Textos sobre Livros
Nós, os livros e a vida.
A vida é assim: somos como livros.
Lemos, e somos lidos.
Vamos escrevendo nossa história, e somos escritos por Deus também;
Lá um dia, seremos fechados e depositados numa grande estante, onde já se encontram outros livros.
Mas por ali sempre vai passar alguém que irá tomar um livro daqueles e o lerá.
E o que aprender daquela história lhe ajudará na escrita e compreensão do próprio ser.
Somos letras, e escrita. Somos como livros.
Assim é a vida.
(Fabi Braga, 15 e 16/11/2025)
Minha voz-mulher
Minha voz traz o peso do dia
o suor do trabalho
os livros abertos na madrugada
o colo dado aos filhos
mesmo quando
o corpo e a mente pedem descanso.
Sou mulher-profissional
-esposa
-mãe
-filha
sou tantas
mas nunca menos.
Minha voz
pede escola viva
uma educação
que não se conforme
que desperte
meninas e meninos
para um amanhã mais justo.
Minha voz
pede pão
dignidade
igualdade
pede que o mundo
seja para cada pessoa.
Mas tantas vezes
ela não chega.
E, quantas vezes
chega distorcida.
Fica presa
em paredes de silêncio
esbarrando em ouvidos fechados
em corações instransponíveis
e indisponíveis
Minha voz
é cortada, ferida
maltratada,
assassinada todos os dias
em tantas outras mulheres
que sou eu também.
Ainda assim,
eu insisto.
Minha voz resiste.
Porque quando uma mulher fala
fala por todas.
E mesmo que não alcance o infinito
ela encontra ecos
nos corações
de quem não desistiu da vida.
Minha voz é luta.
é ancestral
é fogo
é presente
é presença
é futuro.
Temos tanto a ser vivido, temos tanto o que escrever em nossos "livros diários", tantas páginas. Que tentamos ao menos fazer com que as decepções não nos derrotem mas, se assim fizer-nos, que cada derrota então sirva-nos de aprendizagem sem nos roubar a PAZ, o AMOR e a PALAVRA.
Flávia Abib
Beleza e Conteúdo
Entre livros, teu sorriso se levanta,
Como quem sabe o peso e a luz do mundo.
Lês a dor, mas teu olhar é fecundo,
Flor que nasce onde a história mais sangra.
Tens Anne Frank no peito que encanta,
E lobos livres no espírito profundo.
Não foges do escuro — vais ao fundo
E voltas mais inteira, mais franca.
Teu corpo é verso, mas tua alma é livro,
Página viva escrita com verdade,
Onde fé e coragem fazem abrigo.
E quem te vê, entende com clareza:
Não é só forma, não é só vaidade —
É inteligência vestida de beleza!
São Paulo, 25 de janeiro de 2026
Edson Luiz ELO
Com profunda atenção,
li diversos livros,
assisti vários filmes,
presenciei várias situações humanas,
ouvi variados relatos de vida...
mas, em nenhuma das histórias,
dramas e enredos
que tive conhecimento
pude detectar traços ou nuances
que se encaixassem totalmente
na minha história de vida...
à partir desse fato,
decidi eu mesma relatar,
com total veracidade,
sem olhares subjetivos externos
e interpretações ou traduções pessoais,
a minha auto biografia ...
um inédito relato de vida,
profundamente sentido e vivido,
com episódios difíceis e cruéis
que desde a tenra idade
marcaram o meu viver
e fizeram de mim o que sou
com essa força misteriosa
que me acompanha desde sempre...
para muitos ...
vai ser um choque,
uma surpresa,
um punho certeiro no estômago,
na face
ou no coração...
para tantos outros...
vai ser apenas
mais uma entre tantas...
mas...
um fato será certo:
o leitor atento e sensível...
e sobretudo,
sem pré visões, conceitos e juízos...
vai se emocionar.
Pode ser ...
que seja nessa peculiaridade
de me emocionar
desde a raíz das minhas veias
até o florescer do meu âmago
que reside o segredo
da minha força e luz...
Talvez...
quem sabe...
Nem eu sei ao certo
de nada do mundo,
das pessoas,
e de mim...
eu só sei escrever
ou penso que sei ...
✍©️@MiriamDaCosta
* Segundo as estatísticas, em geral, os livros mais vendidos no Brasil em 2025 foram os da série de colorir Bobbie Goods e Café com Deus-Pai. 📚📖 🇧🇷
Diga-me que livro lês
e vos direi quem és…
ou em que ponto do cansaço,
da inércia mental
e do fanatismo chegastes.
Quando os livros mais vendidos
dizem mais sobre alívio
do que sobre enfrentamento,
mais sobre anestesia do que sobre consciência...
é preciso ouvir o sintoma,
não para zombar e rir dele,
mas para compreendê-lo.
Colorem para silenciar o mundo.
Colorem para não pensar demais.
Colorem porque a realidade
tem exigido mais do que conseguem
suportar sentir e pensar.
E tomam café com Deus
não para dialogar com o divino em profundidade,
mas para buscar consolo rápido,
uma fé instantânea,
em doses diárias,
como quem precisa sobreviver
ao dia seguinte
sem desabar.
Nada disso é pecado.
É diagnóstico.
O que assusta
não é o sucesso dos livros de colorir
nem da espiritualidade de bolso,
mas o vazio de pensamento crítico
que eles revelam quando ocupam, sozinhos,
o topo das estantes e das consciências.
Ler, hoje, parece menos um ato de expansão
e mais um pedido de socorro.
O brasileiro médio não parou de ler
por falta de tempo ou de vontade.
Parou porque está exausto.
Exausto de ansiedade.
Exausto de tudo
e do nada.
Exausto de si.
Por isso escolhe livros que não confrontam,
que não arranham, que não ferem,
que não exigem atravessamento interno.
Diga-me que livro lês
e eu direi
se buscas conhecimento,
fuga, sentido
ou apenas descanso da dor
e de ti mesmo.
Talvez o desafio do nosso tempo
não seja vender mais livros literários,
críticos ou filosóficos,
mas reaprender a ler
e interpretar o mundo
sem precisar colorir suas bordas
para esquecer suas veias e entranhas...
e nem tomar café, almoçar,
lanchar, jantar ou beber chá
com Deus, com Zeus, com Alá,
com Buda, com Zâmbi,
com Krishna , com Jesus,
com Adonai ou seja lá o nome que tiver...
apenas para que o mundo doa menos
e faça pensar e raciocinar
ainda menos.
✍©️@MiriamDaCosta
"Uma das melhores piadas sobre 'especialistas' em livros, autores e exibicionismo é aquela em que o sujeito alerta que, enquanto o outro está discursando sobre Autores que ele leu, o Dirceu está com a mulher dele, na casa dele, HeHeHe. Na piada, o Leitor é português, mas aplica-se a qualquer um!"
TextoMeu 1372
Quando se é novo é sempre a somar. Somam-se amigos, emoções, experiências, livros, canudos, lugares, responsabilidades, preocupações e ambições, vícios e prazeres que não viciam.
Até cada ano de vida que se viveu é celebrado como se fosse uma proeza. É triunfalmente que se chega aos 6, 10, 14, 18 ou 22 anos. E com razão. Ainda consigo lembrar-me que eram obra.
Depois, não sei a que idade (é aquela em que nos deixamos de importar tanto com as coisas, daí nunca darmos por ela), começamos a compreender a alegria e a liberdade de subtrair coisas e pessoas que só nos pesam, roubando-nos tempo, paciência e a calma necessária para sobrevivermos e que se vão tornando, monstruosa e deliciosamente, cada vez maiores.
O tempo de subtrair é cruel e frio e imensamente libertador. Dá vida aos últimos anos de vida que temos. Sim, porque a vida acaba. A morte acontece e, irritantemente, dura para sempre. Há quem diga que é como o tempo antes de nascermos (até um gênio como Samuel Beckett caiu neste pensamento impreciso) mas não é. O tempo depois de morrermos é sempre pior do que o tempo antes de nascermos.
Ninguém sobrevive. Nascemos, vivemos e morremos. Sobreviver é tão estúpido como anteviver. A grande diferença entre estar perto da nascença e estar perto da morte é que a proximidade da morte é necessária e suficientemente melhor conselheira.
Antes de morrermos convém nos despirmos até estarmos nus; só com os nossos verdadeiros amores.
Miguel Esteves Cardoso
Entre portais e livros proibidos,
anda-se em corredores de vidro,
onde a realidade treme,
e a fantasia morde.
O coração dos magos é um labirinto,
desejo e dor entrelaçados,
e a pergunta arde, sempre:
o que vale mais... O poder ou a alma?
E no fim, quando as cartas caem,
resta a vertigem de saber:
a magia nunca foi sobre vencer,
mas sobre perder... E ainda escolher.
#themagicians
Tercetos de férias
Para as férias, o que planejar?
Ler muitos livros, escrever
Listar lugares ‘pra’ conhecer
Filmes e séries, assistir
Parques e museus, visitar
A beleza das praias, contemplar
Um novo instrumento, aprender
Com atenção, da saúde cuidar
Atividade física, praticar
Criar memórias, se divertir
Refletir, luzir, devanear
Juntar a família e conversar
Tudo é essencial para a existência
Com momentos de descontração
É a vida com mais emoção
17/12/25
Mil sentimentos, mil egoismos
”Mil livros pra ler, mil bandas pra ouvir, mil coisas tentando ocupar o lugar, e só o amor (ou a falta de alguem) é o que me leva à escrever. Se eu paro pra ler cada uma das minhas frases ou textos, é tudo relacionado à isso. Tão pouca coisa sobre culpas, medos, fracassos, desapegos. Se pedissem pra eu me definir em uma só palavra, eu me definiria: Egoísmo.
Amor, amor amor. É tanto amor que começo a odiar essa palavra. São tantas as coisas das quais eu gostaria de falar, tantas, mas o meu excesso de fraqueza não me deixa. Eu passo o tempo todo procurando uma pessoa pra pensar, alguma música que me lembre alguém. Tantos são os problemas lá fora, aqui dentro, e só o amor me leva a escrever, e muitas vezes até ler. Os livros que não falam dele não tem o mesmo sabor, e o mesmo acontece com as músicas e os assuntos com as pessoas que me rodeam. Eu queria, por Deus eu queria algo que fosse além do amor, algo que me fizesse sentir, por Deus ou por qualquer coisa que as pessoas acreditem, qualquer coisa que me faça acreditar, qualquer coisa além. Além de mim, além do mundo que eu criei com todas essas barreiras impermeáveis, que antes era repleto de lágrimas e que hoje procura a raiva ou a indiferença. As coisas vão acabando tão rápido, sobra tão pouca coisa de tudo aquilo que a gente acreditou um dia, e quando nos vemos estamos com as mãos livres, livres mas vazias. É como no filme: “-De que adianta poder voar se não pode sentir o vento?”. É assim que eu me sinto, e é assim que quase todos sentem, até nisso eu deixei de acreditar, deixei de dar valor aos meus próprios sentimentos por saber que todos sentem a mesma coisa. Valor? Qual é o valor de todos esses dias? De todas essas coisas comuns que todos fazem? Chega de acreditar que aos 16 anos você é fora do comum, um ser estranho que parece ter vindo de outro planeta. Não sou assim, ninguém é assim, em algum lugar nessa mesma hora dessa mesma noite, existe alguém com esse mesmo sentimento de incapacidade, esses mesmos fracassos que ninguém conta nem pro travesseiro. Existe sim, em algum lugar dessa terra suja, alguém esperando o futuro pra poder realizar algumas de suas poucas vontades que ainda restam, pois os sonhos já deixou de sonhar à muito tempo. E não dói pensar isso, não dói pensar em mais nada, é aquela tal coisa seca que o Caio Fernando Abreu já dizia, e diz todos os dias através de cada uma dessas pessoas que sentem a frieza querendo tomar conta de si, mas insistem em, às vezes antes de dormir, pensar que algum dia alguém ou alguma coisa vai te tirar dessa. Não vai, não vou, não vamos. ”
Esqueça filmes, livros e novelas já vistos... Esqueça histórias vividas por outros...
Faça você a sua vida, escreva com suas próprias palavras a sua história, e à caneta ainda, sem medo de errar...
Nesse livro terão muitas rasuras, palavras escritas repetidas, palavras riscadas e grifadas, nomes e desenhos nos rodapés... A capa é inconstante... Os personagens mudam no decorrer da história, juntamente com os fatos, ambientes e ações... E não tenha medo ou pressa de chegar ao final... Pois se o enredo for envolvente, emocionante... LOUCO... o final só poderá ser SURPREENDENTE!
As relações na vida são como livros:
Há dias que colocamos virgulas,,,,
Outros colocamos reticências....
Alguns, pontos de exclamação!!!!
Aqueles instantes de ponto. e interrogações????
Momentos de virar a página, fechar o livro ou abandoná-lo.
Contudo isso a maior dádiva que Deus nos dá, continua sendo a capacidade de construir a nossa história e continuarmos a LER
Aqui...
Aqui
uma chuva fina
calor horrível
Aqui
suor, livros velhos
silêncio na sala
Além disso,
unhas por fazer
pés no chão
pernilongos ao entardecer...
Não tenho sono
e a noite é longa
Aqui estou
Aqui me detenho
silêncio, mediocridade
contas de água
passo o dedo no teclado
examino a poeira
Aqui terça-feira dia 10
quente,
outono...
E ai?
Aqui...
Responderá:
Aqui quarta-feira dia 11
Há três meses atrás
Também quarta-feira dia 11
Coincidência?
Aqui
amanhecendo...
janela aberta, sol nascendo
Aqui as ondas do mar,
Aqui todos queimados de sol
passeios de barco a vontade
vento gelado...
Só um pouco triste, isto sim.
Aqui
as vozes claras
em ecos de risadas
e de pouco caso chegarão
Engraçado...
Engraçado?
Não compreendes que a ira
é tardia e inútil?
Seu relicário, precioso relicário, cuidadoso – livros espalhados pelo o quarto, coração cheio de espaço para novos sonhos, e a mente lá na via láctea, todinha iluminada por estrelas.
*
Surpreendida por doces rimas, palavras curandeiras, cheias de mágica, transformadoras. Livros de cabeceira – me fazem dormir. Nos livros o limite voa na linha tênue entre a imaginação e o céu.
*
Ei vida,
Agora me ensina a guardar os pedaços, dos sonhos que você despedaçou.
*
‘Pra frente’, o destino disse baixinho, sussurrando em meu ouvido. ‘Me encoraja’, disse a ele. ‘Pega na minha mão tão trêmula, aquieta meu coração e me conduz na dança’.
*
Eu escrevo porque a alma é grande. Não cabe em mim o que sinto – então espalho.
*
Eu tô careca de saber que o certo é esquecer, e bola pra frente. Mas parece que a minha mente tem alguma doença enigmática: ela adora jogar amarelinha, ir do céu ao inferno numa só linha, e afundar em lembranças, em talvez. Talvez, talvez, e vou vivendo de metades, incertezas, calos nos pés.
*
Um beijo com gosto de sentença. Desses beijos que a gente beija e se vê em prisão perpetua, trancafiados no coração do outro, pelo o amor.
*
Realidade amarga: uma garotinha assustada, tentando de forma deliberada, ás vezes ser adulta.
*
Eu provei da tua boca - já não quero sentir outro sabor algum.
*
Sim, é do 'amor' que estou falando. Aquele sentimento que atira torto, cego de um olho e turvo do outro. Aquele sentimento que só não é o mais belo porque ás vezes dói...
*
'E foi só você aparecer que o sonho se vestiu de certeza, o sorriso virou marca registrada no meu rosto, e os restos de lágrimas se perderam no vento...'
*
Sem você aqui, há um céu sem sentido.
*
Livro tem dessas coisas – faz mágica só com palavras.
*
... Amor – aquele sentimento bagunçado, desgrenhado, cheio de manha, caricia, café na cama, pé gelado no pé quente, mão que antes solta, já não se vê desacompanhada.
Overdose de Livros
Sou apaixonada por leitura, não sou de ler qualquer coisa, gosto de ler o que me interessa e assuntos bons para mim são sempre: amor, psicologia, atualidades, romance, educação, política, qualquer coisa baseado em fatos reais, gosto de ler estatísticas do IBGE (rá-rá-rá). Também gosto de ler sobre ex-esposas sacais, me sinto um anjo, a melhor ex-mulher do mundo e sinto um alívio na alma! Por ser do Bem como Ninguém! Os livros são fascinantes, faz você sonhar, deixa a vida mais leve, dá sentido e responde a muitas perguntas e muitos porquês. Além do mais às vezes a conversa com o livro é ultrainteressante, outras são conversas infinitas a noite toda com base no nada.
Livros & Trechos
Meublog
sexta-feira, 8 de março de 2013
A diferença entre Grafite Artístico e Pichação .
Letras Grafites não podem ser postas em locais inapropriados, existe uma grande diferença entre o Grafite Artístico e Pichação nas ruas, e entre outros lugares que não sejam de acordo com os proprietários, exemplo: _Uma vez um garoto na escola preencheu a chamada com Letras Grafites, isso não pode, o local apropriado para as letras do Grafite deve ser no próprio desenho Grafite e que seja autorizado pelos donos, caso contrário será considerado errado e pichação... Diferente de Obra visual bonita de qualidade .
E todos os símbolos dos meninos Grafiteiros são representações de vida, pensamentos e talentos, não se deve confundir com grupos de outras origens. Os grupos de desenhos Artísticos são simbolos de características de personagens de obras e não são Gangues , muita gente pode confundi a simbologia dos meninos Grafiteiros.
Os meninos Grafiteiros usam Letras e Símbolos como: Smero , que representa leitura, menino que ler e aprecia os desenhos, os Mangás e outros desenhos Artísticos. É isso a diferença, não podendo confundir com grupos de vandalismos.
Falando em vandalismo, muitos pichadores utilizam a simbologia dos meninos Grafiteiros para picharem , muros, grades, lojas, e ambientes proibidos, isso com o intuído de sujarem também a imagem e as siglas dos Artistas Grafiteiros, isso também é considerado vandalismo e utilização de uma etiqueta, de maneira indevida que não é sua. Não pode, proíbido utilizar as siglas dos Artistas do Grafite para picharem lugares impróprios, as siglas dos meninos Grafiteiros Artísticos devem ser respeitadas, quem quiser deve ter sua própria sigla, e utilizá-la de maneira correta, não enfeiar a cidade e sim deixar-la com um visual muito mais bonito, pense como é bonito a cidade sem lixo, sem poluição, assim é o Grafite, sem feiura e sim beleza!
A pichação é poluição visual. São casos completamente diferenciados... Grafite é Letras e Desenhos lindos e coloridos, bem caprichados e de grande estilo em lugares autorizados.
Desenho do Artista Grafiteiro Smero e Outros.
Morro do Galo na Ceilândia, muro da escola.Nação HIP_HOP.SMERO.
Bem na minha insônia
Debruço sobre meus livros
e a sala continua vazia, sem abajur
uma menina no ponto do ônibus
às onze e meia da noite
resolve ir embora a pé
colhendo flores no cemitério.
Eu continuo na sala, agora há vento,
muito vento, é a chuva.
O telefone toca e eu atendo,
nenhuma palavra.
Não me levanto da poltrona,
ali mesmo continuo.
O céu brilha
flashes formam sombras
na janela aberta.
A menina passou pela porta
senti o cheiro das flores
vagamente umedeceram meus poros
A cidade dorme, o ônibus passou no ponto a sós
ela não entrou, já havia ido.
O ônibus continua,
é meia-noite.
Um passarinho morreu de choque elétrico.
Houve o velório com os outros passarinhos,
no mesmo cemitério onde a moça colheu flores.
No terreno que sepultaram o passarinho
nasceu novas flores,
foi na parte que a moça havia tirado as outras flores
para poder agora nascer novas vidas
junto com o passarinho.
Tudo isso aconteceu em uma noite chuvosa.
Os pensamentos que eu Refleti
Todos os livros que eu li,
todos os versos que eu não escrevi,
todas as poesias que eu esqueci,
todo o mundo que eu me perdi
e todos os amores que eu parti,
estão ainda aqui.
Todas as garrafas que eu bebi,
e cigarros que acendi,
todos os casamentos que eu pedi,
toda minha vida que eu vivi,
e todos os corações desenhados pra ti,
juntos com aquelas flores que eu colhi,
estão por ali.
E as mortes que eu ainda não morri,
andam a me seguir
no passeio que eu corri
lá na casa que eu construí,
da mulher que eu vim,
nos dias que eu amanheci,
nas noites que mal dormi,
e em todas às horas que eu sofri.
Um dia incolor
Apesar de ser o título de um dos meus livros preferidos, a expressão "um dia", em determinado e similar contexto, tem a incrível capacidade de me tirar do sério. Não é a frequência com que a usam, nem a simplicidade coerente aos monossilábicos de plantão, é a falta da resposta que eu quero ouvir, ou mesmo da que eu não quero que seja pronunciada.
É ainda pior do que a corriqueira "quando você crescer", uma vez que com essa pelo menos se conta o passar dos anos até a fase adulta, mas "um dia", por favor! É vaga, é decepcionante, é desencorajadora. Pode ser que seja essa mesmo a intenção, mas não me culpe por não compreendê-la, ou ainda por abafar essa compreensão em meio a outros sentimentos prevalecentes. E não sendo o afastamento o propósito, por mais poética que possa parecer a quem a profere, sejamos sinceros, quem a ouve "um dia", que provavelmente chegará bem antes do teu "um dia", cansa! Mesmo sem ter um prazo definido, espera que seja condizente aos seus anseios. Mas não é, parece nunca ser. Tem a capacidade de despertar a minha paranoia adormecida e na falta de coragem, culpa-se a presença do artigo indefinido masculino pela inquietude provocada por essas duas palavras, afinal, se eu tivesse ouvido " o dia", jamais teria cansado.
"Um dia" sempre me parecerá um desperdício de tempo, um comodismo que leva junto uma coletânea de sensações não vividas.
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