se perderam
Nas águas da desilusão.
Mas a luz que me atrai
Ainda é o brilho do teu olhar.
E na virada desse vento contrário
Ainda ei de aportar no teu coração.
Edney Valentim Araújo
O mar vem
Ondas benditas ondas nessa manhã
Céu ainda vermelho
O amanhecer está lindo
Vai saber quem diz
Depende de mim essa visão
O mar me contou histórias e eu não ouvi
Não quis sentir
A se eu escutasse tudo o que ele disse
Certeza que hoje não estaria aqui
Ondas quebrando são espetaculo
Meus olhos se abrem
O sal tempera a alma
Cozimento lento
As ideias estão prontas
Um poema é pouco não é suficiente pra mostrar
O mundo que eu tenho
E tudo o que quero lhe dar
Vai saber quando o amor chega
Ele é confuso e me cega
Sim sou um desses que se cega pelo amor
É um fardo mas eu até gosto
Nem sempre temos que vê a vida como ela é
Uma projeção as vezes nos acalma
Ou me diz que nunca se impressionou com uma flor?
A como eu amo flores
Quero mil em meu jardim
E na descrição de cada uma um verso dos poemas que te fiz
E sim
Quero coragem pra prosseguir
Eu vou conseguir
A tantas flores por aí
Vai saber quao linda outra será
Cada uma é única
Não é porque uma te espetou
Que outra não pode agir de outra forma
Eu não habito ao mar.
Eu sou Terra;
E Espero a água vir me encontrar;
Assim como as ondas que cobrem a areia.
Eu espero a Ti.
Então venha me inundar.
Tu, Que navega pelas águas do mundo;
Mergulha no corpo de outras mulheres.
E eu a te esperar;
Porque todo mar tem seu porto.
Então venha ancorar;
No meu abraço firme;
No meu olhar que pede;
Que não se esvaia de mim.
Como onda que cobre a areia
E depois vai embora.
Me secando por inteira.
Eu não habito ao mar, ele que habita em mim.
Sou feita de terra, coberta de água
Feita de mim, coberta de ti.
A espuma do mar, que as ondas formam, lembra a renda
na borda de um tecido azul-esverdeado.
Ela esbarra nos meus pés num "frisson" gelado,
o que sinaliza a proximidade do inverno.
A mudança das estações traz um temor do novo que se avizinha!
Do desconhecido, das dores, do frio e dos seus rigores...
Sempre um mistério para a alma.
Cika Parolin
PLENITUDE
Ouve amor o silêncio
O mar aquietou o burburinhos de suas ondas
O vento calou-se nas folhas dos coqueirais
Todos dormiram mais cedo
como se soubessem do grito
de amor no nosso peito.
Estamos alheios ao futuro
Dele nada queremos saber!
Basta-nos às nossas loucas bocas,
os beijos do presente,
as carícias nas carnes quentes
Nos avivando...
Nos definindo...
Nos embalando pela noite adentro.
Hoje estamos.
Somos...
...plenos
em nós mesmos.
Isso nos basta
O amanhã ainda não existe,
e para sermos sinceros,
não nos interessa saber.
Elisa Salles
( Direitos autorais reservados)
Bálsamo
O mar, mistério a explorar,
Acaricia ondas que cabelos não têm,
Como o corpo nu a encantar
Afogando desejos no suave vai e vem.
Bronze em reflexo solar
Na profundidade de tudo há sonhos,
É mágico nestas águas nadar
Bálsamo salgado onde me recomponho.
Este mar de esperança e fé
Onde o fim é impossível ver sequer
Balança na alma
Um corpo lindo de mulher
" A ansiedade se desfaz
há logo ali um sorriso
o mar está calmo
as ondas beijam nossos pés
noite menina,entrega-se ao luar
a vida por um beijo
entrelaçar de mãos
jogo ao vento uma declaração de amor
sou um pedaço que tenta seduzir
madrugada, amor na areia
sereia
não sei descrever
mas sei que em mim, brota algo maior
até onde iremos
faremos o impossível acontecer...
AMOR AZUL DA COR DO MAR
Nas ondas que o mar me trás
quando o céu é tão azul que doem a retina dos meus olhos,
na maresia que fadiga a narina pela pureza
do odor da natureza que me rouba a razão,
eu penso em ti.
Estás impregnado em cada sopro de vento
Em cada lacuna do meu pensamento
Em cada paladar que sinto,
no café amargo, na cereja do doce,
do azedo do limão.
És a maior certeza
Este amor que prevalece sem alucinar
Silencioso e insistente
Belo e clemente
Um amor de querer tanto bem
que todo bem do mundo não poderia suportar.
Amo-te como amo o mar,
profundo, misterioso e azul.
Amor azul da cor do mar.
Elisa Salles
(31/10/2017)
DAS COISAS QUE TRAGO
As mãos cheia de conchas
Um presente do mar entregue pelas mãos das ondas,
Levei um pouco de mar,
Deixei um tanto de mim
O mar das poesias, músicas, sonhos e cantorias,
Mar dos apaixonados,
Mar que limpa, renova, ilumina,
Mar, mar, mar
Três pedidos faço a ti,
Me permita sempre,
Amar, amar, amar
Mar.
Roberto de Souza
O Mar e a Solidão
Mar e solidão, soluçando vão.
O mar, fazendo ondas mansas.
Lágrimas, solitárias lembranças.
E soluçando vão, mar e solidão.
Quando a solidão, numa alma.
Lágrimas , invadindo uma praia.
Acordando, quando a noite raia.
Vezes, tão sonolenta em calma.
Tu és minha vida, uma solidão.
Ás vezes, a provocada saudade.
Mar bravio, eximindo piedade.
Imergido em tristezas, coração.
Ondulantes solidões, apenas.
Solitariamente a minha vida.
Em tanto isolamento contida.
Inundada dor, ondas serenas.
Respire fundo, menina.
As ondas do mar costumam arrastar para bem longe tudo aquilo que não nos pertence mais.
Não se desespere, menina.
Se hoje não está mais ao seu lado nada daquilo que você garantia conhecer tão bem em seu cotidiano é porque o tempo passou. Você mudou. A vida seguiu…
Não chore, menina.
O vento mudou as estações levando aquilo que já passou e hoje não lhe acrescenta mais.
Quando as ondas voltam de suas missões de conduzir a outros mares os restos dispersos em ser ser, consequentemente lhe oferece a oportunidade de ser uma nova luz. Um novo recomeço, mais leve, brilhante e em paz.
Isso, menina. Sorria, levante e guie a esta luz disposta a lhe propiciar novos dias serenos e que agora estão vivos e renascendo dentro de você.
Seja feliz, menina! Isso só depende de você.
