Textos Reflexivos sobre Crianças
Mas, por que é que será
Que há sempre regras a seguir
Desde criança
Eu tinha hora de querer ou não
E me mandaram descer da árvore
E jamais subir no muro
Gostar da dança em que não via graça
E tinha hora de dormir
No quarto escuro
Tela em branco
A vertente de estrela
Era o fogo do Sol
O fato é que Atlas
Mais forte que eu
Obedecia
E sempre havia
Uma vela apagada
Capela
Uma destreza felina
No inferno, onde há caça
É triste
Mas de fato existe
Um prazo pra folha cair
A nuvem tapa o Sol
Mas a luz não se vai
Nem antecede a hora marcada
E em cada recinto que pisei
Alguém queria sempre ser o rei
Em cada lugar
Tinha veneno
Que vinha de bicho ou de folha
...Mas tinha e tanto mal fazia
A cada qual
Conforme a imprópria natureza
Era o mal sentado à mesa
Muitas vezes no lugar ao lado
Conforme gira o mundo
Há uma vaga ideia de que o mundo gira
São coisas que a gente ouve
Não escuta
E pensa que entendeu
Mas é esperto o suficiente pra mudar
E parar o tempo e fazer melhor
Pois podia voar triunfante
E ir mais adiante que qualquer condor
Não há nada que se achegue perto disso
E tinha uma vontade
Bem maior que a correnteza
Não havia espera e nem tempo
A fera no fundo do rio
Não pensa
E eu pensei
Que pensava melhor do que ela
Até que numa bela tarde...a folha cai
E o veneno destilado, do lugar ao lado
Faz a gente olhar a vida
de maneira diferente.
Edson Ricardo Paiva.
Pense numa imagem
Imagine uma foto antiga
Coloque crianças brincando
Algumas das quais
Você mesmo conheceu em outra vida
Coloque nessa figura, algumas árvores
Um pedaço de Céu, nuvens de chuva
A mais pura cara da pureza
E tristeza nenhuma
Agora, de alguma forma
Procure acelerar o que acontece
E veja as árvores crescendo
As crianças envelhecem
Pássaros que vem e vão
E nesse vão que abriste no tempo
Desvendaste alguns segredos
A haste que aos poucos enverga
A terra que entrega a vida
Que depois, cansada, um dia
Ela também se entrega
Entenda, que apesar de tanto
Por enquanto, não viste quase nada
Enquanto pensares
Que nisso se resume a vida
Nas ciências da terra
E nasceres do Sol
A semente germina
E o pássaro que voa, devido à resistência do ar
Nada disso justifica a vida
Enquanto a gente
Não forçar um pouco mais a vista
Pra poder enxergar a esperança
A mentira, o ódio, a ambição
Ciência inexplicada
Da coisa que vira outra coisa
A alegria que nasce do nada
E depressa
No coração da pessoa, se a pessoa dança
Essa linda luz colorida
Que emana da melodia
E perdura
Além da semana de sete dias
Coragem pra se levantar da cama
E voltar a viver a vida
De coração abarrotado de tristeza
Existe uma pessoa, que se chama Fé
Um Anjo que explica a vida
E diz que ela pode ser boa
E com um pouco de boa vontade
Ela ainda pode até
Ser linda de verdade
E que algum espaço esquecido
Lá no canto daquela figura
Um dia, até ser traduzido
Na mais pura e bela poesia.
Edson Ricardo Paiva.
Quando a gente era criança
Existia uma lenda
Sobre um pote de ouro escondido
E que nem todo mundo o encontra
Havia um segredo
Eram coisas que se queria
Sem saber bem ao certo o que era
E talvez estivessem por perto
Quando o certo
Era antes responder pra si
Que, se a gente conquistasse
Todo o ouro que existe no mundo
Pra que será que ele servia?
A vida, uma estrada bem larga
Felicidade, uma senda
Enquanto isso
A gente ia sentado
Nas janelas do trem da vida
Pesquisando em mapas e fotografias
E perdia as mais belas paisagens
O tempo apressado, pediu pra passar
E eu deixei
O tesouro não era um pote
Nem bau, nem nada assim
O segredo da vida, é a vida
Que se encontra espalhada
No caminho a ser percorrido
Pra poder ser vivida
Um pouquinho a cada dia
E todo dia ela muda
O tesouro da vida é um sorriso
Um resto de melodia
É saudade que gruda
Então, se é possível sorrir, ainda
Faça isso em cada dificuldade
O pote de ouro da vida
Não era uma lenda
A mentira escondida, era sobre o valor
Das coisas que o dinheiro compra
Há tesouros diferentes
De vida pra vida
E se tornam semelhantes
Na medida em que você percebe
Que os tesouros de maior valor na vida
Vem de graça, na graça da vida
E eles não estão à venda.
Edson Ricardo Paiva.
Uma criança me perguntou
Que será se a Lua tem alma
Eu respondi que creio que sim
Pois, enfim, não há de ser à toa
Que quase toda noite ela se aninha lá no Céu
Serena e calma
Pois eu creio que a Lua deve ter milhões de almas
Assim, como cá na Terra
Quase todos que eu conheço
Quase todos tem uma
Algumas almas tem preço
Muitas não valem vintém
Outras nem isso
Alguns tem a alma do avesso
Tem gente que só parece
Mas quase todos as tem
Assim, creia que a Lua a tenha também
Porque, se não tiver nenhuma
Ela sempre vai ter a minha
Sempre que brilhar
Bem na linha da minha janela
Pelo menos por alguns instantes
A minha alma estará lá com ela
Pois a Lua possui uma identidade
A Lua tem um caráter
Tem gênio, temperamento, tem personalidade
e até natureza
Coisas que lhe conferem uma alma
...e, no caso da Lua, também uma grande beleza
Então a criança me perguntou
Quantos anos que a Lua tinha
Então eu olhei pra Lua
A sua cara hoje, estava meio apagadinha
Quase tanto que nem a minha
Creio que tal pergunta, só queria me pôr à prova
Então eu olhei pra criança
E só respondi que a Lua era Nova.
Edson Ricardo Paiva.
Quando a gente era criança
E brincava de se esconder
E subia lá no alto, ia só de brincadeira...e ria
Ria, de incauto que era
E pulava de lá, por prazer
Pelo puro prazer de poder ouvir o ar que zunia
Uma vez fui encontrar lá em cima
Um pássaro que tinha desistido de voar
Daqueles, que quando dói, nunca se lastima
Não chora, não pede ajuda
Se recolhe no seu lamento. Finge morto, finge mudo
Se tinge de esquecimento
Enfim, nada escolhe na vida
E mesmo assim
Teve a escolha de sofrer calado
Eu conto essa passagem
Num poema bobo e sem rima
Porque desde pequeno
Eu também não podia chorar, nunca tive coragem
E jamais me ensinaram o jeito certo de falar com Deus
Pra dizer-me arrependido e nem pedir perdão
Nunca aprendi pedir nada pra Deus
Mas o certo era que o pobre pássaro
Pode ser que ele só fosse igual a esse que eu sou agora
Daqueles que quando chora...é só por dentro
Num lamento mudo
O pássaro caiu lá de cima
E nem me deve ter ouvido pedir perdão
Quedou-se no chão
Num tombo quase tão breve quanto uma vida
E ele também deve ter sentido
O ruido leve que zuni no ouvido
Que só ouve quem cai
Mas naquele momento
Como quase que tudo na vida
Não deu tempo pra nada
O pássaro mudo, morreu sem chorar, não deu tempo
Pode ser que eu, depois daquele dia, o tenha tido
Mas eu não chorei, nem naquele dia e nem nunca mais
Ajuntei todas as lágrimas que tinha pra chorar na vida
E quando vi que o pássaro ia subir pra Deus
Eu pedi pra ele levar.
Edson Ricardo Paiva.
Me lembro quando em criança
Voar num barranco gramado, morro abaixo
Acho que nunca mais voei tão alto
Recordo de olhar pros lados:
Nada, nem ninguém
E eu era bem feliz assim
Se minha vida visse o brilho nos meus olhos
Quando eu lembro dela
Talvez ainda fosse aquela amiga
Quem sabe, ela pensasse em mim também
Me lembro de noites escuras
Eu acho que venci meus medos
Descendo lá, desde as estrelas, infinito abaixo
A partir de então, nada foi tão claro e tão bonito
Quanto subir novamente...e correndo
Nada nunca me fez ficar lá, desistir
Quando olhei pros lados
Nada, nem ninguém
Tudo bem, pois a vida é assim
Mas há dias em que eu quase rio também
Onde as tardes são lilazes
Se a vida me pudesse ver
Diria que eu pareço ser feliz ainda
Nos momentos que eu olho pra ela
Vida, aquela velha amiga que virou-me as costas
Me deixou lá embaixo
Nem viu que eu subi novamente
E contente
Tanto eu corri nesta vida
Acho que fui mais além
Quando a vida me procura e olha pros lados
Nada, nem ninguém.
Edson Ricardo Paiva.
Como criança
Você lança a pedra pro alto
E ri de alegria incomum
Aquela que só tem quem desconhece
Taca fogo na floresta imaginária
E pula de felicidade e dança
Dança como quem dança na chuva
Chuva cai como uma pedra
Apaga a chama da floresta
Lança pro alto a fumaça
Qual criança, desconhece a direção
Deixa por conta dos ventos que levam palavras
Elas vão como a fumaça
O destino da pedra era o chão
Quem sabe, uma vidraça
Não te cabe a direção dos ventos
Não se sabe a profundeza da lagoa
Onde se lança a pedra a saltitar mil vezes
As águas sempre se evaporam
E as nuvens choram de comum tristeza.
Edson Ricardo Paiva.
As Ilusões que a vida traz pra gente.
Ilusões
Há um tempo assim
Em que a criança a tudo alcança
Finge pra si mesma ser outra pessoa
Meu Deus, que coisa boa era o fugir contente
O brincar inocente
Consciente que era aquilo tudo só imaginação
Esperava o dia
Em que era tudo de verdade e pra valer
Realidade ilusória
Existe um tempo assim também
Amanhã há de ser um novo e lindo dia
Fingir ser a mesma pessoa
Iludido no pensar incoerente
de que é o tempo ilimitado
Meu Deus, que coisa incrível
Eu me pensava indestrutível
O tempo passa e traz
Ilusões pertinentes
Era a razão de prosseguir
De confiar em mim somente
De tentar alcançar, com sorte, ao menos o suficiente
Pois o tempo é premente e amanhã é só mais outro dia
Meu Deus, que coisa triste
Pensar que as ilusões se foram
Era mais outra ilusão
Sentir-se impotente
Diante das desilusões que a vida traz
Pior era a outra parte
Aquela, de se deixar ficar, simulando a paz ausênte
Ilusões perdidas
Há também um tempo assim
Há quem pense ter vencido a vida
O tempo o alcança e a vida vence
Meu Deus, que coisa à toa era pensar
Compreender que o tempo da ilusão
De fingir ser quem não era
Depois de uma vida de espera
Se revela o tempo da felicidade verdadeira
Consciênte, feliz, altaneira
E, jamais uma ilusão
Foi o único tempo dessa vida
Que a gente fingiu ser quem não era
Sendo apenas quem era
Fingir não era opção
Eis toda ilusão
Os outros fingiram tão bem
Que pareceu ser verdade
Era tudo, a vida e tudo mais
O tempo todo
Bem mais frágil
Que a Ilusão primeira.
Edson Ricardo Paiva.
"Eduquem os seus filhos"
A criação esta cada vez mais banal, crianças não estão sendo educadas, a sociedade esta valorizando bens e tecnologia que acabam alienando cada vez mais seres controlados, em busca de valores esquecem-se do verdadeiro sentido da vida. "Os valores", aqueles que aprendemos com nossos pais, de uma geração não mecânica e não tão tecnológica, eu sinto falta do: Bom dia, boa tarde, por favor, e com licença, esses valores são “ditos” que deveriam existir com a educação, que há muito tempo não se vê.
Se torna triste as gracinhas sem nenhuma graça que vemos na tv, banalizam a inteligência, expondo seres enjaulados, causando barracos e fornicações, desmerecendo o juramento feito perante aquele que abençoa a união, desfavorecendo qualquer tipo de pensador que acaba comendo Pizza, no auge de seus pensamentos.
A vida esta confusa, pessoas estão certas de suas confusões, procuram mais terapeutas, para estancar preocupações, descobrir quem somos pode nos transformar em outra pessoa. E isso não é ruim, é evolução.
Eduquem-se, façam a diferença, sobreviva à nostalgia, limitem-se apenas na hora de falar demasiadamente. Falar em demasia pode lhe causar transtornos. Leia mais e aprenda a ouvir mais. Você não foi feito só para falar, mude de opinião, evolua.
Observe os posts dos seus amigos, eles querem lhe transmitir algo também, aprenda ensinando. É ensinando que se aprende, certo? Não gaste seu tempo só com você, compartilhe a sua ideia.
Não seja demagogo, seja positivo!
Valorize os seus erros, se não fossem eles, não teria motivo para os acertos, parem de "dar tapa na cara da sociedade". Não funciona! Bata em sua própria face e mude.
E pelo amor a uma nova geração, eduquem os seus filhos, valorize a educação. É dela a melhor parte da mudança.
Geração abusada, pessoas enjauladas, caos sentimental, futuro crônico de pessoas roubadas.
No fundo estão roubando a sua vida e você está ocupado no momento, para prestar a devida atenção.
Esteja presente no mundo real de seus filhos, aproveite e permita-se a viver a fantasia deles, lendo um bom livro infantil, para quando passar o faz de conta, eles consigam enxergar a boa educação e valorizar o seu sim e o seu não!
Ame as pessoas,
Aprecie a natureza,
Observa uma criança;
Veja o quanto ela pode te ensinar
Viaje nas lembranças;
Bons momentos valem à pena serem recordados.
Escute atentamente as outras histórias e outras experiências;
As pessoas sempre tem algo para aprender umas com as outras.
Seja educado;
Mesmo quando não encontrar motivos para ser.
Seja fiel,
Principalmente contigo mesmo;
Pois a dor da consciência não tem cura.
Seja mais do que as pessoas esperam;
Seja melhor do que você acredita;
Isso aumenta nosso potencial interior.
Mas se falhar perdoe-se,
As pessoas que falham e assumem seus fracassos,
Tornam-se mais fortes, do que aquelas que acreditam serem infalíveis.
Acredite, nossos valores e qualidades sempre são reconhecidos pelos olhos de fora.
Por isso nunca pense que você não é ninguém,
Sempre existe alguém te admirando
Em algum lugar,
Por alguns momentos,
Mesmo que você não perceba.
A criança e a vida.
Incrível , como, quando você chega a um lugar e ao entrar, você olha a seu redor e parece que aquele lugar não lhe pertence mais,é a mesma sensação de querer usar aquela roupa antiga de 25 anos atrás que você insiste em usar mas ela te aperta, coça, pinica;chegando até te sufocar.
Papais e Mamães, muito cuidado com a educação e a disciplina exagerada, olhe para seus filhos com mais carinho e compreensão, uma criança é, como um artista, que está de frente para uma tela vazia e, o que mais ela precisa é, estar livre para exercer e praticar a sua criatividade e, essa tela vazia se chama VIDA!
Espelho d'água,
te admirava em minha fantasia de criança,
te olhar me dava imensa sede,
te beber todo, uma saborosa esperança,
mergulhar bem fundo era o meu desejo ousado,
mas minha mãe não me deixava,
eu queria só nadar com cuidado!
Espelho d'água,
os dias me fizeram crescer,
nem me lembro daquela inocência,
despois de tanto passar pelo amanhecer,
Contudo, te vejo e a vontade surge do nada,
a sede sequer passou,
e submergir, permanece como inspiração ousada.
A PROCURA
Procuro você
Não há encontro
Existe uma variedade de crianças:
Irrequietas, quietas, travessas, malcriadas, comportadas.
Onde está você?
Em que ponto do passado encontrá-lo?
Vasculho o prédio:
Por baixo da mesa, das cadeiras,
No pátio, diretoria, no lixo.
Não o encontro!
Vou à Bahia, de Mucuri ao Ibó.
Vasculho Itabuna, Vitória da Conquista, Ibirapitanga...
Perdeu-se!
Não foi a morte que o levou
Foi a vida!
Junho/ 1974
Grande dor a uma criança morta
(em homenagem à prima Kátia)
I
Chegaste e eu fiquei triste.
Chorei... Não podia crer
Que isso fosse a pura verdade.
És muito mau meu amigo.
Por que dar uma notícia assim?
II
Fiquei chocada, gritei...
Mas tudo inútil,
Pois só tu me ouvias!
III
Tristeza, sempre estás
Aqui junto a mim.
Nem sei se aguento...
Mas a ilusão de tudo se acalmar,
E a nossa felicidade voltar,
Ainda existe em meu coração.
IV
Sorrir, sorriso puro?
Era o daquela linda criança
Que conheci há algum tempo...
Seus olhos azuis, quase negros,
Fitavam os meus vivamente
Enquanto eu, pobre pirralha,
Escondia, para não veres,
Uma enorme, grande
Tristeza e dor...
V
Teus cabelos perfumados
Todos os dias eu afagava.
Tu sorrias, pura criança...
Andavas, corrias e choravas...
Mas eu não me importava!
Tu me querias e eu a ti.
Amada, minha querida!
Eras tão boa de alma.
Singela, tão sonhadora e triste!
Será que tu herdastes algo meu?
Não, não quero...
VI
Mas hoje, criança,
Dormes um sono,
Um pesado sonho angelical.
Aquele que permite a nós, homens,
O descanso eterno pela morte...
Não corres, nem choras e nem sorris mais...
Teus cabelos estão ainda perfumados...
Teus olhos, nem posso lembrar-lhes a cor!
Mas lembro que eram puros,
Tão puros quanto a flor!
(junho/ 1967)
Alguém pequeno, tão grande
(inspiração adolescente)
Você criança, de olhos grandes, calmos e serenos, reluzindo como a lua...
Sua voz infantil era sua, só sua...
Quando iria tomar forma?
Quando iria crescer?
Andava tão engraçado...
Eu só podia rir de você!
Meu riso não foi zombador,
Foi somente de dor, em pensar tantas coisas... de você!
Meu riso? Foi riso!
Quem pode dizer do que foi?
Sua altura era sua, só sua...
De repente...
Fez-se gigante, apesar de ser tão pequeno!
Você, rosto fino, mãos longas, pés grandes...
Era engraçado, meio desengonçado!
Mas eu gostava de você!
(1967)
Um olhar
Nos olhos das crianças a pureza
Na flor, a natureza mostrando que és bela
No rádio uma linda canção
No peito a emoção de ser tocado pelo amor
Minhas palavras são escritas com carinho
Sei, não estou sozinho
Pois sei que estás aqui
Guardada no meu coração
É maior do que paixão
Esse amor é pra você
Madrugada Fria
Palavras brincam como crianças no parque em minha cabeça
Pego a caneta e o papel, escrevo antes que eu me esqueça
A madrugada fria traz alguns pensamentos que eu já nem pensava
Olho pra fora da janela e vejo as flores, todas molhadas
A chuva cai, a dor não sai, por que logo agora isso?
Eu quero andar, passear, sair voando é o que eu preciso
Então eu vou fechar os olhos e voar na minha imaginação
Enquanto uns alimentam o ódio, eu alimento a boa ilusão
Tenho no coração uma vontade de vencer
Me de sua mão, vamos voar, guia-me que eu guio você
Assim que tem que ser, eu por você, você por mim
Eu te espero, para que juntos possamos ir até o fim.
Quando eu era bem jovem, criança mesmo, aprendi a andar de bicicleta no coroadinho, onde morei por um tempo.
Não costumo lembrar de muita coisa, mas lembro que andar de bicicleta me fazia muito bem. Eu esquecia as coisas tristes da minha infância, as ausências, a confusão emocional que havia sobre o tema *Família*. Advinhem o que aconteceu um tempo depois? Eu me acidentei.
Na casa da minha vó, no São Cristóvão, um lugar incrível para uma criança, lugar que nos rodeava de natureza e diversão. Caí alguns metros a baixo e bati a cabeça sobre uma bananeira macia.
O motivo da queda?
Eu havia ganhado uma bicicleta que era enorme pra mim. Me desequilibrei em um precipício de tabatinga e caí.
Eu fiquei traumatizada e advinhem?
Deixei de andar de bicicleta, já tentei várias vezes reaprender a andar e nunca consegui.
É estranho e um pouco irônico…vindo de uma pessoa que sabia fazer manobras tipo bike Cross.
Mas eu já decidi que vou perder o medo (que as vezes parece bobo) e o nervoso que sinto quando tento usar uma bicicleta.
Conto isso para que algumas pessoas entendam que eu ando ocupada demais tentando me reinventar. Que esse exemplo é simplório, que eu estou tentando me reconstruir de quedas como essa, só que maiores. Que possuem motivos que de acordo com a história pessoas não querem saber. Então eu peço que se você não pode me entender ou me estimular, não seja um precipício na minha vida.
Tem pessoas que escolhem as coisas ruins.
Tem pessoas que desde que se entendem por gente são ruins.
Mas será que elas não estão tentando melhorar?
Eu espero que sim.
Todo mundo tem seus precipícios, mas não precisamos ser mais um para ninguém e isso sim é uma escolha. 🌻
A TENDÊNCIA DE CADA FAIXA ETÁRIA
A Criança (0 a 10 anos) quer Observar, como Imitadora!
O Adolescente (11 a 20 anos) quer Experimentar!
O Jovem (21 a 35 anos) quer Aprender!
O Adulto (36 a 60 anos) quer Aplicar!
O Idoso (61 a 80 anos) quer Apreender!
O Velho (a partir de 81 anos) quer Observar, como Espectador!
Contudo, verifica-se também que há, Adultos que querem Imitar, Idosos que querem Experimentar, Velhos que querem Aprender, Crianças que querem Experimentar, Adolescentes que querem Aplicar e Jovens que querem Apreender!
Quando somos crianças e nos machucamos temos medo de falar pra nossa mãe e ela nos chingue
Quando somos adulto temos medo de falar de sentimento pra alguem e ela nos machuque ou se vingue
Tudo que eu digo é real, então me pegue na pior verdade mas nunca na melhor mentira
Eu juro que te ouço enquanto vamos vivendo momentos e torcendo pra que nada interfira
Não quero ser o mocinho nem o vilão, nem o cara que vai brincar com seu coração
Quero do seu lado sentir essa emoção, e que nossos planos seja apenas ser feliz sem moderação
