Textos Reflexivos sobre Crianças
Hoje é Dia da Criança, e quero aproveitar esta data para celebrar a criança que ainda vive dentro de mim.
Neste dia, sinto uma vontade renovada de relembrar as partes de mim que muitas vezes ficam esquecidas. Desde que me lembro, sempre adorei as pessoas e os animais.
Nadar, brincar na lagoa, fazer arte, colher frutos, andar de bicicleta, subir em árvores—tudo isso sempre fez parte da minha essência. A criatividade e a exploração eram (e ainda são) minhas melhores companheiras.
Uma das minhas particularidades desde pequena era a liberdade de escolher minhas roupas. Vestir-me de acordo com o que me alegra sempre foi uma forma de expressar quem sou. Acredito que a maneira como nos vestimos pode contar muito sobre nós, e isso sempre me fascinou.
As músicas, as danças e a coberta quentinha em dias frios me traziam um conforto indescritível. Acordar aos domingos com o cheirinho de bolo assando ou receber uma xícara de chá de minha mãe—como é bom relembrar tudo isso! Lembro que não gostava de leite como minhas irmãs; eu já era diferente.
Recentemente, adotei o hábito de beber café sem açúcar e faço questão de comer um bolinho aos domingos. Não é apenas um capricho, mas uma forma de reviver momentos bons da infância. Aceitei que isso faz parte de mim e que não há problema em adorar essas pequenas coisas.
A vida adulta nos faz assumir responsabilidades e, muitas vezes, esquecemos de cuidar da criança que ainda vive dentro de nós. Ignorar essa parte de nós pode criar um vazio difícil de preencher.
Num mundo ideal, sempre que ouvíssemos a vozinha interna nos incentivando a brincar ou explorar, atenderíamos ao chamado. Contudo, com o tempo, as obrigações falam muitas vezes mais alto, e adiamos essas pequenas alegrias.
Uma característica que nunca perdi foi a curiosidade. Sempre tive mil perguntas na cabeça e, até hoje, isso me mantém viva e interessada no mundo ao meu redor. Manter essa curiosidade acesa é uma maneira de alimentar a criança que está dentro de mim; para mim, o tempo nunca é escasso. Não me canso de aprender e de me colocar na posição de aprendiz, pois a humildade de não saber me leva a descobrir sempre mais.
Cresci rapidamente e, como muitos, por tempo demais assumi responsabilidades que não eram minhas e necessidades que não me pertenciam.
Hoje, decido priorizar o que realmente importa e dizer "sim" às minhas próprias necessidades, mesmo que isso signifique dizer "não" a outras demandas. Se não estou bem comigo mesma, será difícil ajudar os outros.
Sei que não estou sozinha nessa jornada. Muitas vezes, nos deixamos levar pela pressão de suportar tudo, e nossa criança interior acaba sufocada, mas isso é uma escolha. Gosto de lembrar: deixar ir quem foi… porque já foi!
Que este post sirva como um lembrete: vamos fazer mais do que alimenta a nossa criança interior e dar-lhe o amor que ela merece.
Giovana Barbosa
"Brincando de amar"
Amor brincando no peito,
qual criança a saltitar,
desperta sonhos e anseios,
faz o coração dançar.
É chama que aquece a alma,
sopro doce e encantador,
traz consigo a paz e a calma,
é leveza, é puro amor.
Nas batidas compassadas,
eco de um doce sentir,
o peito vibra em jornadas,
de um eterno existir.
Sorriso que se abre em flor,
melodia em cada olhar,
é o amor, singelo e puro,
que nos ensina a amar.
As vezes diante de coisas como: o holocausto, fome, crianças sendo abusadas, sinto vergonha até de ser humano, pois como sentiria eu orgulho?
Nossa espécie é a mais cruel de todas, o dinheiro cegou quase todos, a religião e a política nos dividiu em partidos, a sociedade nos classificou em grupos que lutam entre si, em busca de um orgulho destrutivo, onde o respeito existe apenas na teoria, mas cada um busca seu próprio interesse!
Parte 2
Eu sou a criança da baixa média.
A minha única riqueza é a comida.
Eu lavara as mãos e comia o quiabo.
Mastigando o quiabo
A minha imaginação era o frango .
O problema é que, quem estava a comer o frango era o meu vizinho.
E o meu quiabo transformando -se em frango era só a minha imaginação.Kkk
Para mim ter o frango e arroz no prato , era a melhor riqueza do mundo .
Quando chegava o Natal
A minha avó comprava um frango, e cinco copos de arroz.
Na casa éramos quinze pessoas.
A minha avó cortava o frango em pedacinhos.
Eu toda feliz, dançando porquê comeria o famoso frango e arroz branco.
Quando a minha avó , terminava de cozinhar, servia e nos chamava para comer.Eu no meu coração falava: Chegou a hora mais interessante
Chegou a hora de comer frango e arroz que esperei janeiro, até dezembro.
A minha felicidade, não se basiava na qualidade ou quantidade do frango, simplesmente se basiava em pensar que, hoje comerei o frango com arroz.
Levava o meu prato
Sentava- me , comia arroz com molho de frango, e deixava o meu pedacinho de frango ão lado.
Quando terminava o meu arroz com molho de frango
Pegava o meu pedacinho na mão, iria a casa da minha vizinha com boca cheia de óleo, e graus de arroz na camisa .
Eu dizia para a filha do meu vizinho; Olha hoje comi o frango com arroz
Dizia sem parar; Olha o meu frango, estás a ver graus de arroz da minha camisa. Comi o frango com arroz.
Tem dias que lembro do mundo quando os
meus olhos o via com olhar de criança.
Só que em um piscar de olhos tudo desmorona
e tornam a se apagar pelo que vejo agora.
Gostava mas do tempo de criança,
meu Deus onde está meu coração hoje?
Quero fechar os olhos, parar, pensar
um pouco e voltar a acreditar no mundo
e em todos, mas o mundo é sujo,
de pessoas egoístas. Senhor leve-me,
pois sinto que estou vivendo os
ultimos dias de existência desse pobre lugar
e sinto que será tudo escuro
e na escuridão não quero mais viver,
passei uma vida nessa terra sem achar a luz.
Senhor me dê uma luz!
Acerca da compreensão do Mundo Preternatural
Um possível questionamento de uma criança do Jardim de Infância, à metologia de ensino de um Professor PhD em Física Quântica, por exemplo, pela Harvard, certamente não seria levado a serio por se tratar apenas de um questionamento pueril. Obviamente porque tal Criança, muito prematura, ainda seria incapaz de ter o acervo necessário de informações e compreensão de tal complexa matéria lecionada por aquele Professor. Então seria um questionamento ridículo. Isto é, sem nenhuma credibilidade no âmbito acadêmico!
Imagine então que Deus, seja O Professor do Universo. E a Criança supracitada, a Humanidade. A matéria então, seria a metologia aplicada por Deus e pelo mundo Preternatural ( a Espiritualidade, se se preferir, assim, denominar). Em relação aos acontecimentos misteriosos no Mundo, tudo aquilo que nos é obscuro e causa tamanha dúvida, sem compreensão, qual seria a relevância dos questionamentos da Humanidade que ainda engatinha no berço do Jardim de Infância em comparação ao todo existencial? O que mudaria? É preciso então que se entenda uma coisa: que o fato da Humanidade não entender praticamente nada sobre a metodologia das ações do Mundo Preternatural, neste mundo Natural, não significa que a Humanidade esteja certa em seus questionamentos. Significa apenas que todo e qualquer questionamento contrário que se faça a Ele, é apenas mais um questionamento pueril de alguém que se encontra em nível de Jardim de Infância.
Às 10h04 in 30.04.2024
Na casa que tem criança,
tem Deus na entrada dela
Para minha sobrinha Tainá Silva Torres
Tem vez que chego cansado
Desanimado da vida
E chego a minha guarida
Fico logo animado
Porque fui abençoado
Com uma presença singela
De uma menina tão bela
Que me dá muita esperança.
"Na casa que tem criança
Tem Deus na entrada dela".
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelista
11/06/2010
“Nas recentes décadas, as crianças tem sido expostas a conteúdos inadequados que pouco estimulam suas habilidades e deixam de usar a criatividade para o desenvolvimento pessoal, ou seja, a capacidade de criar, imaginar ou produzir algo novo e diferente será comprometida. Os pais cumprem papéis fundamentais em atividades lúdicas, participando e incentivando.
Isso não é generalizado.”
#bysissym
Ser criança é ver o tempo passar e não sentir o dia acabar
É lembrar...
dos banhos de chuva,
das brincadeiras de rua,
das cirandas de roda,
das correrias nas poças d’água
Sentir o cheiro do jantar
e saber que à hora de brincar acabou,
pois é hora de voltar para casa, tomar um banho e dormir
Tudo foi um dia um momento inesquecível
Meu sonho de criança, ser professora,
Nasceu em mim, como flor que desabrocha,
Cada livro, cada lousa, cada história,
Fez parte da jornada, da minha trajetória.
De bonecas que ensinava, a quadros de giz,
Cada passo me levava ao que sempre quis.
Em salas de aula, encontrei meu lugar,
Sorrisos e aprendizados, sempre a compartilhar.
Nas manhãs ensolaradas, o saber desperta,
Em cada olhar curioso, uma mente aberta.
A educação, estrada que escolhi trilhar,
É onde meu coração encontra seu lar.
Ser professora, não é apenas profissão,
É missão de vida, é alma e coração.
Realizei meu sonho, com paixão e fervor,
Em cada aluno vejo o futuro, vejo amor.
"A menos que te tornes outra vez criança não poderás entender os mistérios de Deus"
Uma paráfrase da essência espiritual do Cristo, ao crescer, segundo Rousseau, nos tornamos maus, nos afastamos da bondade nata da qual fomos dotados por Deus ao nascer.
A humildade de uma criança, seu encanto com a vida e com as coisas simples, sua capacidade de perdoar, tudo isto se perde com o tempo, então nos embrutecemos com a convivência diária com a estupidez do mundo e com a injustiça praticada pelo homem em nossa volta. Então para voltar ao estado de divindade e inocência requer aproximação de Deus, isto pode ser feito de modo prático por meio de uma de religião sem hipocrisia.
Todavia, há uma maneira exemplar para se conseguir este milagre: Se aproxime das crianças, sendo pai, avô, tio ou professor, imite sua conduta, pratique a humildade e aprenda a dar sem interesse, aceite as normas da vida, sobretudo da justiça de Deus, observando o nascer e morrer, as transformações dos seres vivos que compreendem toda a natureza de Deus. Seja criança outras vez.
Quero voltar a ser criança
à inocência da infância
eu preciso recordar.
Encontrar este menino
Que escreveu o meu destino
Eu desejo lhe abraçar.
Lhe contar as alegrias
que vivi No seu roteiro,
como até cheguei primeiro
onde ele imaginou.
Lhe falar do sofrimento
De deixar coisas pra trás
Do lamento da derrota
Mas o amor seguiu a rota
Que me trouxe muita paz.
O MENINO QUE INVENTAVA HISTÓRIAS DE AMOR.
By Harley Kernner .
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Quando ainda criança inventei uma história de amor...
Na pré-adolescência, ouvir uma música que falava de amor...
Logo após tornei-me em um jovem, e escrevi a minha primeira oração de amor para uma menina de 14 anos, mas por mais que o amava, eu me sentia moreno demais, para misturamos as cores das nossas peles, mesmo assim cada vez que eu via ela, uma poesia nova surgia no coração, foi aí que percebi que poeta mudo não faz sucesso no amor, porque não sabe falar: "eu te amo".
Passaram-se os dias, e lá estava eu, casando com outra menina, por amor...
Após 30 anos na tentativa de ser amado, e semeando o verbo amor, num coração alheio, colhi uma carta de repúdio...
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Como não morri, ainda hoje acredito que o amor existe, e é mais real do que a história de amor inventada por uma criança que ainda que (cresceu), mas não tem altura suficiente para alcançar o sonho de valsa na gôndola do supermercado.
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Harley Kernner
Arquitetura de Poesias
Escritor Particular
Arquitetura de uma Poesia
HOMENAGEM A ARTHUR AMORIM
Anjos reencarnardo em corpo de criança e vem de passagem por aqui para nos ensinar tantas coisas...
Um deles uma vez falou para seu pai: " Que a morte era só uma passagem para a vida eterna“
E realmente a morte tem que ser vista com outros olhos...
Devemos acreditar que temos uma vida ETERNA...
Esse anjo nos ensinou a não perder tempo e aproveitar cada minuto para aprender e a nos dedicarmos a algo que gostamos...
Assim o tempo passa e as provações dessa vida vão ficando mais leve...
E sem esquecer de sonhar e principalmente de realizá-los…
E ao chegar à hora do retorno aos braços do Nosso Pai Maior o amor que foi cativado vai existir para a ETERNIDADE...
Prece
Senhor,
que eu não perca a inocência da criança que fui, por mais que meu corpo pereça e envelheça até ser nada, partícula de pó ao longo da estrada.
Que jamais eu perca a ternura e o amor ao meu próximo, a capacidade de perdoar e de me sentir perdoada e que reine em mim a calma e o bom senso, por mais pedras que me possam atirar.
Pai, que eu não perca a fé na Tua bondade e na Tua soberana Justiça quando tudo ao meu redor for denso e o deserto me dilacerar a alma exposta perante todas as tragédias.
Que de todas as capacidades que me concedeste eu jamais perca a visão e o andar e que a minha existência possa ser de humildade independentemente do caminho a percorrer.
Sempre que eu me perder Senhor, porque o mundo é uma mentira, ajuda-me a Te reencontrar.
Que sempre Te lembres de mim quando a Ti eu clamar na solidão deste mundo vão e que a Tua liberdade esteja em meu coração.
Senhor
Que não seja vã a minha existência por aqui, ajuda-me a ajudar quem de mim necessitar, por isso concede-me Pai o pão de cada dia, a suficiência de tudo o que vier de Ti. Acima de tudo, livra-me de todos os que de dia e de noite buscam o meu mal, de todos os que com hipocrisia dizem amar-me, lembra-te o quão foste traído pelos que eram Teus.
Senhor,
Que a amargura não se instale em minha alma e que não se aparte de mim a capacidade de sonhar, sobretudo que esta angústia tenha um fim e eu consiga acalentar os filhos sem pais e os pais órfãos de filhos.
Que eu diminua, para que Tu resplandeças cada vez mais e que toda a angústia me ensine o voo das aves, o caminho da gratidão.
Célia Moura
[...] Então passei a vigiar-me para
Que nunca cresça a ponto de não ser mais criança.
A única e grande verdade e' que nosso anjo e' a criança
Permanente em cada um de nós.
O adulto e' um ser oculto que se despiu das asas brancas
E enveredou-se no sombreado da vida.
Tudo isso eu sei porque era criança, e via como as crianças
Viam e nada saberia se já fosse adulto.
Do poema ( minha amendoeira), poeta_sabedoro
CRIANÇA
Enquanto eu não escrevo o verso
eu não me reinvento,
Porque ao contrario do que penso,
Eu sou sistemático e perverso,
Enquanto eu não escrevo
o poema eu não aconteço
Porque o silêncio e uma granada
Assim como a própria terra
espera o seu tempo pra explodir
Por isso antes de mais nada
me da teu seio
Como se eu fosse uma criança
Me da a esperança
De acreditar e prosseguir
Isso completa a minha estrofe
Depois eu ateio fogo em Roma
E ponho a culpa em Nero...
Em outra circunstância eu diria que sinto saudades; outrora a casa vivia repleta de crianças; filhos, netos, sobrinhos... éramos uma família unida e feliz. Foi um tempo de abundância quando o algodão era um sinal de luz, as árvores frutíferas atraiam os pássaros, as flores ornamentavam a casa grande, como promessa de muita felicidade e tudo isso começou na igrejinha de santa Rita de Cássia pequena e acanhada de piso morto. Frei Jerônimo celebrou nosso casamento depois de seis anos de namoro, discussões ríspidas entre nossas famílias que tinham suas rixas e eram contra a nossa união; mas o amor se sobrepôs ao ódio e derrubou a cerca de arame farpado que ia da estrada até as proximidades do rio, o que compreendia nossas propriedades e não deixava de ser um bom pedaço de terra, algumas cabeças de gado, porcos e outras criações, além do algodão e do milho. A partir de então houve entre nossas famílias uma total harmonia, eu diria que nos tornamos uma, porque os problemas que surgiam eram nossos e resolvíamos em conjunto e nossas alegrias eram compartilhadas; então veio, em homenagem a avó paterna Ana Luzia, nossa primeira filha: Analu. Juaquim meu marido queria que ela se chamasse Elenice o meu nome mas eu tinha uma grande admiração por dona Ana, minha sogra, que mesmo nas nossas rixas durante o nosso namoro nos apoiou. foram anos de uma felicidade completa; vieram outros filhos e isso só consolidou o nosso amor. ninguém teve tanto a certeza de ser amada como eu; mas mesmo nos melhores momentos, as vicissitudes da vida acontecem e ninguém está imune às paixões.
Analu corre ainda entre a varanda, o pomar e as roseiras que adornam a frente branca e azul de nossa casa, nas brincadeiras ingênuas de sua adolescência com os irmãos, primos e vizinhos, Juaquim cuida dos bichos ou das plantações e provavelmente cantarola uma canção romântica; assim as coisas ficaram na minha lembrança. Numa parte ou outra, dunas ameaçavam bairros e as chuvas tornavam-se mais escassas. ouvia-se histórias de famílias que migravam por essas dificuldades; resistimos a todas as adversidades.
Era uma tarde nublada de agosto, Juaquim tinha ido pescar no rio quando o carro entrou pelo nosso portão e chegou bem próximo aos degraus que conduziam a nossa porta; era Eriberto, o advogado, que trazia uma pasta; ele cuidava do inventário do sr Benedito, meu sogro, falecido há poucos meses, vitimado por falência múltipla dos orgãos. Ninguém diagnostica o tempo como causa mortis; meu sogro já contava 99 anos. "Quem é esse anjo?" Questionou Analu, que já contava 18 anos. Heriberto era assim, dava sempre essa impressão, e se sorrisse e nos olhasse nos olhos passava-nos a sensação de uma fragilidade que também nos contagiava. Eu já conhecera aquele sentimento e vivia numa dúvida cruel, convivendo com aquele remorso, imaginando se Samuel, meu filho mais novo, não seria filho de Eriberto. desde então Analu parecia mais calada, vez ou outra estava sempre no telefone sussurrando; Samuel certa vez ao chegar da escola mencionou ter visto Analu na pracinha conversando animadamente com Heriberto parecia uma tragédia anunciada, meses depois notava-se a barriga de Analu crescida; Juaquim chegou a ir atrás de Heriberto, mas ficou sabendo que ele era casado e havia se transferido pra outra capital; meses depois nascera Cecília, mas Analu perdera todo o brilho do olhar, juaquim também ficara meio rançoso; certa noite me questionou por que eu não lhe falara sobre a origem de Samuel. Juaquim era um anjo, de um amor puro e imaculado. Quantas vezes olhamos o por do sol sobre as dunas que guardavam a nossa história; e dali vimos o brilho de um nascente renascer nos olhos de Analu, que na igrejinha de santa Rita de Cássia, agora com piso de mármore e torres iluminadas, casara-se com um dos filhos de um primo distante de Juaquim.
De vez em quando penso que todo esse tempo não passou, quando contemplo Gustavo, marido de Analu, tirando leite das vacas, colhendo o milho, obsevando a plantação de algodão; ele também cantarola algumas canções que mencionam amor e paixão, de vez em quando caminhamos à beira do rio; de vez em quando são subdivisões de uma eternidade que se divide em partículas para serem bem guardadas ou esquecidas pelo tempo e o perdão.
Prólogo do Livro MICROCUSPEs
PRÉ-CUSPE
Não sou poeta, não me chame assim.
Quando criança, na escola, uma professora de redação,
dessas que vivem de dar nota, me disse:
Vai, Kiko, ser gauche na escrita.
Quem me dera que meus cuspes fossem leminskiados.
Sinto inveja desse cachorro louco. Como é que ele consegue?
Nem se eu caetanasse o que eu escrevo...sairia um inutensílio.
Ponho R em Buarquer, Francisco Buarquer, pois assim me sinto mais
confiante. Posso ponhar à vontade, pois sempre acerto as crases
e dou rodopios nas mesóclises.
"Caro leitor, escrever-lo-ía com clareza, mas..."
mas (adoro conjunções adversativas),
mas... descubro
que
mais
importante
do
que
o
que
quer
ser
dito,
é
o
que
quer
ser
impresso.
Então, se tá feio, takai-me na ternura. Pra mim tá bão.
Não páro pra pensar mesmo.
(não páre o "pra" nem o "bão", muito menos "páre" este acento,
pois agudo já estou).
Apenas seleciono alguns versos, rimas tolas e pronto.
Por fora, um status quo de bestos textos.
Impressão preto & branco.
centímetros de largura.
pixels de altura. CMYK.
Sorriso de selfie e uma voz arnaldoantuniada dizendo
que o livro existe porque foi feito.
Por dentro, ah...interjeições....
Trago na Pessoa a suavidade em nada se dizer.
Grandes espaços em branco, Duncan to a canto.
Ainda acho que um louco vai pesquisar "neologismo" no Google.
Um desocupado, com certeza.
Um ocioso severo, caso de morte ou vida.
Me cubro de humanidade
irrespiro o brio do transparente
ignoro a qualidade,
mas sou gente. (já falei que adoro conjunções adversativas?)
A inocência pura
Quando criança, vivia na fartura, rodeado de coisas finas e caras, de viagens, empregados e seguranças, mas no meu íntimo, sonhava em crescer, ter um emprego e todo mês faltar dinheiro para pagar as minhas contas. Loucura infantil ou síndrome do excesso de poder e dinheiro? Às vezes, o dinheiro e o poder não são o sonho dos filhos dos afortunados.
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