Textos sobre Livros
Tercetos de férias
Para as férias, o que planejar?
Ler muitos livros, escrever
Listar lugares ‘pra’ conhecer
Filmes e séries, assistir
Parques e museus, visitar
A beleza das praias, contemplar
Um novo instrumento, aprender
Com atenção, da saúde cuidar
Atividade física, praticar
Criar memórias, se divertir
Refletir, luzir, devanear
Juntar a família e conversar
Tudo é essencial para a existência
Com momentos de descontração
É a vida com mais emoção
17/12/25
“O Doce Lugar Onde os Livros Moram”
Eu morava em Macabéa, no Beco dos Milagres, e fique sabendo: Meus Passos Vêm de Longe. Talvez venham de um lugar onde os homens aprendem cedo que a vida é maior do que a estrada que conseguem enxergar e que, para atravessar certas distâncias, basta abrir um livro e aceitar o risco de nunca mais voltar sendo o mesmo.
Foi assim que um dia encontrei Dom Quixote. Vi aquele homem magro levantar sua lança contra os moinhos e compreendi que há uma espécie de dignidade reservada aos que ainda ousam lutar contra aquilo que o mundo inteiro já aceitou. Chamaram-no de louco. Talvez fosse. Mas desde então desconfio que algumas loucuras são apenas sonhos que se recusaram a aprender a linguagem da resignação.
Continuei andando.
Entrei no Grande Sertão: Veredas e descobri que o sertão não termina onde acaba a terra seca. O sertão entra no homem. Tem encruzilhadas, medos, demônios e perguntas que nenhuma estrada responde. Foi ali que encontrei também o Burrinho Pedrês e atravessei Campo Geral, percebendo que Guimarães Rosa sabia uma coisa que poucos sabem: até o silêncio de um bicho pode contar a história inteira de um homem.
Mais adiante encontrei Vidas Secas. E aquelas vidas me ensinaram que a fome também possui linguagem, embora quase nunca tenha voz. Vi homens, mulheres, crianças e uma cachorra atravessando uma terra onde até a esperança parecia precisar economizar água. Depois entrei n’O Cortiço e encontrei outro Brasil: apertado, barulhento, desigual, fervendo de desejos, misérias, preconceitos e sobrevivências. Ali compreendi que algumas casas possuem paredes, enquanto outras possuem destinos.
Mas continuei.
Porque meus passos vêm de longe.
Passei pela Memória do Cárcere e descobri que existem grades capazes de prender o corpo sem conseguir aprisionar o pensamento. E foi talvez por isso que, quando encontrei A Rosa do Povo, compreendi que a poesia também pode nascer no meio do concreto, da guerra, do medo e da injustiça. Há rosas que não foram feitas apenas para perfumar. Algumas nascem para incomodar o mundo.
Carreguei comigo O Livro dos Abraços, porque depois de tantas dores precisava acreditar que a humanidade ainda cabia no gesto de dois braços. Mas Eduardo Galeano não me deixou descansar por muito tempo. Abriu diante de mim As Veias Abertas da América Latina, e eu vi um continente belo sangrando através dos séculos: ouro, prata, terra, suor, povos e sonhos atravessados pela cobiça. Percebi então que há feridas que pertencem a uma pessoa e outras que atravessam gerações inteiras.
Foi nessa caminhada que encontrei O Santo e a Porca e aprendi a rir das contradições humanas, porque Ariano Suassuna sabia que até nossa miséria pode carregar graça, esperteza e uma profunda vontade de continuar vivendo. Depois veio A Cabeça do Santo, lembrando-me de que o extraordinário às vezes escolhe justamente os lugares esquecidos para acontecer.
Mas houve um livro diante do qual precisei diminuir os passos.
O Avesso da Pele.
Porque existem histórias que não pedem apenas leitura. Pedem consciência. Há peles sobre as quais o mundo escreveu violências antes mesmo de perguntar o nome de quem as carregava. E quando viramos essa pele pelo avesso, encontramos memória, identidade, amor, ausência e uma humanidade que tantas vezes tentaram reduzir à aparência.
Então compreendi por que havia caminhado tanto.
Eu não estava procurando o final de nenhuma história.
Estava procurando pedaços de mim.
Um pouco de mim ficou com Dom Quixote diante dos moinhos. Outro atravessou as veredas do grande sertão. Uma parte sentiu sede com as Vidas Secas, outra espiou pela janela d’O Cortiço. Fui prisioneiro por algumas páginas na Memória do Cárcere, segurei A Rosa do Povo entre as mãos, recebi O Livro dos Abraços contra o peito e senti correr diante de mim As Veias Abertas da América Latina.
Ri com O Santo e a Porca. Escutei os mistérios d’A Cabeça do Santo. Toquei, com cuidado, O Avesso da Pele. Atravessei Campo Geral ao lado de um Burrinho Pedrês e, depois de tanta terra, tanta gente, tanta dor e tanta beleza, cheguei aos Contos do Mar sem Fim.
Foi quando finalmente entendi:
eu nunca morei apenas numa casa.
Passei por Macabéa e pelo Beco dos Milagres. Cruzei sertões e veredas, conheci o cortiço e senti de perto as paredes do cárcere. Andei entre santos e porcas, colhi rosas, recebi abraços e encontrei homens, bichos, loucos e retirantes pelo caminho.
No fim, descobri que minha verdadeira morada sempre esteve nas páginas.
E fique sabendo, caso algum dia encontre minhas pegadas entre um livro e outro: meus passos vêm de longe.
Vêm de todos os escritores que me emprestaram seus olhos para que eu pudesse enxergar um pouco além dos meus.
Porque existem livros que a gente lê e coloca de volta na estante.
Mas existem outros que fazem justamente o contrário:
abrem a gente,
entram devagar,
e passam o resto da vida morando em nós.
“existem livros que a gente lê… e outros que passam o resto da vida morando em nós”
Interesseiro entendimento
(Mauro A Evaristo)
Sejam os Livros Sagrados
Ou (deveria ser também) a Constituição
Há quem passe pano com agrado
Só para proteger o seu ladrão.
No fim cabe-se perguntar
O que poucos se atrevem falar
Se o que se busca defender
Seria apenas seletivo entender.
Na realidade o que a história registrará
É que um grande número optou se calar
Em defesa do próprio conforto no tempo
Pois, muitos omitem a verdade revelar
Enganando em si o real sentimento
Pela opção de interesseiro entendimento.
feradapoesia.blogspot.com
Com profunda atenção,
li diversos livros,
assisti vários filmes,
presenciei várias situações humanas,
ouvi variados relatos de vida...
mas, em nenhuma das histórias,
dramas e enredos
que tive conhecimento
pude detectar traços ou nuances
que se encaixassem totalmente
na minha história de vida...
à partir desse fato,
decidi eu mesma relatar,
com total veracidade,
sem olhares subjetivos externos
e interpretações ou traduções pessoais,
a minha auto biografia ...
um inédito relato de vida,
profundamente sentido e vivido,
com episódios difíceis e cruéis
que desde a tenra idade
marcaram o meu viver
e fizeram de mim o que sou
com essa força misteriosa
que me acompanha desde sempre...
para muitos ...
vai ser um choque,
uma surpresa,
um punho certeiro no estômago,
na face
ou no coração...
para tantos outros...
vai ser apenas
mais uma entre tantas...
mas...
um fato será certo:
o leitor atento e sensível...
e sobretudo,
sem pré visões, conceitos e juízos...
vai se emocionar.
Pode ser ...
que seja nessa peculiaridade
de me emocionar
desde a raíz das minhas veias
até o florescer do meu âmago
que reside o segredo
da minha força e luz...
Talvez...
quem sabe...
Nem eu sei ao certo
de nada do mundo,
das pessoas,
e de mim...
eu só sei escrever
ou penso que sei ...
✍©️@MiriamDaCosta
* Segundo as estatísticas, em geral, os livros mais vendidos no Brasil em 2025 foram os da série de colorir Bobbie Goods e Café com Deus-Pai. 📚📖 🇧🇷
Diga-me que livro lês
e vos direi quem és…
ou em que ponto do cansaço,
da inércia mental
e do fanatismo chegastes.
Quando os livros mais vendidos
dizem mais sobre alívio
do que sobre enfrentamento,
mais sobre anestesia do que sobre consciência...
é preciso ouvir o sintoma,
não para zombar e rir dele,
mas para compreendê-lo.
Colorem para silenciar o mundo.
Colorem para não pensar demais.
Colorem porque a realidade
tem exigido mais do que conseguem
suportar sentir e pensar.
E tomam café com Deus
não para dialogar com o divino em profundidade,
mas para buscar consolo rápido,
uma fé instantânea,
em doses diárias,
como quem precisa sobreviver
ao dia seguinte
sem desabar.
Nada disso é pecado.
É diagnóstico.
O que assusta
não é o sucesso dos livros de colorir
nem da espiritualidade de bolso,
mas o vazio de pensamento crítico
que eles revelam quando ocupam, sozinhos,
o topo das estantes e das consciências.
Ler, hoje, parece menos um ato de expansão
e mais um pedido de socorro.
O brasileiro médio não parou de ler
por falta de tempo ou de vontade.
Parou porque está exausto.
Exausto de ansiedade.
Exausto de tudo
e do nada.
Exausto de si.
Por isso escolhe livros que não confrontam,
que não arranham, que não ferem,
que não exigem atravessamento interno.
Diga-me que livro lês
e eu direi
se buscas conhecimento,
fuga, sentido
ou apenas descanso da dor
e de ti mesmo.
Talvez o desafio do nosso tempo
não seja vender mais livros literários,
críticos ou filosóficos,
mas reaprender a ler
e interpretar o mundo
sem precisar colorir suas bordas
para esquecer suas veias e entranhas...
e nem tomar café, almoçar,
lanchar, jantar ou beber chá
com Deus, com Zeus, com Alá,
com Buda, com Zâmbi,
com Krishna , com Jesus,
com Adonai ou seja lá o nome que tiver...
apenas para que o mundo doa menos
e faça pensar e raciocinar
ainda menos.
✍©️@MiriamDaCosta
Ela aprendeu a ler
não somente
as letras,
as frases,
os textos
e os livros ...
qualquer pessoa
alfabetizada
é capaz disso.
Ela
já cursava a leitura
e a interpretação
dos sinais,
das entrelinhas
e dos mistérios da natureza,
do tempo e das pessoas,
antes mesmo de ser alfabetizada.
✍@MiriamDaCosta
Dolce Peccato!
Sabe aquela pessoa
que a gente só encontra nos livros,
que aparece nos filmes
e que, por alguns segundos,
faz a gente acreditar
que certas pessoas simplesmente não existem?
Pois bem...
você existe.
E talvez seja justamente isso
que mais me desconcerta.
Porque não é sobre perfeição.
Eu não acredito em perfeição.
Também não acho que você tenha vindo
de outro planeta,
embora, às vezes,
seja difícil acreditar
que alguém como você
possa caminhar pelo mesmo mundo que eu.
É sobre ser incomum.
Sobre ter alguma coisa
que eu ainda não sei explicar,
mas que meus olhos reconhecem
antes mesmo que meu coração consiga entender.
Você é sem igual.
E, sabe...
eu acredito que você é o meu número,
meu tipo,
aquela combinação improvável
que a vida parece esconder
até o dia em que, de repente,
coloca diante dos nossos olhos.
E então a gente olha
e pensa:
“Era você?”
Ah, Dolce Peccato...
Você é aquele tipo de mulher
que muitos desejam.
Mas talvez desejem errado.
Porque alguns vão olhar para o teu corpo
e parar exatamente ali.
Eu não.
Eu quero saber da tua alma.
Quero conhecer teus silêncios,
entender teus medos,
descobrir aquilo que você esconde
quando sorri para o mundo
e finge que está tudo bem.
Quero saber o que te faz rir
até esquecer da hora,
o que te faz perder o sono,
quais sonhos você guarda
e nunca contou para ninguém.
Porque o teu corpo pode chamar atenção,
mas é a tua essência
que me prende.
E talvez seja isso
que me assuste.
Porque desejar alguém
é fácil.
Difícil é sentir vontade
de conhecer cada parte invisível
que existe dentro dela.
E eu sinto.
Sinto vontade de ficar
quando o mundo inteiro
talvez queira apenas passar.
Sinto vontade de te proteger
não porque você seja frágil,
mas porque até as pessoas fortes
merecem, às vezes,
ter alguém ao lado
quando o mundo pesa demais.
Se eu pudesse te proteger do mundo inteiro,
eu me colocaria em sua frente.
Seria o teu escudo humano.
Não para impedir o mundo de chegar até você,
mas para lembrar que,
se algum dia ele tentar te derrubar,
você não precisará enfrentar tudo sozinha.
Porque eu estaria ali.
E talvez você nem saiba
o quanto isso significa para mim.
Talvez você nunca perceba
que, em meio a tantas pessoas
que poderiam simplesmente passar pela minha vida,
você fez morada
sem sequer pedir licença.
E é estranho...
Porque eu não sei exatamente
quando aconteceu.
Só sei que, em algum momento,
você deixou de ser
apenas alguém que eu admirava
e se tornou
aquela pessoa que eu procuro
mesmo quando não estou procurando ninguém.
Dolce Peccato...
talvez você seja mesmo um pecado.
Mas não daqueles que a gente se arrepende.
Você é o tipo de pecado
que a gente guarda em segredo,
protege entre os pensamentos,
sorri quando lembra
e, no fundo,
agradece por ter cometido.
Porque existem pessoas
que a gente conhece.
Existem pessoas
que a gente deseja.
E existem aquelas raríssimas
que a gente sente.
Você...
eu sinto.
Escolhi um caminho guiado pelo propósito:
troquei as distrações rasas pelo silêncio dos livros.
Meu foco é o estudo: aprendo, evoluo e compartilho o que sei.
Sei exatamente a imensidão do meu valor,
e que a verdadeira elegância nasce de dentro para fora.
Olho ao meu redor sabendo que o mundo precisa de direção,
e que muitos jovens só precisam de uma oportunidade
e do conhecimento para prosperar
Assim: como o Cury entra na favela porque os cria leem os livros dele, e são transformados por uma leitura de cair em si... o Lula, hoje, sente nas costelas os chutes que um "'pastor"' abduzido por uma boa conta bancária desferiu na imagem de Nossa Senhora Aparecida — a umas páginas atrás, destas terras
a onde, hoje, canta às fake news
daqueles que engaiolararam
sabidamente gente inocente...
soltando o ódio do "bem" que voa
livre... prezado por uma mídia
que solta sua língua legalizando
o erro seletivo (se era pra impedir que o consórcio de imprensa emagrecesse pela falta de verba governamental por quatro anos) pode condenar o pipoqueiro... e a mulher do batom...
enquanto isso nessa mesma terra
"'um banqueiro nada honesto"'
limpava-se das festas proibidas para raparigas de língua brasileira — na toga de um ministro cuja sua peixão pela democracia é de acha-se cabelo
em ovo e cabeça no cria que leu Cury, mas não troca bala por flores... como verdade nos bravejos do Lula, a uma semana do primeiro turno comendo poeira nas pesquisas, preocupado com o lugar da Mãe de Jesus no coração dos brasileiros.
(Leonardo Mesquita)
O Menino que Engoliu um Pôr do Sol
Lucas não lia livros. Para ele, eram apenas pilhas de papel com cheiro de poeira. Prefiria o videogame, onde as cores piscavam e tudo acontecia rápido. Um dia, sua avó, uma senhora que parecia feita de algodão-doce e mistérios, lhe entregou um livro pequeno, de capa azul-marinho.
— Este não é um livro comum, Lucas — disse ela, com um brilho maroto nos olhos. — É um mapa. Mas não de lugares que existem no globo terrestre.
Lucas abriu o livro com má vontade. Não tinha desenhos. Só letras pretas, enfileiradas como formigas cansadas. Começou a ler a primeira frase, resmungando: “No castelo feito de nuvens, o guardião dos ventos guardava o último pôr do sol em uma garrafa de cristal…”
Ele bocejou. Mas continuou. Na terceira página, algo estranho aconteceu. O cheiro de poeira sumiu. No lugar, surgiu um aroma fresco de chuva e… baunilha? Lucas olhou para a janela. O céu estava nublado. Mas no livro, a descrição do pôr do sol era tão intensa que ele sentiu o calor alaranjado bater no rosto.
As letras pararam de parecer formigas. Elas começaram a dançar, a formar formas, a virar sons. Ele ouviu o uivo do guardião dos ventos, sentiu o frio das nuvens sob os pés e, sem perceber, mergulhou de cabeça na história. Quando fechou o livro, horas depois, a sala estava escura, mas seu coração brilhava como se tivesse engolido o tal pôr do sol do guardião.
Uma metáfora poética e extremamente sensorial sobre o poder do despertar da leitura. A transformação na percepção do Lucas — de ver as letras como "formigas cansadas" para sentir o "calor alaranjado" no rosto — constrói um contraste lindo entre a rapidez imediata das telas e a profundidade imersiva da imaginação.
A riqueza sinestésica do texto é o grande destaque. A transição dos aromas, saindo do cheiro de poeira para o cheiro fresco de chuva e baunilha, junto com a caracterização da avó "feita de algodão-doce e mistérios", cria uma atmosfera acolhedora e verdadeiramente mágica.
"Uma das melhores piadas sobre 'especialistas' em livros, autores e exibicionismo é aquela em que o sujeito alerta que, enquanto o outro está discursando sobre Autores que ele leu, o Dirceu está com a mulher dele, na casa dele, HeHeHe. Na piada, o Leitor é português, mas aplica-se a qualquer um!"
TextoMeu 1372
2314 📜 " Já o Autor de um dos mais marcantes livros de todos os tempos, inicia a obra com 'Se você quer mesmo ouvir a história toda, a primeira coisa que você deve querer saber é onde eu nasci e como que foi a porcaria da minha infância e o que os meus pais faziam antes de eu nascer e tal e essa lenga lenga toda, tipo David Copperfield...'
Começa assim o livro que li, com prazer, repetidas vezes!"
Mil sentimentos, mil egoismos
”Mil livros pra ler, mil bandas pra ouvir, mil coisas tentando ocupar o lugar, e só o amor (ou a falta de alguem) é o que me leva à escrever. Se eu paro pra ler cada uma das minhas frases ou textos, é tudo relacionado à isso. Tão pouca coisa sobre culpas, medos, fracassos, desapegos. Se pedissem pra eu me definir em uma só palavra, eu me definiria: Egoísmo.
Amor, amor amor. É tanto amor que começo a odiar essa palavra. São tantas as coisas das quais eu gostaria de falar, tantas, mas o meu excesso de fraqueza não me deixa. Eu passo o tempo todo procurando uma pessoa pra pensar, alguma música que me lembre alguém. Tantos são os problemas lá fora, aqui dentro, e só o amor me leva a escrever, e muitas vezes até ler. Os livros que não falam dele não tem o mesmo sabor, e o mesmo acontece com as músicas e os assuntos com as pessoas que me rodeam. Eu queria, por Deus eu queria algo que fosse além do amor, algo que me fizesse sentir, por Deus ou por qualquer coisa que as pessoas acreditem, qualquer coisa que me faça acreditar, qualquer coisa além. Além de mim, além do mundo que eu criei com todas essas barreiras impermeáveis, que antes era repleto de lágrimas e que hoje procura a raiva ou a indiferença. As coisas vão acabando tão rápido, sobra tão pouca coisa de tudo aquilo que a gente acreditou um dia, e quando nos vemos estamos com as mãos livres, livres mas vazias. É como no filme: “-De que adianta poder voar se não pode sentir o vento?”. É assim que eu me sinto, e é assim que quase todos sentem, até nisso eu deixei de acreditar, deixei de dar valor aos meus próprios sentimentos por saber que todos sentem a mesma coisa. Valor? Qual é o valor de todos esses dias? De todas essas coisas comuns que todos fazem? Chega de acreditar que aos 16 anos você é fora do comum, um ser estranho que parece ter vindo de outro planeta. Não sou assim, ninguém é assim, em algum lugar nessa mesma hora dessa mesma noite, existe alguém com esse mesmo sentimento de incapacidade, esses mesmos fracassos que ninguém conta nem pro travesseiro. Existe sim, em algum lugar dessa terra suja, alguém esperando o futuro pra poder realizar algumas de suas poucas vontades que ainda restam, pois os sonhos já deixou de sonhar à muito tempo. E não dói pensar isso, não dói pensar em mais nada, é aquela tal coisa seca que o Caio Fernando Abreu já dizia, e diz todos os dias através de cada uma dessas pessoas que sentem a frieza querendo tomar conta de si, mas insistem em, às vezes antes de dormir, pensar que algum dia alguém ou alguma coisa vai te tirar dessa. Não vai, não vou, não vamos. ”
Esqueça filmes, livros e novelas já vistos... Esqueça histórias vividas por outros...
Faça você a sua vida, escreva com suas próprias palavras a sua história, e à caneta ainda, sem medo de errar...
Nesse livro terão muitas rasuras, palavras escritas repetidas, palavras riscadas e grifadas, nomes e desenhos nos rodapés... A capa é inconstante... Os personagens mudam no decorrer da história, juntamente com os fatos, ambientes e ações... E não tenha medo ou pressa de chegar ao final... Pois se o enredo for envolvente, emocionante... LOUCO... o final só poderá ser SURPREENDENTE!
As relações na vida são como livros:
Há dias que colocamos virgulas,,,,
Outros colocamos reticências....
Alguns, pontos de exclamação!!!!
Aqueles instantes de ponto. e interrogações????
Momentos de virar a página, fechar o livro ou abandoná-lo.
Contudo isso a maior dádiva que Deus nos dá, continua sendo a capacidade de construir a nossa história e continuarmos a LER
Aqui...
Aqui
uma chuva fina
calor horrível
Aqui
suor, livros velhos
silêncio na sala
Além disso,
unhas por fazer
pés no chão
pernilongos ao entardecer...
Não tenho sono
e a noite é longa
Aqui estou
Aqui me detenho
silêncio, mediocridade
contas de água
passo o dedo no teclado
examino a poeira
Aqui terça-feira dia 10
quente,
outono...
E ai?
Aqui...
Responderá:
Aqui quarta-feira dia 11
Há três meses atrás
Também quarta-feira dia 11
Coincidência?
Aqui
amanhecendo...
janela aberta, sol nascendo
Aqui as ondas do mar,
Aqui todos queimados de sol
passeios de barco a vontade
vento gelado...
Só um pouco triste, isto sim.
Aqui
as vozes claras
em ecos de risadas
e de pouco caso chegarão
Engraçado...
Engraçado?
Não compreendes que a ira
é tardia e inútil?
Seu relicário, precioso relicário, cuidadoso – livros espalhados pelo o quarto, coração cheio de espaço para novos sonhos, e a mente lá na via láctea, todinha iluminada por estrelas.
*
Surpreendida por doces rimas, palavras curandeiras, cheias de mágica, transformadoras. Livros de cabeceira – me fazem dormir. Nos livros o limite voa na linha tênue entre a imaginação e o céu.
*
Ei vida,
Agora me ensina a guardar os pedaços, dos sonhos que você despedaçou.
*
‘Pra frente’, o destino disse baixinho, sussurrando em meu ouvido. ‘Me encoraja’, disse a ele. ‘Pega na minha mão tão trêmula, aquieta meu coração e me conduz na dança’.
*
Eu escrevo porque a alma é grande. Não cabe em mim o que sinto – então espalho.
*
Eu tô careca de saber que o certo é esquecer, e bola pra frente. Mas parece que a minha mente tem alguma doença enigmática: ela adora jogar amarelinha, ir do céu ao inferno numa só linha, e afundar em lembranças, em talvez. Talvez, talvez, e vou vivendo de metades, incertezas, calos nos pés.
*
Um beijo com gosto de sentença. Desses beijos que a gente beija e se vê em prisão perpetua, trancafiados no coração do outro, pelo o amor.
*
Realidade amarga: uma garotinha assustada, tentando de forma deliberada, ás vezes ser adulta.
*
Eu provei da tua boca - já não quero sentir outro sabor algum.
*
Sim, é do 'amor' que estou falando. Aquele sentimento que atira torto, cego de um olho e turvo do outro. Aquele sentimento que só não é o mais belo porque ás vezes dói...
*
'E foi só você aparecer que o sonho se vestiu de certeza, o sorriso virou marca registrada no meu rosto, e os restos de lágrimas se perderam no vento...'
*
Sem você aqui, há um céu sem sentido.
*
Livro tem dessas coisas – faz mágica só com palavras.
*
... Amor – aquele sentimento bagunçado, desgrenhado, cheio de manha, caricia, café na cama, pé gelado no pé quente, mão que antes solta, já não se vê desacompanhada.
Overdose de Livros
Sou apaixonada por leitura, não sou de ler qualquer coisa, gosto de ler o que me interessa e assuntos bons para mim são sempre: amor, psicologia, atualidades, romance, educação, política, qualquer coisa baseado em fatos reais, gosto de ler estatísticas do IBGE (rá-rá-rá). Também gosto de ler sobre ex-esposas sacais, me sinto um anjo, a melhor ex-mulher do mundo e sinto um alívio na alma! Por ser do Bem como Ninguém! Os livros são fascinantes, faz você sonhar, deixa a vida mais leve, dá sentido e responde a muitas perguntas e muitos porquês. Além do mais às vezes a conversa com o livro é ultrainteressante, outras são conversas infinitas a noite toda com base no nada.
Livros & Trechos
Meublog
sexta-feira, 8 de março de 2013
A diferença entre Grafite Artístico e Pichação .
Letras Grafites não podem ser postas em locais inapropriados, existe uma grande diferença entre o Grafite Artístico e Pichação nas ruas, e entre outros lugares que não sejam de acordo com os proprietários, exemplo: _Uma vez um garoto na escola preencheu a chamada com Letras Grafites, isso não pode, o local apropriado para as letras do Grafite deve ser no próprio desenho Grafite e que seja autorizado pelos donos, caso contrário será considerado errado e pichação... Diferente de Obra visual bonita de qualidade .
E todos os símbolos dos meninos Grafiteiros são representações de vida, pensamentos e talentos, não se deve confundir com grupos de outras origens. Os grupos de desenhos Artísticos são simbolos de características de personagens de obras e não são Gangues , muita gente pode confundi a simbologia dos meninos Grafiteiros.
Os meninos Grafiteiros usam Letras e Símbolos como: Smero , que representa leitura, menino que ler e aprecia os desenhos, os Mangás e outros desenhos Artísticos. É isso a diferença, não podendo confundir com grupos de vandalismos.
Falando em vandalismo, muitos pichadores utilizam a simbologia dos meninos Grafiteiros para picharem , muros, grades, lojas, e ambientes proibidos, isso com o intuído de sujarem também a imagem e as siglas dos Artistas Grafiteiros, isso também é considerado vandalismo e utilização de uma etiqueta, de maneira indevida que não é sua. Não pode, proíbido utilizar as siglas dos Artistas do Grafite para picharem lugares impróprios, as siglas dos meninos Grafiteiros Artísticos devem ser respeitadas, quem quiser deve ter sua própria sigla, e utilizá-la de maneira correta, não enfeiar a cidade e sim deixar-la com um visual muito mais bonito, pense como é bonito a cidade sem lixo, sem poluição, assim é o Grafite, sem feiura e sim beleza!
A pichação é poluição visual. São casos completamente diferenciados... Grafite é Letras e Desenhos lindos e coloridos, bem caprichados e de grande estilo em lugares autorizados.
Desenho do Artista Grafiteiro Smero e Outros.
Morro do Galo na Ceilândia, muro da escola.Nação HIP_HOP.SMERO.
Bem na minha insônia
Debruço sobre meus livros
e a sala continua vazia, sem abajur
uma menina no ponto do ônibus
às onze e meia da noite
resolve ir embora a pé
colhendo flores no cemitério.
Eu continuo na sala, agora há vento,
muito vento, é a chuva.
O telefone toca e eu atendo,
nenhuma palavra.
Não me levanto da poltrona,
ali mesmo continuo.
O céu brilha
flashes formam sombras
na janela aberta.
A menina passou pela porta
senti o cheiro das flores
vagamente umedeceram meus poros
A cidade dorme, o ônibus passou no ponto a sós
ela não entrou, já havia ido.
O ônibus continua,
é meia-noite.
Um passarinho morreu de choque elétrico.
Houve o velório com os outros passarinhos,
no mesmo cemitério onde a moça colheu flores.
No terreno que sepultaram o passarinho
nasceu novas flores,
foi na parte que a moça havia tirado as outras flores
para poder agora nascer novas vidas
junto com o passarinho.
Tudo isso aconteceu em uma noite chuvosa.
